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  "category" : "Léo de Castro",
  "kicker" : "Léo de Castro",
  "title" : "Desenrola, Brasil: o país merece competência",
  "description" : "O país está operando numa lógica que enriquece somente o sistema financeiro, criando uma sociedade indolente e rentista, que não investe na produção, estimulada a ganhar dinheiro sem trabalhar",
  "body" : "<p><p><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">O governo federal lançou <a href=\"https://www.agazeta.com.br/ta-no-lucro/novo-desenrola-comeca-a-valer-nesta-terca-feira-0526\" rel=\"\" target=\"_self\">no início de maio o chamado Desenrola 2.0,</a> um programa emergencial de renegociação de dívidas, para aliviar o endividamento de famílias e empresas e reduzir a inadimplência recorde.&nbsp;</span></p>\n<p><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\"><br></span></p>\n<p><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">É apenas mais um esparadrapo: uma agenda de pronto-socorro, para reinserir consumidores no mercado e aquecer o consumo de forma artificial e insustentável. Como diria o vice-presidente Marco Maciel, as consequências vêm depois.</span></p>\n<p><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\"><br></span></p>\n<p>O Desenrola é um remendo, não uma política estrutural para realmente enfrentar nossos desafios. Mais da metade dos lares está no limite da insolvência, como mostrou recente levantamento da empresa de pesquisas NIQ – NilsenIQ, publicada no Valor Econômico.&nbsp;</p>\n<p><br></p>\n<p>Os números mostram que quase três quartos dos lares brasileiros estão desconfortáveis com a situação financeira e 54% estão no limite de virar insolvente. A região mais afetada é o Nordeste.</p></p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777971371747_177791784469f8df94992c5_1777917844_3x2_lg.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">O ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante assinatura da Medida Provisória referente ao Novo Desenrola Brasil</span> <span class=\"img-credit\">Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p><p>O governo tenta dar fôlego para o consumo de forma artificial enquanto acelera na expansão dos gastos públicos, pressionando os juros e o endividamento, num círculo vicioso.&nbsp;</p>\n<p><br></p>\n<p>A tendência da dívida pública é de forte aceleração nos últimos três anos, chegando a 80,1% do PIB no primeiro quadrimestre deste ano. É o maior patamar de endividamento bruto do país em quase cinco anos. O governo gasta como se não houvesse amanhã, só que o amanhã chega. E chega não para o governo, mas para o povo, que é afetado no seu dia a dia – ele que é enganado e que paga a conta.</p>\n<p><br></p>\n<p>Sobram evidências de que a agenda pública das lideranças do país é inepta e inconsequente. É uma agenda de curtíssimo prazo, que ilude a população mais carente, justamente a que precisa se preocupar com a sobrevivência do dia a dia. Infelizmente, essa tem sido a prática de todos os governos do Brasil dos últimos anos.&nbsp;<span style=\"background-color: transparent;  font-weight: inherit; letter-spacing: inherit;\">No ano eleitoral, o quadro se agrava.</span></p>\n<p><span style=\"background-color: transparent;  font-weight: inherit; letter-spacing: inherit;\"><br></span></p>\n<p>Além disso, o governo também costuma agir de modo incoerente. Ele sabe que precisa enxugar gastos e buscar o equilíbrio fiscal. Sabe que deveria apoiar setores importantes da economia, como a indústria, que atua como o motor de toda a atividade econômica. Mas as medidas que adota são contraditórias e vão no sentido oposto.&nbsp;</p></p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2><p><p>Gastando além das possibilidades, o governo alimenta a alta dos juros, prejudicando os investimentos produtivos, atraindo capital especulativo, levando à supervalorização do câmbio e minando a competitividade de quem realmente produz no país.</p>\n<p><br></p>\n<p>Para coroar o teatro de absurdos, <a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/lula-assina-mp-que-zera-imposto-federal-da-taxa-das-blusinhas-0526\" rel=\"\" target=\"_self\">o governo resolve suspender a taxação de produtos importados manufaturados no limite de até US$ 50,00, a chamada Taxa das Blusinhas</a>.&nbsp;</p>\n<p><br></p>\n<p>Quem produz fora do Brasil paga zero imposto para vender aqui, e quem produz aqui tem que arcar com o inabalável Custo Brasil, uma conta de R$ 1,7 trilhão que vem crescendo ano a ano, sem que haja uma ação efetiva do poder público para reduzi-la. Esse custo, que abordamos aqui com frequência, faz com que todos os brasileiros paguem mais caro por tudo que é produzido no país.</p>\n<p><br></p>\n<p>Em vez de medidas estruturais, o governo segue adotando paliativos, <a href=\"https://www.agazeta.com.br/ta-no-lucro/como-ficara-seu-salario-quando-isencao-de-ir-ate-r-5-mil-entrar-em-vigor-1025\" rel=\"\" target=\"_self\">como a isenção de IR</a>, a suspensão das taxas de importação, subsídio aos combustíveis, renegociação de dívidas e ampliação do crédito, para impulsionar o consumo de forma artificial, aumentando o endividamento e contratando uma crise ainda maior para o ano que vem. Vimos algo parecido em 2014.</p>\n<p><br></p>\n<p>O endividamento do país é a grande fonte de nossos problemas. É inútil o governo falar em déficit primário, quando o déficit nominal, que realmente conta, acumula R$ 1,2 trilhão nos últimos 12 meses, o que equivale a 9,41% do PIB.&nbsp;</p>\n<p><br></p>\n<p>Esse é o déficit acumulado do setor público no período de 12 meses encerrado em março. É o maior rombo fiscal anualizado da série histórica. Isso significa que o Brasil gastou R$ 1 trilhão apenas com os juros nominais da dívida pública.</p></p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2><p><p>O país está operando numa lógica que enriquece somente o sistema financeiro, criando uma sociedade indolente e rentista, que não investe na produção, estimulada a ganhar dinheiro sem trabalhar.&nbsp;</p>\n<p><br></p>\n<p>Isso nos condena ao subdesenvolvimento e à desigualdade de renda. O governo, que diz trabalhar pelos mais necessitados, faz justamente o contrário: enriquece os mais ricos. É sintomático que todo candidato a presidente da República coloque na agenda de prioridades uma visita à Faria Lima, para pedir a bênção ao sistema financeiro. Isso sem falar na ética pública.&nbsp;</p>\n<p><br></p>\n<p>Nos três poderes, ao longo desses anos todos, vemos exemplos vergonhosos de absoluta ausência de decoro, com esposas de magistrados recebendo contratos milionários, dólares na cueca de lideranças parlamentares, mesada de banqueiros corruptos, desvio confessado de bilhões de estatais, prisões de autoridades que acabam se livrando com chicanas e tantos outros escândalos que se acumulam ao longo do tempo, incorporados de ao nosso cotidiano.&nbsp;</p>\n<p><br></p>\n<p>A verdadeira campanha nacional deveria ser: Desenrola, Brasil! Livre-se dos maus governantes. Na próxima oportunidade, poderemos escolher melhor os nossos representantes que vão administrar o país. Nós brasileiros merecemos muito mais.</p></p>",
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  "title" : "O último ato de Lula: abrir mão da disputa",
  "description" : "Se o presidente Lula abrir o caminho para uma nova perspectiva para o país, a eleição de 2026 pode representar essa oportunidade de mudança",
  "body" : "<p><p dir=\"ltr\"><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">O Brasil se aproxima de mais uma eleição presidencial em um momento decisivo. O país tem enormes potenciais a serem explorados na economia global, na logística e na transição energética, para ficar somente em dois exemplos, mas está preso há anos em uma polarização estéril, que em nada contribui para o nosso desenvolvimento.&nbsp;</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\"><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Diante do impasse atual e de tanto tempo já perdido, seria o caso de o presidente Lula ser instado a uma reflexão necessária: não é a hora de encerrar a sua carreira política?</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Lula, que sempre diz amar tanto o Brasil, e de fato ama, em nome desse amor, poderia deixar de disputar novamente a presidência da república, abrindo caminhos para novas lideranças políticas, inclusive no seu próprio campo, contribuindo para oxigenar o ambiente político e possibilitar um debate efetivo de ideias e projetos para o futuro do país. Esse debate hoje não existe.&nbsp;</span></p></p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2><p><p dir=\"ltr\">No momento, não temos um planejamento para os próximos 10 ou 20 anos, ninguém sabe ao certo o que pensam hoje os principais candidatos sobre questões básicas como equilíbrio fiscal, ampliação de investimentos e redução do Custo Brasil. Onde queremos estar no futuro, nos próximos 10 anos? Não temos a resposta.</p>\n<p dir=\"ltr\"><br></p>\n<p dir=\"ltr\">O PT governou o Brasil por mais tempo do que qualquer outra força política nos últimos 40 anos. Já são três mandatos de Lula e mais dois que ele conseguiu para a sua candidata Dilma – que acabou afastada num processo de impeachment no segundo mandato e não recuperou mais relevância eleitoral.&nbsp;</p>\n<p dir=\"ltr\"><br></p>\n<p dir=\"ltr\">Lula completará 81 anos em outubro próximo e seu nome está na cédula eleitoral desde 1989, quando o voto ainda era no papel. Mesmo os mais devotos haveriam que concordar que ele deu a sua contribuição. Seria importante abrir caminho para novas lideranças.&nbsp;<span style=\"background-color: transparent;  font-weight: inherit; letter-spacing: inherit;\">Nos EUA, o ex-presidente Joe Biden desistiu de disputar a reeleição em favor de sua vice, Kamala Harris, em julho de 2024, quando tinha exatamente 81 anos.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span style=\"background-color: transparent;  font-weight: inherit; letter-spacing: inherit;\"><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\">Nesses últimos 40 anos o Brasil patinou na economia, crescendo em média pouco mais de 2% ao ano. Perdemos espaço para outros emergentes. Tomando como referência o crescimento do PIB em Paridade de Poder de Compra (PPC), métrica que ajusta as diferenças no custo de vida e poder aquisitivo entre os países, o Brasil registrou um crescimento acumulado de 167%, perdendo relevância global.&nbsp;</p>\n<p dir=\"ltr\"><br></p>\n<p dir=\"ltr\">Nesse mesmo período, a China cresceu aproximadamente 2.933%, saltando de uma economia menor que a brasileira em 1985 para a 2ª maior potência global nominal e 1ª em PPC. A Índia teve uma expansão de cerca de 1.000%, consolidando-se recentemente como a 4ª maior economia do mundo e superando o Brasil de forma definitiva a partir de 2013. Há inúmeros exemplos para ilustrar a nossa estagnação.</p>\n<p dir=\"ltr\"><br></p>\n<p dir=\"ltr\">Em Brasília, nos meios políticos e empresariais, circula a expressão Bobacoca - Bolso, Barriga, Coração e Cabeça, indicando a sequência da motivação do voto, nessa ordem, o que significaria dizer que, por último, as pessoas votam com a cabeça. O bolso sempre fala muito alto, mas quem sabe não é hora de repensar essa sequência.</p></p><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1776764112710_2026_04_21_bbcpresidente_lula_em_foto_tirada_em_hannover_na_alemanha_em_20_de_abril_gjlfjije0j_sys.jpg\" alt=\"\" /></a><p><p dir=\"ltr\">Temos no momento grandes oportunidades no cenário global, notadamente na transição energética. É um de nossos maiores ativos: enquanto boa parte do mundo ainda depende de fontes fósseis, o Brasil já possui uma matriz majoritariamente renovável. Isso abre espaço para produção de hidrogênio verde, expansão de biocombustíveis e atração de indústrias que buscam reduzir emissões.</p>\n<p dir=\"ltr\"><br></p>\n<p dir=\"ltr\">No campo da infraestrutura e de concessões, temos outras oportunidades. O país tem uma carteira robusta de projetos em portos, rodovias, ferrovias e energia. Com isso, podemos atrair investimento internacional e reduzir gargalos históricos de produtividade. Mas boa parte desses projetos permanece em fase de estruturação, dependente de licenciamento, de decisões judiciais e ajustes regulatórios – o próprio governo esbarra no chamado Custo Brasil.</p>\n<p dir=\"ltr\"><br></p>\n<p dir=\"ltr\">Qualquer empreendimento, público ou privado, sofre com esse custo. Por que não nos mobilizamos então para combatê-lo devidamente? Bobacoca? Não estaríamos usando bem a cabeça na tomada de decisões? Temos abordado essas questões ao longo dos anos neste espaço e podemos constatar que não temos uma agenda de desenvolvimento de longo prazo para atacar essas questões.&nbsp;</p>\n<p dir=\"ltr\"><br></p>\n<p dir=\"ltr\">Sabemos que precisamos fortemente de um ajuste fiscal, para reduzir os juros e facilitar investimentos públicos e privados, mas sabemos também que essa agenda está fora do debate atual, ficando talvez para 2027, quando a conta chegar.</p>\n<p dir=\"ltr\"><br></p>\n<p dir=\"ltr\">Se o presidente Lula abrir o caminho para uma nova perspectiva para o país, a eleição de 2026 pode representar essa oportunidade de mudança. Será um momento de amadurecimento, de reposicionamento e de construção de um país mais moderno, mais competitivo e mais alinhado com as transformações globais. O Brasil, mais do que escolher o próximo presidente, precisa escolher um caminho.</p></p>",
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  "title" : "Cais das Artes insere o Espírito Santo no mundo",
  "description" : "Cidades com vida cultural intensa atraem mais talentos, retêm capital humano, estimulam a economia criativa e fortalecem a sua identidade",
  "body" : "<p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/hz/cultura/museu-do-cais-das-artes-sera-inaugurado-nesta-quinta-02-com-obras-de-sebastiao-salgado-0426\" class=\"link\" target=\"_blank\">A inauguração do Cais das Artes, no início de abril,</a>&nbsp;foi uma das melhores notícias para Vitória e para o Espírito Santo, não somente para a cultura, mas também para o desenvolvimento econômico e social do Estado, incluindo turismo, serviços e qualidade de vida. A obra durou 16 anos, foi cercada por incertezas e críticas, mas normalmente é o que ocorre com empreendimentos ousados.</p><p>A exposição inaugural, “Amazônia”, com cerca de 200 fotografias de Sebastião Salgado, já sinaliza que entramos no circuito internacional de grandes exposições e artes cênicas. A exposição já passou por cidades como Paris, Londres, Roma, Milão, Rio e São Paulo e agora está ali na Enseada do Suá, aberta ao público.</p><p>Em recente passagem pelo Espírito Santo,\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/hz/social/veja-como-foi-a-inauguracao-de-obra-de-jose-bechara-no-parque-do-governador-0326\" class=\"link\" target=\"_blank\"> o artista plástico carioca José Bechara, que acaba de doar ao Estado a monumental obra \"Falta\", com cerca de 60 toneladas,&nbsp;</a>observou que a arte tem o poder de colocar cidades no mapa, literalmente. Quem digitar a palavra \"Chicago\" no Google Imagens, verá que o destaque é para a obra Cloud Gate, também conhecida como The Bean, de Anish Kapoor. A obra fica no Millennium Park, bem no centro de Chicago, e virou a sua referência global no principal sistema de busca do mundo.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/jose-carlos-correa/no-cais-das-artes-a-emblematica-mostra-de-sebastiao-salgado-0426\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1775966552790_2026_04_02_80x80_abertura_da_exposicao_amazonia_do_renomado_fotografo_sebastiao_salgado_3214465.webp\" alt=\"\" /></a><h3>No Cais das Artes, a emblemática mostra de Sebastião Salgado</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/cais-das-artes-o-caixote-de-concreto-e-o-medo-da-arquitetura-que-nos-transforma-0326\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1775966552945_2025_04_03_80x80_cais_das_artes_2674849.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Cais das Artes: o 'caixote de concreto' e o medo da arquitetura que nos transforma</h3><p>Em Brumadinho, Minas Gerais, o Instituto Inhotim, considerado o maior museu a céu aberto do planeta, transformou o seu entorno, fazendo surgir um novo circuito turístico com pousadas, hotéis e restaurantes, atraindo somente no ano passado mais de 350 mil visitantes de mais de 20 países.</p><p>No mundo, o caso mais conhecido talvez seja o do Museu Guggenheim Bilbao, na Espanha. Inaugurado nos anos 1990, o museu transformou completamente a cidade, que antes era uma região industrial em declínio e hoje é um destino global de turismo voltado à cultura, arquitetura, gastronomia e inovação. O chamado Efeito Bilbao passou então a ser estudado como um case de como a cultura pode reposicionar economias.</p><p>Há inúmeros outros exemplos no Brasil e no mundo. O Espírito Santo tende agora a seguir esse rumo com o Cais das Artes, que finalmente decolou, representando também a importância da continuidade na gestão pública.</p><p>A obra foi concebida em 2007 pelo renomado arquiteto Paulo Mendes da Rocha e começou a sair do papel em 2010. Atravessou, portanto, as gestões de Paulo Hartung e Renato Casagrande, tendo sido interrompida durante alguns anos, recebendo críticas diversas. Mas felizmente foi entregue à população, simbolizando a importância da continuidade na gestão pública, viabilizando projetos que são de Estado, não de um governo.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1775966553060_2026_04_02_abertura_da_exposicao_amazonia_do_renomado_fotografo_sebastiao_salgado_3214481_article.webp\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Governo do Estado entrega Museu do Cais das Artes</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Fernando Madeira</span></figcaption></figure><p>A gestão do Cais das Artes foi estruturada sob um modelo de parceria, para garantir uma curadoria de alto nível e uma operação com eficiência de mercado, sem perder seu caráter público. O modelo de gestão será por meio de uma organização social, formato que permite maior agilidade na contratação de espetáculos internacionais e na manutenção técnica do complexo, o que seria impraticável num modelo convencional de administração direta.</p><p>Contar com um equipamento desse padrão representa um impulso para o desenvolvimento do Estado e também para a qualidade de vida da população. Num tempo marcado pela velocidade, superficialidade e fragmentação na circulação das informações, a atenção das pessoas virou um ativo escasso, sendo alvo de uma disputa intensa pelas redes sociais e pelas telas em geral.</p><p>Foco e concentração viraram artigo de luxo. A inteligência artificial amplia o acesso à informação e democratiza o conhecimento, mas também acelera a produção e o consumo de conteúdo, muitas vezes sem o devido filtro, sem contexto e reflexão.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1775966553210_2025_10_17_cais_das_artes_2966596_article.webp\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Cais das Artes</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Vitor Jubini</span></figcaption></figure><p>Contudo, essa hiper oferta de informação não vem acompanhada da ampliação da nossa capacidade de compreensão. Pelo contrário, o que percebemos é uma crescente dispersão e dificuldade de concentração: especialistas têm alertado que o excesso de telas e o uso intenso de redes sociais estão diretamente associados ao aumento dos níveis de ansiedade, depressão, insônia e outros problemas de saúde mental.</p><p>É justamente nesse contexto que a cultura ganha um papel ainda mais relevante. Em um mundo acelerado, a arte nos convida a desacelerar. Em um ambiente superficial, ela nos conduz à reflexão e à profundidade. A arte exige tempo, contemplação, silêncio. Ela nos convida a pensar, a sentir, a refletir, num momento de reconexão com o que nos torna humanos.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/o-es-precisa-de-um-pacto-pela-competencia-capixaba-0326\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1775966553335_2023_04_04_80x80_aula_gratuita_on_line_de_curso_de_qualificacao_profissional_1511680.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O ES precisa de um pacto pela competência capixaba</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/juros-altos-estao-matando-empresas-e-empregos-0326\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1775966553442_2026_03_10_80x80_supermercado_do_grupo_pao_de_acucar_3178536.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Juros altos estão matando empresas e empregos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/um-novo-capitulo-na-industria-do-es-0326\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1775966553553_2026_02_23_80x80_fabrica_da_gwm_em_iracemapolis_interior_do_estado_de_sao_paulo_3155117.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Um novo capítulo na indústria do ES</h3><p>Mais do que pura diversão, a arte é formação: ela forma repertório, senso crítico, sensibilidade. Funciona como base para a inovação, a criatividade e a construção de uma sociedade mais equilibrada e humana. Cidades com vida cultural intensa atraem mais talentos, retêm capital humano, estimulam a economia criativa e fortalecem a sua identidade. Empresas inovadoras buscam ambientes criativos. Pessoas qualificadas escolhem viver onde há qualidade de vida, e cultura é parte essencial disso.</p><p>O Espírito Santo, ao concluir o Cais das Artes, dá um passo importante nessa direção. Agora, o desafio é mantê-lo como um polo vivo e dinâmico, integrado à agenda cultural nacional e internacional, atraindo exposições, espetáculos e produções de alto nível, fortalecendo nossa conexão com o mundo e ampliando a qualidade de vida da população capixaba.</p>",
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  "title" : "O ES precisa de um pacto pela competência capixaba",
  "description" : "Um levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria) indica que a falta de trabalhador qualificado já é um problema atualmente para 65% das indústrias extrativa e de transformação",
  "body" : "<p>O Espírito Santo vive um momento crítico em seu atual ciclo de desenvolvimento econômico e social. Há uma crescente demanda por mão de obra qualificada em diversos setores da economia, enquanto vivemos um período de pleno emprego, com a taxa de desocupação no Estado bem inferior à média nacional.</p><p>As empresas já enfrentam atualmente grande dificuldade de contratação de profissionais, o que representa um gargalo para a nossa produtividade, e o cenário tende a piorar, com os investimentos que felizmente estão saindo do papel.</p><p>Tratamos aqui de um \"bom problema\", que é a urgente necessidade de formação de capital humano para preencher as vagas de trabalho que já estão disponíveis no Estado e também as que em breve serão criadas aos milhares. Vai faltar gente para trabalhar.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/juros-altos-estao-matando-empresas-e-empregos-0326\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774866772982_2026_03_10_80x80_supermercado_do_grupo_pao_de_acucar_3178536.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Juros altos estão matando empresas e empregos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/um-novo-capitulo-na-industria-do-es-0326\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774866773089_2026_02_23_80x80_fabrica_da_gwm_em_iracemapolis_interior_do_estado_de_sao_paulo_3155117.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Um novo capítulo na indústria do ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/caem-as-mascaras-no-carnaval-do-brasil-0226\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774866773254_2024_06_17_80x80_congresso_nacional_2137483.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Caem as máscaras no carnaval do Brasil</h3><p>A questão é que esse \"bom problema\" pode virar um pesadelo, se não agirmos a tempo: corremos o risco de perder grandes oportunidades, para toda a sociedade capixaba, pela absoluta escassez de talentos, o que representa hoje um grande gargalo competitivo.</p><p>A taxa de desocupação atual no Espírito Santo é de 2,4%, menos da metade da média nacional. Nos próximos três anos, até 2029, o Estado receberá investimentos de pelo menos R$ 137 bilhões, considerando a expansão da infraestrutura portuária e logística, a retomada da Samarco para 100% de sua capacidade operacional e a\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/fabrica-da-gwm-no-es-tera-capacidade-de-produzir-200-mil-veiculos-por-ano-0226\" class=\"link\" target=\"_blank\"> vinda da montadora chinesa GWM</a>. Somente a montadora vai demandar cerca de 10 mil trabalhadores nos próximos anos.</p><p>Um levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria) indica que a falta de trabalhador qualificado já é um problema atualmente para 65% das indústrias extrativa e de transformação.</p><p>É preciso ter em mente que o caminho para elevar a produtividade do país passa necessariamente pelo investimento em capital humano, ou seja, nas pessoas e nos seus conhecimentos, e também no capital físico: máquinas, infraestrutura e tecnologia. Esse é o motor do crescimento de longo prazo. O país precisa equilibrar esses dois fatores, para produzir mais e melhor, elevando a renda média da população.</p><p>Esse cenário preocupante foi debatido dias atrás em encontro em Vitória do movimento empresarial ES em Ação, do qual pude participar como integrante do painel sobre Empregabilidade e Educação Profissional, juntamente com o vice-presidente da Fecomércio, José Carlos Bergamin, o diretor geral da Findes, Roberto Campos de Lima, e a economista e consultora Silvia Varejão. O encontro reuniu lideranças empresariais e autoridades estaduais como o vice-governador Ricardo Ferraço e o governador Renato Casagrande.</p><p>Defendi na ocasião a formação de um pacto capixaba pela competência, para preparar a nossa mão de obra local para esse futuro promissor, unindo o setor produtivo e o governo do Estado, numa agenda com articulação nacional. O pacto deve considerar alguns pilares.</p><p>Primeiro: inteligência de mercado, para mapear a demanda existente, identificando quais ocupações e competências vão crescer, antes que a escassez exploda, observando também as necessidades por setor e por região. Segundo: formação modular e mais rápida para competências específicas, combinando base técnica e habilidades humanas e digitais. Terceiro: forte foco em requalificação de quem já está no mercado, porque a maior parte da necessidade não virá de novos trabalhadores, mas sim da transformação dos atuais postos de trabalho.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774866773373_2023_04_04_aula_gratuita_on_line_de_curso_de_qualificacao_profissional_1511680_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Qualificação profissional</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Freepik</span></figcaption></figure><p>O desafio da requalificação de quem já está no mercado é bem maior. De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, um levantamento realizado pelo Senai e pelo Observatório Nacional da Indústria, da CNI, o Espírito Santo precisará qualificar cerca de 280 mil profissionais até 2027. Desse total, 47 mil correspondem à formação de novos profissionais e mais de 232 mil à requalificação de quem já está no mercado.</p><p>É interessante observar também o estudo do Fórum Econômico Mundial, indicando que 39% das habilidades chave exigidas no mercado de trabalho vão mudar até 2030, com o crescimento da importância de competências nas áreas de inteligência artificial, big data, redes e cibersegurança, letramento tecnológico, pensamento criativo, resiliência, curiosidade e aprendizagem contínua.</p><p>Precisamos nos preparar para esse novo ciclo de desenvolvimento, marcado pela diversificação da atividade econômica e pelo adensamento da cadeia produtiva do Estado, com maior valor agregado e mais tecnologia – e demanda de mão de obra mais qualificada. Precisamos, contudo, agir com rapidez. A necessidade de profissionais no mercado já é uma realidade, que tende a se agravar.</p><p>Não podemos deixar que uma grande oportunidade se transforme num pesadelo. Não podemos perder esse bonde histórico por falta de talentos capixabas. Precisamos formar e requalificar os nossos profissionais, para que o Espírito Santo possa se beneficiar ao máximo desse novo ciclo de desenvolvimento. Não temos tempo a perder.</p>",
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  "description" : "O  Brasil fechou o ano passado com número recorde de 5,6 mil empresas em recuperação judicial (não mais extrajudicial). Um aumento de 24% em relação ao ano anterior. O que significam todos esses números?",
  "body" : "<p>A notícia da semana no mundo empresarial foram os&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/pao-de-acucar-pede-recuperacao-extrajudicial-e-cita-dividas-de-r-45-bilhoes-0326\" class=\"link\" target=\"_blank\">pedidos de recuperação extrajudicial de dois gigantes do mercado, o Grupo Pão de Açúcar,</a>&nbsp;um dos maiores varejistas alimentares da América do Sul, e a Raízen, joint venture entre Cosan e Shell. O GPA busca negociar R$ 4,5 bilhões com credores financeiros. A Raízen está no mesmo caminho, negociando R$ 65 bi com bancos e detentores de títulos externos – é a maior recuperação extrajudicial da história do país.</p><p>Infelizmente, não são casos isolados: pedidos de recuperação extrajudicial (RE) bateram recordes no ano passado e no ano anterior e tudo indica que caminham para um novo recorde este ano. A imprensa noticiou dias atrás que os valores renegociados até o momento em 2026 já superam R$ 103 bilhões, a maior parte relativa à Raízen.</p><p>A RE é um mecanismo ágil e menos burocrático, criado há 20 anos, que permite a renegociação de dívidas diretamente com credores, fora do Judiciário. No âmbito do Judiciário, as notícias também não são nada animadoras.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/recuperacao-judicial-do-estigma-a-estrategia-de-sobrevivencia-empresarial-1025\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774781536851_2024_04_22_80x80_e_importante_fazer_a_gestao_de_riscos_em_relacao_aos_valores_envolvidos_seguranca_da_documentacao_possibilidades_de_negocios_e_assessoria_de_profissionais_qualificados_na_area_2081541.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Recuperação judicial: do estigma à estratégia de sobrevivência empresarial</h3><p>O Brasil fechou o ano passado com número recorde de 5,6 mil empresas em recuperação judicial (não mais extrajudicial). Um aumento de 24% em relação ao ano anterior. O que significam todos esses números? Que o setor produtivo está sucumbindo a uma política prolongada de juros altos muito além do limite razoável.</p><p>Recente reportagem do Valor Econômico mostrou que grandes e médios grupos empresariais brasileiros estão ampliando a venda de ativos, pressionados pelo aumento do endividamento e pelos juros altos: as dívidas de 319 empresas de capital aberto não financeiras cresceram 22% em um ano, de 2024 para 2025.</p><p>A leitura é clara. Temos indicadores de sobra para comprovar que nossos juros estão de fato fora da curva. Na União Europeia, o crédito bancário corporativo custa de 2% a 5% ao ano. Nos Estados Unidos, de 8% a 10%. No Chile e na China: 8,6% e 4,3%, respectivamente.</p><p>No Brasil, a Selic está em 15%, quando poderia estar em 11%, como sustentam estudos da Confederação Nacional da Indústria – CNI, que há tempos tem sido crítica em relação aos juros excessivos. Esses 4 pontos fazem muita diferença.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774781536941_2026_03_10_supermercado_do_grupo_pao_de_acucar_3178536_article.webp\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Supermercado do Grupo Pão de Açúcar</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: GPA/Divulgação</span></figcaption></figure><p>Em suas manifestações públicas, a CNI tem apontado que o ciclo de redução de juros já deveria ter se iniciado há tempos e que já há condições objetivas para isso. A inflação caminha para o centro da meta, que é de 3%. As projeções do próprio Boletim Focus, do BC, indicam que o IPCA deve fechar 2026 com alta de 4%, caindo para 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028. O setor produtivo e a sociedade em geral precisam se mobilizar em torno dessa pauta, que se reflete no consumo, no investimento, na produção, na geração de empregos.</p><p>A atual política monetária contracionista incentiva o rentismo e inibe a produção, prejudicando o crescimento econômico e o desenvolvimento do país. Tem sido assim há anos, favorecendo somente o setor financeiro. Recente sondagem feita pela CNI mostra que 80% das empresas que tiveram dificuldades para contratar ou renovar crédito, de curto ou médio prazo, culpam os juros altos como principal entrave.</p><p>Além disso, cerca de 33% das empresas industriais que renovaram crédito nos seis meses anteriores à pesquisa afirmaram que as condições de financiamento, como taxa de juros, número de parcelas, período de carência e exigência de garantias, estavam piores ou muito piores.</p><p>Juros altos têm impacto\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/chega-de-custo-brasil-pais-precisa-de-mais-competitividade-0820\" class=\"link\" target=\"_blank\"> também no Custo Brasil,&nbsp;</a>uma pauta que abordamos com frequência neste espaço: são as dificuldades estruturais, burocráticas e financeiras que oneram a produção e o consumo interno, minam a competitividade do país e prejudicam a nossa inserção no mercado global. Ao encarecer o custo de capital e dificultar o acesso ao crédito, os juros altos tornam o Custo Brasil ainda mais pesado.</p><p>O setor produtivo e a sociedade precisam se mobilizar para essa questão, tão crucial para o desenvolvimento do país. Um debate que precisa inclusive entrar na agenda das eleições de outubro: quem vai defender a produção nacional?</p>",
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  "description" : "A presença no Estado de um polo automotivo do porte da GWM tende a atrair novos fornecedores de tecnologia e serviços, estimulando a formação de um cluster industrial com alto impacto multiplicador",
  "body" : "<p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/fabrica-da-gwm-no-es-tera-capacidade-de-produzir-200-mil-veiculos-por-ano-0226\" class=\"link\" target=\"_blank\">A confirmação da instalação da montadora chinesa GWM – Great Wall Motors no Espírito Santo, na semana passada</a>, é uma excelente notícia que inaugura um novo capítulo na indústria do Espírito Santo. Além dos efeitos imediatos e dos números impressionantes –&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/fabrica-da-gwm-no-es-tera-capacidade-de-produzir-200-mil-veiculos-por-ano-0226\" class=\"link\" target=\"_blank\">10 mil empregos, 200 mil veículos anuais, investimentos totais de R$ 10 bi no país</a>&nbsp;–, a iniciativa reposiciona o Estado como um novo polo automotivo, com potencial de alterar profundamente o perfil produtivo da economia capixaba.</p><p>A presença no Estado de um polo automotivo desse porte&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/anuncio-da-gwm-no-es-da-empurrao-em-projeto-bilionario-da-arcelormittal-0226\" class=\"link\" target=\"_blank\">tende a atrair novos fornecedores de tecnologia e serviços, estimulando a formação de um cluster industrial&nbsp;</a>com alto impacto multiplicador em setores como metalurgia, eletrônica, plásticos de engenharia, tecnologia da informação e serviços especializados.</p><p>O Espírito Santo já conta com um investimento importante no setor, que é a unidade da Marcopolo em São Mateus, atuando há 10 anos aqui. Ela tem cerca de 2 mil empregados e opera com média de fabricação de até 20 veículos por dia. O setor agora dá um salto.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/karine-nobre/fabrica-da-gwm-no-es-vai-trazer-mudancas-para-o-setor-de-reparos-automotivos-0226\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774783826452_2025_04_17_80x80_curso_findes_2694452.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Fábrica da GWM no ES vai trazer mudanças para o setor de reparos automotivos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/gwm-em-aracruz-o-es-venceu-porque-se-preparou-para-vencer-0226\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774783826643_2026_01_15_80x80_fabrica_da_gwm_em_iracemapolis_em_sao_paulo_3096869.webp\" alt=\"\" /></a><h3>GWM em Aracruz: o ES venceu porque se preparou para vencer</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/gwm-no-es-sigilo-reunioes-de-madrugada-e-3-anos-para-convencer-chineses-0226\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774783826738_2026_01_14_80x80_fabrica_da_gwm_em_iracemapolis_em_sao_paulo_3094784.webp\" alt=\"\" /></a><h3>GWM no ES: sigilo, reuniões de madrugada e 3 anos para convencer chineses</h3><p>Essa lógica de cluster industrial e de encadeamentos produtivos é exatamente o que o economista Paulo Gala, professor da FGV de São Paulo há mais de 20 anos, identifica como característica de atividades com complexidade produtiva elevada. O que significa isso? Elas são capazes de gerar não apenas volumes maiores de produção, mas também resultados mais sofisticados em termos de valor agregado, inovação e conhecimento acumulado.</p><p>O economista sustenta em seus estudos que a riqueza de uma economia está diretamente relacionada à sofisticação dos produtos que ela é capaz de produzir e exportar, não simplesmente pelo volume, mas pela densidade de conhecimento incorporada aos bens.</p><p>A produção automobilística é um exemplo clássico dessa categoria: a fabricação de um veículo exige habilidades em disciplinas como eletrônica, química avançada, engenharia mecânica e integração de sistemas complexos, que poucas economias conseguem dominar de forma autônoma. Esse “conhecimento coletivo” é um ativo que se espalha por toda a cadeia produtiva, elevando a produtividade e as capacidades tecnológicas do território onde está inserida, no caso, o Espírito Santo.</p><p>Há tempos se debate a necessidade de diversificação da economia capixaba, ainda muito dependente de commodities como minério, aço, celulose e petróleo e gás. Historicamente, a economia do Estado foi baseada no café, depois vieram os grandes projetos industriais dos anos 60 e 70, depois o petróleo e o gás e o fortalecimento de setores como metalmecânica, rochas, móveis, têxtil, entre outros.</p><p>No ano passado,\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/producao-industrial-do-es-tem-o-maior-crescimento-do-pais-em-2025-0226\" class=\"link\" target=\"_blank\"> a indústria capixaba cresceu 11,6%, como mostram dados do IBGE e da Findes</a>, mas essa alta foi puxada pela indústria extrativa, que cresceu 18,3%, notadamente pelo petróleo – uma produção que pode ser alterada a qualquer momento por uma mudança de rota da Petrobras. A indústria de transformação, que realmente é relevante por promover o desenvolvimento tecnológico e a inovação, encolheu 0,8%. Por tudo isso, a diversificação é tão importante: é um processo que já estava em andamento e ganha agora novo impulso com a GWM.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774783826859_2026_02_23_fabrica_da_gwm_em_iracemapolis_interior_do_estado_de_sao_paulo_3155117_article.webp\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Fábrica da GWM em Iracemapolis, interior do Estado de São Paulo</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Divulgação/GWM</span></figcaption></figure><p>O que ocorre com o modelo das commodities? Essas atividades dependem de preços internacionais e oferecem margens menores. Já a indústria automobilística tende a proporcionar salários mais altos, empregos mais qualificados e elos produtivos robustos, que é justamente o que o Espírito Santo precisa, para agregar valor à economia local.</p><p>A chegada da GWM representa de fato uma grande mudança no perfil econômico regional, ajudando a reduzir a dependência tradicional de setores menos complexos, avançando na construção de um arranjo industrial sofisticado, inovador e exportador.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/caem-as-mascaras-no-carnaval-do-brasil-0226\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774783827227_2024_06_17_80x80_congresso_nacional_2137483.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Caem as máscaras no carnaval do Brasil</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/codigo-de-conduta-deve-ser-para-todos-0226\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774783827398_2025_12_17_80x80_plenario_do_senado_federal_3061827.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Código de conduta deve ser para todos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/es-empreendedor-um-exemplo-para-o-brasil-0126\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774783827523_2026_01_14_80x80_imagem_interna_de_uma_das_fabricas_da_gwm_3094865.webp\" alt=\"\" /></a><h3>ES empreendedor: um exemplo para o Brasil</h3><p>A fábrica será implantada no Parque Industrial de Aracruz, integrada à&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/parklogbr-bom-para-o-espirito-santo-bom-para-o-brasil-0724\" class=\"link\" target=\"_blank\">infraestrutura logística do ParkLog ES</a>&nbsp;e do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/ceo-de-gigante-europeu-parceiro-da-imetame-em-porto-diz-a-que-veio-em-vitoria-0126\" class=\"link\" target=\"_blank\">Porto de Imetame</a>, o que é estratégico para a competitividade da operação, permitindo a exportação de veículos e a importação eficiente de componentes.&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/os-motivos-que-trouxeram-a-gwm-para-o-espirito-santo-0226\" class=\"link\" target=\"_blank\">Isso teria contribuído fortemente para a escolha do Espírito Santo.</a></p><p>Já abordamos neste espaço a importância do ParkLog ES, que é um capítulo à parte: um grande complexo logístico-industrial, abrangendo 10 municípios na região de Aracruz e Linhares, integrando portos, rodovias e ferrovias, com mais de R$ 12,3 bilhões em investimentos públicos e privados, que visa tornar a região um hub de classe mundial até 2035.</p><p>Todos esses investimentos terão impacto altamente positivo na economia do Estado nos próximos anos. O Espírito Santo mais uma vez serve de referência para o país, com ambiente institucional favorável aos negócios e diálogo e parceria entre setor público e privado. Que o país possa seguir os nossos passos!</p>",
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  "title" : "Caem as máscaras no carnaval do Brasil",
  "description" : "Quem sabe Brasília, após a queda de algumas máscaras, decida rasgar de vez a sua fantasia na Quarta-feira de Cinzas. Um choque de realidade faria bem para o país",
  "body" : "<p>Domingo de carnaval, a maior expressão da nossa cultura, a festa da fantasia, da alegria e dos excessos. Peço licença para atravessar a avenida, contudo, com um samba um tanto triste, porém digno de atenção. Os últimos dias trouxeram notícias que causam espanto e indignação, e que deveriam envergonhar as nossas lideranças públicas. Mas o que vemos é o contrário, elas se mostram indiferentes, algumas parecem até achar graça.</p><p>Na semana passada, saiu o relatório da Transparência Internacional sobre o Índice de Percepção da Corrupção, mostrando o Brasil estagnado, pelo segundo ano consecutivo, em sua pior nota da série histórica, iniciada há mais de 30 anos, em 1995.</p><p>Numa escala de 0 a 100, tiramos apenas 35, ficando na 107ª posição entre 182 países. O Brasil, uma das maiores economias do mundo, aparece no mesmo nível de Sri Lanka, Nepal e Serra Leoa, países sem relevância no cenário global, além da Ucrânia, que está em guerra.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/codigo-de-conduta-deve-ser-para-todos-0226\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774785677301_2025_12_17_80x80_plenario_do_senado_federal_3061827.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Código de conduta deve ser para todos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/es-empreendedor-um-exemplo-para-o-brasil-0126\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774785677399_2026_01_14_80x80_imagem_interna_de_uma_das_fabricas_da_gwm_3094865.webp\" alt=\"\" /></a><h3>ES empreendedor: um exemplo para o Brasil</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/2026-mais-um-ano-de-esperanca-1225\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774785677487_2025_09_18_80x80_votacao_na_noite_de_quarta_feira_dividiu_a_camara_dos_deputados_2917954.webp\" alt=\"\" /></a><h3>2026, mais um ano de esperança</h3><p>Contribuíram para esse resultado, segundo o relatório, situações como as\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/jose-carlos-correa/mais-transparencia-nas-emendas-parlamentares-1025\" class=\"link\" target=\"_blank\"> emendas parlamentares,</a>&nbsp;que passaram a ser impositivas, engessando o orçamento, os&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/fraude-no-inss-se-tiver-filho-meu-metido-nisso-sera-investigado-diz-lula-1225\" class=\"link\" target=\"_blank\">desvios no INSS</a>&nbsp;e o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/quebra-do-banco-master-ja-custa-mais-de-r-50-bilhoes-0126\" class=\"link\" target=\"_blank\">caso Master</a>. Em relação ao INSS, a Transparência criticou o governo, citando a demora na adoção de medidas, entre elas a substituição do ministro da Previdência. No caso Master, a ONG afirma que as tentativas de influência atravessariam os Três Poderes. Na semana passada, a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/leia-na-integra-nota-dos-ministros-do-stf-sobre-saida-de-toffoli-da-relatoria-do-caso-master-0226\" class=\"link\" target=\"_blank\">Polícia Federal pediu a suspeição do ministro relator,</a>&nbsp;que acabou deixando o caso, evitando maiores constrangimentos para o STF – e para o resto do país.</p><p>Esses episódios reforçam a\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/stf-codigos-de-conduta-nao-fazem-mal-a-ninguem-1225\" class=\"link\" target=\"_blank\"> necessidade de um código de conduta no STF</a>, como vem defendendo o próprio presidente da corte, para revisar critérios que permitem que parentes de ministros advoguem perante o tribunal sem qualquer restrição.</p><p>Recente reportagem mostrou que advogados parentes de ministros conseguiram 70% dos casos no tribunal após a posse de seus familiares, um índice que não se explicaria somente pela meritocracia. A Corte precisa fortalecer a sua imagem, que acaba abalada por situações como essas e também pelos perdões concedidos a envolvidos em grandes escândalos como mensalão e petrolão, com desvios comprovados e confessados, e que acabaram em pizza, reforçando uma sensação de impunidade que corrói a confiança nas instituições democráticas.</p><p>Na questão fiscal, um dos maiores desafios hoje, vemos os Poderes da República remando na direção contrária, contribuindo para agravar o déficit público, o que tem reflexos na taxa de juros, no consumo, no desempenho da economia em geral. Calcula-se que&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/camara-aprova-gratificacao-de-ate-100-do-salario-e-penduricalho-para-servidores-0226\" class=\"link\" target=\"_blank\">somente o reajuste de salários e penduricalhos aprovados recentemente pelo Congresso</a>&nbsp;terá um custo adicional de R$ 790 milhões neste ano. Para efeito de comparação: o orçamento anual do município de Cariacica, uma cidade importante da Grande Vitória com mais de 350 mil habitantes e enormes desafios na área social, está na faixa dos R$ 960 milhões.</p><p>Brasília costuma ser chamada de ilha da fantasia: é a cidade com a maior renda per capita do país e vive distante da realidade nacional. Mas mesmo para padrões históricos, suas excelências às vezes exageram.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774785677626_2024_06_17_congresso_nacional_2137483_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Congresso Nacional</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Leonardo Sá/Agência Senado</span></figcaption></figure><p>Temos mencionado nos últimos textos que nossas lideranças deveriam inspirar a sociedade, servindo de referência para gerações futuras, como foi Ulysses Guimarães, que teve atuação decisiva na redemocratização e na constituinte&nbsp;e hoje dá nome ao plenário da Câmara dos Deputados, ou&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/gerson-camata-um-dos-maiores-governadores-de-nossa-historia-0224\" class=\"link\" target=\"_blank\">Gerson Camata, para ficar num exemplo estadual, um governador que pavimentou estradas e que dialogava com todos.</a></p><p>Esse modelo de inspiração não tem nada a ver com esquerda ou direita, essa polarização tola que nos prende a debates inúteis, mas sim com a necessidade de lideranças que efetivamente honrem suas carreiras e que despertem admiração nas famílias, nos filhos, nos eleitores em geral, pelo que de fato fazem pelo país, na implantação de uma agenda de prosperidade, e não uma agenda populista de efeito eleitoral imediato, mas sem sustentabilidade no futuro.</p><p>A história nos ensina que o populismo não dá resultados. Mal comparando, na vida familiar, é como a educação dos filhos: eles precisam de disciplina e de limites para crescerem com independência. O remédio pode ser amargo, mas é necessário. As medidas que o país precisa podem ser impopulares num primeiro momento, mas são necessárias para garantir prosperidade e inclusão.</p><p>A agenda necessária para o Brasil é mais do que conhecida: as reformas estruturais, a redução da burocracia do Estado, a ampliação da nossa fatia no mercado internacional, acordos comerciais para gerar empregos aqui, o estímulo à inovação tecnológica e à indústria nacional e a busca por maior transparência e segurança jurídica, com o devido enfrentamento à corrução.</p><p>A implantação dessa agenda demanda lideranças que inspirem admiração, respeito e autoridade. É uma agenda de construção de serviços públicos que de fato atendam às necessidades da população. Quem sabe Brasília, após a queda de algumas máscaras, decida rasgar de vez a sua fantasia na Quarta-feira de Cinzas. Um choque de realidade faria bem para o país.</p><p>Aproveite a folia. Daqui a pouco começa 2026!</p>",
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  "body" : "<p>No fim do ano passado\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/a-hora-da-reforma-administrativa-agora-vai-1025\" class=\"link\" target=\"_blank\"> abordamos neste espaço a necessidade de uma reforma administrativa</a>&nbsp;e de exemplos inspiradores vindos da elite governante, nos três poderes da república: um compromisso inequívoco com o espírito público. Nas últimas semanas, contudo, o noticiário de Brasília indica que retrocedemos mais alguns passos, com o&nbsp;caso Master causando indignação popular.</p><p>O rombo das liquidações do Master e do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/liquidado-pelo-bc-will-bank-foi-criado-no-es-para-atender-populacao-de-baixa-renda-0126\" class=\"link\" target=\"_blank\">Will Bank</a>&nbsp;é estimado em mais de R$ 47 bilhões: o ministro da Fazenda diz se tratar da maior fraude bancária da história do país.</p><p>Com tudo isso, o que vemos? A&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/henrique-herkenhoff/independencia-para-a-policia-federal-0126\" class=\"link\" target=\"_blank\">Polícia Federal em confronto aberto com o STF,&nbsp;</a>reclamando de interferências nas investigações. O&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/codigo-de-conduta-do-stf-enfrenta-duvidas-sobre-modelo-para-fiscalizacao-e-punicoes-0126\" class=\"link\" target=\"_blank\">presidente do Supremo sugere a implantação de um código de conduta e encontra resistência entre os pares</a>. A sociedade acompanha perplexa a revelação de contratos milionários com parentes de ministros.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/stf-codigos-de-conduta-nao-fazem-mal-a-ninguem-1225\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774787896462_2024_11_13_80x80_fachada_do_supremo_tribunal_federal_stf_2499667.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>STF: códigos de conduta não fazem mal a ninguém</h3><p>Em dezembro começou a circular um manifesto intitulado “Por um código de conduta no STF já”, com um abaixo-assinado que já reúne cerca de 40 mil assinaturas, entre elas a de Walter Schalka, integrante do conselho da Suzano e liderança empresarial ativa na defesa de avanços institucionais.</p><p>Em recente entrevista ao Valor Econômico, Schalka traduziu bem o Brasil atual: o que seria um tribunal constitucional virou um tribunal criminal. O Judiciário quer legislar, o Legislativo quer executar e o Executivo está em exaustão financeira. Se cada um cuidasse de seu quadrado, seria muito mais fácil para o país\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/chega-de-custo-brasil-pais-precisa-de-mais-competitividade-0820\" class=\"link\" target=\"_blank\"> atacar o Custo Brasil</a>, investir no sistema educacional e atrair investimentos,&nbsp; o que importa no final do dia.</p><p>Um código de conduta é o mínimo que se pode esperar dos poderes da república, algo que toda organização tem, seja ele chamado de compliance ou código de ética. O próprio presidente do STF, ministro Edson Fachin, já alertou publicamente: “Ou nos limitamos, ou poderá haver limitação de um poder externo”.</p><p>Essa limitação externa pode estar se desenhando no Senado, num movimento que, em vez de resolver, pode significar novo conflito institucional, com potencial de causar novos impasses. Nas eleições deste ano teremos a renovação de dois terços no Senado, ou de 54 das 81 cadeiras: serão escolhidos dois senadores por Estado.</p><p>Diversas análises já indicam o risco de um futuro desequilíbrio institucional, com a mobilização de forças extremistas mais focadas justamente na composição do Senado, para enfraquecer o STF e promover o impeachment de ministros, ocupando a Casa de forma agressiva e barulhenta, com potencial de travar a agenda do próximo governo, qualquer que seja o presidente eleito.</p><p>O Senado, também chamado de Câmara Alta, seria historicamente o espaço tradicional da experiência, de ex-governadores e políticos de vários mandatos. Corre o risco de se transformar na casa da lacração, piorando um cenário que já é ruim.</p><p>A origem do Senado remonta aos tempos do Império. Ele foi criado na Constituição de 1824, com senadores vitalícios nomeados pelo Imperador, que normalmente escolhia integrantes da nobreza, clero e magistratura, refletindo a elite da época.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774787896558_2025_12_17_plenario_do_senado_federal_3061827_article.webp\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Plenário do Senado Federal</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Carlos Moura/Agência Senado</span></figcaption></figure><p>Na República, a partir de 1889, os senadores passaram a ser eleitos, preservando o caráter de Câmara Alta, representando os Estados e atuando na estabilidade política, como um contrapeso à Câmara dos Deputados. A Câmara representa o povo brasileiro: as bancadas são proporcionais à população dos Estados.</p><p>Assim, o Espírito Santo tem 10 deputados federais, São Paulo tem 70 e a Bahia tem 39. Já o Senado representa o Estado, como unidade da Federação: cada um tem três senadores. Todos os Estados possuem o mesmo peso: o Espírito Santo fica do tamanho de São Paulo.</p><p>Especialmente para os estados menos populosos é fundamental preservar o Senado como esse espaço qualificado do equilíbrio e da experiência. A política do espetáculo voltada para as redes sociais não vai resolver os nossos gargalos nem vai gerar empregos.</p><p>Assim como o parlamento não é o lugar da lacração, o serviço público também não é o lugar para fazer patrimônio, como ressaltamos naquele artigo passado. O serviço público, como sugere o termo, é vocação para servir. O espaço para se ganhar dinheiro é a iniciativa privada, com todos os riscos que ela oferece. No mundo jurídico, quem busca enriquecer teria a alternativa da advocacia privada e independente.</p><p>Precisamos de lideranças preparadas e com real capacidade de nos representar para que de fato façam o Brasil do futuro tornar-se o Brasil da prosperidade presente. Diante do cenário que se avizinha, considerando todos os desafios que o país tem e a necessidade de estabilidade institucional, o ideal para todos, inclusive para o STF, é que o próprio tribunal se incumbisse de implantar um código de conduta, fortalecendo sua legitimidade contra possíveis investidas externas. Seria o melhor caminho para o país.</p>",
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  "body" : "<p>A virada do ano trouxe uma série de ótimas notícias para o Espírito Santo, que cada vez mais se notabiliza no país como um estado que valoriza o empreendedor, atraindo investimentos e promovendo o desenvolvimento econômico e social de todos os capixabas.</p><p>E não falamos do Estado somente em sentido estrito: diversos municípios também têm se destacado em rankings nacionais, mostrando que colhemos os frutos de mais de 20 anos de boas gestões, servindo de referência para o Brasil.</p><p>A notícia mais recente é da semana passada:&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/a-gwm-decidiu-construir-uma-fabrica-no-espirito-santo-afirma-ferraco-0126\" class=\"link\" target=\"_blank\">o governo do Estado assinou com a montadora chinesa GWM – Great Wall Motors um termo de compromisso para a implantação de uma indústria de veículos no Estado</a>, durante viagem à China de comitiva que incluiu o vice-governador Ricardo Ferraço e o secretário de Desenvolvimento, Rogério Salume.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774789953144_2026_01_14_imagem_interna_de_uma_das_fabricas_da_gwm_3094865_article.webp\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Imagem interna de uma das fábricas da GWM</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Divulgação | GWM</span></figcaption></figure><p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/saiba-onde-deve-ser-instalada-fabrica-de-veiculos-eletricos-da-gwm-no-es-0126\" class=\"link\" target=\"_blank\">A montadora provavelmente ficará no ParkLog, em Aracruz,</a>&nbsp;de onde vem outra excelente novidade: o acordo assinado no final de dezembro entre a capixaba\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/imetame-fecha-acordo-com-empresa-holandesa-para-terminal-de-conteineres-1225\" class=\"link\" target=\"_blank\"> Imetame e a HGT – Hanseatic Global Terminals, subsidiária da gigante alemã Hapag-Lloyd,</a>&nbsp;uma das maiores transportadoras de contêineres do mundo, para a operação do porto da Imetame na região, um investimento de mais de R$ 2 bilhões, um dos mais importantes do país.</p><p>Além disso, o CLP – Centro de Liderança Pública divulgou dias atrás o ranking dos municípios com menor tempo para a abertura de empresas. Nossa Capital, Vitória, aparece em 5º lugar geral do Brasil e em 1ª na Região Sudeste. No ranking do Sudeste, também estão em destaque: São Mateus (3º), Vila Velha (4º), Cariacica (5º), Linhares (6º), Serra (7º), Colatina (10º) e Aracruz (11º).</p><p>Isso não é acaso, nem são fatos isolados. Essas informações mostram que o Espírito Santo passa por grandes transformações, após anos e anos de boas gestões que valorizam o empresariado e a iniciativa privada, que é quem realmente gera riqueza. O ambiente favorável aos negócios se espalha pelos municípios, num círculo virtuoso que beneficia todos e que deve servir de exemplo nacional.</p><p>O Brasil também precisa ser um país empreendedor: um país e uma sociedade que valorizem o empreendedorismo, pois só assim seremos mais prósperos.</p><p>A ideia de consolidar todos os investimentos que estavam em gestação ao Norte de Vitória em um projeto estratégico unificado nasceu de um debate sobre desenvolvimento que eu, Ettore Cavalieri e Ricardo Ferraço fizemos há algum tempo atrás.</p><p>A nossa visão era de que o movimento nascendo ali era tão robusto e indutor de prosperidade e crescimento quanto foi Ponta de Tubarão nos anos 60, mas precisava ser consolidado como um projeto único, com visão compartilhada das sinergias e um planejamento de futuro. Dessa concepção surgiu o Parklog, integrando porto, ferrovia, rodovia, ZPE, parques industriais consolidados e prestadores de serviços já com reputação sólida, num movimento que agora já nos traz excelentes notícias.</p><p>Esse polo está sendo desenvolvido em parceria com as prefeituras dos 10 municípios da região: Aracruz, Colatina, Fundão, Ibiraçu, Jaguaré, João Neiva, Linhares, Marilândia, Serra e Sooretama, com o decisivo aporte da iniciativa privada. É de fato uma iniciativa transformadora, gerando oportunidade para as próximas gerações nas próximas décadas.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/parklogbr-bom-para-o-espirito-santo-bom-para-o-brasil-0724\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774789953453_2024_01_12_80x80_area_do_portocel_em_aracruz_1980159.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Parklog/BR: bom para o Espírito Santo, bom para o Brasil</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/fabrica-de-veiculos-eletricos-da-gwm-vai-chegar-em-boa-hora-ao-es-0126\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774789953538_2026_01_15_80x80_fabrica_da_gwm_em_iracemapolis_em_sao_paulo_3096869.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Fábrica de veículos elétricos da GWM vai chegar em boa hora ao ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/instalacao-da-primeira-empresa-da-zpe-de-aracruz-e-autorizada-e-obras-comecam-em-breve-1125\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774789953641_2025_04_14_80x80_vista_aerea_do_terreno_de_500_mil_m_que_recebera_a_zpe_de_aracruz_2689797.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Instalação da primeira empresa da ZPE de Aracruz é autorizada e obras começam em breve</h3><p>A montadora chinesa é outro salto de desenvolvimento. Nos anos 90, o Espírito Santo disputou com outros Estados a atração da Ford, que acabou indo para Camaçari, na Bahia, e que no final das contas decidiu encerrar a produção no local em 2021, suspendendo a produção de carros da montadora norte-americana no Brasil. O complexo industrial foi comprado pela chinesa BYD, para a produção de veículos elétricos.</p><p>Agora, numa iniciativa considerada histórica, o Estado assina o compromisso com a GWM, que possui somente uma fábrica nas Américas e no Hemisfério Sul, localizada em Iracemápolis, São Paulo, inaugurada em agosto do ano passado. A GWM é uma das principais montadoras da China, presente em mais de 60 países.</p><p>Tanto no Estado como nos municípios que se destacam na atração de investimentos, a receita parece ser uma só: equilibrar as contas públicas, estabelecer uma relação republicana com os agentes econômicos, valorizar o empresariado, regras claras, segurança jurídica, transparência e persistência. Pode não ser simples, mas também não tem mistério e a fórmula funciona. O Brasil precisa aprender com o Espírito Santo. O sucesso está na iniciativa privada e é preciso saber valorizá-la.</p><p>O ano começa bem. Estamos na metade de janeiro, ainda dá tempo de desejar um ótimo 2026 para todos nós. Feliz ano novo!</p>",
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  "title" : "2026, mais um ano de esperança",
  "description" : "Vamos ficar atentos aos nossos candidatos para fazer a escolha mais lúcida em outubro e vamos torcer pelo Brasil na Copa que começa no dia 11 de junho. Está em nossas mãos fazer a escolha por um Brasil melhor",
  "body" : "<p>Chegamos ao final de 2025, mirando o ano novo com um misto de esperança e apreensão. Será um ano de&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/futebol/veja-a-tabela-da-copa-do-mundo-2026-1225\" class=\"link\" target=\"_blank\">Copa do Mundo&nbsp;</a>e de eleições, quando o Brasil elegerá presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. No Senado, serão duas vagas em disputa. As eleições para presidente e governador sempre atraem mais os holofotes, mas, mais do que nunca, o país deve estar atento às escolhas para o Congresso Nacional.</p><p>O parlamento tem acumulado poderes nos últimos anos, com emendas impositivas, maior controle sobre o orçamento público e mais independência em relação ao Executivo. Qualquer que seja o presidente, ele precisará do Congresso para governar e avançar com as reformas que o país precisa para retomar um ciclo de desenvolvimento sustentável.</p><p>O ex-ministro Mário Henrique Simonsen costumava dizer que o brasileiro é otimista entre o Natal e o carnaval. Estamos nesse período. Com otimismo, podemos torcer por um Congresso mais aderente às reais necessidades do país, e não a interesses de grupos ou a debates estéreis para gerar cortes para as redes sociais.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/o-mau-exemplo-que-vem-de-cima-1225\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774793187124_2023_01_05_80x80_congresso_nacional_e_o_palacio_do_planalto_943256.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O mau exemplo que vem de cima</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/reabertura-do-carlos-gomes-precisamos-valorizar-a-cultura-como-um-ativo-1125\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774793187285_2025_10_15_80x80_teatro_carlos_gomes_no_centro_de_vitoria_2962334.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Reabertura do Carlos Gomes: precisamos valorizar a cultura como um ativo</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/produtividade-a-revolucao-necessaria-no-brasil-1125\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774793187433_2019_11_16_80x80_produtividade_no_pais_130147.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Produtividade: a revolução necessária no Brasil</h3><p>Sabemos o que precisa ser feito: a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-administrativa\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma administrativa</a>, a racionalização dos gastos, a redução da burocracia, a agenda do Custo Brasil, entre outras medidas. Temos diversos diagnósticos e caminhos para soltar as amarras do setor produtivo e deixar o país se desenvolver. O que precisamos é de pulso, decisão política e capacidade de execução.</p><p>No ano passado, o prêmio&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/antonio-carlos-medeiros/o-que-a-agencia-moodys-e-o-nobel-de-economia-tem-a-ver-com-o-brasil-1024\" class=\"link\" target=\"_blank\">Nobel de Economia foi para Daron Acemoglu e James A. Robinson, junto com Simon Johnson,</a>&nbsp;por suas pesquisas sobre como as instituições políticas e sociais determinam a prosperidade das nações, explicando por que alguns países são ricos e outros, pobres.</p><p>No célebre livro \"Por que as Nações Fracassam: As Origens do Poder, da Prosperidade e da Pobreza\", Acemoglu e Robinson defendem a tese principal de que são as instituições criadas pelo homem – e não a geografia, a cultura ou o clima – que sustentam o sucesso ou o fracasso econômico de uma nação.</p><p>O eleitor brasileiro poderia pesquisar um pouco sobre o assunto antes de decidir seu voto em outubro do ano que vem. Esses autores argumentam que os países com instituições extrativistas, que beneficiam somente uma pequena elite em detrimento da maioria da população, tendem à estagnação. Ao passo que os países com instituições inclusivas, que garantem direitos de propriedade, um sistema político pluralista, segurança jurídica e igualdade de oportunidade, alcançam o desenvolvimento sustentável.</p><p>Por isso é fundamental escolher bem os nossos representantes, para atacar a agenda do Custo Brasil e melhorar a nossa produtividade, criando um ambiente de negócios mais favorável aos investimentos e com maior inserção da nossa indústria nas cadeias globais de valor. É isso que vai nos tirar da estagnação das últimas décadas.</p><p>O processo eleitoral será uma ótima oportunidade para o país fazer uma avaliação mais qualificada sobre os nossos governantes, superando a polarização política dos últimos anos, marcada pela disputa entre os presidentes Lula e Bolsonaro. O Brasil merece muito mais do que isso. Os dois já deram demonstrações de que não estão à altura de nossos desafios.</p><p>Merecemos uma liderança mais qualificada e mais comprometida com as reais questões do país. A política não pode ser um Fla x Flu, num antagonismo apaixonado e irracional, em que tudo parece ser dividido para caber em apenas duas caixas. A realidade é mais complexa do que isso.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774793187546_2025_09_18_votacao_na_noite_de_quarta_feira_dividiu_a_camara_dos_deputados_2917954_article.webp\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Câmara dos Deputados</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados</span></figcaption></figure><p>Vimos na semana passada que esses dois lados da política&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/entenda-o-pl-da-dosimetria-aprovado-pelo-senado-e-os-proximos-passos-1225\" class=\"link\" target=\"_blank\">chegaram a um entendimento para aprovar o chamado PL da Dosimetria,&nbsp;</a>que pode reduzir as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro, e também para aprovar o projeto que garante mais R$ 20 bilhões ao governo, por meio da taxação das bets e do fim de incentivos fiscais.</p><p>Se conseguem fazer um acordão em torno de interesses tão específicos, por que não fazer um acordo também para promover o verdadeiro ajuste fiscal e a reforma administrativa? O episódio mostra claramente que, quando há determinação e vontade política, é possível fazer acontecer. Esperamos, contudo, que essa determinação também seja aplicada nas agendas que realmente interessam ao Brasil.</p><p>Vamos ficar atentos aos nossos candidatos para fazer a escolha mais lúcida em outubro e vamos torcer pelo Brasil na Copa que começa no dia 11 de junho. Está em nossas mãos fazer a escolha por um Brasil melhor.</p><p>Feliz Natal e um 2026 de muitas realizações!</p>",
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  "title" : "O mau exemplo que vem de cima",
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  "body" : "<p>A\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-administrativa\" class=\"link\" target=\"_blank\"> reforma administrativa</a>&nbsp;vem sendo debatida no país há mais de 20 anos e se torna cada dia mais necessária, para adequar a administração pública ao orçamento do Estado e para dar mais agilidade à máquina estatal. A reforma ganhou impulso neste segundo semestre e&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/reforma-administrativa-tem-de-acabar-com-privilegios-e-privilegiar-a-eficiencia-1125\" class=\"link\" target=\"_blank\">está em andamento na Câmara dos Deputados</a>, mas é impressionante como encontra resistência de setores organizados e de certa elite do funcionalismo público, que parece viver em outro mundo.</p><p>Pesquisa divulgada no fim de novembro pelas organizações República.org e Movimento Pessoas à Frente identificou 53 mil servidores que ganham acima do teto constitucional do país – uma das distorções que a reforma pretende corrigir –, com pagamentos que custaram R$ 20 bilhões no período de um ano.</p><p>Para efeitos de referência: o governo federal está à procura de R$ 30 bi para cumprir a meta fiscal do ano que vem. Se o teto fosse respeitado, já teríamos mais de meio caminho andado.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/a-hora-da-reforma-administrativa-agora-vai-1025\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774795301620_2023_09_28_80x80_saiba_como_a_reforma_administrativa_pode_aumentar_a_eficiencia_e_a_produtividade_do_estado_1877478.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>A hora da reforma administrativa: agora vai?</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/reforma-administrativa-limita-numero-de-cargos-comissionados-a-5-1025\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774795301761_2025_10_02_80x80_plenario_da_camara_dos_deputados_2941875.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma administrativa limita número de cargos comissionados a 5%</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/antonio-carlos-medeiros/reforma-administrativa-deve-ser-o-fato-politico-predominante-em-2027-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774795301843_2024_06_17_80x80_congresso_nacional_2137483.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma administrativa deve ser o fato político predominante em 2027</h3><p>O número de servidores que ganham supersalários no Brasil é o maior contingente dos países pesquisados, num ranking que inclui Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido e países da América Latina.</p><p>O teto já poderia ser considerado alto se observada a realidade salarial no setor privado no país: R$ 46 mil, que é o salário de ministros do STF. Mas parece que, em algumas categorias, o teto virou o piso, e&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/a-folia-dos-penduricalhos-no-servico-publico-0319\" class=\"link\" target=\"_blank\">sobre ele incidem os chamados penduricalhos</a>. Os maiores vencimentos estão justamente na magistratura, no Executivo Federal e no Ministério Público.</p><p>As elites do funcionalismo nos três poderes, que deveriam governar o país servindo de inspiração, como exemplo de valores e de comportamento para toda a sociedade, acabam fazendo o contrário. Transmitem a impressão de que cuidam principalmente de seus próprios benefícios. Os vencimentos desse alto escalão não encontram paralelo no mundo.</p><p>O gasto do Brasil com supersalários equivale a 21 vezes o que é gasto na Argentina. É bem mais do que gastam países como Estados Unidos, México, França, Itália, Colômbia, Portugal e Alemanha.</p><p>A remuneração anual baseada no teto do Brasil é de R$ 630 mil. Quantos brasileiros conseguem chegar perto disso na iniciativa privada? Dados do IBGE mostram que nada menos que 70% dos trabalhadores brasileiros ganham até dois salários mínimos, ou cerca de R$ 3 mil por mês. A desconexão dessas elites com a realidade do Brasil é tão intensa que, não por acaso, muitos precisam andar com segurança.</p><p>Nos carros, nas roupas, nos acessórios como joias e relógios, muitos de nossos representantes em Brasília ostentam publicamente um padrão de vida absolutamente incompatível com o serviço público de um dos países mais desiguais do mundo, o que contribui para o desgaste da política em geral.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774795301932_2023_01_05_congresso_nacional_e_o_palacio_do_planalto_943256_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Congresso Nacional e o Palácio do Planalto</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Ricardo Stuckert</span></figcaption></figure><p>Política e serviço público não são espaços para se construir patrimônio pessoal, isso deveria ser óbvio. Dias atrás fui convidado para dar uma palestra para alunos da FDV - Faculdade de Direito de Vitória. Com muita frequência, estudantes de Direito sonham em fazer concurso público. Argumentei durante a nossa conversa que serviço público é vocação. É preciso ter a vocação para servir a sociedade, como um médico tem a vocação de cuidar das pessoas e salvar vidas.</p><p>Ninguém deve entrar para o serviço público pensando em enriquecer. O lugar indicado para se construir fortuna é o mundo empresarial: na iniciativa privada, sim, você pode assumir riscos, empreender e ganhar dinheiro – ou perder e tentar novamente, como acontece na trajetória de tantos empreendedores de sucesso, que passaram por altos e baixos até chegar lá.</p><p>A carreira no serviço público é marcada pela estabilidade, previsibilidade e vantagens como aposentadoria integral, justamente como um atrativo para quem tem a noção de que se trata de uma missão para servir a sociedade. Estudantes de Direito podem fazer concurso com esse objetivo, mas, se pretendem ficar milionários, o caminho é a advocacia privada independente.</p><p>Grandes lideranças da humanidade, do Brasil e do mundo, não passaram à história ostentando relógios ou roupas de grife. Em Londres, políticos não têm carro oficial e utilizam transporte público. O atual presidente da Áustria, Alexander Van der Bellen, já foi fotografado utilizando metrô para ir ao trabalho. Na Holanda, o ex-primeiro-ministro Mark Rutte era famoso por ir de bicicleta até para reuniões oficiais com chefes de Estado.</p><p>Nos países mais ricos do mundo, a elite do funcionalismo serve de exemplo para a população e assim conquista respeito. Não seria muito pedir que, no Brasil, os nossos governantes adotassem um estilo de vida mais compatível com a realidade do país.</p><p>Nossas lideranças precisam inspirar e dar o bom exemplo. Infelizmente não é o que temos observado. Resta cobrar a reforma administrativa e torcer para que ela vença as resistências e entre em vigor o quanto antes. O bom exemplo deve vir de cima.</p>",
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  "body" : "<p>O\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/empreendedorismo\" class=\"link\" target=\"_blank\"> empreendedor brasileiro</a>&nbsp;precisa enfrentar com urgência a agenda da produtividade, sem depender de políticas públicas ou ações governamentais. O Brasil figura sempre na lanterna nos rankings mundiais de produtividade e competitividade. Recente levantamento feito pelo IMD em parceria com a Fundação Dom Cabral mostrou o país em penúltimo lugar, na 68ª posição, no item que mede qualificação da força de trabalho, e na 67ª posição em produtividade.</p><p>Se fôssemos esperar decisões de governo, não veríamos investimentos ousados como o novo centro de inteligência artificial industrial da Tractian, startup brasileira especializada na fabricação de sensores e sistemas de manutenção de indústrias.</p><p>Acompanhei a inauguração do novo Tractian AI Center, um investimento de R$ 60 milhões numa área de 10 mil metros quadrados, o maior da América Latina para o setor, contando com dois capixabas na gestão, Leonardo Vieira, cofundador da empresa, e Leonardo Scopel, diretor de vendas.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/a-hora-da-reforma-administrativa-agora-vai-1025\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774799588937_2023_09_28_80x80_saiba_como_a_reforma_administrativa_pode_aumentar_a_eficiencia_e_a_produtividade_do_estado_1877478.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>A hora da reforma administrativa: agora vai?</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/bets-uma-atividade-nociva-que-precisa-ser-tributada-com-forca-1025\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774799589111_2024_10_02_80x80_mais_de_600_bets_podem_ser_banidas_de_forma_definitiva_do_pais_ate_o_proximo_dia_11_2446032.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Bets: uma atividade nociva que precisa ser tributada com força</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/nao-tem-segredo-o-desenvolvimento-pessoal-exige-esforco-0925\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774799589624_2024_03_23_80x80_mulher_feliz_no_por_do_sol_2052245.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Não tem segredo, o desenvolvimento pessoal exige esforço</h3><p>A estimativa é que o AI Center gere mais de R$ 120 bilhões por ano em ganhos de disponibilidade industrial, nos mercados atendidos pela empresa. O espaço funcionará como um polo de colaboração, com hackathons, visitas acadêmicas e imersões de clientes e parceiros. O centro está conectado a universidades como Poli-USP, Unesp e Unicamp, além de parcerias internacionais com MIT, Berkeley e Georgia Tech.</p><p>Visitar esse centro é uma injeção de ânimo e uma inspiração para o empreendedor brasileiro que precisa abraçar essa causa. A pauta central do industrial brasileiro hoje deve ser a produtividade, por meio de investimentos em automação, transformação digital e inovação.</p><p>Não é fácil enfrentar essa agenda num país com juros nas alturas, um Custo Brasil de 20% do PIB e uma insegurança jurídica em que até o passado é incerto. Mas é o único caminho. Por isso, um projeto como o centro de IA da Traction deve ser conhecido, aplaudido e utilizado pela indústria brasileira.</p><p>A especialidade da empresa é desenvolver soluções integradas de sensores industriais, software e inteligência artificial para aumentar a confiabilidade e a eficiência operacional de ativos industriais. Ela possui sedes no Brasil, México e Estados Unidos e atende mais de mil plantas industriais no mundo todo.</p><p>Seu objetivo em resumo é reduzir drasticamente o número de horas paradas dos equipamentos. É uma ferramenta fundamental para enfrentar a agenda da produtividade, podendo antecipar quebras, estabelecer um cronograma de manutenção proativa, medir o chamado OEE (Overall Equipment Effectiveness, ou Eficácia Global do Equipamento em português), identificando a eficiência de máquinas, linhas de produção ou processos de fabricação.</p><p>Essa pauta precisa ser aliada também à educação técnica profissionalizante, para que possamos contar com capital humano capaz de lidar com a tecnologia disponível.</p><p>Pude conversar com Leonardo Scopel, diretor de vendas da Tractian, e ele observou: \"O Brasil tem uma densidade de talentos muito grande, ele pode ser um polo que consegue reter grandes cientistas e pesquisadores para desenvolver tecnologia de ponta dentro do nosso país. Acreditamos que investir em tecnologia é a melhor maneira de conseguir passar pelas várias oscilações do mercado, da política, da economia. Esperamos que todo esse nosso investimento possa promover a economia brasileira, promovendo talentos aqui dentro, para realmente desenvolvermos tecnologia de impacto global dentro do nosso país\".</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774799589705_2019_11_16_produtividade_no_pais_130147_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Produtividade no país</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Pixabay</span></figcaption></figure><p>O cofundador Leonardo Vieira completa: “Decidimos investir na vanguarda da inteligência artificial industrial porque sabemos que a dor é real no setor. Com ou sem o governo brasileiro, decidimos fazer porque é importante para a produtividade nacional e para a soberania do país. Entendemos que o setor industrial é muito relevante, e o Brasil pode estar na vanguarda da construção de tecnologia de ponta. É isso que a construção do AI Center representa”.</p><p>De fato, é inspirador, e precisamos fazer essa revolução sem esperar nada de ninguém porque, no Brasil, o empresário que espera por alguma política pública está morto. Organizações do setor produtivo como a CNI – Confederação Nacional da Indústria já apresentaram inúmeras sugestões de políticas para impulsionar a competitividade e a produtividade da economia nacional, mas as políticas efetivamente implantadas nos últimos anos são de baixíssimo retorno para a sociedade.</p><p>O que vemos são políticas que oneram o setor produtivo e induzem o país a uma cultura do rentismo, uma cultura da baixa produção, que aprisiona o país na armadilha da renda média, com dificuldade de escalar para a alta, com grandes distorções e desigualdades. Esse modelo concentra renda, e quem quer prosperar por meio do empreendedorismo tem que carregar por conta própria esse desafio da revolução da produtividade.</p><p>O país precisa compreender que quem promove a geração de riqueza são os empresários. Empresa ruim é que precisa de governo bom. Empresa boa prospera com qualquer governo. Nosso único caminho é a produtividade!</p>",
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  "title" : "A hora da reforma administrativa: agora vai?",
  "description" : "Com o avanço das discussões no Congresso, país tem chance de modernizar o serviço público e reduzir desigualdades entre servidores e setor privado",
  "body" : "<p>A reforma administrativa vem sendo debatida há décadas e agora as condições para a sua tramitação parecem, enfim, mais favoráveis. Depois de anos de paralisia, o debate volta à pauta impulsionado pela crise fiscal e por um sentimento crescente de insatisfação com privilégios e distorções que se acumulam em setores do serviço público. É como se o país começasse a reagir à ideia de que alguns grupos podem permanecer blindados, independentemente do impacto que isso causa sobre as contas públicas e sobre a sociedade em geral.</p><p>A questão agora é simples e direta: será que o Brasil vai finalmente acordar para a necessidade dessa reforma tão importante? O noticiário de Brasília registra que a reforma tem mais da metade das assinaturas necessárias e deverá ser protocolada nos próximos dias.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774802305819_2023_09_28_saiba_como_a_reforma_administrativa_pode_aumentar_a_eficiencia_e_a_produtividade_do_estado_1877478_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Reforma administrativa é instrumento para o país reduzir a inflação e baixar os juros reais</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Shutterstock</span></figcaption></figure><p>A reforma não deve ser tratada como uma bandeira de governo ou de oposição, mas como uma causa nacional. Independentemente de quem ocupar a Presidência da República a partir de 2026, ela é essencial para garantir o equilíbrio fiscal, restabelecer a justiça entre os cidadãos e permitir que o país volte a crescer de forma sustentável. A escalada dos gastos públicos, especialmente os obrigatórios, compromete há décadas a capacidade do Estado de investir em infraestrutura, saúde, educação e inovação. Sem enfrentar esse desequilíbrio estrutural, o Brasil continuará preso a um modelo caro, ineficiente e injusto.</p><p>O impacto da falta de controle das contas públicas vai além do orçamento. Um Estado inchado e com despesas fora do controle pressiona a inflação e leva o Banco Central a elevar os juros, muitas vezes de forma conservadora, mas como reação à perda de credibilidade fiscal. Isso encarece o crédito, desestimula o investimento produtivo e cria um ciclo perverso: juros elevados, crescimento baixo e geração de empregos de baixa qualidade. A reforma administrativa, portanto, é também um instrumento para que o país possa reduzir a inflação, baixar os juros reais e aliviar o peso que recai sobre famílias e empresas.</p><p>Mas talvez o argumento mais forte em favor da reforma seja o da justiça social, um tema tão caro nos debates políticos. Hoje, o Brasil convive com uma desigualdade gritante entre os que vivem da iniciativa privada e os que integram certos segmentos do serviço público. Enquanto a maioria da população trabalha sem estabilidade e sem benefícios garantidos, há grupos no Estado com vantagens salariais e previdenciárias muito acima da média nacional. Essa assimetria é moralmente insustentável. Um país justo precisa de um serviço público valorizado, sim, mas não pode manter privilégios que se sustentam às custas do sacrifício coletivo.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/bets-uma-atividade-nociva-que-precisa-ser-tributada-com-forca-1025\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774802305926_2024_10_02_80x80_mais_de_600_bets_podem_ser_banidas_de_forma_definitiva_do_pais_ate_o_proximo_dia_11_2446032.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Bets: uma atividade nociva que precisa ser tributada com força</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/nao-tem-segredo-o-desenvolvimento-pessoal-exige-esforco-0925\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774802306011_2024_03_23_80x80_mulher_feliz_no_por_do_sol_2052245.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Não tem segredo, o desenvolvimento pessoal exige esforço</h3><p>A proposta de reforma administrativa, em discussão no Congresso, traz mudanças importantes para corrigir essas distorções e modernizar o Estado. Entre os principais pontos, estão: novas formas de vínculo com o serviço público, substituindo o regime único por contratos de experiência, temporários e permanentes; estabilidade restrita apenas a carreiras típicas de Estado, com avaliações periódicas de desempenho; criação de mecanismos de mérito, para que a progressão e as gratificações dependam do desempenho real e não apenas do tempo de serviço; revisão de benefícios considerados excessivos, como anuênios, licenças-prêmio e férias superiores a 30 dias; e limitação de supersalários e verbas indenizatórias, assegurando maior transparência e isonomia; e fortalecimento da gestão, com novos princípios constitucionais de boa governança, eficiência, inovação e responsabilidade.</p><p>Essas medidas não têm caráter punitivo, mas corretivo. O objetivo é dar ao Estado a capacidade de planejar melhor, gastar menos e entregar mais resultados à população. Servidores comprometidos com o interesse público serão valorizados, enquanto práticas corporativas que encarecem o Estado e minam sua eficiência precisarão ser revistas. Reformar não é enfraquecer o serviço público, é fortalecê-lo com base em mérito, transparência e responsabilidade.</p><p>Nos últimos meses, o ambiente político parece mais receptivo a esse debate. O desgaste crescente em torno de supersalários e benefícios desproporcionais abriu espaço para uma reflexão mais madura sobre a necessidade de ajustes. A percepção pública mudou, e os próprios parlamentares começam a entender que a defesa de privilégios é cada vez menos aceitável diante de um país que luta para financiar serviços básicos e reduzir desigualdades.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-ilegal-megaoperacao-contra-o-pcc-e-o-comeco-de-uma-batalha-historica-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774802306090_2025_08_28_80x80_esquema_no_setor_de_combustiveis_era_comandado_pelo_pcc_2884435.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil ilegal: megaoperação contra o PCC é o começo de uma batalha histórica</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/tarifaco-de-trump-nossos-problemas-sao-made-in-brazil-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774802306462_2025_08_13_80x80_lula_lanca_plano_brasil_soberania_contra_o_tarifaco_2862493.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Tarifaço de Trump: nossos problemas são made in Brazil</h3><p>O desafio, agora, é transformar esse momento em ação concreta. A história recente mostra que o tema já naufragou outras vezes, vítima de pressões corporativas e falta de coragem política, mesmo sendo de conhecimento público que o resultado seria amplamente favorável à sociedade. Mas se quisermos um Brasil fiscalmente responsável, com juros mais baixos, inflação controlada e ambiente propício ao investimento, a reforma administrativa é inadiável.</p><p>Trata-se de uma oportunidade rara para o país corrigir rumos e resgatar a confiança da sociedade nas instituições. A hora é agora. O Brasil precisa de um Estado mais justo, eficiente e equilibrado, e isso só será possível se tivermos a coragem de enfrentar o que precisa ser mudado.</p>",
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  "title" : "Bets: uma atividade nociva que precisa ser tributada com força",
  "description" : "Enquanto o governo busca formas de cobrir o rombo fiscal, o país ignora o potencial de arrecadação e controle das apostas online, um vício que corrói famílias e desvia bilhões da economia produtiva",
  "body" : "<p>O Brasil enfrenta mais um impasse sobre o ajuste fiscal, com o governo federal sofrendo uma dura derrota na semana passada na Câmara dos Deputados, que retirou da pauta e deixou perder a validade a MP editada como alternativa ao aumento do IOF – que por sua vez também era um remendo para cobrir o déficit público. Com isso, o remendo do remendo perdeu a validade e o governo agora busca meios para cobrir um rombo de R$ 46,5 bilhões até o fim de 2026.</p><p>Diante desse cenário, é de causar espanto a leniência dos nossos representantes com as bets, as plataformas de apostas online que funcionam como cassinos virtuais, desafiando a legalidade e causando imensos danos para a nossa população, como veremos. Elas deveriam ser duramente tributadas e regulamentadas, mas o que vimos foi bem diferente.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774803966850_2024_10_02_mais_de_600_bets_podem_ser_banidas_de_forma_definitiva_do_pais_ate_o_proximo_dia_11_2446032_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Bets: o mercado de apostas online cresceu em ritmo vertiginoso no país</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Joédson Alves / Agência Brasil</span></figcaption></figure><p>Num primeiro momento, o governo cogitou aumentar a taxação das bets dos atuais 12% para 25%. Diante da iminente ofensiva de um lobby poderoso, como mostrou a jornalista Malu Gaspar em seu artigo \"O Tigrinho sempre vence\", no Globo, o governo recuou para uma alíquota de 18%. Mas a proposta nem chegou a ser votada em plenário, com a aprovação do requerimento para simplesmente tirar da pauta a nova MP, enterrando o ajuste fiscal.</p><p>O noticiário de Brasília registrou fartamente a pressão das bets e o temor de nossos representantes de se verem no constrangimento de publicamente votar a favor de um setor tão prejudicial à sociedade.</p><p>O mercado de apostas online cresceu em ritmo vertiginoso no país. Dados do Banco Central mostram que os brasileiros transferem mensalmente entre R$ 18 bi e R$ 21 bilhões para plataformas de apostas, um volume que pode ser bem maior, já que considera apenas as operações via pix. Em um único mês, 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família enviaram R$ 3 bi a essas empresas. Ou seja, parte dos recursos destinados a combater a pobreza acaba, ironicamente, alimentando um setor que aprofunda a vulnerabilidade social.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/nao-tem-segredo-o-desenvolvimento-pessoal-exige-esforco-0925\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774803966968_2024_03_23_80x80_mulher_feliz_no_por_do_sol_2052245.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Não tem segredo, o desenvolvimento pessoal exige esforço</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-ilegal-megaoperacao-contra-o-pcc-e-o-comeco-de-uma-batalha-historica-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774803967052_2025_08_28_80x80_esquema_no_setor_de_combustiveis_era_comandado_pelo_pcc_2884435.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil ilegal: megaoperação contra o PCC é o começo de uma batalha histórica</h3><p>Além desse impacto social, há também um evidente desequilíbrio econômico: esse imenso fluxo financeiro para o exterior – muitas plataformas têm sede fora do país – não é acompanhado de uma tributação adequada. Hoje, as bets pagam apenas os tributos comuns a qualquer empresa, sem uma carga seletiva que desestimule o consumo de uma atividade sabidamente nociva.</p><p>Por isso, a Confederação Nacional da Indústria – CNI propõe a criação da CIDE-Bets, uma contribuição que incidiria sobre as transferências para apostas virtuais. O modelo é similar ao já aplicado a produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.</p><p>Essa tributação seria um ótimo caminho para cobrir o rombo atual de R$ 46,5 bi. Se aprovada ainda em 2025, a CIDE-Bets poderia entrar em vigor em 2026, gerando R$ 25 bilhões anuais de arrecadação para a União.</p><p>Além disso, o novo tributo ajudaria a reduzir em até 22% os gastos com apostas, conforme estimativas da CNI, preservando o orçamento das famílias e combatendo o vício em jogo, que já é o terceiro tipo de dependência mais comum no país, atrás apenas do álcool e do tabaco. E as famílias teriam mais recursos para o consumo de bens e serviços que proporcionam maior benefício para elas e fazem a economia girar.</p><p>O argumento é bem simples: é melhor tributar mais o que faz mal do que aumentar impostos sobre o que produz e gera empregos. Trata-se de uma medida de inteligência fiscal, que equilibra responsabilidade orçamentária e justiça social.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/tarifaco-de-trump-nossos-problemas-sao-made-in-brazil-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774803967134_2025_08_13_80x80_lula_lanca_plano_brasil_soberania_contra_o_tarifaco_2862493.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Tarifaço de Trump: nossos problemas são made in Brazil</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/es-em-acao-construindo-o-es-que-da-certo-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774803967498_2025_08_01_80x80_fernando_saliba_durante_posse_como_novo_presidente_do_es_em_acao_2842746.webp\" alt=\"\" /></a><h3>ES em Ação: construindo o ES que dá certo</h3><p>A explosão das bets tem corroído o tecido econômico e social brasileiro. Famílias de baixa renda estão endividadas, jovens se tornam dependentes, e bilhões de reais deixam de circular em setores produtivos da economia. Permitir que essa engrenagem continue girando livremente é aceitar que o vício e a ilusão substituam o trabalho e o consumo consciente.</p><p>Escolas públicas e privadas deveriam inclusive observar o exemplo do SESI, que lançou uma campanha alertando para os riscos das apostas online. A campanha tem cinco pilares, entre eles educação e conscientização, para informar sobre os sinais de dependência. Outro pilar mira o impacto social, chamando a atenção para os riscos coletivos e as consequências para famílias e comunidades, e um outro fala sobre educação financeira. O Sesi avalia corretamente que o conhecimento e a organização das finanças pessoais ajudam a dar a dimensão das consequências negativas das apostas.</p><p>Um estudo divulgado pelo Instituto Locomotiva em agosto de 2024 mostra também que 86% dos apostadores acumulam dívidas e 64% estão com o nome sujo no Serasa. Nossos políticos deveriam ter vergonha de deixar esse mal prosperar em nossa sociedade.</p><p>Além desse processo de conscientização, num país em que se discute tanto a justiça tributária, não há medida mais justa do que cobrar mais impostos de quem mais causa prejuízos à coletividade. As bets lucram com a vulnerabilidade dos brasileiros. É hora de o Brasil limitar essa farra.</p>",
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  "description" : "Gostaria de compartilhar com o leitor um poema da Patrícia Castro, minha esposa. Foi a partir da leitura deste poema que surgiu a inspiração para este artigo",
  "body" : "<p>Normalmente abordamos neste espaço questões sobre o desenvolvimento do Estado e do país, como o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/shein-e-o-custo-brasil-uma-grande-aula-para-o-pais-0423\" class=\"link\" target=\"_blank\">Custo Brasil</a>, as reformas estruturantes, as oportunidades de crescimento nem sempre bem aproveitadas, os cases bem-sucedidos de gestões eficientes aqui e no mundo. Mas hoje eu convido o leitor para uma abordagem diferente, sobre desenvolvimento pessoal – que no final das contas se reflete também no desenvolvimento de toda a comunidade.</p><p>A nossa ideia central, inspirada por um poema especial que veremos a seguir, é que todo desenvolvimento demanda esforço, disciplina, persistência. Valeria para o Brasil: as reformas cobram uma dose de sacrifício, para cortar privilégios e desperdícios. A vitória vem depois. Da mesma forma, um atleta campeão olímpico não ganhou a sua medalha sem treinar duramente, abrindo mão de festas e restringindo a dieta.</p><p>Muitos devem conhecer a história de um exímio violinista que se apresentou num jantar aristocrático e depois ouviu de um dos presentes, admirado: “Eu daria a vida para tocar assim”. E o músico respondeu: “Eu dei”.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-ilegal-megaoperacao-contra-o-pcc-e-o-comeco-de-uma-batalha-historica-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774808433438_2025_08_28_80x80_esquema_no_setor_de_combustiveis_era_comandado_pelo_pcc_2884435.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil ilegal: megaoperação contra o PCC é o começo de uma batalha histórica</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/tarifaco-de-trump-nossos-problemas-sao-made-in-brazil-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774808433527_2025_08_13_80x80_lula_lanca_plano_brasil_soberania_contra_o_tarifaco_2862493.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Tarifaço de Trump: nossos problemas são made in Brazil</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/es-em-acao-construindo-o-es-que-da-certo-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774808433616_2025_08_01_80x80_fernando_saliba_durante_posse_como_novo_presidente_do_es_em_acao_2842746.webp\" alt=\"\" /></a><h3>ES em Ação: construindo o ES que dá certo</h3><p>A busca pela excelência e a persistência para superar desafios já inspiraram filmes, romances e poemas. Disciplina é liberdade, dizia Renato Russo em uma de suas canções. A ideia de que a disciplina é essencial para o desenvolvimento, inclusive, está presente nos filósofos antigos. Immanuel Kant dizia que a disciplina era fundamental para vencer impulsos e exercer a liberdade moral por meio da razão.</p><p>O poeta Mário Quintana sugeriu sonhar alto na busca das realizações: “Se as coisas são inatingíveis, não é motivo para não as querer. Que tristes os caminhos se não fosse a presença mágica das estrelas”.</p><p>Penso que a vida realmente não tem segredo, é simples: é o querer, o lutar, o correr atrás dos sonhos. Depois de citar alguns nomes ilustres, gostaria de compartilhar com o leitor um poema da Patrícia Castro, minha esposa. Foi a partir da leitura deste poema que surgiu a inspiração para este artigo. Segue:</p><p><i>Não tem segredo</i></p><p><i>Não tem segredo </i></p><p><i>É acordar cedo </i></p><p><i>É ir com medo </i></p><p><i>Mesmo quando a cama te prender </i></p><p><i>e o corpo dizer pra dormir mais. </i></p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774808433732_2024_03_23_mulher_feliz_no_por_do_sol_2052245_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Dia após dia</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Shutterstock</span></figcaption></figure><p><i>Não tem mesmo fórmula mágica </i></p><p><i>para quem vai lá e faz </i></p><p><i>Quando todo mundo acha que é sorte, </i></p><p><i>você sabe que é rotina forte </i></p><p><i>que leva a lugares e resultados sonhados, </i></p><p><i>por muitos almejados </i></p><p><i>E o que parece ser acaso </i></p><p><i>para você foi pensado. </i></p><p><i>O preço da conquista não é barato nem caro, </i></p><p><i>é o quanto vale para você </i></p><p><i>que na vida não quer se arrepender </i></p><p><i>de ver o tempo passar e não fazer </i></p><p><i>o que acredita poder. </i></p><p><i>E os olhos alheios podem até julgar </i></p><p><i>que suas vitórias foram fáceis, </i></p><p><i>mas não ousam tentar </i></p><p><i>passar pelos seus caminhos, </i></p><p><i>dormir suas noites </i></p><p><i>despertar suas madrugadas… </i></p><p><i>Vão te achar sortudo, privilegiado</i></p><p><i>enquanto você levantava calado </i></p><p><i>Planejando, indo e fazendo </i></p><p><i>Sem perder tempo </i></p><p><i>porque tinha pressa, urgência, plano </i></p><p><i>de entregar para o mundo </i></p><p><i>o que ninguém podia fazer por você </i></p><p><i>O que não cairia do céu </i></p><p><i>O que não viria ao léu…</i></p><p><i>E quando pensava em desistir </i></p><p><i>e mais uma vez a cama falou para não ir </i></p><p><i>e a mente tentou te distrair </i></p><p><i>você foi mais forte do que a sorte </i></p><p><i>e se alinhou com seu propósito</i></p><p><i>de realizar o que tinha proposto </i></p><p><i>sem desculpa ou contragosto! </i></p><p><i>Porque de fato a conquista é ouro </i></p><p><i>não pode ser medida pelo outro </i></p><p><i>Fruto de disciplina, esforço e fé </i></p><p><i>E vem de quem sabe o que quer!</i></p><p><b>Patrícia Castro</b></p><p>Obrigado, Patty, pela inspiração, sempre! Bom domingo para todos nós!</p>",
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  "title" : "Brasil ilegal: megaoperação contra o PCC é o começo de uma batalha histórica",
  "description" : "A megaoperação Carbono Oculto deve ser um trabalho permanente, com atuação também nas frentes para aperfeiçoar a legislação e os marcos regulatórios",
  "body" : "<p>A&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/141-carros-apreendidos-e-r-12-bi-bloqueado-veja-os-numeros-da-megaoperacao-contra-o-pcc-0825\" class=\"link\" target=\"_blank\">megaoperação batizada de Carbono Oculto, realizada nesta semana, representa um marco na história do país no combate às organizações criminosas</a>, mirando um grupo que sonegou mais de R$ 7,6 bilhões, contaminando toda a cadeia econômica ligada aos combustíveis. Os números são emblemáticos: foram 1,4 mil agentes públicos atuando em conjunto em oito Estados,\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/tres-empresas-no-es-sao-suspeitas-de-participar-de-fraude-bilionaria-do-pcc-0825\" class=\"link\" target=\"_blank\"> entre eles Espírito Santo</a>, Rio de Janeiro e São Paulo.</p><p>Um dos destaques da operação foi a colaboração entre os diversos órgãos de Estado, como Receita Federal, Polícias Federal, Civil e Militar, Ministério Público, ANP e as forças repressivas nos Estados.</p><p>Somente com colaboração, inteligência e persistência será possível enfrentar organizações como o PCC, presente em quase todos os estados do Brasil e em 28 países, entre eles Paraguai, Venezuela, Bolívia e até Estados Unidos e Japão.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774810986383_2025_08_28_esquema_no_setor_de_combustiveis_era_comandado_pelo_pcc_2884435_article.webp\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Esquema no setor de combustíveis era comandado pelo PCC</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Marek Studzinski/ Usplash</span></figcaption></figure><p>Esse enfrentamento deve ser um trabalho permanente do Estado brasileiro. Ele está também entre as prioridades da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que em abril do ano passado já havia divulgado uma nota técnica relevante sobre o tema, intitulada “Brasil Ilegal em Números”, em parceria com a Firjan e a Fiesp.</p><p>O levantamento mostra que o prejuízo econômico com contrabando, pirataria, roubo, sonegação de impostos e furto de serviços públicos no país chegou a R$ 453,5 bilhões somente no ano de 2022. Para ilustrar o tamanho do rombo: isso representa quase 20 vezes o orçamento anual do Espírito Santo, que está em R$ 24,9 bi.</p><p>O estudo mostra ainda que, considerando os 15 setores mais afetados por esse mercado ilícito, o Brasil deixou de gerar cerca de 370 mil empregos diretos com carteira assinada, no ano de 2022. Somente no segmento de vestuário, o que mais perde com a ilegalidade, deixamos de empregar quase 67 mil trabalhadores.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/por-que-faccoes-de-outros-estados-como-pcc-e-cv-nao-criam-raizes-no-rio-grande-do-sul--0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774810986499_2025_08_29_80x80_bbcdagoberto_da_costa_e_recebe_o_entao_presidente_do_supremo_tribunal_federal_joaquim_barbosa_no_presidio_central_de_porto_alegre_em_marco_de_2014_1cw6uxq7p.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Por que facções de outros Estados como PCC e CV não criam raízes no Rio Grande do Sul?</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/policia-prende-empresarios-envolvidos-em-plano-de-lider-do-pcc-para-matar-promotor-de-justica-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774810986626_2025_08_29_80x80_o_traficante_de_drogas_sergio_luiz_de_freitas_o_mijao_integrante_da_sintonia_final_do_pcc_ele_e_acusado_de_planejar_matar_promotor_2886601.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Polícia prende empresários envolvidos em plano de líder do PCC para matar promotor de Justiça</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/operacao-contra-pcc-protege-consumidor-diz-setor-de-combustiveis-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774810986711_2022_06_20_80x80_apos_reajuste_litro_da_gasolina_ja_encosta_em_r_8_no_es_784153.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Operação contra PCC protege consumidor, diz setor de combustíveis</h3><p>Esse enfrentamento iniciado agora precisa de continuidade porque, na verdade, o país hoje acaba punindo o empreendedor que trabalha na legalidade, gerando empregos e pagando impostos regularmente. O país, de um lado, aperta a carga tributária e a fiscalização de quem trabalha dentro da lei e, de outro, faz vista grossa para o crime organizado&nbsp;— ou fazia: esperamos que a megaoperação represente efetivamente uma virada de página.</p><p>O combate ao crime organizado exige também a modernização da legislação penal e regulatória. O Simples Nacional, por exemplo, parece uma ótima ideia: foi criado em 2006 para desburocratizar o pagamento de impostos para microempresas e empresas de pequeno porte, mas acaba sendo usado indevidamente para sonegação fiscal.</p><p>A fragmentação artificial de empresas pode fazer com que um grupo abra vários negócios em nome de laranjas ou de familiares, permanecendo no limite de faturamento do Simples e deixando de arrecadar o que deveria.</p><p>A cooperação internacional para enfrentar as organizações criminosas também deve ser incrementada, com o fortalecimento do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) e do Grupo de Inteligência de Comércio Exterior (GI-CEX).</p><p>Uma das sugestões da CNI é a criação de um canal de denúncias acessível sobre fraudes em importações e disponibilização de base de dados detalhada sobre as operações de comércio exterior; e o reforço da fiscalização, com o incremento do uso de inteligência artificial e de gestão de risco para monitoramento e identificação de práticas ilegais de comércio.</p><p>As\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/como-bets-podem-ser-usadas-para-lavagem-de-dinheiro-0924\" class=\"link\" target=\"_blank\"> chamadas bets</a>, ou plataformas online que permitem aos usuários realizar apostas em eventos esportivos, jogos de cassino e outros tipos de competições, merecem atenção especial, porque representam uma brecha para sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/como-pcc-usa-a-faria-lima-para-lucrar-bilhoes-segundo-investigacoes-da-receita-e-a-pf-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774810986826_2025_08_28_80x80_bbcfoto_de_dinheiro_apreendido_durante_megaoperacao_da_policia_federal_e_outros_orgaos_que_apuram_a_atuacao_do_pcc_no_setor_de_combustiveis_no_brasil_2nw3mxxfmld.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Como PCC usa a Faria Lima para lucrar bilhões, segundo investigações da Receita e a PF</h3><p>O Brasil tem uma longa jornada nessa frente. O Índice Global de Crime Organizado, divulgado em 2022, mostrou que o país é lanterninha, na 171ª posição, em um ranking com 193 países, sendo um dos piores em relação ao comércio de produtos falsificados.</p><p>A megaoperação Carbono Oculto deve ser um trabalho permanente, com atuação também nas frentes para aperfeiçoar a legislação e os marcos regulatórios. Esse enfrentamento interessa não somente aos setores econômicos prejudicados, mas a toda a sociedade, que sofre com a criminalidade, a perda de recursos que iriam para investimentos sociais e a insegurança em geral.</p>",
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  "title" : "Tarifaço de Trump: nossos problemas são made in Brazil",
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  "body" : "<p>Qual seria o impacto do tarifaço do presidente Trump na economia brasileira? Difícil estimar com exatidão, mas&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/tarifaco-de-trump-deve-tirar-r-605-milhoes-do-pib-do-es-em-um-ano-0725\" class=\"link\" target=\"_blank\">economistas da UFMG fizeram um cálculo e chegaram a uma perda do PIB de 0,26 ponto porcentual</a>, ou US$ 31 bilhões. Porém, levando em consideração as demais tarifas no resto do mundo e os ajustes globais, esse impacto seria reduzido para 0,1 ponto porcentual, ou US$ 12 bilhões. É muito ou pouco? Perto do Custo Brasil é algo desprezível.</p><p>O Custo Brasil – que é o conjunto de dificuldades estruturais que prejudica o ambiente de negócios do país e abala a nossa competitividade global – representa R$ 1,7 trilhão por ano, o equivalente a nada menos que 20% do PIB brasileiro.</p><p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/chega-de-custo-brasil-pais-precisa-de-mais-competitividade-0820\" class=\"link\" target=\"_blank\">Abordamos esse tema com frequência neste espaço</a>&nbsp;e é sempre importante revisitá-lo. Convivemos há décadas com esse tarifaço made in Brazil e pouco fazemos para resolvê-lo. Os números mostram que nossos problemas são principalmente domésticos, não estrangeiros.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/pacote-anti-tarifaco-ha-causas-que-devem-transcender-preferencias-ideologicas-diz-motta-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774813332792_2025_06_25_80x80_presidente_da_camara_dos_deputados_hugo_motta_2786442.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Pacote anti-tarifaço: 'Há causas que devem transcender preferências ideológicas', diz Motta</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/tarifas-de-trump-podem-afetar-inss-fgts-e-7267-mil-empregos-diz-dieese-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774813332878_2025_06_25_80x80_carteira_de_trabalho_digital_2785095.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Tarifas de Trump podem afetar INSS, FGTS e 726,7 mil empregos, diz Dieese</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/entenda-o-plano-de-lula-contra-o-tarifaco-dos-estados-unidos-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774813332963_2025_08_13_80x80_lula_lanca_plano_brasil_soberania_contra_o_tarifaco_2862493.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Entenda o plano de Lula contra o tarifaço dos Estados Unidos</h3><p>O estudo da UFMG foi publicado dias atrás no Valor Econômico. Já o cálculo do Custo Brasil foi divulgado inicialmente no final de 2019, com base em um estudo feito em parceria entre o governo federal, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Movimento Brasil Competitivo (MBC). Iniciamos na época uma força-tarefa para atacar cada gargalo identificado, mas avançamos pouco, sem a devida persistência e continuidade das políticas públicas.</p><p>Entram no Custo Brasil questões como contratação de mão de obra, pagamento de tributos, infraestrutura e custo de financiamento. Patinamos em todos eles, tendo como referência o padrão de países da OCDE.</p><p>O\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/entenda-o-plano-de-lula-contra-o-tarifaco-dos-estados-unidos-0825\" class=\"link\" target=\"_blank\"> governo federal anunciou na semana passada um pacote de ajuda de R$ 30 bilhões&nbsp;</a>para as empresas afetadas pelo tarifaço de 50%. O pacote é muito bem-vindo para o setor exportador e prevê de linhas de crédito subsidiado a compras governamentais.</p><p>É muito positivo que o governo tenha reagido prontamente para socorrer as empresas e os empregos, mas se tivemos essa agilidade na hora da urgência, por que não adotamos a mesma postura em relação aos conhecidos gargalos que travam o nosso desenvolvimento há décadas?</p><p>O problema não é somente deste governo, é importante ressaltar. Parece algo estrutural: o Brasil só se mobiliza em momentos de crise, despendendo uma energia incrível para apagar o incêndio. O povo aflito aplaude o salvador da pátria que aparece com a solução. A cena dá Ibope e pode render votos. Mas não podemos viver apagando incêndio.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774813333052_2025_08_13_lula_lanca_plano_brasil_soberania_contra_o_tarifaco_2862493_article.webp\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Lula lança Plano Brasil Soberania contra o tarifaço</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: José Cruz/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p>Com planejamento e estratégia, certamente podemos alcançar resultados muito mais produtivos e perenes. Compras governamentais, por exemplo, foram utilizados no pacote do momento. Mas podem virar uma política permanente, para impulsionar a inovação e a indústria nacional.</p><p>As compras públicas representam cerca de 12% do PIB. Na China, a gigante da tecnologia Huawei se apoia no mercado interno e também nas compras públicas do governo chinês. No Brasil, elas podem ser utilizadas como estratégia para exigir soluções inovadoras, forçando empresas a desenvolverem novas tecnologias e produtos para atender às demandas do governo. A CNI tem diversos estudos a respeito do tema, que podem servir de referência, como já ocorreu em outras áreas, inclusive no Custo Brasil.</p><p>O tarifaço do Trump não pode servir de cortina de fumaça para esconder a real incompetência pública brasileira. Diversos indicadores constatam essa histórica ineficiência da máquina, dominada por um corporativismo que gera baixa performance.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/es-em-acao-construindo-o-es-que-da-certo-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774813333163_2025_08_01_80x80_fernando_saliba_durante_posse_como_novo_presidente_do_es_em_acao_2842746.webp\" alt=\"\" /></a><h3>ES em Ação: construindo o ES que dá certo</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/chega-de-lula-chega-de-bolsonaro-o-brasil-merece-mais-0725\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774813333249_2022_10_16_80x80_os_candidatos_a_presidencia_lula_pt_e_jair_bolsonaro_pl_participam_do_debate_na_band_neste_domingo_16_893845.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Chega de Lula, chega de Bolsonaro: o Brasil merece mais</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-precisa-copiar-o-es-para-sair-do-impasse-atual-0725\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774813333364_2024_12_18_80x80_sessao_conjunta_do_congresso_nacional_2542400.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil precisa copiar o ES para sair do impasse atual</h3><p>Um exemplo: o TCU divulgou no final de julho um relatório mostrando que metade das obras financiadas com recursos federais estão paralisadas, atrasadas ou com graves problemas na execução. Foram examinados mais de 22 mil contratos. Entre as causas apontadas estão falhas de projeto, licenciamento e gestão contratual. Imagine uma construtora privada com metade das obras paralisadas.</p><p>Naturalmente esse padrão de eficiência se reflete também em outras áreas como saúde, educação e segurança pública. Outro relatório divulgado em junho pelo Tesouro nacional mostra que os custos agregados da União cresceram 7,9% no ano passado, bem acima da inflação, que fechou em 4,83%, por sinal acima da meta, que tinha teto de 4,5%.</p><p>Regulamentar o marco legal da cabotagem; também o das ferrovias; manter os vetos do Executivo no marco legal das eólicas offshore; derrubar o trecho que onera a energia para a indústria na MP do setor elétrico; aprovar a nova lei de licenciamento ambiental; reduzir o custo de financiamento à infraestrutura; racionalizar taxas portuárias; reduzir os encargos na conta de energia; manter a reforma trabalhista sem retrocessos são apenas algumas ações que têm efeito superior ao tarifaço imposto pelo Trump. Temos muitas outras medidas, todas conhecidas já há tempos na mesa para decisão. Precisamos parar de nos enganar. Brasil, enfrente seus problemas, não culpe terceiros!</p>",
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  "title" : "ES em Ação: construindo o ES que dá certo",
  "description" : "Como já observamos, o Espírito Santo é o Brasil que dá certo. Temos rumo, temos governança, temos ambiência de negócios e sabemos onde queremos chegar. Falta implantar esse modelo Brasil afora",
  "body" : "<p>A posse da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/es-em-acao-temos-uma-rede-fortalecida-para-lidar-com-adversidades-diz-novo-presidente-0825\" class=\"link\" target=\"_blank\">nova diretoria do ES em Ação, na semana passada,</a>&nbsp;marca o espírito de transparência e oxigenação de uma organização empresarial que foi decisiva para o desenvolvimento do Espírito Santo nas últimas duas décadas.</p><p>Atuando em parceria de forma republicana com as lideranças políticas, a organização contribuiu com o planejamento estratégico de longo prazo do Estado, o que possibilitou os avanços sociais e econômicos observados nesse período. Temos aqui um exemplo claro de atuação institucional pautada por ideias e projetos, com independência política.</p><p>O ES em Ação é uma referência para o Brasil e já começa a inspirar organizações semelhantes em outros Estados, como Pernambuco. No Espírito Santo, ela foi fundada em 2003, quando o Estado iniciava o processo de recuperação ética, financeira e administrativa, saindo de uma crise profunda que resultara no atraso de pagamento de servidores e fornecedores, deterioração dos serviços públicos, greves no funcionalismo, queda dos indicadores sociais e denúncias de corrupção.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/fundadores-do-es-em-acao-mandam-recado-estado-nao-aceita-retrocesso-0825\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774815287029_2025_08_01_80x80_cerimonia_de_posse_de_fernando_saliba_como_presidente_do_es_em_acao_2842926.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Fundadores do ES em Ação mandam recado: \"Estado não aceita retrocesso\"</h3><p>De patinho feio da Federação, que ocupava o noticiário com escândalos, passamos a ser referência em gestão fiscal e responsabilidade social. O vice-governador Ricardo Ferraço observou, na posse da nova diretoria, que há 13 anos o Estado é nota A no Tesouro Nacional, investindo atualmente 20% de sua receita líquida.</p><p>No ano passado, ficamos em primeiro lugar no Ideb, o índice que mede a qualidade da educação nas escolas brasileiras. Temos, portanto, o melhor ensino do Brasil, e a educação é justamente um dos pilares do ES em Ação.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774815287186_2025_08_01_fernando_saliba_durante_posse_como_novo_presidente_do_es_em_acao_2842746_article.webp\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Fernando Saliba durante posse como novo presidente do ES em Ação</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Jefferson Rocio</span></figcaption></figure><p>A organização, que tem diversas frentes de estudos e trabalhos, consolida-se como um think tank na temática do desenvolvimento. Nos últimos anos destaca-se também pela atuação na educação, com um programa específico para assessorar municípios na elaboração de políticas públicas voltadas para a educação integral, contando atualmente com 9 municípios parceiros e 50 escolas municipais, beneficiando mais de 11 mil estudantes. Na rede estadual, temos atualmente 211 escolas em tempo integral, contemplando mais de 66 mil alunos.</p><p>Em recente artigo, intitulado “Os empresários e a política”, o professor João Gualberto, um dos fundadores do ES em Ação, destacou a participação do empresariado capixaba no desenvolvimento do Estado nos últimos 100 anos, desde Getúlio Vargas, que iniciou nos anos 30 o processo de industrialização e modernização da economia brasileira, até os dias de hoje, passado pela crise da erradicação dos cafezais nos anos 60, quando a Findes entregou para o governador Christiano Dias Lopes o plano de desenvolvimento que garantiria o crescimento das décadas subsequentes.</p><p>No caso do ES em Ação, ele promoveu, em parceria com as lideranças políticas do Estado, os planos ES 2025, ES 2030 e&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/es-500-anos-aponta-metas-para-fortalecer-economia-capixaba-em-10-anos-0725\" class=\"link\" target=\"_blank\">agora o ES 500, com o planejamento do Estado até 2035</a>, quando completamos 500 anos de colonização. O ES 500 tem cinco missões que contemplam inovação e diversificação da economia, sustentabilidade, saúde, educação e assistência social e modernização da gestão pública.</p><p>O empresário Luiz Wagner Chieppe, também um dos fundadores e que acaba de deixar a presidência do Conselho Deliberativo do ES em Ação, observou que a evolução dos últimos anos não se deve apenas a fatores conjunturais: “Ela é resultado da presença cada vez mais ativa de lideranças com princípios sólidos à frente das nossas entidades, empresas e instituições públicas”.</p><p>Essa virada de página observada no Espírito Santo não caiu do céu. Ela foi resultado de muito trabalho e cooperação, que, como destacou o novo presidente do ES em Ação, Fernando Saliba, contou com a participação das Igrejas, da OAB-ES, da imprensa independente e de diversas associações.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/chega-de-lula-chega-de-bolsonaro-o-brasil-merece-mais-0725\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774815287341_2022_10_16_80x80_os_candidatos_a_presidencia_lula_pt_e_jair_bolsonaro_pl_participam_do_debate_na_band_neste_domingo_16_893845.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Chega de Lula, chega de Bolsonaro: o Brasil merece mais</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-precisa-copiar-o-es-para-sair-do-impasse-atual-0725\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774815287433_2024_12_18_80x80_sessao_conjunta_do_congresso_nacional_2542400.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil precisa copiar o ES para sair do impasse atual</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/crise-do-iof-precisamos-de-mais-eficiencia-nao-de-mais-impostos-0625\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774815287575_2025_05_22_80x80_os_ministros_da_fazenda_fernando_haddad_e_do_planejamento_e_orcamento_simone_tebet_2736617.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Crise do IOF: precisamos de mais eficiência, não de mais impostos</h3><p>Pessoalmente, me sinto honrado por ter sido convidado a integrar o conselho deliberativo do ES em Ação, em um primeiro movimento de renovação nessa instância, ao lado de Jorge Luiz Ribeiro de Oliveira e Nailson Dalla Bernadina, na instituição que meu pai, Sérgio Rogério de Castro, ajudou a fundar há 20 anos, ao lado de Cariê Lindenberg, ambos já falecidos, junto com lideranças empresariais que continuam dando relevante contribuição, como Carlos Aguiar, Ernesto Mosaner, José Armando de Figueiredo Campos, Sergio Tristão, Alexandre Theodoro e Nilton Chieppe, entre outros.</p><p>Como já observamos, o Espírito Santo é o Brasil que dá certo. Temos rumo, temos governança, temos ambiência de negócios e sabemos onde queremos chegar. Falta implantar esse modelo Brasil afora.</p>",
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  "body" : "<p>O Brasil não precisa de líderes movidos a bravatas ou lacrações. Nosso país não é um palco de circo, com todo respeito a essa arte milenar. O que o Brasil realmente precisa é de lideranças qualificadas, com ampla visão de mundo e planejamento sólido para promover o desenvolvimento da nação.</p><p>Parece óbvio? Pois há alguns anos vemos a nossa política refém de duas lideranças que travam um debate vencido, ambientado no século passado, sobre esquerda e direita, despertando paixões cegas e anacrônicas, que nos impedem de avançar rumo ao futuro.</p><p>Precisamos de abrir espaço para lideranças novas, com capacidade de construir consensos com base no bom debate. Estamos cansados de saber o que precisa ser feito, enfrentando as reformas estruturantes de forma definitiva. Reformas importantes feitas no governo Temer,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-da-previdencia\" class=\"link\" target=\"_blank\">como a da previdência</a>, já precisam ser revisitadas. O teto de gastos foi desmontado e agora vivemos uma caça para gastar ainda mais.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774817390573_2022_10_16_os_candidatos_a_presidencia_lula_pt_e_jair_bolsonaro_pl_participam_do_debate_na_band_neste_domingo_16_893845_article.jpeg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Os então candidatos à Presidência Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) durante debate nas eleições de 2022</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Renato Gizzi/ Photo Premium/ Folhapress</span></figcaption></figure><p>Precisamos de uma agenda desenvolvimentista de médio e longo prazo. Desde o Brasil Colônia, nossas exportações são pautadas por produtos primários como café e minério, em detrimento de manufaturados de maior valor agregado. Há séculos sabemos disso.</p><p>O Brasil conseguiu fazer a transição de um país de renda baixa para renda média entre as décadas de 50 e 80, mas há 40 anos estamos andando de lado. Só conseguiremos dar um salto para a alta renda com o avanço da industrialização e o aperfeiçoamento de nossas instituições políticas. É o que mostra a história.</p><p>O economista Roberto Campos, o avô, dizia que o Brasil não perde a oportunidade de perder uma oportunidade. Estamos vendo mais uma passar sob nosso nariz. Acabamos de perder o bonde da transição energética devido a inserções de \"jabutis\" no projeto de lei de regulamentação da energia eólica, resultando em um aumento de R$ 35 bilhões na conta de energia, para atender grupos de interesse conectados às fontes mais caras e poluentes, como as térmicas a gás e carvão. Fizemos a opção pelo atraso. É inacreditável.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/video-explica-operacao-da-pf-e-quais-restricoes-bolsonaro-tera-que-cumprir-0725\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774817390738_2025_07_18_80x80_o_ex_presidente_jair_bolsonaro_fala_com_a_imprensa_apos_ser_colocado_com_tornozeleira_eletronica_2819900.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Vídeo explica operação da PF e quais restrições Bolsonaro terá que cumprir</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/o-que-criminalistas-dizem-sobre-decisao-de-moraes-contra-bolsonaro-0725\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774817390847_2025_07_18_80x80_bbcpela_decisao_de_moraes_bolsonaro_devera_usar_tornozeleira_eletronica_awzcjgsrjl.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O que criminalistas dizem sobre decisão de Moraes contra Bolsonaro</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/bolsonaro-diz-que-nao-sabia-de-pen-drive-no-banheiro-e-que-vai-perguntar-a-michelle-se-e-dela-0725\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774817390932_2025_05_16_80x80_o_ex_presidente_jair_bolsonaro_fala_com_jornalistas_na_sede_da_policia_federal_2729782.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Bolsonaro diz que não sabia de pen drive no banheiro e que vai perguntar a Michelle se é dela</h3><p>Teríamos dois ganhos nesse processo: ganharíamos em competitividade, com a redução de custos operacionais com energia mais barata e sustentável, e fortaleceríamos nosso posicionamento ambiental, agregando valor à marca Brasil, atendendo às exigências de consumidores e investidores cada vez mais conscientes.</p><p>É triste constatar que costumamos perder o bonde da história por falta de liderança e de planejamento, enquanto outras nações prosperam seguindo a mesma receita que nós conhecemos tão bem, apenas não implantamos. A Índia nos últimos dez anos passou de 16ª para a 4ª maior economia do mundo, em termos de PIB, investindo pesado em reformas econômicas e em infraestrutura e logística. Atenção: em dez anos! Ou seja, é possível colher em prazos curtos, sim! Precisamos refutar essa eterna agenda do “país do futuro” que nunca chega.</p><p>Enquanto patinamos nos últimos 40 anos, com taxa de crescimento médio abaixo de 2,5%, a Coreia do Sul cresceu em média 6,4%, entre 1970 e 2022, investindo pesado em educação, políticas governamentais estratégicas e uma forte cultura de trabalho e inovação.</p><p>Com isso, o país se tornou um grande exportador de produtos de alta tecnologia, como eletrônicos, carros e semicondutores. Índia e Coreia do Sul são apenas dois exemplos, há muitos outros. Enquanto isso,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/tarifacao-de-trump-saiba-o-que-o-brasil-exporta-para-os-eua-0725\" class=\"link\" target=\"_blank\">o tarifaço de Trump nos afeta principalmente em produtos como café, aço e suco de laranja</a>. Parece que evoluímos pouco nos últimos 500 anos.</p><p>Quando você tem um planejamento e uma liderança determinada, o resultado aparece. O Brasil, portanto, precisa abrir espaço em seu picadeiro para novos atores políticos, que começam a despontar, como os governadores Tarcísio, de São Paulo, Zema, de Minas Gerais, ou Ratinho Júnior, do Paraná.&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-precisa-copiar-o-es-para-sair-do-impasse-atual-0725\" class=\"link\" target=\"_blank\">O próprio Espírito Santo tem sido citado aqui como uma referência para o país</a>, um Estado que deu um saldo em desenvolvimento, educação, saúde e segurança nos últimos 24 anos.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/lula-diz-na-tv-que-sobretaxa-e-chantagem-inaceitavel-de-trump-0725\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774817391014_2025_07_17_80x80_presidente_da_republica_luiz_inacio_lula_da_silva_2819161.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Lula diz na TV que sobretaxa é chantagem inaceitável de Trump</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/na-era-trump-guerra-de-tarifas-deixou-de-ser-uma-excecao-0725\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774817391098_2020_10_26_80x80_vista_da_casa_branca_na_cidade_de_washington_dc_nos_estados_unidos_346311.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Na era Trump,&nbsp;guerra de tarifas deixou de ser uma exceção</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/ate-trump-ja-sabe-que-pix-e-o-brasil-que-da-certo-0725\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774817391181_2025_07_17_80x80_pix_pagamento_bancos_banco_central_2818986.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Até Trump já sabe que Pix é o Brasil que dá certo</h3><p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/porque-posso-responde-trump-sobre-aplicar-tarifas-de-50-ao-brasil-0725\" class=\"link\" target=\"_blank\">O tarifaço do Trump&nbsp;</a>mostra a truculência do presidente de uma superpotência que virou fator de instabilidade mundial, logo numa nação que venceu a Segunda Guerra e a Guerra Fria e era referência de democracia liberal. Do lado brasileiro, vemos um dos polos da nossa política fomentando o tarifaço para defender sua batalha ideológica, revelando que o Brasil acima de tudo era apenas uma farsa.</p><p>O outro polo da política faz o quê?\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/lula-diz-que-trump-nao-e-imperador-do-mundo-e-casa-branca-responde-0725\" class=\"link\" target=\"_blank\"> Também explora o episódio politicamente devolvendo desaforos e fomentando a polarização, em vez do equilíbrio</a>. Trump é um problema dos EUA, que estão cuidando da vida deles. Quem está cuidando da vida dos brasileiros? Está evidente que nossos maiores protagonistas estão cuidando de seus interesses imediatos, batendo boca como torcedores num botequim, sem nenhuma preocupação com os brasileiros de hoje e com as futuras gerações.</p><p>O Brasil precisa exigir seriedade na política, cobrando de suas lideranças competência, qualificação, visão de mundo, preocupação com o futuro e determinação para transformar a nossa história, marcada por séculos de extrativismo, populismo e assistencialismo. Chega de salvadores da pátria, chega de Lula, chega de Bolsonaro. Precisamos cobrar um debate propositivo e pragmático para nossos reais problemas. Lula e Bolsonaro aprisionam o Brasil na pobreza.</p>",
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  "body" : "<p>O Brasil vive um momento crítico, com o\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/savio-bertochi-cacador/qual-e-o-ajuste-fiscal-de-que-o-brasil-precisa-0125\" class=\"link\" target=\"_blank\"> governo federal e o Congresso Nacional num impasse sobre o ajuste fiscal necessário</a>&nbsp;e o risco de um apagão nas contas públicas nos próximos dois anos. Dados do próprio governo,\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/orcamento-de-2025-da-uniao-e-aprovado-com-superavit-de-r-15-bi-0325\" class=\"link\" target=\"_blank\"> na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026,</a>&nbsp;indicam que há risco de um colapso, com a evolução das despesas muito acima das receitas, deixando a máquina pública sem recursos básicos para luz e aluguel. Chegaremos a esse ponto?</p><p>No momento, o que precisamos é de um mínimo de coerência e diálogo para que o país reencontre o caminho do desenvolvimento, com planejamento de longo prazo e alguma previsibilidade para os empreendedores.</p><p>O que vemos hoje são discursos de lideranças políticas descolados da vida real. Todos falam na necessidade do ajuste fiscal, mas não vemos ninguém trabalhando nesse sentido. No plano pessoal ou profissional, quando almejamos um objetivo, definimos as metas e trabalhamos para alcançá-las, certo? Parece óbvio, mas não é o que vemos na gestão pública.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/crise-do-iof-precisamos-de-mais-eficiencia-nao-de-mais-impostos-0625\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774819388719_2025_05_22_80x80_os_ministros_da_fazenda_fernando_haddad_e_do_planejamento_e_orcamento_simone_tebet_2736617.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Crise do IOF: precisamos de mais eficiência, não de mais impostos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/politica-industrial-uma-escolha-para-o-brasil-0525\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774819388839_2023_05_18_80x80_carro_industria_producao_1618443.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Política industrial: uma escolha para o Brasil</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/as-conquistas-do-es-e-desafios-do-brasil-na-seguranca-0525\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774819388938_2025_02_05_80x80_viatura_da_policia_militar_viatura_policia_militar_2598537.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>As conquistas do ES e desafios do Brasil na segurança</h3><p>O Congresso, em meio a um embate com o Executivo sobre a necessidade de cortar despesas, contrariando a narrativa de suas próprias lideranças,\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/senado-aprova-aumento-do-numero-de-deputados-de-513-para-531-0625\" class=\"link\" target=\"_blank\"> achou por bem aumentar o número de deputados federais, de 513 para 531</a>, com despesa adicional de R$ 750 milhões por ano, mais o efeito cascata nas Assembleias Legislativas estaduais. É somente um exemplo.</p><p>Nos três poderes, vemos diariamente a batalha para proteger privilégios, mantendo intocadas benesses de toda ordem, que driblam o teto do funcionalismo, levando a supersalários impensáveis no setor produtivo. Nesse contexto,\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/moraes-suspende-decretos-do-iof-do-governo-e-do-congresso-e-convoca-reuniao-de-conciliacao-0725\" class=\"link\" target=\"_blank\"> a alta do IOF parece apenas um remendo para superar a crise do momento</a>, enquanto não sem as reformas estruturais.</p><p>Sem um planejamento claro e sem recursos, as lideranças do país parecem focadas em apagar o incêndio da hora. Precisamos deixar de ser o país que administra urgência e emergência e temos elementos de sobra para isso.</p><p>Temos dados, informações e diagnósticos que nos permitem traçar um plano de voo para as próximas décadas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) tem defendido isso há tempos: a construção de uma agenda de longo prazo baseada no diálogo.</p><p>Sabemos que é possível implementar um plano consistente de ações para incentivar a produtividade, a inovação e a inserção da indústria brasileira nas cadeias globais de valor. Temos ferramentas para isso, resta ter a capacidade de mobilização para trabalharmos nesse sentido.</p><p>Nenhuma nação prospera com base no improviso ou acaso. Estados Unidos, Japão, Alemanha, China, Nova Zelândia, Coreia do Sul e Canadá são alguns exemplos de países que se desenvolveram ao longo da história com base em planejamento estratégico. No Brasil, o Espírito Santo pode muito bem servir de referência para todo o país.</p><p>Como se sabe, o Estado superou uma crise financeira, administrativa e ética vivida nos anos 90, para se tornar referência nacional em gestão fiscal, com avanços importantes em segurança, saúde, educação e atração de investimentos. O caminho não foi fácil, mas seguimos avançando, com diálogo e trabalho conjunto entre o setor público e o setor produtivo.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774819389061_2024_12_18_sessao_conjunta_do_congresso_nacional_2542400_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Sessão conjunta do Congresso Nacional</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Bruno Spada/Agência Câmara</span></figcaption></figure><p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/es-500-anos-aponta-metas-para-fortalecer-economia-capixaba-em-10-anos-0725\" class=\"link\" target=\"_blank\">Na semana passada foi lançado o Plano ES 500 Anos,</a>&nbsp;um planejamento de longo prazo construído de forma colaborativa para impulsionar o nosso desenvolvimento, com horizonte no ano de 2035, quando completamos 500 anos de fundação. A iniciativa é uma parceria do governo do Estado com o ES em Ação, movimento empresarial que participou de forma decisiva da virada de chave no Estado.</p><p>O plano define cinco missões prioritárias, que preveem: economia diversificada baseada em inovação e sustentabilidade; transformar o Espírito Santo em centro de excelência em diversas áreas do conhecimento; acesso integral da população a serviços de saúde, educação e assistência social; adoção de práticas sustentáveis em todas as áreas; e modernizar a gestão pública, utilizando tecnologia e soluções inovadoras para melhorar a eficiência.</p><p>É o terceiro planejamento de longo prazo do Estado, após o ES 2025 e o ES 2030. O secretário estadual de Planejamento, Álvaro Duboc, destaca a importância de o plano contar com uma legislação específica, a Lei 12.375/2025, instituindo uma governança pluri-institucional.</p><p>A governança inclui setor público e privado e academia, com participação de instituições como Ufes, Ifes, ES em Ações, Federações e demais poderes como Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça e Ministério Público. Essa construção fortalece o ES 2035 como um planejamento de Estado, não de governo.</p><p>O Espírito Santo tem tudo para continuar sendo o Brasil que dá certo. Falta o Brasil copiar o Espírito Santo.</p>",
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  "description" : "Executivo e Legislativo negociam agora uma solução para o impasse do IOF, que deve ser apresentada nos próximos dias. Nesse debate, ganhou força o que defendemos há anos: as reformas estruturais, para controlar o gasto público",
  "body" : "<p>O Brasil parece finalmente ter chegado a um impasse em relação ao tamanho do Estado\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/governo-lula-congela-r-313-bi-em-despesas-e-anuncia-aumento-de-iof-0525\" class=\"link\" target=\"_blank\">. O recente anúncio do governo federal de aumentar o IOF</a>, para cobrir o déficit fiscal, foi apenas mais uma tentativa de adiar o inadiável: as reformas estruturais. O Estado brasileiro precisa mesmo é de gastar menos, não de cobrar mais impostos para sustentar as despesas crescentes e injustificáveis perante a realidade do país.</p><p>Há mais de dez anos o Estado gasta mais do que arrecada. Cresce a percepção de que as despesas públicas precisam caber no orçamento, sem remendos que representem maior carga para os contribuintes. Por isso, o aumento do IOF foi fortemente rechaçado pela sociedade, pelo Congresso Nacional e por entidades empresariais, como a CNI – Confederação Nacional da Indústria.</p><p>Segundo estudo publicado pela própria Câmara dos Deputados, o déficit fiscal ameaça paralisar a máquina pública num prazo de até dois anos, caso nenhuma medida relevante seja adotada. Esse é o resultado de anos e anos de uma trajetória insustentável de despesas obrigatórias crescentes, rigidez orçamentária e baixa margem de investimento público.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/haddad-adia-anuncio-de-medidas-para-compensar-iof-para-ouvir-lideres-do-congresso-0625\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774823609847_2023_10_11_80x80_o_ministro_da_fazenda_fernando_haddad_afirma_que_o_mundo_precisa_recuperar_a_fe_em_solucoes_multilaterais_1891321.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Haddad adia anúncio de medidas para compensar IOF para ouvir&nbsp;líderes do Congresso</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/lula-diz-que-nao-deu-tempo-de-discutir-mudanca-no-iof-e-que-fazenda-busca-reparo-0625\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774823609929_2025_06_03_80x80_presidente_luiz_inacio_lula_da_silva_durante_entrevista_coletiva_2751959.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Lula diz que 'não deu tempo' de discutir mudança no IOF e que Fazenda busca reparo</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/crise-do-iof-e-o-preco-da-pressa-fiscal-0625\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774823610012_2024_07_03_80x80_o_ministro_da_fazenda_fernando_haddad_2300264.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Crise do IOF é o preço da pressa fiscal?</h3><p>Executivo e Legislativo negociam agora uma solução para o impasse do IOF, que deve ser apresentada nos próximos dias. Nesse debate, ganhou força o que defendemos há anos: as reformas estruturais, para controlar o gasto público. Está evidente que a solução não virá pelo caminho da arrecadação, e sim pela reforma do Estado.</p><p>Há inúmeros exemplos de desperdício do dinheiro público – nosso dinheiro, como diria Margareth Thatcher. As estatais voltaram a dar prejuízo, após um período de resultados positivos: no fim do mês passado o Banco Central apontou que as estatais federais registraram déficit de R$ 2,73 bilhões nos primeiros 4 meses deste ano, o pior resultado da série histórica iniciada em 2002, ou seja, em 23 anos.</p><p>No ano passado, as contas do setor público apresentaram um déficit primário de R$ 47,6 bi, sendo que Estados e municípios tiveram R$ 5,8 bi de saldo positivo e as estatais tiveram déficit de R$ 8,7 bi. Fica claro onde está o problema: o Executivo federal precisa liderar o processo de reforma, começando pela reforma administrativa, mobilizando também os poderes Legislativo e Judiciário. Todos precisam se adequar à realidade orçamentária do país, não pode haver ilhas de privilégios.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774823610130_2025_05_22_os_ministros_da_fazenda_fernando_haddad_e_do_planejamento_e_orcamento_simone_tebet_2736617_article.webp\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p>Penso que há pelo menos três pontos que precisam ser considerados na reforma: meritocracia, com avaliação de desempenho dos servidores, incluindo progressão por mérito e possibilidade de desligamento em caso de baixa performance; corte de cargos e funções comissionadas e revisão das regras de estabilidade, especialmente nas carreiras não típicas de Estado. O próprio governo federal tem estudos a respeito do tema. Sabemos o que precisa ser feito.</p><p>Atualmente, temos uma estrutura inchada, desatualizada e desigual. Algumas carreiras públicas acumulam benefícios que não encontram paralelo no setor privado, com vencimentos mensais chegando a R$ 500 mil, como noticia a imprensa de vez em quando. Essas discrepâncias causam espanto no setor privado e desestimulam os bons servidores que não integram a mesma casta de privilégios.</p><p>Enquanto o setor produtivo lida com concorrência, inovação, metas e eficiência como condição de sobrevivência, o Estado continua operando sob a lógica da intocabilidade. A estabilidade deve existir para proteger a função pública de ingerências indevidas, não para perpetuar a ineficiência.</p><p>O uso da tecnologia precisa ser intensificado no setor público, para reduzir a burocracia e melhorar a eficiência administrativa e o atendimento ao público. Já temos exemplos bem-sucedidos de digitalização de processos, uso de inteligência artificial para atendimento ao cidadão e a automação de rotinas, que permitem ganho de eficiência com mais transparência, menos burocracia e menos margem para desvios.</p><p>O momento exige coragem. O aumento do IOF foi um alerta: o modelo atual se esgotou. A sociedade não tolera mais aumento de impostos e não há mais espaço para tapar o sol com a peneira. Precisamos de uma reforma nos três poderes, em todas as instâncias, que corte privilégios, modernize processos, valorize o mérito e reduza desperdícios. Sem isso, o Brasil continuará patinando entre a ineficiência do Estado e a sobrecarga do setor produtivo. Essa rota precisa ser alterada com urgência. Chegamos ao limite.</p>",
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  "title" : "Política industrial: uma escolha para o Brasil",
  "description" : "A política industrial precisa estar alinhada com a política fiscal, monetária e regulatória. O Brasil precisa urgentemente avançar em direção ao equilíbrio macroeconômico, com estabilidade do câmbio, controle da inflação e redução dos juros",
  "body" : "<p>Neste domingo, 25 de maio, comemoramos no Brasil o Dia da Indústria, a data motiva debates importantes sobre o tema em diversas partes, e penso que a pergunta que devemos fazer é a seguinte: o país quer mesmo uma política industrial? O que desejamos enquanto nação?</p><p>O questionamento é válido porque temos visto na nossa política sinais contraditórios que precisam ser sanados. O que está em jogo é o nosso futuro, num tempo de grandes desafios.</p><p>Nas últimas décadas, o Brasil virou as costas para a indústria e não desenvolveu politicas estruturantes que pudessem fazer dela um catalisador do crescimento de renda e bem-estar da sociedade. Enquanto isso, China, Coreia do Sul, Alemanha, EUA, Canadá e outros países investiram fortemente na indústria local, com apoio à inovação, indução da produtividade, estímulo a compras locais, subsidio de setores e também, para o arrepio dos ultraliberais (que não enxergam o que de fato os EUA praticam na indústria), proteção de mercados.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/industria-teme-aumento-de-custos-e-quer-rediscutir-mp-da-conta-de-luz-0525\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774825963762_2024_09_27_80x80_conta_de_luz_energia_eletrica_iluminacao_2441496.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Indústria teme aumento de custos e quer rediscutir MP da conta de luz</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/industria-de-base-do-es-estel-investe-forte-e-quer-crescer-quase-cinco-vezes-ate-2030-0525\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774825963847_2025_05_14_80x80_expansao_da_estel_em_aracruz_norte_do_espirito_santo_2727626.webp\" alt=\"\" /></a><h3>Indústria de base do ES: Estel investe forte e quer crescer quase cinco vezes até 2030</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/o-futuro-do-es-passa-pela-diversificacao-da-industria-0525\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774825963942_2023_05_22_80x80_arcelormittal_tubarao_investe_em_inteligencia_artificial_1661761.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O futuro do ES passa pela diversificação da indústria</h3><p>Para piorar, ainda oneramos as indústrias que insistiram em operar no Brasil. Para ficar em um só exemplo, inventamos o IPI – Imposto sobre Produto Industrializado. Uma bola de ferro para a indústria arrastar na competição com seus pares globais. Um absurdo!</p><p>Temos ainda uma burocracia pesada, um ambiente de insegurança jurídica, tolerância ou proteção a interesses corporativos que se perpetuam até hoje, gerando o chamado Custo Brasil, que faz com que produzir aqui tenho uma desvantagem competitiva de 17% em relação a produzir o mesmo produto nos países da OCDE.</p><p>O Custo Brasil responde em grande parte à pergunta de todos nós: por que compro um iPhone mais barato nos EUA do que aqui? Ou uma geladeira ou qualquer outro bem?</p><p>Porém, podemos mudar esse quadro.&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/plano-de-r-300-bi-para-a-industria-acentua-receio-com-quadro-fiscal-0124\" class=\"link\" target=\"_blank\">Iniciamos um movimento a partir de janeiro de 2024, com o lançamento da NIB – Nova Indústria Brasil,&nbsp;</a>visando enfrentar desafios e impulsionar o setor industrial, através de seis missões específicas, cada uma com metas e prioridades, para melhorar a qualidade de vida da população, impulsionando o desenvolvimento tecnológico e a inovação.</p><p>No entanto, é preciso ficar claro que essa intenção não pode ter morada em somente um ministério ou no BNDES. A atuação destes é fundamental, mas uma andorinha não faz verão. Ou a reindustrialização é uma escolha de país, ou vamos viver em um barco em que de um lado alguém tampa um buraco no casco e do outro, alguém faz outro buraco.</p><p>A indústria não é apenas um conjunto de máquinas e linhas de produção: ela é o coração da inovação, o motor da produtividade puxando também os demais setores, o maior vetor de geração de empregos qualificados e com melhores salários e é o setor mais estratégico para o crescimento sustentável e a inclusão social. É isso que mostra a história e o exemplo de outras nações.</p><p>Os países que mais avançaram no campo social e econômico ao longo da história foram justamente os que fizeram da política industrial uma estratégia nacional e coordenada. China, Alemanha e Estados Unidos seguem investindo trilhões de dólares em ciência, tecnologia e modernização da base produtiva, fortalecendo suas cadeias industriais. O Brasil não pode mais se dar ao luxo de adiar esse alinhamento com o mundo.</p><p>Foi positivo sem dúvida o relançamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a reestruturação do papel do BNDES, a reativação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e programas como o Brasil Mais Produtivo e o Plano Mais Produção, que é o Plano Safra da Indústria. São iniciativas que indicam uma virada de chave importante na política nacional.</p><p>O NIB representa um avanço e um reconhecimento de que o país precisa realmente de um setor industrial forte, para superar a armadilha da renda média e dar um salto de desenvolvimento. Os resultados já começam a aparecer.</p><p>No ano passado, o PIB cresceu 3,4%, impulsionado pelos setores industriais de transformação e construção, que registraram altas de 3,8% e 4,3%, respectivamente. O investimento atingiu o maior nível em uma década, liderado pelo setor privado.</p><p>Porém, precisamos de coerência e visão estratégica neste momento. O esforço de reindustrialização não pode ser comprometido por medidas que caminham na direção contrária. A recente elevação do IOF sobre o financiamento externo, por exemplo, encarece o investimento produtivo – justamente o que queremos fomentar.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774825964068_2023_05_18_carro_industria_producao_1618443_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Indústria automobilística</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Agência Brasil/Arquivo</span></figcaption></figure><p>Da mesma forma, a Medida Provisória de reforma do setor elétrico traz uma contradição. Ela estabelece a gratuidade ou descontos nas contas de luz para 60 milhões de consumidores. Parece socialmente justa, mas ao mesmo tempo ela aumenta em cerca de 20% o custo da energia para a indústria, encarecendo os produtos que serão consumidos pelas mesmas pessoas supostamente beneficiadas pela MP. Não faz sentido.</p><p>A política industrial precisa estar alinhada com a política fiscal, monetária e regulatória. O Brasil precisa urgentemente avançar em direção ao equilíbrio macroeconômico, com estabilidade do câmbio, controle da inflação e redução dos juros. Impossível prosperar em uma política industrial com um juro real de 8 a 9% a.a. E isso deve caminhar junto da redução do Custo Brasil e da previsibilidade regulatória, essencial para atrair investimentos de longo prazo.</p><p>Importante destacar que o equilíbrio fiscal não é incompatível com justiça social, e o Espírito Santo é um exemplo concreto disso. O Estado há mais de dez anos é referência nacional em equilíbrio fiscal e ao mesmo tempo exibe bons indicadores sociais, com redução de homicídios e alto desempenho no Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.</p><p>É absolutamente compatível, portanto, equilibrar as contas públicas e promover justiça social. Aliás, não há política social que se sustente a longo prazo sem estabilidade macroeconômica.</p><p>Promover uma política industrial, portanto, exige visão de longo prazo. O Brasil precisa construir uma política de Estado que seja perene, estando acima das disputas eleitorais e das mudanças de governo, enraizada na sociedade como um projeto de nação para as próximas décadas.</p><p>Penso que é hora de fazer da política industrial uma escolha estratégica para o futuro do Brasil, como fizeram os países que hoje lideram a economia mundial. Precisamos de consistência entre o discurso e a prática, com ações convergentes em todos os níveis de governo. Sem isso, corremos o risco de desperdiçar mais uma oportunidade e voltarmos ao já conhecido voo de galinha. Certamente não é isso que desejamos.</p>",
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  "title" : "As conquistas do ES e desafios do Brasil na segurança",
  "description" : "A CNI produziu estudo com o objetivo de contribuir para que os governos adotem medidas mais rígidas para combater a ilegalidade, investindo ainda mais em segurança pública em todo o país",
  "body" : "<p>O Espírito Santo comemora queda histórica no índice de homicídios, superando décadas de uma violência brutal, que nos colocava sempre no topo do ranking nacional de assassinatos, ao lado de Estados como Rio de Janeiro e Pernambuco. Felizmente, esse tempo passou.</p><p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/policia/es-fecha-abril-com-o-menor-indice-de-homicidios-em-29-anos-0525\" class=\"link\" target=\"_blank\">Fechamos o mês de março com 58 assassinatos em 31 dias,&nbsp;</a>o menor número do mês desde 1996.&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/agora/apos-29-anos-vitoria-nao-registra-homicidio-no-periodo-de-um-mes-0525\" class=\"link\" target=\"_blank\">Em Vitória, no mês de abril, tivemos outro marco histórico: pela primeira vez em 29 anos,&nbsp;</a>não foi registrado nenhum homicídio na Capital.</p><p>Os resultados positivos mostram que políticas públicas integradas podem efetivamente transformar a realidade e melhorar a vida da população. O Espírito Santo já chegou a registrar mais de 2 mil homicídios por ano.&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/policia/es-fecha-2024-com-o-menor-numero-de-homicidios-em-28-anos-1224\" class=\"link\" target=\"_blank\">No ano passado, foram menos de 900.</a></p><p>A queda ao longo do tempo foi resultado de políticas estruturantes que incluem a redução da impunidade, governança e integração de instituições. Essa é a visão do secretário estadual Álvaro Duboc, da pasta de Economia e Planejamento, que também é o coordenador do Programa Estado Presente.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774827867964_2025_02_05_viatura_da_policia_militar_viatura_policia_militar_2598537_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Viatura da Polícia Militar</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Wilson Rodrigues</span></figcaption></figure><p>A atuação integrada das polícias Civil e Militar, do Ministério Público e do Judiciário permitiram atacar o primeiro problema, que era a impunidade. Outro ponto importante é agir de acordo com as evidências. A violência é fenômeno social, mas não é homogêneo: Praia do Canto, Bairro da Penha ou o município de Venda Nova do Imigrante possuem realidades distintas. É preciso uma estratégia para cada região.</p><p>Um dado interessante: o Estado identificou que 74% dos homicídios se concentravam em 10 municípios. Dentro desses municípios, havia 46 grupos de bairros com maior índice. Foi preciso então analisar cada território para identificar a dinâmica da criminalidade e as necessidades de intervenção do poder público, de modo a reduzir a violência. Tudo isso, na visão de Duboc, só é possível com governança e a liderança imediata do governador do Estado.</p><p>Em Vitória, nos primeiros quatro meses deste ano, houve uma queda maiúscula, de 60% no número de homicídios, se comparado com o ano anterior. De janeiro a abril de 2024 foram 47 assassinatos, contra 19 em 2025.</p><p>A Secretaria de Segurança Urbana da Capital divulgou informações atribuindo a redução também à integração da Guarda Municipal com as forças de segurança da PM, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Abin, além de investimentos robustos em tecnologia e inteligência. A estruturação das Guardas Municipais e esta ação de integração são, sem dúvida, conquistas da boa governança no tema.</p><p>Os avanços certamente merecem ser comemorados, mas o Espírito Santo não é uma ilha e temos desafios gigantescos na segurança pública do Brasil, que naturalmente nos afetam. Organizações criminosas brasileiras desafiam o poder público e avançam para outros países. Recente edição do jornal Valor Econômico mostrou que o PCC já é considerado pelos Estados Unidos como organização criminosa internacional, tornando-se uma ameaça para diversos países, explorando fraquezas de sistemas políticos, jurídicos e econômicos em diferentes partes do mundo.</p><p>Países como França, Portugal, Espanha e Itália também já estão atentos à atuação do PCC. Autoridades brasileiras identificaram que a organização possui empresas para lavagem de dinheiro em setores como postos de gasolina, coleta de lixo, igrejas, transporte público e concessionárias de veículos, entre outros.</p><p>Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), intitulado “Brasil Ilegal em Números”, mostrou que contrabando, pirataria, roubo, concorrência desleal por fraude fiscal, sonegação de impostos e furto de serviços públicos são algumas das atividades ilegais que provocaram um prejuízo econômico de R$ 453,5 bilhões ao país, considerando dados coletados no ano de 2022.</p><p>O crime organizado ameaça as instituições, os empregos e a atividade econômica em setores como brinquedos, celulares, combustíveis, fármacos, vestuário e cosméticos e higiene pessoal, para citar alguns. A Confederação produziu o estudo com o objetivo de contribuir para que os governos adotem medidas mais rígidas para combater a ilegalidade, investindo ainda mais em segurança pública em todo o país.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/2032-ja-chegou-construindo-o-nosso-futuro-com-a-reforma-tributaria-0425\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774827868078_2025_01_09_80x80_porto_da_imetame_no_norte_do_es_2562317.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>2032 já chegou: construindo o nosso futuro com a reforma tributária</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/para-onde-vai-o-futuro-da-industria-e-da-tecnologia-0425\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774827868160_2023_02_12_80x80_china_981135.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Para onde vai o futuro da indústria e da tecnologia?</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/agenda-legislativa-da-industria-um-pacto-em-favor-do-brasil-0325\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774827868241_2022_09_29_80x80_congresso_nacional_em_brasilia_844439.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Agenda legislativa da indústria: um pacto em favor do Brasil</h3><p>O secretário estadual Álvaro Duboc, com larga experiência na área inclusive como delegado aposentado da Polícia Federal, avalia que organizações como PCC se fortalecem a partir do controle do sistema prisional. Manter um sistema seguro e eficiente seria o primeiro passo para enfrentar essas organizações, o que dependeria de uma mobilização nacional.</p><p>Os desafios são enormes, mas a vitória do Espírito Santo na redução dos homicídios nos últimos anos mostra que políticas eficazes, unindo todos os atores, adotadas com persistência produzem efetivamente resultados positivos para a sociedade. Esperamos que o país consiga avançar numa política nacional unificada de segurança pública, que é uma prioridade urgente para o Brasil.</p>",
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  "kicker" : "Fim dos incentivos",
  "title" : "2032 já chegou: construindo o nosso futuro com a reforma tributária",
  "description" : "O ES já vem dando passos importantes, mas temos ainda um dever de casa a fazer. O fim dos incentivos estaduais marca uma grande mudança nos rumos do desenvolvimento do país, com uma nova lógica na alocação dos investimentos privados",
  "body" : "<p>O tempo não para, dizia o compositor Cazuza. Não para e não espera. O alerta serve bem para o Espírito Santo, que vive uma corrida contra o relógio para fazer a transição para o novo cenário econômico e financeiro&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/lula-sanciona-com-vetos-primeira-lei-que-regulamenta-reforma-tributaria-0125\" class=\"link\" target=\"_blank\">após a implantação da reforma tributária</a>.</p><p>A reforma prevê um período de transição que vai até 2032, quando a legislação estará plenamente em vigor, extinguindo os incentivos fiscais que foram fundamentais para o nosso desenvolvimento nas últimas décadas. Esse modelo acabou, e a virada de 2032 na prática já começou no mundo empresarial.</p><p>Penso que o Espírito Santo já vem dando passos importantes, mas temos ainda um dever de casa a fazer. O fim dos incentivos estaduais marca uma grande mudança nos rumos do desenvolvimento do país, com uma nova lógica na alocação dos investimentos privados.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/marcelo-mendonca/reforma-tributaria-o-que-toda-empresa-precisa-saber-para-evitar-prejuizos-0425\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774829771678_2023_04_04_80x80_contrato_de_trabalho_1511448.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma tributária: o que toda empresa precisa saber para evitar prejuízos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/reforma-tributaria-e-o-novo-paradigma-da-gestao-fiscal-das-cidades-0425\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774829771784_2022_08_25_80x80_ilustracao_de_dinheiro_dos_cofres_publicos_823647.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma tributária e o novo paradigma da gestão fiscal das cidades</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/portos-e-logistica-diferencial-competitivo-do-es-pos-reforma-tributaria-0325\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774829771867_2023_08_24_80x80_avioes_no_aeroporto_de_vitoria_1845051.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Portos e logística: diferencial competitivo do ES pós-reforma tributária</h3><p>As decisões empresariais já estão sendo tomadas com base nesse cenário, considerando as atuais perspectivas, as informações disponíveis e as intenções expressas por agentes públicos. Ninguém vai esperar 2032 chegar para decidir onde investir. Por isso, 2032 já chegou.</p><p>As definições de investimentos privados, principalmente na indústria, levam em consideração o longo prazo, de 10 ou 15 anos. No arranjo produtivo logístico e de distribuição também já percebemos movimentos mirando o pós-2032, o que pode colocar em risco toda a estrutura existente hoje no Estado.</p><p>Daí a importância de o Espírito Santo sinalizar com clareza como será a sua política de desenvolvimento regional pós-2032. Sem isso, os investimentos tenderão naturalmente a buscar os grandes mercados consumidores, como São Paulo e os Estados do Sul. Esse é o risco para o Espírito Santo e Estados das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.</p><p>De nossa parte, penso que o Espírito Santo precisa aumentar a intensidade em algumas agendas, como a implantação do ensino médio técnico, a inovação, a infraestrutura, a segurança, a nossa interlocução com Brasília e especialmente o nosso planejamento para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR). Neste artigo, vamos abordar essas agendas, com foco especial no FNDR.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774829771986_2025_01_09_porto_da_imetame_no_norte_do_es_2562317_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Porto da Imetame, no Norte do ES</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Divulgação/Imetame</span></figcaption></figure><p>O Fundo foi criado pela reforma tributária para reduzir as desigualdades regionais do país, direcionando recursos da União para os Estados. Ele prevê repasses de R$ 630 bilhões em 15 anos para os Estados, sendo que o Espírito Santo poderá contar com R$ 60 bi. Os recursos poderão ser utilizados em projetos e obras de infraestrutura; fomento a atividades produtivas com grande potencial de geração de emprego e renda e promoção de ações com vistas ao desenvolvimento científico e tecnológico e à inovação.</p><p>Nós temos pleno potencial de ampliar a nossa competitividade dentro desses critérios. Deveremos sair de um regime em que contamos com incentivos tributários para incentivos financeiros, nos moldes do que ocorria no passado com o Fundap e o Funres. Já temos essa expertise, mas precisamos o quanto antes sinalizar quais são os nossos planos para o Fundo.</p><p>Passando à agenda da infraestrutura, vemos avanços importantes com o\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/obras-do-porto-da-imetame-em-aracruz-entram-na-reta-final-0324\" class=\"link\" target=\"_blank\"> Porto da Imetame, que deve começar a receber navios no primeiro semestre do ano que vem</a>, e a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/imetame-recebe-autorizacao-para-mudar-zpe-de-aracruz-de-lugar-0325\" class=\"link\" target=\"_blank\">ZPE - Zona de Processamento de Exportação</a>, que também deve começar a receber as primeiras indústrias em 2026.</p><p>Na infraestrutura ferroviária, outra agenda importante, v\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/ferrovia-vitoria-rio-ministro-promete-edital-da-ef-118-ate-dezembro-0425\" class=\"link\" target=\"_blank\">ejo que o Espírito Santo age corretamente ao cobrar da Vale a execução do ramal Sul da Ferrovia Vitória a Minas, de Santa Leopoldina ao Porto de Ubu, em Anchieta</a>, mas precisamos que esta ferrovia vá até Porto Central e do Açú. Também obtivemos uma vitória importante com a\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/renovacao-da-fca-governo-federal-ve-proposta-da-vli-como-insuficiente-e-deve-tomar-decisao-em-abril-0325\" class=\"link\" target=\"_blank\"> não renovação da concessão da FCA</a>. O governo federal estuda relicitar o trecho, o que exige a nossa atenção nessa modelagem, para que os interesses do Estado sejam devidamente contemplados.</p><p>A FCA tem um trecho fundamental para o Espírito Santo, que é&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/ferrovias-no-es-chegou-a-hora-de-lutar-pelo-contorno-da-serra-do-tigre-1024\" class=\"link\" target=\"_blank\">o contorno da Serra do Tigre</a>, em Minas Gerais, uma intervenção necessária para melhorar a conexão ferroviária do Espírito Santo com a região Centro-Oeste. Precisamos estar atentos a uma nova licitação, para que o governo federal inclua esses investimentos no processo.</p><p>No modal rodoviário, parece bem encaminhada a\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/leilao-para-concessao-da-br-101-no-es-tem-data-definida-saiba-quando-0325\" class=\"link\" target=\"_blank\"> duplicação da BR 101</a>, com a repactuação do contrato aprovada pelo Tribunal de Contas da União. A\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/br-262-renan-filho-quer-iniciar-obras-de-duplicacao-ainda-neste-ano-0425\" class=\"link\" target=\"_blank\"> duplicação da BR 262&nbsp;</a>deverá ser realizada com os recursos do acordo de Mariana. É uma obra que prevê desapropriações e um novo traçado com obras de arte, como túneis e viadutos. Tudo isso leva anos. Nossa atenção deve estar na celeridade.</p><p>Infraestrutura e mão de obra são fundamentais para a nossa competitividade. Na educação, o Espírito Santo vai bem no ensino médio,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/com-bom-resultado-no-ideb--es-planeja-ter-mais-30-escolas-de-tempo-integral-0824\" class=\"link\" target=\"_blank\">ficando entre os melhores do país no Ideb - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica</a>. Para o mundo empresarial, contudo, é essencial avançarmos na implantação do ensino médio profissionalizante.</p><p>Em São Paulo, o governador Tarcísio já anunciou a meta de implantar o ensino profissionalizante em 50% das escolas até o fim de 2026. Poderíamos estabelecer meta superior, para fortalecer a nossa competitividade, já que São Paulo, independentemente dessa meta, já é uma potência que naturalmente atrai investimentos.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/para-onde-vai-o-futuro-da-industria-e-da-tecnologia-0425\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774829772135_2023_02_12_80x80_china_981135.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Para onde vai o futuro da indústria e da tecnologia?</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/agenda-legislativa-da-industria-um-pacto-em-favor-do-brasil-0325\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774829772229_2022_09_29_80x80_congresso_nacional_em_brasilia_844439.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Agenda legislativa da indústria: um pacto em favor do Brasil</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/um-pacto-pelo-brasil-por-um-novo-ciclo-de-expansao-inclusivo-e-duradouro-0325\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774829772381_2024_11_27_80x80_politica_economia_brasil_mercado_financeiro_2516467.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Um pacto pelo Brasil: por um novo ciclo de expansão inclusivo e duradouro</h3><p>Na inovação, outra agenda crucial para a nossa competitividade, tenho uma visão um tanto crítica. Penso que o Espírito Santo, apesar de nossos esforços e de instrumentos importantes como o Fundo Soberano e o Funcitec, ainda não encontrou o caminho de uma boa governança. Conseguimos ser referência nacional em educação e gestão fiscal, mas na inovação ainda não somos referência, como Santa Catarina e Pernambuco.</p><p>São muitas frentes que exigem toda a nossa atenção num momento de mudança histórica. A virada de 2032 muda a lógica de investimentos que vigorou nos últimos 50 anos. Agora começa outro jogo. Já conseguimos superar grandes desafios ao longo da nossa história, como na erradicação dos cafezais nos anos 60 e na crise fiscal e ética dos anos 90. Precisamos agora de mobilização e determinação para superar esses desafios. Vamos trabalhar para isso.</p>",
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  "title" : "Para onde vai o futuro da indústria e da tecnologia?",
  "description" : "Para acompanhar as tendências globais e ter uma visão do futuro, os capixabas devem visitar a China. É para lá que o vento está soprando",
  "body" : "<p>Para onde caminha o mundo? Que país deveríamos visitar hoje para ver de perto as tendências da indústria e da tecnologia que vão moldar as próximas décadas? Até o início do século, essa visão do futuro certamente viria dos Estados Unidos ou da Europa, de cidades como Boston, Nova York ou Londres. Hoje não mais.</p><p>Hoje o futuro está na China, em cidades como Xangai, Shenzhen e Pequim. E a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/tarifaco-de-trump-derruba-bolsas-de-valores-e-precos-de-acoes-despencam-em-todo-o-mundo-0425\" class=\"link\" target=\"_blank\">guerra tarifária deflagrada pelos EUA&nbsp;</a>tende apenas a piorar ainda mais a posição do Ocidente na corrida tecnológica, especialmente na inteligência artificial. Ao invés de proteger a indústria local, essa guerra pode sufocar cadeias globais de inovação e limitar o acesso a insumos estratégicos, como semicondutores, comprometendo a competitividade do Ocidente.</p><p>Justamente a respeito desse tema, o jornalista norte-americano Thomas Friedman, colunista do The New York Times, publicou no início do mês uma análise inquietante sobre o desenvolvimento da China em relação aos seus concorrentes ocidentais, especialmente os EUA: “Acabei de ver o futuro. Não estava na América”, é o título do artigo.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/trump-pode-ter-recuado-nas-tarifas-mas-crise-esta-longedeterminar-0425\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774831865309_2025_04_11_80x80_bbco_mundo_aguarda_para_saber_quais_serao_os_novos_paises_e_produtos_a_serem_taxados_pelo_presidente_americano_donald_trump_lws5sdw36p.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Trump pode ter recuado nas tarifas, mas crise está longe&nbsp;de&nbsp;terminar</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/por-que-china-se-mantem-firme-na-guerra-de-tarifas-com-trump-0425\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774831865600_2025_04_11_80x80_bbcxi_jinping_disse_que_seu_pais_e_a_ue_devem_resistir_conjuntamente_as_praticas_unilaterais_de_intimidacao_do_governo_trump_yxvspep5ni.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Por que China se mantém firme na guerra de tarifas com Trump</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/china-retalia-eua-com-tarifa-de-125-e-pede-que-europeus-se-juntem-a-pequim-contra-intimidacao-de-trump-0425\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774831865736_2025_04_11_80x80_bbco_presidente_da_china_xi_jinping_pediu_que_a_uniao_europeia_se_junte_a_pequim_na_oposicao_a_intimidacao_dos_eua_9l0casu.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>China retalia EUA com tarifa de 125% e pede que europeus se juntem a Pequim contra intimidação de Trump</h3><p>A viagem ao futuro começa no novo centro de pesquisas da Huawei em Xangai, um enorme complexo com 104 edifícios projetados individualmente, com laboratórios para até 35 mil cientistas chineses e estrangeiros, com atrativos como cafés, academias de ginástica e todo tipo de facilidade para atrair as melhores cabeças disponíveis.</p><p>A Huawei é uma gigante chinesa, líder global de soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), e produz smartphones, wearables, PCs e tablets, entre outros. Curiosamente, o nome Huawei pode ser traduzido como \"ato esplêndido\" ou \"a China é capaz\". O grupo tem 207 mil funcionários e atua em mais de 170 países e regiões.</p><p>O campus em Xangai foi uma resposta da empresa à tentativa dos EUA de sufocá-la em 2019, com limitações à exportação de tecnologia dos EUA, incluindo semicondutores. Essa decisão provocou grandes perdas iniciais para a Huawei, que, com a ajuda do governo chinês, conseguiu dar a volta por cima. No ano passado, o seu lucro líquido mais que dobrou, marcando um retorno notável.</p><p>Um jornal de negócios da Coreia do Sul chegou a registrar recentemente: “A Huawei surpreendeu o mundo ao apresentar a série ‘Mate 60’, um smartphone equipado com semicondutores avançados, no ano passado, apesar das sanções dos EUA”. Ela também desenvolveu seu próprio sistema operacional móvel, o Hongmeng (ou harmonia, em português), para competir com o iOS da Apple e o Android do Google.</p><p>Como industrial que trabalha a vida inteira no setor de plástico, posso dizer que testemunhei essa transformação também na minha atividade. No fim de março participei em São Paulo da Feira Plástico Brasil 2025, a maior do setor na América Latina. Pude visitar vários fornecedores e potenciais fornecedores chineses de máquinas, moldes e equipamentos para a indústria de plástico, que não é exatamente uma indústria de alta tecnologia, mas está presente no mundo todo.</p><p>Posso dizer que é incrível o avanço dos fabricantes chineses nesse setor de máquinas de transformação de plástico, que sempre foi dominado pelos europeus, por países como Alemanha, Suíça e Áustria. Hoje a China emerge também como uma grande potência, ganhando espaço de forma espantosa, com custo menor, qualidade melhor e tecnologia cada vez mais avançada.</p><p>O futuro não é mais como era antigamente, diz uma canção de Renato Russo. A Times Square, em Nova York, com suas lojas, teatros e painéis luminosos, era a imagem da modernidade e do futuro algumas décadas atrás. Esse tempo passou.</p><p>O motor do mundo não está mais nos Estados Unidos e na Europa. Há uma questão de valores nesse debate, também. A China há milênios valoriza a meritocracia, o estudo, o trabalho, a família, a disciplina. Todos os anos, o país forma cerca de 3,5 milhões de pessoas graduadas em ciência, tecnologia, engenharia e matemática, ou Stem, na sigla em inglês. Isso é mais ou menos o mesmo número de bacharelados, mestrados e doutorados em todas as disciplinas nos Estados Unidos.</p><p>Quando um profissional é excepcional, podemos dizer que ele é 1 em 1 milhão, certo? Se ele estiver na China, com uma população de 1,4 bilhão, há outros 1,4 mil no mesmo nível. Enquanto isso, a juventude na Europa parece desmotivada diante de uma civilização pronta, construída há séculos. Os trabalhadores rejeitam reformas e reivindicam carga horária menor. A jornada na França é de 35 horas.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774831865844_2023_02_12_china_981135_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">China</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Pixabay</span></figcaption></figure><p>Acabei de passar por Paris, a gente percebe a falta de ambição do país e uma juventude sem perspectiva. A França vive um processo de estagnação econômica, com o crescimento do PIB estimado em apenas 1,1% no ano passado, uma forte intervenção estatal no mercado interno e uma política protecionista que atinge especialmente o agro brasileiro.</p><p>É um país desconectado da agenda de tecnologia e inovação, habituado talvez às glórias do passado, com boa parte da população à espera do Estado para a solução de seus problemas.</p><p>No ano passado me encontrei em Lisboa com um amigo que havia sido CEO de uma grande empresa no Brasil e estava de volta à Europa. Perguntei o que era melhor, lá ou cá, e ele: “Tá maluco? Aqui na Europa ninguém quer mudar nada, as pessoas querem que fique tudo do jeito que está. Tô doido pra voltar pro Brasil, lá as pessoas querem fazer as coisas”. Sem aquele incômodo positivo que nos impulsiona para frente, corremos o risco de parar no tempo. Toda a garra da Europa parece ter ficado para trás, perdida há 400 anos, na época das grandes navegações.</p><p>O presidente dos EUA chamou de “Dia da Libertação” a data em que anunciou a elevação de tarifas comerciais para 180 países, deflagrando um processo de instabilidade e desconfiança global. A estratégia de libertação da China, pelo visto, é abrir mais centros de pesquisa como o da Huawei, dobrando a inovação orientada por IA, alcançando assim a libertação dos EUA e do Ocidente.</p><p>Penso que, para acompanhar as tendências globais e ter uma visão do futuro, os capixabas devem visitar a China. É para lá que o vento está soprando.</p>",
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  "title" : "Agenda legislativa da indústria: um pacto em favor do Brasil",
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  "body" : "<p>Foi lançada na terça-feira (25) em Brasília, em sessão solene no Congresso Nacional, a 30ª edição da Agenda Legislativa da Indústria, uma iniciativa importante da CNI – Confederação Nacional da Indústria, com as indicações prioritárias do setor industrial para a atividade legislativa neste ano.</p><p>Há exatos 30 anos a CNI promove essa contribuição relevante para o debate nacional, visando o desenvolvimento do país e a construção de um ambiente mais favorável ao setor produtivo e à melhoria das condições de vida da população.</p><p>A agenda está diretamente conectada com a construção de um pacto nacional, defendido pela CNI, que&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/um-pacto-pelo-brasil-por-um-novo-ciclo-de-expansao-inclusivo-e-duradouro-0325\" class=\"link\" target=\"_blank\">mencionei no artigo anterior</a>: precisamos neste momento de firmar um pacto entre as lideranças do país, de todos os poderes da República, do setor privado e da sociedade organizada, para evitarmos uma trajetória ruim para a economia e para a sociedade.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/um-pacto-pelo-brasil-por-um-novo-ciclo-de-expansao-inclusivo-e-duradouro-0325\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774834042604_2024_11_27_80x80_politica_economia_brasil_mercado_financeiro_2516467.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Um pacto pelo Brasil: por um novo ciclo de expansão inclusivo e duradouro</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/carnaval-e-futebol-construindo-a-identidade-capixaba-0325\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774834042755_2025_02_26_80x80_boa_vista_carnaval_2025_2628205.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Carnaval e futebol: construindo a identidade capixaba</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/espirito-santo-a-suica-do-brasil-0225\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774834042906_2025_02_06_80x80_auto_upload_2600049.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Espírito Santo, a Suíça do Brasil</h3><p>No momento, vemos a economia brasileira em ritmo de desaceleração. Na semana passada, o Banco Central reviu para baixo as estimativas de crescimento neste ano, para somente 1,9%.&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/pib-avanca-34-em-2024-por-que-brasil-deve-crescer-menos-este-ano-em-meio-a-incerteza-trump-0325\" class=\"link\" target=\"_blank\">No ano passado o PIB brasileiro cresceu 3,4%</a>. Para 2025, o BC também estimou o estouro da meta da inflação, com o IPCA batendo 5,1% – a meta de inflação para este ano é 3%. Isso significa que corremos o risco de novas altas da taxa básica de juros.</p><p>Os números não são nada positivos, mas também não são inevitáveis. Pelo contrário. Nesse cenário, as forças vivas da sociedade precisam reagir. A mobilização das lideranças do governo, do Congresso e do setor industrial pode sim mudar o rumo dessa tendência e garantir crescimento mais robusto, com juros baixos e inflação sob controle. Para isso, é preciso ação. Existem diversas propostas em tramitação no Congresso que, se aceleradas, podem estimular investimentos e geração de oportunidades. Isso demanda diálogo e liderança.</p><p>A agenda legislativa da CNI é o principal instrumento de diálogo da indústria com os parlamentares, o governo federal e a sociedade civil, e é também altamente representativa. Sua elaboração envolveu as 27 federações estaduais da indústria, incluindo a Findes, representando mais de 930 mil indústrias em todo o país, que juntas empregam cerca 10,5 milhões de colaboradores. Os números refletem a legitimidade da pauta apresentada ao Congresso.</p><p>A agenda legislativa reúne 135 projetos de lei, que são acompanhados e monitorados pela CNI, sendo que 14 são destacados como prioritários na pauta da indústria. Entre eles estão o projeto de lei que institui a Política Nacional de Economia Circular, a regulação da inteligência artificial, a modernização das regras do licenciamento ambiental e a nova lei geral de concessões. Todos eles têm o potencial de destravar o nosso desenvolvimento.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774834043000_2022_09_29_congresso_nacional_em_brasilia_844439_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Congresso Nacional, em Brasília</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Roque de Sá/Agência Senado</span></figcaption></figure><p>A nova política de economia circular, prevista no PL 1874/2022, em tramitação na Câmara dos Deputados, estabelece que as licitações para a aquisição ou contratação de bens e serviços devem seguir o princípio da sustentabilidade. Ela estimula um modelo de produção que visa reduzir o desperdício e o impacto ambiental.</p><p>O PL propõe um importante conjunto de instrumentos de fomento à transição da economia linear para uma economia circular, com destaque para a utilização das compras públicas e o incentivo ao desenvolvimento tecnológico para a otimização do aproveitamento dos materiais.</p><p>Já o novo marco legal do licenciamento ambiental, previsto no PL 2159/2021, traz benefícios como a simplificação dos procedimentos de licenciamento, segurança aos investidores, maior facilidade na fiscalização dos empreendimentos, concentração de esforços dos órgãos ambientais nos empreendimentos de maior impacto e desburocratização o licenciamento ambiental.</p><p>São apenas alguns exemplos de uma extensa agenda que tem efetivamente o poder de transformar o ambiente de negócios no país, estimulando investimentos e geração de emprego. Já temos um bom mapa de navegação, precisamos agora remar em direção a mudanças estruturantes para garantir o crescimento sustentado. Temos tempo para evitar aquele cenário estimado pelo Banco Central, mas precisamos agir. Mãos à obra!</p>",
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  "body" : "<p>O&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/pib-do-brasil-cresce-34-em-2024-puxado-por-servicos-e-industria-0325\" class=\"link\" target=\"_blank\">PIB brasileiro cresceu 3,4% em 2024, como divulgou o IBGE no início do mês</a>, e a indústria foi um dos setores que puxou essa alta, com um crescimento de 3,3%. Visto isoladamente, o resultado do PIB pode parecer positivo, mas o desempenho do quarto trimestre mostra claramente uma desaceleração da atividade econômica, o que deixa o país em alerta.</p><p>No último trimestre do ano, o PIB ficou praticamente estagnado, subindo somente 0,2%, abaixo do resultado verificado nos trimestres anteriores. A economia desacelerou entre outubro e dezembro, projetando um PIB mais fraco para este ano, se não reagirmos a tempo num esforço coletivo.</p><p>O risco de comprometimento da atividade econômica torna-se ainda mais preocupante diante de uma taxa básica de juros de 13,25% ao ano, levando o Brasil à absurda posição de segundo maior juro real do mundo, perdendo somente para a Argentina – os juros reais consideram a taxa de juros descontada da inflação, esse é o número que realmente afeta a economia.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/pib-do-es-cresce-26-em-2024-impulsionado-por-comercio-e-servicos-0325\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774836779813_2024_11_28_80x80_comercio_black_friday_ofertas_2518619.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>PIB do ES cresce 2,6% em 2024, impulsionado por comércio e serviços</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/freio-no-pib-do-es-as-projecoes-para-2025-feitas-pela-industria-0325\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774836779902_2024_08_04_80x80_navio_plataforma_maria_quiteria_esta_prestes_a_comecar_a_operar_no_es_2373262.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Freio no PIB do ES: as projeções para 2025 feitas pela indústria</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/o-pib-e-o-voo-da-galinha-precisamos-olhar-com-atencao-para-os-investimentos-0325\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774836780073_2024_06_17_80x80_cabines_do_pedagio_da_terceira_ponte_sao_demolidas_em_vitoria_2136732.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O PIB e o voo da galinha: precisamos olhar com atenção para os investimentos</h3><p>Nesse ranking, estamos à frente de Rússia, México, Colômbia, África do Sul, China e EUA, para citar alguns. Ou seja, estamos com a taxa básica fora da curva em relação aos países desenvolvidos e emergentes, algo totalmente fora de propósito. Mais preocupante é saber que o Banco Central pode elevar ainda mais a Selic, podendo chegar a 15% no fim do ano, segundo estimativas do próprio Boletim Focus.</p><p>Atenta ao momento, a Confederação Nacional da Indústria tem defendido um pacto nacional para superarmos juntos um cenário de desafios internos, com a economia desacelerando e o Executivo fragilizado pela impopularidade do presidente da República, e também desafios externos, com as&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/rafael-furlanetti/como-a-economia-capixaba-pode-reagir-ao-protecionismo-de-trump-0125\" class=\"link\" target=\"_blank\">medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos</a>&nbsp;e as mudanças na geopolítica mundial.</p><p>Há meses a CNI vem dialogando sobre esse cenário com as lideranças do país, em busca da convergência em torno de um pacto nacional, para evitarmos uma trajetória ruim para a economia e para a sociedade. Uma das prioridades é avançar no ajuste fiscal e na redução dos juros, com o controle das despesas do governo federal, e com mais rigor também nos demais poderes em relação às despesas públicas.</p><p>Na liderança dos debates à frente da CNI, o presidente da Confederação, Ricardo Alban, tem defendido o pacto nacional para dissipar as expectativas negativas e imprimir ao país um novo ciclo de expansão inclusivo e duradouro.</p><p>Há pautas importantes em tramitação no Congresso Nacional que podem impulsionar o desenvolvimento do país, possibilitando investimentos na infraestrutura brasileira. Entre os projetos, estão a Lei do Licenciamento Ambiental, a Lei Geral de Concessões, a modernização do setor elétrico e a atualização da chamada&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/savio-bertochi-cacador/lei-do-bem-por-que-ainda-usamos-tao-pouco-0424\" class=\"link\" target=\"_blank\">Lei do Bem, que concede incentivo fiscal para indústrias que investem em inovação tecnológica.</a></p><p>Outra importante frente de atuação é o fortalecimento de nossas vantagens competitivas, como a nossa capacidade de produção e infraestrutura avançada de biocombustíveis do país, que está estrategicamente bem posicionado para liderar essa agenda global.</p><p>O Brasil tem enorme potencial para se desenvolver. Temos diversos caminhos para superar os desafios internos e externos, mas parece faltar uma bússola e um comando claro para fazer acontecer.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774836780222_2024_11_27_politica_economia_brasil_mercado_financeiro_2516467_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">PIB </span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Freepik</span></figcaption></figure><p>Estamos a um ano e meio das eleições. Não podemos permanecer esse tempo todo navegando sem rumo certo, focando no curto prazo e nos interesses eleitorais imediatos, sem um olhar estratégico para encaminhar a agenda do desenvolvimento do país.</p><p>No momento, por exemplo, vemos uma contradição flagrante entre a política econômica e a política fiscal. Diante da alta dos preços dos alimentos e da desaceleração da economia, o governo tem anunciado estímulos ao consumo. Já o Banco Central, em sentido contrário, eleva os juros para conter a alta dos preços, desestimulando o consumo e os investimentos.</p><p>Essa contradição se reflete no dia a dia da economia. Por isso precisamos de um pacto nacional, que faça com que todos remem na mesma direção, incluindo o setor produtivo, os poderes da república, a sociedade em geral. É natural haver divergências numa democracia, mas não é natural um impasse que nos leve a um cenário de paralisia, com cada um olhando para uma direção. É isso que o pacto nacional busca construir: uma visão de futuro compartilhada, que garanta o desenvolvimento e a prosperidade, em benefício de todos.</p>",
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  "title" : "Carnaval e futebol: construindo a identidade capixaba",
  "description" : "Se conseguimos ir bem em tantas áreas, colocando inclusive o Carnaval de Vitoria entre os melhores do Brasil, por que não podemos fazer o mesmo com o futebol?",
  "body" : "<p>O carnaval e o futebol são dois grandes pilares da identidade cultural do Espírito Santo e do Brasil. São duas paixões nacionais. E eles representam muito mais do que diversão: são verdadeiras expressões da nossa diversidade, além de representarem também uma grande oportunidade de negócios, com geração de emprego e renda.</p><p>O&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/carnaval/sob-chuva-e-sol-escolas-do-grupo-especial-alegram-sambao-em-busca-do-titulo-0225\" class=\"link\" target=\"_blank\">Carnaval de Vitória é um ótimo exemplo: ele cresce a cada ano</a>, numa festa cada vez mais bonita, rentável e concorrida. O futebol capixaba, contudo, parece não seguir ainda o mesmo ritmo.</p><p>Há 30 anos o Carnaval de Vitória era uma festa tímida e esvaziada no Centro da cidade, que não empolgava o grande público. Agora atrai multidões,\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/ziriguidum/carnaval-de-vitoria-transmissao-da-tv-gazeta-traz-novidades-0220\" class=\"link\" target=\"_blank\"> com transmissão ao vivo pela TV Gazeta</a>, ganhando espaço no noticiário nacional. O carnaval do Brasil começa aqui.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/nota-10-para-as-escolas-de-samba-do-carnaval-de-vitoria-0225\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774838685736_2025_02_24_80x80_desfile_da_boa_vista_sambao_do_povo_2623522.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Nota 10 para as escolas de samba do Carnaval de Vitória</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/carnaval-2025-veja-o-que-funciona-durante-a-folia-na-grande-vitoria-0225\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774838685948_2024_11_06_80x80_shoppings_polos_comerciais_e_feiroes_prometem_descontos_variados_no_mes_de_novembro_2491432.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Carnaval 2025: veja o que funciona durante a folia na Grande Vitória</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/blocos-de-rua-veja-regras-para-curtir-o-carnaval-na-grande-vitoria-0225\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774838686094_2023_02_25_80x80_folioes_e_representantes_de_blocos_do_centro_de_vitoria_protestam_contra_cancelamento_de_desfile_1044399.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Blocos de rua na Grande Vitória: veja regras para curtir o carnaval</h3><p>Neste ano, segundo estimativas da Prefeitura de Vitória, a festa no Sambão do Povo movimentou mais de R$ 40 milhões na cidade, gerando 6 mil empregos diretos e indiretos, consolidando-se como importante fonte de oportunidades de trabalho.</p><p>O carnaval faz a festa de foliões e também de motoristas de aplicativo, taxistas, ambulantes, costureiras, aderecistas, além do segmento de hotelaria, bares e restaurantes, beneficiados com o evento. A taxa de ocupação dos hotéis atinge a marca de 90%.</p><p>Certamente contribuiu para a evolução do carnaval de Vitória a decisão de realizar os desfiles uma semana antes do carnaval oficial, e também a mobilização de todos os setores envolvidos: as prefeituras da Capital e dos demais municípios da Grande Vitória, o governo do Estado, as escolas de samba, a Liga, as lideranças comunitárias, os veículos de comunicação, o público, empresas e sociedade em geral. O resultado dessa união é o crescimento da festa, que hoje nos enche de orgulho.</p><p>A evolução do carnaval fortalece a nossa autoestima e contribui para a construção da nossa identidade. Os enredos refletem a nossa história, cultura e tradição.</p><p>A&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/carnaval/chegou-o-que-faltava-leva-o-manguezal-para-o-sambao-0225\" class=\"link\" target=\"_blank\">Chegou o que Faltava, de Goiabeiras, por exemplo, saiu com o enredo \"Da Lama Sai Muito Barulho\"</a>, exaltando a própria comunidade, dando destaque ao manguezal da região onde a escola nasceu. A&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/carnaval/piedade-na-chuva-faz-o-publico-do-sambao-cantar-junto-em-enredo-sobre-orixa-0225\" class=\"link\" target=\"_blank\">Piedade abordou o tema “Ibeji”, os orixás protetores das crianças que simbolizam o nascimento e a vida</a>, e a\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/carnaval/boa-vista-amanhece-no-sambao-com-homenagem-a-sebastiao-salgado-0225\" class=\"link\" target=\"_blank\"> Boa Vista homenageou o fotógrafo Sebastião Salgado</a>, uma referência mundial com laços no Espírito Santo. E&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/carnaval/boa-vista-e-campea-do-carnaval-de-vitoria-com-homenagem-a-sebastiao-salgado-0225\" class=\"link\" target=\"_blank\">ganhou o título</a>.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774838686286_2025_02_26_boa_vista_carnaval_2025_2628205_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Boa Vista no carnaval campeão de 2025</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Rodrigo Gavini</span></figcaption></figure><p>Hoje o Carnaval de Vitória projeta positivamente o Espírito Santo para o Brasil. Virou orgulho de todos os capixabas.</p><p>E o futebol? No futebol capixaba, contudo, não vemos a mesma evolução e harmonia. Tivemos nos últimos anos alguns avanços importantes, sem dúvida. O Rio Branco e a Desportiva se tornaram SAF – Sociedade Anônima do Futebol, um modelo de gestão em que os clubes são administrados como empresas. Isso permite aperfeiçoar a governança e a gestão financeira dos clubes e proporcionar maior capacidade de organização e desempenho.</p><p>Importante citar os exemplos do Vitória Futebol Clube e também o Porto Vitória, este último construindo uma bela história, partindo da formação da categoria de base, avançando no futebol profissional e a cada ano ganhando maior relevância. O Porto também opera no modelo empresarial de mais alto nível.</p><p>Essas mudanças nos clubes, com certeza, vão inspirar e motivar os demais a buscarem a também a evolução na gestão. Isso é fundamental, pois a alma do esporte é a competição, a busca da melhor performance. Campeonato bom é campeonato disputado, precisamos que todos evoluam.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/futebol-capixaba/rio-branco-perde-de-virada-para-o-novorizontino-e-esta-eliminado-da-copa-do-brasil-0225\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774838686402_2025_02_27_80x80_rio_branco_perde_e_esta_fora_da_copa_do_brasil_2629989.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Rio Branco perde de virada para o Novorizontino e está eliminado da Copa do Brasil</h3><p>Mas não vemos ainda a mesma mobilização coletiva, como ocorre no carnaval. Penso que todos nós, o setor produtivo e a sociedade em geral, devemos apoiar a Federação de Futebol e a Secretaria de Esportes do Estado, para avançarmos numa coordenação mais pró-ativa, que consiga aglutinar de fato o conjunto dos atores que podem contribuir para esta evolução, como ocorreu no carnaval capixaba.</p><p>Sem essa coordenação das ações necessárias, e que são coletivas, o avanço será bem difícil. Neste campo, se não estamos andando de lado, estamos avançando muito lentamente, a meu ver.</p><p>O que podemos fazer? Cobertura ampla do dia a dia dos clubes pela imprensa; profissionalização dos clubes; transmissão dos jogos; apoio das empresas capixabas através de patrocínios; definição dos horários das partidas pensando na conveniência dos torcedores que vão ao estádio; apoio do governo do Estado aos clubes que vão disputar os campeonatos nacionais; garantia da segurança nos estádios; construção de arenas com capacidade para 5 a 10 mil torcedores nas cidades do interior, essas são algumas frentes – outras podem surgir – que deveriam ser trabalhadas para recolocarmos o futebol capixaba no lugar que ele merece.</p><p>Hoje o Espírito Santo é o 21º Estado no Ranking de Federações divulgado pela CBF. Perdemos para Estados como Sergipe e Piauí. Certamente temos potencial para ir além desse desempenho.</p><p>O futebol é também um elemento formador de nossa identidade e autoestima. O antropólogo Darcy Ribeiro destacava o seu espírito democrático: “O futebol é o único reino em que o povo sente a sua pátria. É incrível, todo brasileiro, o patrão e o empregado”. O escritor Nelson Rodrigues falava em “a pátria de chuteiras” para expressar a relação entre a seleção de futebol e a identidade nacional.</p><p>Somos destaque nacional na educação, na gestão fiscal, na longevidade, na qualidade de vida e estamos evoluindo bem na segurança, na agenda da inovação e da infraestrutura. Se conseguimos ir bem em tantas áreas, colocando inclusive o carnaval de Vitoria entre os melhores do Brasil, por que não podemos fazer o mesmo com o futebol? Não podemos aceitar o fato de capixabas torcerem para times do Rio, São Paulo ou Minas Gerais. Essa é uma missão conjunta para todos nós. O futebol capixaba precisa do apoio de todos. Juntos, conseguiremos avançar.</p>",
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  "title" : "Espírito Santo, a Suíça do Brasil",
  "description" : "O investimento da Arcelor é mais um capítulo relevante desse momento de diversificação, com maior complexidade econômica. De produtor de minério, passamos agora a ser produtores de laminados a frio de maior valor agregado",
  "body" : "<p>O recente anúncio da Arcelor Mittal,\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/arcelormittal-anuncia-investimento-bilionario-no-espirito-santo-0225\" class=\"link\" target=\"_blank\"> do investimento de R$ 4 bilhões em um laminador de tiras a frio e uma linha de revestimento contínuo</a>, representa um marco na economia capixaba, que passa por um processo de intensa transformação da indústria local, não somente na siderurgia, mas em diversos outros setores, como veremos.</p><p>Vivemos uma verdadeira revolução silenciosa no Estado, com o direcionamento da nossa manufatura para produtos de maior complexidade e maior valor agregado, proporcionando com isso maior renda média para os trabalhadores e mais prosperidade para os capixabas, em geral. Esse é o grande salto que verificamos agora.</p><p>Estamos trilhando o caminho que foi percorrido pelos países desenvolvidos – precisamos, contudo, estar atentos às agendas da educação e inovação.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/usiminas-ternium-e-arcelormittal-devem-ser-as-mais-afetadas-por-tarifas-de-trump-0225\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774867386657_2021_09_30_80x80_alto_forno_3_da_arcelormittal_em_tubarao_615149.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Usiminas, Ternium e ArcelorMittal devem ser as mais afetadas por tarifas de Trump</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/es-quer-atrair-montadoras-apos-investimento-bilionario-da-arcelormittal-0225\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774867386749_2025_02_06_80x80_auto_upload_2600049.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>ES quer atrair montadoras após investimento bilionário da ArcelorMittal</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/investimento-bilionario-da-arcelormittal-no-es-vai-gerar-quase-3-mil-empregos-0225\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774867386837_2025_02_06_80x80_auto_upload_2600049.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Investimento bilionário da ArcelorMittal no ES vai gerar quase 3 mil empregos</h3><p>Uma breve retrospectiva: até os anos 60, a economia do Espírito Santo era baseada essencialmente no café. Depois vieram os grandes projetos industriais, focados na produção de commodities, como minério, aço e celulose, levando ao desenvolvimento do setor metalmecânico.</p><p>Nas últimas duas décadas, ganhou impulso a produção de petróleo e gás natural, gerando nova cadeia produtiva, com a criação de milhares de empregos qualificados. Enquanto isso, com os nossos incentivos estaduais, passamos a receber outros investimentos, incluindo grandes players globais como a WEG e a Jurong, que hoje recebe demandas de todo o país, acelerando o ciclo de diversificação da nossa economia.</p><p>O café continua a ser uma riqueza importante para o Espírito Santo, só que agora contando com maior valor agregado, com as grandes indústrias Cacique e Olam, em Linhares, tornando o Estado um dos maiores hubs do mundo de produção de café solúvel.</p><p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/aracruz-nova-fabrica-da-suzano-vai-comecar-a-operar-em-julho-de-2025-1024\" class=\"link\" target=\"_blank\">A cadeia de celulose se diversificou com os recentes investimentos da Suzano</a>, de mais de R$ 1 bi, na construção de uma fábrica de papel tissue em Aracruz e na modernização da unidade em Cachoeiro de Itapemirim. A indústria metalmecânica evoluiu de pequenas produções de manutenção para atuar em complexos sistemas na indústria de petróleo e hoje é uma indústria ativa na o fornecimento para o Brasil todo.</p><p>O setor de rochas, que há algumas décadas se resumia a exportar blocos, agora passa a fornecer não só placas, mas também módulos confeccionados para a indústria da construção civil, inclusive exportando itens como pias e sistemas de bancadas, acompanhando a industrialização desse setor. Poderíamos citar diversas outras atividades.</p><p>O investimento da Arcelor portanto é mais um capítulo relevante desse momento de diversificação, com maior complexidade econômica. De produtor de minério, passamos agora a ser produtores de laminados a frio de maior valor agregado, utilizados em diversos segmentos como a construção civil, o setor automotivo e o de eletrodomésticos. Novos investimentos virão na esteira do LTF, provavelmente.</p><p>Vivemos assim no Espírito Santo um momento positivo de maior complexidade econômica, um conceito que vem sendo estudado pelo economista Paulo Gala. Esse conceito mede a quantidade de conhecimento produtivo acumulado em uma economia. O conhecimento se reflete na variedade e sofisticação dos produtos e serviços que um país ou região consegue produzir e exportar.</p><p>Os países com alta complexidade econômica produzem bens e serviços diversificados e de alto valor agregado, enquanto os de baixa complexidade dependem de produtos simples e commodities. O Equador, por exemplo, é basicamente exportador de petróleo cru e banana. Já a Suíça, um dos países mais ricos do mundo, exporta produtos da indústria química e farmacêutica (52%), máquinas e equipamentos (13%), relógios (8%) e instrumentos de precisão (7%).</p><p>Todos os países ricos hoje são complexos do ponto de vista econômico. Em algum momento de sua história, eles foram capazes de dar um salto, saindo de produtos simples para produtos complexos, exatamente como vem fazendo o Espírito Santo nos últimos anos.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774867386965_2025_02_06_auto_upload_2600049_article.png\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Vista aérea da ArcelorMittal Tubarão</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Mosaico Imagem/ArcelorMittal</span></figcaption></figure><p>Nosso Estado tem uma população pequena, representando menos de 2% da população do Brasil, e não será um grande centro consumidor. O caminho para a prosperidade é justamente esse, de agregação de valor à nossa produção, elevando a renda média do Estado. Creio que esse é o grande salto que estamos dando, numa agenda que vem sendo construída há algum tempo, com agregação de tecnologia e de valor à produção econômica capixaba.</p><p>Nesse processo, precisamos valorizar a agenda ativa do governo do Estado e de vários municípios, que têm exercido um papel que sempre defendemos, de sermos um Estado empreendedor, ativo na atração de investimentos, visitando potenciais investidores e divulgando os benefícios e as vantagens competitivas do Espírito Santo.</p><p>Esse processo de agregação de valor está diretamente ligado à inovação e educação voltada para o mercado de trabalho, agendas que também trabalhamos fortemente a partir de 2017 na\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/findes\" class=\"link\" target=\"_blank\"> Federação das Indústrias do Espírito Santo – Findes</a>.</p><p>Na Federação, sempre defendemos a inovação, a educação, a melhoria do ambiente de negócios e a evolução na infraestrutura do Estado. A inovação em especial é um tema que pautamos ao longo dos anos, gerando assim uma condição cada vez melhor para o nosso desenvolvimento. Penso que esse é o caminho para construirmos um Estado de alta complexidade econômica e alta renda média, uma ilha de prosperidade servindo de inspiração para todo o país.</p>",
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  "description" : "A pesquisa Quaest divulgada dias atrás sobre a popularidade do governo federal também mostrou que a segurança pública passou a ser o maior motivo de preocupação dos brasileiros",
  "body" : "<p>O Brasil precisa cuidar de seus problemas domésticos, num cenário externo de tantos desafios. Nas últimas semanas, as atenções do noticiário e do mundo político se voltaram para&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/trump-anuncia-era-de-ouro-para-os-eua-e-pais-baseado-na-meritocracia-no-discurso-de-posse-0125\" class=\"link\" target=\"_blank\">a posse do presidente Trump nos EUA</a>, o que de fato é um acontecimento relevante, na maior economia do mundo. Mas os nossos problemas internos quem vai resolver somos nós mesmos, e o mais urgente deles, como mostrou recente pesquisa Quaest, é a segurança pública.</p><p>Podemos criticar Trump por várias razões, por medidas protecionistas, pelo isolacionismo ou pela política de imigração, mas não se pode negar que ele está cumprindo exatamente o que prometeu na campanha eleitoral. Para os seus eleitores, ele está focado em resolver os problemas dos EUA, ancorado no seu mantra MAGA, Make America Great Again.</p><p>Esse foco nas questões nacionais talvez possa servir de inspiração para o Brasil, que ainda não está dando a devida atenção para a agenda da segurança pública e parece não reconhecer a real dimensão do perigo.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/vilmara-fernandes/traficantes-usaram-ate-loterica-para-lavar-dinheiro-de-extorsoes-no-es-0125\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774867704215_2025_01_30_80x80_extorsao_2591161.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Traficantes usaram até lotérica para lavar dinheiro de extorsões no ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/vilmara-fernandes/extorsao-de-traficantes-vira-alvo-de-operacoes-da-policia-no-es-e-rj-0125\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774867704394_2025_01_28_80x80_trafico_e_extorsao_2587921.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Extorsão de traficantes vira alvo de operações da polícia no ES e RJ</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/vilmara-fernandes/tres-herdeiros-do-trafico-duas-faccoes-e-uma-briga-que-aflige-bairro-do-es-0125\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774867704565_2025_01_23_80x80_guaranhuns_2581751.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Três herdeiros do tráfico, duas facções e uma briga que aflige bairro do ES</h3><p>A pesquisa Quaest divulgada dias atrás sobre a popularidade do governo federal também mostrou que a segurança pública passou a ser o maior motivo de preocupação dos brasileiros, mencionada por 26% dos entrevistados, ultrapassando a economia, citada por 21%. Em dezembro de 2023, há praticamente um ano apenas, a segurança estava em quarto lugar. Subiu rápido para o primeiro, um sinal do agravamento do problema.</p><p>A insegurança que aflige a população nas ruas ameaça também o Estado de Direito e a economia do país, com as organizações criminosas ampliando suas influências em todas as regiões do Brasil e com conexões exteriores, chegando ao envolvimento em atividades econômicas relevantes como transporte público, distribuição de gás, posto de gasolina, reciclagem e coleta de lixo. Vamos virar um narcoestado? Esperamos que o país possa reagir a tempo.</p><p>O crime organizado está cada vez mais sofisticado no Brasil. Nessa questão, o Espírito Santo é um case nacional de sucesso e pode servir de referência: nosso Estado soube enfrentar o crime organizado, quando ele tomou conta das instituições nos anos 90, deixando um rastro de destruição, com atraso nos pagamentos, perda da capacidade de investimentos, corrupção e altos índices de homicídio. Isso ficou para trás, felizmente.</p><p>Como não somos uma ilha, porém, estamos obviamente expostos ao avanço do crime no Brasil, demandando uma atenção especial às fronteiras com Estados vizinhos, como o Rio de Janeiro, um Estado dominado há décadas por organizações criminosas. Isso exige do Espírito Santo medidas adicionais duras para impedir que a criminalidade vizinha transborde para cá.</p><p>Ao Brasil, cabe implementar uma estratégia nacional em conjunto com os estados, para enfrentar as organizações criminosas, cada vez mais fortes. A Confederação Nacional da Indústria deu uma importante contribuição ao criar em julho do ano passado o Grupo de Trabalho para o Combate ao Brasil Ilegal, visando reduzir os prejuízos econômicos causados ao país por ilegalidades, contrabando, pirataria, roubos, entre outros crimes.</p><p>O grupo é integrado por representantes da indústria, como Firjan, Fiesp e Fiepa; de entidades civis e do poder público, como Receita Federal e os Ministérios da Justiça, da Defesa e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, entre outros órgãos.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/nem-lula-nem-bolsonaro-um-pais-em-busca-de-uma-lideranca-0125\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774867704764_2023_05_11_80x80_palacio_do_planalto_sede_do_poder_executivo_do_brasil_1607376.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Nem Lula nem Bolsonaro: um país em busca de uma liderança</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/desilusao-ou-esperanca-sonhar-nao-custa-nada-1224\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774867704878_2023_05_24_80x80_camara_dos_deputados_aprovou_texto_base_do_novo_arcabouco_fiscal_1679946.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Desilusão ou esperança? Sonhar não custa nada</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/a-politica-que-boicota-o-pais-1224\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774867705008_2023_03_10_80x80_sem_arcabouco_fiscal_o_risco_e_a_inflacao_crescer_junto_com_a_divida_publica_1179985.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>A política que boicota o país</h3><p>Levantamento divulgado em abril pela CNI, Firjan e Fiesp revela que o contrabando, a pirataria, o roubo, a concorrência desleal por fraude fiscal, a sonegação de impostos e o furto de serviços públicos provocaram juntos, somente no ano de 2022, um prejuízo econômico de R$ 453,5 bilhões ao país.</p><p>O combate ao crime exige uma mobilização de todos os setores, como ocorreu no Espírito Santo nos anos 90: a reconstrução do Estado aqui também contou com a participação do setor produtivo e de organizações da sociedade civil, além do governo estadual. No Brasil, o governo federal naturalmente deve liderar, mas é importante também a mobilização dos governos estaduais e das forças vivas da sociedade.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774867705255_2024_01_12_chefe_do_trafico_da_cidade_de_deus_e_morto_em_tiroteio_com_a_policia_no_rio_1979628_article.jpeg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Chefe do tráfico da Cidade de Deus, no Rio,  é morto em tiroteio com a polícia</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Reprodução</span></figcaption></figure><p>Devemos também apoiar as medidas que dão mais transparência à movimentação financeira no país, porque o crime organizado obviamente se beneficia da obscuridade das transações financeiras. Nesse sentido, é importante monitorar as movimentações por Pix. A Receita realmente deve acompanhar as transações, o que contribui para a identificação de movimentações ilícitas, induzindo à formalização da economia. Não está em discussão aqui o tamanho da carga tributária ou o peso do Estado para o contribuinte, mas é fato que esse monitoramento das transações inibe os desvios.</p><p>Precisamos recorrer a todas as armas e ferramentas disponíveis para enfrentar essa verdadeira guerra contra criminosos que ameaçam a população e o Estado de Direito no país. Esse problema somente nós vamos resolver, não podemos contar com forças externas. É preciso reagir com urgência e eficácia o quanto antes.</p>",
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  "body" : "<p>Reiteradas vezes, neste espaço, chamamos a atenção para a dificuldade das lideranças do país de enfrentarem os nossos problemas de forma definitiva, o que colocaria o Brasil em outra raia de desenvolvimento. Reiteradas vezes, mencionamos que, enquanto não houver uma percepção geral de que os objetivos do país têm de ser mais importantes, para quem está no Executivo, Judiciário e Legislativo, do que os objetivos pessoais, partidários e eleitorais, não vamos conseguir sair da agenda atual, marcada por voos de galinha, beirando a estagnação econômica.</p><p>Também já mencionamos o mal que tem feito ao país o instituto da reeleição, especialmente no Executivo. A liderança acaba aprisionada numa gaiola de ouro. O detentor do mandato fica refém da necessidade de aprovar medidas que garantam a sua reeleição no pleito seguinte, postergando decisões que precisam ser tomadas no país.</p><p>Essa dificuldade ocorre não só no Brasil, mas no mundo inteiro e mesmo na nossa vida pessoal: as medidas que são de fato transformadoras, que mudam o jogo, não são, num primeiro momento, bem compreendidas ou populares. A transformação nem sempre é fácil.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/desilusao-ou-esperanca-sonhar-nao-custa-nada-1224\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868023293_2023_05_24_80x80_camara_dos_deputados_aprovou_texto_base_do_novo_arcabouco_fiscal_1679946.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Desilusão ou esperança? 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Com o agravante que vimos na semana passada,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/os-15-dias-de-boatos-sobre-pix-que-abalaram-governo-lula-0125\" class=\"link\" target=\"_blank\">do avanço da desinformação, atingindo brasileiros de todas as classes sociais e levando a retrocessos em decisões que seriam de fato importantes para a sociedade</a>.</p><p>Que medidas temos defendido ao longo do tempo? As reformas estruturantes. Fizemos algumas? Sim, mas temos avançado de forma tão lenta que elas parecem perder a validade em pouco tempo. A&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-da-previdencia\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma da previdência de 2019</a>&nbsp;foi positiva, mas as despesas previdenciárias continuam subindo. O déficit da previdência é o principal item de despesa das contas federais e cresceu cerca de 20% no ano passado. Já precisamos de uma nova reforma no setor.</p><p>A&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-trabalhista\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma trabalhista&nbsp;</a>vem sendo desfigurada por decisões judiciais. A reforma tributária é um alívio, mas não veio com a potência desejada e creio que todos concordam que também não é a reforma dos sonhos. É o que foi possível fazer após 30 anos de debate.</p><p>A&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-administrativa\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma administrativa</a>, que tornaria o gasto público mais equilibrado e eficiente, não foi levada adiante nem por um governo de direita, nem pelo de esquerda. Ninguém topou fazer esse enfrentamento de forma definitiva. Com isso, quem paga é o brasileiro, como sempre, que se ilude e se confunde com essa encenação do jogo do poder, como num circo.</p><p>O curioso é que muitas vezes admiramos medidas tomadas em outros países, mas localmente essas medidas não têm o mesmo apoio. Vemos agora o exemplo da Argentina, que está fazendo um enfrentamento brutal das despesas.</p><p>Ainda é cedo para avaliações definitivas, mas é possível perceber algum resultado. No primeiro ano de gestão, o governo argentino cortou gastos equivalentes a 6% do PIB e a inflação está em queda. Para efeitos de comparação: o ajuste fiscal do Brasil é de somente 0,3% do PIB.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868023634_2023_05_11_palacio_do_planalto_sede_do_poder_executivo_do_brasil_1607376_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo do Brasil</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Ricardo Stuckert/PR</span></figcaption></figure><p>Já o governo argentino promete uma reforma tributária para reduzir impostos e também reformas trabalhista, previdenciária e política. O PIB encolheu no ano passado, mas a projeção para este ano é de crescimento de 5%. Devido à boa relação entre os presidentes Milei e Trump, a Argentina também está costurando um acordo de livre comércio com os Estados Unidos.</p><p>Também vemos as economias ditas liberais protegendo as suas indústrias, implementando programas bilionários para impulsioná-las, enquanto nós aqui achamos que isso é um pecado. São debates que precisamos enfrentar de forma consistente, não com discursos populistas e superficiais.</p><p>Precisamos de uma liderança, que não é o Lula, que não é o Bolsonaro, mas uma liderança mais arejada, moderna, séria, preparada e efetivamente comprometida com resultados. Temos, em alguns Estados, inclusive no Espírito Santo, governadores que pensam dessa forma e que demonstram como a gestão pública pode ser organizada de forma eficiente, em benefício da sociedade.</p><p>O Brasil teve crescimento econômico de 3,5% no ano passado, acima do esperado, é verdade, mas é verdade também que a curva está em declínio e os juros já estão subindo, podendo chegar a 15% no final deste ano.&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/inflacao-fecha-2024-em-483-e-estoura-teto-da-meta-0125\" class=\"link\" target=\"_blank\">A inflação fechou ano passado acima da meta,</a>&nbsp;e a única ferramenta que o país conhece para controlar esse cenário é\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/bc-sobe-taxa-de-juros-para-1225-ao-ano-e-preve-duas-novas-altas-de-1-ponto-1224\" class=\"link\" target=\"_blank\"> a alta dos juros</a>.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/crise-do-pix-como-a-falta-de-confianca-no-governo-pode-fazer-mal-ao-pais-0125\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868023756_2025_01_16_80x80_sao_paulo_sp_16122024_presidente_da_republica_luiz_inacio_lula_da_silva_durante_reuniao_com_o_ministro_da_fazenda_fernando_haddad_2572958.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Crise do Pix: como a falta de confiança no governo pode fazer mal ao país</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/inflacao-estamos-cansados-de-saber-quem-paga-essa-conta-0125\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868023861_2021_05_25_80x80_inflacao_520123.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Inflação: estamos cansados de saber quem paga essa conta</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/dolar-nas-alturas-e-sintoma-de-uma-doenca-mais-grave-1224\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868024059_2024_12_17_80x80_dinheiro_2541603.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Dólar nas alturas é sintoma de uma doença mais grave</h3><p>Recente reportagem do jornal Valor Econômico mostrou que o Brasil terá em 2025 um déficit nominal da ordem de 9% do PIB, um dos mais altos do mundo, bem acima dos países emergentes e desenvolvidos. O déficit nominal considera o resultado primário – as receitas menos as despesas – incluindo também os gastos com juros, que são absurdos. São eles que turbinam a dívida.</p><p>Assim, o brasileiro trabalha para bancar a banca. Viramos uma sociedade escrava do poder público inchado, ineficiente e caríssimo, e do sistema financeiro que, ano a após ano, influencia e opera para mantermos o título vergonhoso de maior taxa de juros do mundo. Vamos aceitar isso até quando? Esperamos que o país possa em breve encontrar uma nova liderança capaz de compreender essa realidade e virar esse jogo.</p>",
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  "title" : "Desilusão ou esperança? Sonhar não custa nada",
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  "body" : "<p>Chegamos ao fim de 2024 com a sensação de que merecíamos um presente melhor neste Natal. Parecia possível: colhemos bons indicadores na economia,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/pib-brasil-cresce-tanto-quanto-a-china-no-3-trimestre-e-so-fica-atras-de-indonesia-e-mexico-no-g20-1224\" class=\"link\" target=\"_blank\">com PIB crescendo acima do esperado&nbsp;</a>e&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/pib-sobe-14-no-2-tri-por-que-economia-cresce-desemprego-cai-mas-percepcao-do-brasileiro-segue-negativa-0924\" class=\"link\" target=\"_blank\">desemprego em baixa</a>. Mas a maneira como está sendo conduzindo o\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/camara-aprova-pec-do-pacote-de-ajuste-fiscal-com-mudancas-em-abono-1224\" class=\"link\" target=\"_blank\"> debate nacional sobre o ajuste fiscal</a>, com um discurso negacionista que contraria a ciência econômica, levanta incertezas sobre a sustentabilidade desse crescimento. Vem aí um novo voo de galinha? Vamos ver.</p><p>Temos alguns bons motivos para comemorar. O país finalmente adotou\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/plano-de-r-300-bi-para-a-industria-acentua-receio-com-quadro-fiscal-0124\" class=\"link\" target=\"_blank\"> uma política de desenvolvimento que valoriza a indústria nacional&nbsp;</a>como agente central do crescimento econômico e da geração de empregos de alta renda, a exemplo do que já fazem as economias desenvolvidas no mundo todo.</p><p>Lançada em janeiro, a NIB – Nova Indústria Brasil traz a indústria como meio para superarmos desafios atuais da sociedade, dando centralidade ao setor industrial para alcançarmos um crescimento sustentável de médio prazo. A NIB tem por ambição construir um ambiente que viabilize uma indústria mais exportadora, mais inovadora, mais produtiva e mais verde.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/bom-para-o-agro-ruim-para-o-assalariado-quem-ganha-e-quem-perde-com-alta-do-dolar-1224\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868536773_2024_12_20_80x80_bbco_real_seja_a_moeda_que_mais_perdeu_para_o_dolar_no_mundo_em_2024_gib8kge50s.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Bom para o agro, ruim para o assalariado? Quem ganha e quem perde com alta do dólar</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/dolar-sobe-278-e-supera-r-626-com-temor-fiscal-e-tom-duro-do-fed-1224\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868536875_2023_05_25_80x80_notas_de_dolar_e_de_real_cambio_1683031.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Dólar sobe 2,78% e supera R$ 6,26 com temor fiscal e tom duro do Fed</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/dolar-nas-alturas-e-sintoma-de-uma-doenca-mais-grave-1224\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868537010_2024_12_17_80x80_dinheiro_2541603.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Dólar nas alturas é sintoma de uma doença mais grave</h3><p>Também conseguimos\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/reforma-tributaria-concluida-no-congresso-quando-as-mudancas-nos-impostos-comecam-a-valer--1224\" class=\"link\" target=\"_blank\"> aprovar na semana passada a reforma tributária</a>, após um debate de mais de três décadas, para simplificar o que era considerado o pior sistema tributário do mundo. O projeto aprovado pela Câmara dos Deputados regulamenta agora a implementação dos novos Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que para o cidadão vai significar um único tributo, chamado de IVA Dual.</p><p>Com isso, superamos o sistema atual, considerado ultrapassado, regressivo, cumulativo e distorcido, sendo apontado como um dos grandes fatores de desestímulo aos investimentos no país. A aprovação da reforma foi uma excelente notícia.</p><p>No fim do ano, contudo, fomos tomados por um debate quase surreal sobre o ajuste fiscal e o endividamento do país, com autoridades de Brasília atacando a alta dos juros e do dólar, como se a reação do Banco Central e do mercado não fosse uma resposta natural aos sinais ambíguos emitidos pelo próprio Executivo na condução do equilíbrio fiscal. Ressaltamos que, nesse quesito, o Executivo forma um consórcio com os demais poderes para usurpar os sonhos futuros da sociedade brasileira, sufocando o seu potencial de crescimento.</p><p>Há praticamente dez anos o país opera com déficit nas contas públicas. A conceituada Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado apontou em recente estudo que a dívida bruta do governo geral, que inclui todos os poderes da União, Estados e municípios, deve chegar a 80% do PIB neste ano, com tendência de alta.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868537190_2023_05_24_camara_dos_deputados_aprovou_texto_base_do_novo_arcabouco_fiscal_1679946_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Câmara dos Deputados </span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados</span></figcaption></figure><p>As estatais são um capítulo à parte. A partir do governo Temer elas passaram por um período de saneamento. Neste ano, porém, voltaram a acumular prejuízo, com projeção de fechar o ano com R$ 3,7 bilhões no vermelho, o pior resultado em dez anos. Há pelo menos 17 estatais que dependem do dinheiro do contribuinte para sobreviver. Elas poderiam ser privatizadas ou extintas, mas as autoridades de Brasília parecem não se importar com resultados.</p><p>O pacote fiscal enviado pelo governo ao Congresso nesta reta final de ano foi visto como insuficiente para conter a sangria. Com o crescente endividamento e a notória dificuldade do país de cortar gastos, o resultado é a desconfiança, a alta do dólar e dos juros e a revisão de expectativas futuras.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/como-a-alta-dos-juros-impacta-o-seu-bolso-1224\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868537429_2024_12_12_80x80_bbcalimentos_e_um_dos_itens_com_maior_inflacao_no_brasil_kug8h0gyqi.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Como a alta dos juros impacta o seu bolso</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/bc-sobe-taxa-de-juros-para-1225-ao-ano-e-preve-duas-novas-altas-de-1-ponto-1224\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868537591_2024_01_22_80x80_banco_central_1989004.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>BC sobe taxa de juros para 12,25% ao ano e&nbsp;prevê duas novas altas de 1 ponto</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/dinheiro/felipe-storch/selic-em-alta-o-equilibrio-delicado-entre-inflacao-e-crescimento-1224\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868537677_2024_01_22_80x80_banco_central_1989004.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Selic em alta: o equilíbrio delicado entre inflação e crescimento</h3><p>O país parece estar num processo de autossabotagem. No conturbado debate sobre o tema, há um falso dilema entre promover o ajuste fiscal e atender as demandas sociais de saúde, educação e segurança, como se fosse uma escolha. Não é: não há política social possível sem lastro em orçamento equilibrado. Endividamento irresponsável leva à inflação e à queda do PIB, prejudicando justamente os mais pobres, como já vimos em 2014, por sinal.</p><p>Há quatro anos o país sofreu as consequências do negacionismo no combate à pandemia. Agora, sofre com o negacionismo na condução da economia, com autoridades de Brasília ignorando o crescente déficit público e atacando agentes do mercado e a independência do Banco Central, um dos avanços institucionais mais importantes dos últimos anos. Será que ignoram como realmente funciona a economia ou seria cálculo político?</p><p>Ajuste fiscal não significa somente reduzir o déficit, significa também reduzir o desperdício e gastar de forma mais racional. Poderíamos chegar ao fim do ano comemorando bons resultados na economia, mas a irresponsabilidade de nossas lideranças na condução do ajuste acabou ofuscando os indicadores positivos.</p><p>Com o negacionismo econômico atual, estamos colocando em risco todas as conquistas dos últimos três ou quatro anos. O país deve crescer em torno de 3,5% neste ano, mas para o ano que vem o Banco Central já estima um desempenho de 2%. Mais uma vez corremos o risco do voo de galinha: crescemos por dois ou três anos, mas por omissão e falta de pulso de nossas autoridades, infelizmente esse crescimento não se sustenta e a economia perde fôlego.</p><p>Ainda há tempo para mudar esse quadro, se o atual líder do país, Lula da Silva, tiver responsabilidade. Capital politico ele acumulou ao longo dos anos, por que jogar isso fora agora? Por que passar para a história como um inconsequente que, ao invés de liderar os brasileiros para um caminho mais próspero, escolhe o caminho fácil do populismo fiscal, comprometendo o nosso futuro? Difícil de compreender.</p><p>Todo novo ano traz consigo a esperança. Por força da profissão, nós empresários somos otimistas, mas também temos clareza para analisar os fatos e as tendências. Vamos agudar os próximos atos, com a maior boa fé e esperança de uma guinada pró-Brasil.</p><p>Paulinho da Mocidade compôs em 1992 o samba “Sonhar não custa nada”. A Mocidade não foi campeã, mas o samba virou um hino. Tomara que consigamos construir uma virada e também fazer um 2025 de prosperidade e crescimento.</p><p>Vamos acreditar! Feliz Natal e feliz 2025!</p>",
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  "title" : "A política que boicota o país",
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  "body" : "<p>O país vive um intenso debate hoje sobre o pacote de corte de gastos do governo federal, para equilibrar as contas públicas e interromper um ciclo de déficit que já dura praticamente 10 anos. No entanto, vemos com espanto que parte da elite política e do setor público brasileiro age na contramão, ampliando as despesas, em vez de reduzi-las, como se vivesse em outro mundo, ignorando o risco de alta dos juros, do dólar e da inflação, sabotando o nosso próprio desenvolvimento econômico. É inacreditável.\n<br></p><p>O setor produtivo acompanha com preocupação a escalada da dívida pública brasileira e a notória dificuldade do governo para reduzir despesas, enquanto os poderes da república, em todos os níveis da federação, ampliam cargos e benefícios de toda ordem. Quase toda semana a imprensa registra casos assim. Parece que é um padrão de normalidade, como se não houvesse amanhã.</p><p>Esse comportamento observado no poder público é completamente diferente do setor privado, que busca eficiência, controle orçamentário, resultados e entregas. O que vemos, contudo, é um comportamento de uma minoria de caciques políticos e de gestores públicos, que adotam medidas que boicotam o desenvolvimento do próprio país, funcionando como uma trava.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868849276_2023_03_10_sem_arcabouco_fiscal_o_risco_e_a_inflacao_crescer_junto_com_a_divida_publica_1179985_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Elite política e setor público ampliam despesas e ignoram risco de alta dos juros, do dólar e da inflação</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Freepik</span></figcaption></figure><p>Curioso é que quando vamos a Brasília para alguma solenidade ou lançamento de programa, os discursos oficiais são encantadores. Todos falam da riqueza e do potencial do Brasil, e chegamos a pensar: nossos problemas estão resolvidos! Não tem como dar errado! Infelizmente, a prática é outra.\n<br></p><p>Esse boicote contra o país acontece num momento crucial para a economia, com excelentes indicadores, o PIB crescendo acima do esperado, mercado de trabalho com pleno emprego, miséria e pobreza no menor patamar da história, de acordo com o IBGE, e uma vantagem competitiva global do Brasil, na agenda de transição energética. Temos abundância de recursos renováveis, matriz energética limpa e boa localização geográfica.</p><p>Considerando sua história e seu potencial, o país poderia também estar tendo uma atuação geopolítica mais proativa, com melhores relações com Estados Unidos, China e Europa, ampliando a nossa participação no comércio global. No entanto, estamos nos sabotando e perdendo oportunidades.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/reforma-trabalhista-os-avancos-e-riscos-de-retrocesso-1124\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868849375_2023_11_27_80x80_carteira_de_trabalho_digital_1934103.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma trabalhista: os avanços e riscos de retrocesso</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/plastico-uma-polemica-repleta-de-falacia-1124\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868849581_2022_11_30_80x80_lixo_plastico_921277.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Plástico: uma polêmica repleta de falácia</h3><p>O pacote fiscal lançado dias atrás foi um bom exemplo de nossa contradição. Apesar dos indicadores econômicos positivos, o pacote foi visto com desconfiança porque denota a dificuldade que o governo tem de enfrentar de verdade a agenda de redução de despesas. E sem o equilíbrio das contas esse desempenho econômico não se sustenta no tempo.</p><p>Penso que a sociedade não é contra o controle de despesas, se for devidamente informada sobre a necessidade e o impacto que terá na economia real. A sociedade também não é contra programas sociais, desde que haja critérios e portas de saída.</p><p>O que se espera somente é que os investimentos sociais, incluindo educação e saúde, tenham resultados efetivos para a sociedade. Infelizmente, o que vemos é a expansão descontrolada dos gastos com pessoal, o inchaço da máquina pública, sem melhoria correspondente na qualidade dos serviços públicos e as estatais voltando a dar prejuízo, uma agenda que parecia superada.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/corrida-contra-o-relogio-para-desenvolver-a-infraestrutura-do-es-1024\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868849670_2022_04_11_80x80_eco_101_742611.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Corrida contra o relógio para desenvolver a infraestrutura do ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/politica-da-eficacia-foi-a-grande-vencedora-das-eleicoes-municipais-1024\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774868849751_2024_06_24_80x80_urna_eletronica_eleicao_voto_votacao_2144842.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Política da eficácia foi a grande vencedora das eleições municipais</h3><p>O Brasil precisa lutar contra os que querem sabotar o desenvolvimento do país. Não podemos virar reféns de carreiras organizadas e com capacidade de lobby em Brasília, dos políticos que apresentam boa narrativa, mas que pouco cooperam realmente para colocar o Brasil em outro patamar de desenvolvimento.\n<br></p><p>Quem paga o preço por essa contradição somos todos nós, seja rico ou seja pobre. Todos sofremos com a falta de uma visão de estadista, que deve pensar na próxima geração, não na próxima eleição.</p><p>Precisamos também superar essa agenda política polarizada, que contamina o debate, distorce informações e nos impede de focar numa agenda realmente transformadora. Sim, nós temos enorme potencial, mas precisamos nos livrar dos sabotadores do futuro, que são verdadeiros exterminadores do nosso futuro.</p>",
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  "title" : "Reforma trabalhista: os avanços e riscos de retrocesso",
  "description" : "É fundamental preservar os avanços, entre eles a segurança jurídica para a geração de mais empregos, a redução do número de ações trabalhistas, a regulamentação do acordo extrajudicial",
  "body" : "<p>A\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-trabalhista\" class=\"link\" target=\"_blank\"> reforma trabalhista aprovada no país em 2017</a>&nbsp;promoveu grandes avanços no mercado de trabalho ao longo desses anos, com redução da burocracia, maior geração de empregos e segurança jurídica para empreender.</p><p>Houve de fato melhoria nas relações entre os empregados e empregadores, com a valorização dos acordos e a prevalência do negociado sobre o legislado, o que tornou o ambiente de negócios mais amigável para o setor produtivo, favorecendo a geração de oportunidades.</p><p>Um ponto interessante é que houve num primeiro momento maior responsabilização das partes no acesso à Justiça,\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/alberto-nemer-neto/justica-do-trabalho-nao-pode-ser-tratada-como-bet-ou-casa-de-apostas-1024\" class=\"link\" target=\"_blank\"> inibindo a chamada advocacia predatória e levando à redução do número de ações trabalhistas.</a></p><p>Dados do Tribunal Superior do Trabalho indicam que, nos primeiros cinco anos da nova legislação, houve redução de 42% no volume de reclamações trabalhistas, garantindo maior eficiência do sistema judicial e evitando também a sobrecarga dos magistrados com causas infundadas, muitas meramente oportunistas, movidas por quem não tem nada a perder, na base do “se colar, colou”. Isso obviamente tinha um custo, prejudicando a própria celeridade da Justiça.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/veronica-bezerra/fim-da-jornada-6x1-o-trabalho-e-suas-complexidades-no-brasil-1124\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774869141141_2022_07_11_80x80_loja_796835.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Fim da jornada 6x1: o trabalho e suas complexidades no Brasil</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/fim-da-escala-6x1-pode-afetar-todo-o-ecossistema-do-turismo-capixaba-1124\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774869141365_2024_05_25_80x80_voo_de_balao_em_pedra_azul_2115663.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Fim da escala 6x1 pode afetar todo o ecossistema do turismo capixaba</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/fim-da-escala-6x1-nao-sois-maquinas-homens-e-que-sois-1124\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774869141533_2023_07_17_80x80_congresso_vai_abordar_assuntos_de_impacto_direto_na_seguranca_da_populacao_qualidade_das_obras_e_qualificacao_profissional_1809525.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Fim da escala 6x1: \"Não sois máquinas, homens é que sois!\"</h3><p>Porém, esses avanços conquistados após anos de mobilização estão agora ameaçados. Especialistas alertam que a Justiça do Trabalho está reabrindo as portas para essas ações oportunistas, possibilitando um retrocesso que não podemos admitir.</p><p>Em outubro, a Justiça decidiu que apenas a declaração de hipossuficiência – ou seja, de falta de condições para arcar com a despesa – basta para comprovar a insuficiência de recursos e ter acesso à Justiça gratuita nas ações trabalhistas. Basta dizer que não pode pagar, sem apresentar evidências. A medida é controversa dentro do próprio TST: a decisão foi tomada com 14 votos a favor e 10 contra. Está longe de ser unanimidade, portanto.</p><p>Não era esse o sentido original da reforma. A Lei da Reforma Trabalhista prevê de fato o benefício da Justiça gratuita, mas somente para os que possuem salário igual ou inferior a 40% do limite máximo dos benefícios da Previdência, o que equivale atualmente a R$ 3,1 mil. Ou seja, existe um critério objetivo a ser observado.</p><p>O sociólogo e professor José Pastore, especialista em relações do trabalho, analisou a situação em recente entrevista à imprensa e advertiu: “A Justiça do Trabalho está fazendo um liberou geral. A pessoa se apresenta lá e declara que não tem condições de pagar. Pronto, concedida a gratuidade. Pegamos um caso em que o reclamante tinha um carro BMW. Outro dia duas Harley-Davidson. Um outro ganhava R$ 30 mil por mês. Esses juízes estão estimulando, de uma maneira feroz, a explosão de ações trabalhistas novamente, em varas de todo o Brasil”, alertou o professor.</p><p>Ele relata que há casos em que não está sendo respeitado nem o que foi negociado pelos trabalhadores, sindicatos e empresas. Juízes por alguma razão consideram que não houve um acordo adequado e mudam a decisão, ignorando um dos principais pontos da nova lei, a da prevalência do negociado sobre o legislado.</p><p>Sobre a gratuidade, advogados argumentam que a exigência de comprovação de renda para o benefício da Justiça gratuita encontra previsão legal no Código de Processo Civil e na própria Consolidação das Leis do Trabalho, de modo que o benefício seja restrito a quem realmente necessita, apresentando evidência cabal da impossibilidade de arcar com os custos.</p><p>Ao ignorar essas disposições, a Justiça flexibiliza um direito essencial e abre uma brecha para a chamada litigiosidade irresponsável, com reflexos na produtividade do próprio Judiciário e prejuízo para empregados e empregadores que dependem da agilidade dos julgamentos.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774869141629_2023_11_27_carteira_de_trabalho_digital_1934103_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Carteira de trabalho digital</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p>A questão da gratuidade está em tramitação no Supremo Tribunal Federal desde 2022, em ação movida pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro (CONSIF), que ajuizou a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 80, defendendo a justa comprovação de renda. Resta aguardar uma decisão favorável que uniformize as decisões judiciais, evitando abusos.</p><p>A reforma trabalhista foi uma conquista importante para o mercado de trabalho e para a economia como um todo. Ela é fruto de anos de reivindicação da sociedade organizada, com amplo debate envolvendo todos os segmentos, até chegar ao Congresso Nacional, de forma democrática e transparente.</p><p>É fundamental preservar os avanços, entre eles a segurança jurídica para a geração de mais empregos, a redução do número de ações trabalhistas, a regulamentação do acordo extrajudicial, sem que as partes tenham de recorrer a uma ação trabalhista, e a possibilidade de terceirização de qualquer atividade, o que ampliou a empregabilidade. Esses avanços precisam ser preservados. A lei está em vigor há poucos anos, precisamos evitar que ela seja desvirtuada, com prejuízo para todos.</p>",
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  "title" : "Plástico: uma polêmica repleta de falácia",
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  "body" : "<p>O debate mundial sobre o meio ambiente e o uso do plástico na sociedade é repleto de falácias e de falsos argumentos. Há muito preconceito, desinformação e discursos infundados que não resistem a estudos científicos – sem falar em interesses empresariais.</p><p>As verdadeiras soluções dependem efetivamente de descarte correto, reciclagem e políticas públicas que estimulem a economia circular. O plástico não é o vilão, simples assim.</p><p>A famosa agenda ESG é muito debatida, mas pouco praticada, infelizmente. Imagine uma sociedade sem plástico, somente com embalagens de papel e vidro: pode parecer sedutor para os que não têm acesso à informação ou os que se iludem com propaganda enganosa, mas o impacto ambiental seria tremendo.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/praia-no-es-e-a-segunda-com-mais-microplastico-no-brasil-1024\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774869468579_2024_10_03_80x80_praia_do_pontal_do_sul_em_conceicao_da_barra_cidade_esta_no_ranking_das_que_possuem_maior_quantidade_de_microplastico_por_metro_quadrado_no_pais_2447427.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Praia no ES é a segunda com mais microplástico no Brasil</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/pesquisadores-brasileiros-desenvolvem-produto-plastico-antipoluente-0824\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774869468829_2021_11_16_80x80_com_a_coleta_a_ong_pra_mia_ja_vendeu_aproximadamanete_10_toneladas_de_tampinhas_de_plastico_e_lacres_de_aluminio_e_conseguiu_castrar_com_o_valor_das_vendas_45_animaizinhos_entre_caes_e_gatos_642978.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Pesquisadores brasileiros desenvolvem produto plástico antipoluente</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/meio-ambiente/a-relacao-da-areia-de-camburi-com-microplasticos-achados-em-moluscos-0624\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774869469111_2024_05_28_80x80_praia_de_camburi_durante_a_coleta_de_amostras_para_a_pesquisa_2118296.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>A relação da areia de Camburi com&nbsp;microplásticos achados em moluscos</h3><p>O Movimento Verdade Sustentável, organização sem fins lucrativos que trabalha a conscientização da população sobre questões socioambientais, produziu levantamento que mostra que para fabricar apenas 500 folhas de papel são necessários dois mil litros de água. O vidro exige extração de minerais escassos. Já o plástico reduz em 80% o consumo de água; reduz o uso de energia renovável em quase 70% e gera três vezes menos gases causadores do efeito estufa.</p><p>O plástico é importante para o meio ambiente e essencial para setores da economia como a construção civil, a indústria alimentícia, artigos de comércio e varejo, bebidas, automóveis e autopeças. Somente na construção civil, ele está presente em aplicações como sistemas de tubulações para água, esgoto e drenagem, eletrodutos, caixas e quadros para distribuição elétrica, reservatórios para água, forros, pisos, paredes, portas e janelas, entre outros itens.</p><p>O chamado poliestireno expandido (EPS) tem ganhado espaço nas obras ao substituir materiais tradicionais de lajes e paredes de tijolos, resultando em estruturas mais leves, resistentes e econômicas, como mostra estudo da Abiplast, a Associação Brasileira da Indústria do Plástico.</p><p>O Centro Sebrae de Sustentabilidade atesta que o uso do EPS em construções reduz o consumo de energia e água em quase 60%, além de diminuir a emissão de CO2 na atmosfera, enquanto uma construção convencional emite 40% mais poluentes.</p><p>O plástico não é o problema, é a solução. No entanto, ele vem sendo tratado como inimigo pelos que buscam a saída mais fácil e errada para solucionar os problemas que o material ocasiona quando termina nos oceanos e nos rios, pela mão do homem, é importante ressaltar.</p><p>O problema na verdade é que nossa sociedade descarta de qualquer jeito o plástico, em vez de reciclá-lo de forma adequada. O plástico representa somente 0,5% de todos os materiais que usamos e gera menos de 1% de todo o impacto. Mas o debate sobre o tema não reflete isso e ignora completamente os outros 99%.</p><p>Autor do livro “O Paradoxo dos Plásticos\", o pesquisador norte-americano Chris DeArmitt, maior especialista em materiais plásticos do mundo, abordou essa questão em recente entrevista à revista Exame: afinal, por que esses mitos persistem e por que a percepção pública vê o plástico como um vilão ambiental?</p><p>“É sempre difícil dizer, mas não é surpresa que indústrias concorrentes – se você olhar para o vidro, o metal e o papel – elas perderam participação de mercado. Os plásticos tomaram parte de seus negócios. Portanto, é do interesse delas gastar dinheiro tentando fazer com que os plásticos pareçam ruins, para assim recuperarem seus negócios. Já ouvi de empresas que parte disso está acontecendo”, afirmou o pesquisador.</p><p>Entre tantos mitos que circulam, um deles, amplamente propagado por organizações não governamentais, sugere que os plásticos não se degradam ou que levam 500 anos para se degradar. Estudos científicos sobre sacolas plásticas, contudo, mostram que, na verdade, elas se degradam em menos de um ano.</p><p>“Todos pensam que os plásticos não se degradam, sem nenhuma evidência. Você pode verificar online, não encontrará um único estudo que diga que uma sacola plástica leva centenas de anos para se degradar. Nenhum cientista jamais disse isso. E quando você verifica a ciência, encontra milhares de estudos sobre a degradação do plástico. Na verdade, as empresas gastam 5 bilhões de dólares por ano para colocar aditivos para desacelerar a degradação, porque na realidade ela é rápida. E é por isso que uma sacola plástica se degrada em menos de um ano, porque é muito fina e não tem muitos aditivos”.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774869469359_2022_11_30_lixo_plastico_921277_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Lixo plástico</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: jcomp/Freepik</span></figcaption></figure><p>No mês passado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio de Federação das Indústrias estaduais, divulgou um guia para ajudar as empresas a implementarem práticas da economia circular. A estratégia está alinhada com o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/cassio-moro/nova-industria-brasil-como-por-em-pratica-o-que-a-melhor-teoria-economica-predita-0224\" class=\"link\" target=\"_blank\">Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial anunciada pelo governo federal no início do ano</a>.</p><p>A ideia é criar um ambiente normativo e institucional para a economia circular, com incentivo à inovação, à cultura, à educação e à criação de competências para reduzir, reutilizar e promover o redesenho circular da produção, incentivar a redução do uso de recursos e a geração de resíduos, preservando o valor do material.</p><p>Essa leitura é interessante para empresas e também para a sociedade em geral, como forma de combater o preconceito e elevar o nível do debate ambiental no país.</p><p>Por fim, é importante ressaltar a necessidade de políticas públicas de consequência que incentivem a reciclagem, não só do plástico, mas de todos os resíduos recicláveis. Entre as políticas, podemos citar: desoneração fiscal ampla dessa cadeia desde os catadores à indústria, operacionalização efetiva da coleta seletiva, incentivo ao uso de material reciclado, educação para o correto descarte, fomento à reciclagem energética.</p><p>Este tema tem de ser tratado de forma séria e com base na ciência, não em palpites pessoais e sem fundamento técnico como vem ocorrendo, sob risco de o tiro sair pela culatra.</p>",
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  "author" : "Léo de Castro",
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  "kicker" : "Economia do ES",
  "title" : "Corrida contra o relógio para desenvolver a infraestrutura do ES",
  "description" : "Essa agenda inclui investimentos essenciais para o futuro de nossa economia, como a duplicação da BR 262, a retomada das obras na BR 101 e a conexão ferroviária dos portos capixabas com o Brasil Central, além de uma série de iniciativas regionais",
  "body" : "<p>O Espírito Santo vive hoje um momento raro em sua agenda de infraestrutura, com investimentos vindo de diversas fontes e com grande potencial de ampliar a nossa competitividade, contribuindo para o desenvolvimento do Estado e também do país.</p><p>Essa agenda inclui investimentos essenciais para o futuro de nossa economia, como a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/br-262-dinheiro-de-acordo-de-mariana-vai-ser-novo-impulso-para-a-rodovia-1024\" class=\"link\" target=\"_blank\">duplicação da BR 262</a>, a r\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/proposta-de-acordo-da-br-101-no-es-da-passo-importante-no-tcu-1023\" class=\"link\" target=\"_blank\">etomada das obras na BR 101&nbsp;</a>e a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/ferrovias-no-es-chegou-a-hora-de-lutar-pelo-contorno-da-serra-do-tigre-1024\" class=\"link\" target=\"_blank\">conexão ferroviária dos portos capixabas com o Brasil Central</a>, além de uma série de iniciativas regionais do governo do Estado.</p><p>Os investimentos podem garantir um novo ciclo de prosperidade para o Espírito Santo, num cenário de grandes transformações provocadas pela&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-tributaria\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma tributária</a>, que incluem o fim dos incentivos fiscais.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/politica-da-eficacia-foi-a-grande-vencedora-das-eleicoes-municipais-1024\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774869881825_2024_06_24_80x80_urna_eletronica_eleicao_voto_votacao_2144842.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Política da eficácia foi a grande vencedora das eleições municipais</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/capitalismo-de-proposito-a-evolucao-do-sistema-em-que-vivemos-0924\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774869881962_2020_09_24_80x80_diversidade_nas_empresas_e_uma_tendencia_325860.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Capitalismo de propósito: a evolução do sistema em que vivemos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/a-visao-de-eliezer-batista-e-o-corredor-centro-leste-0724\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774869882120_2021_03_10_80x80_ferrovia_es_e_mg_estao_unidos_para_garantir_investimentos_da_renovacao_antecipada_da_fca_no_corredor_centro_leste_435611.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>A visão de Eliezer Batista e o Corredor Centro-Leste</h3><p>A boa notícia começa pela BR 262: depois de duas tentativas frustradas de concessão à inciativa privada, ela deverá receber&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/tragedia-de-mariana-acordo-vai-destinar-r-23-bi-para-br-262-no-es-1024\" class=\"link\" target=\"_blank\">investimentos de R$ 2,3 bilhões, como parte do acordo de Mariana</a>, que prevê o pagamento de aproximadamente R$ 170 bi.</p><p>Nesse acordo, foi decisiva a atuação do governo estadual, que trabalhou para destinar recursos para a ampliação da 262, de Viana até a divisa com Minas Gerais. A ligação rodoviária com Minas e a região central do país é atualmente um enorme gargalo, que vem sendo debatido há décadas, e que finalmente deverá ser superado, estimulando o transporte de cargas e de passageiros, fomentando o turismo capixaba, uma fonte de renda importantíssima para o Espírito Santo, especialmente após a reforma tributária, como veremos.</p><p>A reforma prevê, até 2032, a morte súbita dos incentivos fiscais estaduais, o único instrumento de desenvolvimento regional com o qual pudemos contar nos últimos 50 anos. O ano de 2032 portanto deve estar no nosso radar como um sinal de alerta: corremos contra o relógio para até lá conseguirmos desenvolver a infraestrutura local, tornando-a um fator de competitividade e de atratividade de novos negócios para o Espírito Santo.</p><p>Além disso, mais do que nunca&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/reforma-tributaria-governo-do-es-aposta-no-turismo-para-conter-perdas-0723\" class=\"link\" target=\"_blank\">precisamos estimular o turismo</a>: com a reforma e a tributação do consumo no destino, os tributos serão destinados ao Estado onde estão os consumidores dos bens e serviços. Para arrecadar mais, portanto, precisamos trazer mais gente para consumir aqui.</p><p>Na 262, vemos dois caminhos para a modernização, ou uma Parceria Público Privada patrocinada, em que o concessionário é remunerado por uma combinação de recursos públicos e de cobrança de tarifas, ou o governo primeiro realiza investimentos e depois faz uma PPP. De todo modo, precisamos fazer o que for mais rápido, de olho naquele calendário, visto que obras de infraestrutura normalmente são lentas e estamos jogando contra o tempo.</p><p>Na BR 101, outra boa notícia:\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/br-101-tera-150-km-a-menos-de-duplicacao-no-es-saiba-o-que-muda-no-contrato-1024\" class=\"link\" target=\"_blank\"> as obras de duplicação devem ser retomadas no ano que vem, depois de acordo envolvendo governo federal e Tribunal de Contas da União</a>, estabelecendo uma renegociação com a concessionária, que&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/eco101-anuncia-que-desistiu-da-concessao-da-br-101-no-es-0722\" class=\"link\" target=\"_blank\">havia devolvido a obra à União em 2022</a>&nbsp;– outra agenda antiga que está avançando.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774869882260_2022_04_11_eco_101_742611_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">BR 101</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Vitor Bermudes/Mosaico Imagem</span></figcaption></figure><p>No modal ferroviário, contudo, um ponto exige atenção, na&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/ferrovia-centro-atlantica-fca-no-es-um-resgate-mais-que-oportuno-0923\" class=\"link\" target=\"_blank\">renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA)</a>, fundamental para a conexão dos portos capixabas com o Cerrado brasileiro. A concessão se encerra em 2026: o governo precisa avaliar bem a vantajosidade econômica de antecipar essa renovação ou de aguardar o fim do contrato, abrindo nova concorrência e incluindo novos players além da VLI, contemplando na modelagem o contorno da Serra do Tigre, obra que amplia a velocidade média e aumenta a nossa capacidade de captar cargas. Isso precisa estar no nosso radar.</p><p>Para o Espírito Santo e para o país, o ponto que importa de fato é melhorar a conexão ferroviária com o centro do Brasil, criando um corredor alternativo importante para o país escoar a produção do agro.</p><p>Soma-se a esses investimentos estruturantes um conjunto de investimentos estaduais em infraestrutura local, e estamos caminhando para avançar muito em nossa competitividade. O governo estadual está realizando investimentos regionais importantes como o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/aeroporto-de-cachoeiro-obras-de-ampliacao-vao-custar-r-76-milhoes-0324\" class=\"link\" target=\"_blank\">Aeroporto de Cachoeiro de Itapemirim, que desde março está em obras de ampliação</a>, para atender às crescentes demandas da Região Sul, beneficiando setores relevantes como rochas, petróleo, agricultura, pesca e também turismo.</p><p>Outra&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/parkloges-tem-tudo-para-modernizar-a-logistica-no-norte-do-estado-0924\" class=\"link\" target=\"_blank\">iniciativa relevante do Estado é o Parklog/ES</a>, lançado oficialmente em setembro: trata-se de um programa para desenvolver o potencial logístico da região Norte, incluindo Serra, Colatina, João Neiva, Linhares e Aracruz, onde o Grupo Imetame avança com o seu porto, equipado para receber os maiores navios do mundo, e que deverá ser inaugurado em meados do ano que vem.</p><p>A ideia é que a região Norte do Estado se transforme em importante plataforma de exportação do agronegócio brasileiro, especialmente da região central, consolidando o corredor Centro-Leste, um planejamento logístico que começou a ser pensado há mais de 30 anos no Espírito Santo, ainda no governo Albuíno Azeredo.</p><p>Para consolidar esse corredor, contudo, é essencial assegurar os investimentos na FCA, na variante da Serra do Tigre, em Minas Gerais, ou simplesmente podemos deixar para fazer nova concessão em 2026. O momento é decisivo para garantir o futuro de nosso desenvolvimento econômico num cenário pós-reforma tributária. Nossas lideranças políticas e empresariais têm estado atentas a esse desafio. Não podemos perder o timing desse momento único em nossa história econômica.</p><p>Um ponto adicional que pouco se fala, e que precisamos viabilizar com urgência, é a necessidade de construirmos uma infovia que possibilite a conexão de dados em alta velocidade e volume, em todo o Estado. Esta é uma infraestrutura fundamental para o avanço das tecnologias que elevam a produtividade de todos os setores da economia, em especial as da chamada indústria 4.0.</p>",
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  "title" : "Política da eficácia foi a grande vencedora das eleições municipais",
  "description" : "Em Vitória, em Cariacica e em Vila Velha, os prefeitos reeleitos em primeiro turno transformaram as suas cidades em verdadeiros canteiros de obras, atuando em parcerias com o setor privado e ouvindo a população",
  "body" : "<p>Mais de 155 milhões de brasileiros foram às urnas no domingo passado, eleger prefeitos de 5,5 mil municípios. Neste pleito, o país bateu o recorde de reeleições: 81% dos prefeitos que tentaram a reeleição conseguiram. O recorde anterior era do ano de 2008, com índice de 66%.</p><p>Alguns analistas políticos apontaram Brasil afora possíveis abusos da máquina pública ou de emendas parlamentares, mas o fato é que maus gestores dificilmente são reeleitos. Pelo menos na Grande Vitória podemos observar que venceram nas urnas as administrações que realmente mais entregas fizeram para a população, em obras e serviços, ao longo do primeiro mandato.</p><p>Em&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/lorenzo-pazolini-e-reeleito-no-primeiro-turno-em-vitoria-1024\" class=\"link\" target=\"_blank\">Vitória</a>, em\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/euclerio-sampaio-e-reeleito-em-cariacica-no-primeiro-turno-1024\" class=\"link\" target=\"_blank\"> Cariacica</a>&nbsp;e em&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/arnaldinho-borgo-e-reeleito-em-vila-velha-no-1-turno-1024\" class=\"link\" target=\"_blank\">Vila Velha</a>, os prefeitos reeleitos em primeiro turno transformaram as suas cidades em verdadeiros canteiros de obras, atuando em parcerias com o setor privado e ouvindo a população, privilegiando a agenda do empreendedorismo, da melhoria do ambiente de negócios, e investindo na educação.&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/serra-e-a-unica-cidade-do-es-que-vai-ter-segundo-turno-1024\" class=\"link\" target=\"_blank\">Na Serra, a eleição foi para o segundo turno</a>, mas o grupo político que representou avanços importantes nos últimos anos largou bem na frente.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/so-uma-cidade-do-es-elege-mais-mulheres-que-homens-para-a-camara-municipal-1024\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774870165373_2024_10_08_80x80_mulheres_serao_555_na_camara_de_vereadores_de_ponto_belo_2456184.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Só uma cidade do ES elege mais mulheres que homens para a Câmara Municipal</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/o-que-significa-eleito-por-qp-ou-por-media-saiba-como-sao-eleitos-os-vereadores-1024\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774870165453_2024_10_09_80x80_vereadores_podem_ser_eleitos_por_quociente_partidario_qp_ou_por_media_2456989.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O que significa eleito por QP ou por média? Saiba como são eleitos os vereadores</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/os-vereadores-menos-votados-que-entraram-e-os-mais-votados-que-ficaram-de-fora-no-es-1024\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774870165593_2024_10_08_80x80_eleicao_proporcional_2455982.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Os vereadores menos votados que entraram e os mais votados que ficaram de fora no ES</h3><p>Eleições são sempre uma oportunidade de debater o modelo de desenvolvimento e de política pública que desejamos implantar. É o momento do diálogo em toda parte, em casa, no trabalho, nas festas, nos bares e restaurantes. E o que a gente percebe é que ninguém aguenta mais esse tempo de briga. Precisamos manter o diálogo, mirando a eficácia nas ações. A sociedade demanda entregas.</p><p>O eleitorado do Espírito Santo tem dado demonstrações de maturidade. O Estado fez transformações relevantes nos últimos 20 anos na política, nas finanças, na administração pública e na relação entre o setor público e a iniciativa privada. Muitos municípios acompanharam essa evolução. O bom ambiente de negócios estadual felizmente parece inspirar os municípios.</p><p>Para o candidato a cargo eletivo, é importante não confundir firmeza com bravatas, sob a pena de não representar mais quem lhe escolheu como representante. Muitos candidatos buscam reproduzir na política o mesmo estilo de lacração das redes sociais, transformando debates e entrevistas em meras oportunidades para produzir cortes para vídeos curtos, evitando o debate necessário e mirando a audiência a todo custo.</p><p>O eleitor, contudo, parece estar cansado dos extremos. O resultado das urnas indica o crescimento dos partidos de centro e de direita, mas não uma direita extremista. As cinco maiores legendas nesse campo político fizeram em outubro mais de 3,6 mil prefeituras, o equivalente a 64% de todas as cidades do país. Nas eleições de 2020 esse índice foi menor, chegando a 57%, como&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/centro-avanca-nas-eleicoes-municipais-enquanto-direita-se-fragmenta-e-lanca-duvidas-sobre-bolsonarismo-1024\" class=\"link\" target=\"_blank\">mostrou levantamento divulgado pela BBC Brasil</a>.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774870165711_2024_06_24_urna_eletronica_eleicao_voto_votacao_2144842_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Urna eletrônica, eleição, voto, votação</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Acredito que o eleitor amadurece a cada eleição, evoluindo no discernimento, que é a capacidade de distinguir as coisas com clareza e critério, fazendo julgamentos ponderados. Conselheira e especialista em desenvolvimento humano, a articulista do Valor Econômico Flávia Camanho escreveu sobre o tema dias atrás. Em qualquer tipo de decisão, no voto ou na vida empresarial, devemos considerar sempre alguns questionamentos: quem é a fonte de determinada informação, quais são as evidências apresentadas, existem interesses ocultos, os dados podem ser verificados? Parece óbvio, mas nem sempre é o que acontece.</p><p>As redes sociais trazem evidentes benefícios para a comunicação, mas os algoritmos tendem a nos aprisionar em bolhas. Eles são programados para apresentar ao internauta aquilo que já é percebido como algo de seu interesse. Com isso, a tendência é a de reforçar crenças, dificultando o diálogo e a consideração de uma opinião diferente.</p><p>Penso que ainda estamos aprendendo a conviver com as redes e seus impactos nas eleições ou mesmo nas relações em geral, mas tenho uma visão otimista. O resultado das urnas mostra que o eleitor tem feito escolhas sensatas, em busca de mais desenvolvimento e qualidade de vida.</p>",
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  "title" : "Capitalismo de propósito: a evolução do sistema em que vivemos",
  "description" : "Penso que o novo capitalismo exige que todos os empreendedores enxerguem além dos muros de sua própria empresa, contribuindo para reduzir desigualdades e promover a inclusão",
  "body" : "<p>O capitalismo moderno como conhecemos hoje tem origens na Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra há 200 anos, com a invenção do motor a vapor. Ao longo desse tempo, ele passou por diversas transformações, e neste momento testemunhamos mais uma: trata-se do capitalismo de propósito, também conhecido como capitalismo consciente.</p><p>O tema ganhou grande repercussão nos últimos dias com a declaração inaceitável do empreendedor Tallis Gomes, fundador da Easy Taxi. Como se sabe, ele causou polêmica ao responder a um seguidor no Instagram, dizendo: “Deus me livre de mulher CEO”.</p><p>Foi imediatamente cancelado: uma empresa o afastou do conselho de administração, outra suspendeu uma palestra sua para 1,2 mil pessoas e ele teve de renunciar ao cargo de CEO da G4 Educação, empresa que fundou, tendo sido substituído por uma mulher, Maria Isabel Antonini.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-deveria-aproveitar-esta-semana-para-reduzir-a-selic-0924\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774870697083_2020_02_04_80x80_comite_de_politica_monetaria_copom_177876.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil deveria aproveitar esta semana para reduzir a Selic</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/qual-a-nossa-ambicao-na-inovacao-0824\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774870697253_2020_11_30_80x80_inovacao_ideia_372680.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Qual a nossa ambição na inovação?</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/a-visao-de-eliezer-batista-e-o-corredor-centro-leste-0724\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774870697365_2021_03_10_80x80_ferrovia_es_e_mg_estao_unidos_para_garantir_investimentos_da_renovacao_antecipada_da_fca_no_corredor_centro_leste_435611.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>A visão de Eliezer Batista e o Corredor Centro-Leste</h3><p>Apesar de jovem, faltou ao executivo compreender o espírito do tempo, ou o chamado zeitgeist: o conjunto de ideias, crenças, comportamentos e influências que caracterizam o nosso momento histórico.</p><p>Mas afinal, o que é o capitalismo de propósito? Trata-se de uma evolução do modelo capitalista tradicional, no qual as empresas não focam mais exclusivamente o lucro. Elas também se preocupam em gerar impactos positivos para a sociedade e o meio ambiente. O sucesso empresarial então passa a ser medido não apenas pelo desempenho financeiro, mas também pela contribuição para o bem-estar social, a sustentabilidade ambiental e a ética.</p><p>As empresas que adotam o capitalismo de propósito compreendem que os negócios devem ser parte da solução para desafios globais, incluindo as mudanças climáticas e a desigualdade social. Elas buscam alinhar os seus interesses com os de todas as partes interessadas — acionistas, funcionários, clientes e a comunidade em geral — gerando valor compartilhado.</p><p>Esse movimento reflete uma mudança cultural e de expectativas por parte dos consumidores, investidores e da sociedade, que cada vez mais exigem responsabilidade social e transparência das corporações e de seus líderes, tornando o capitalismo mais inclusivo e sustentável.</p><p>O movimento surgiu de um estudo acadêmico nos Estados Unidos, que buscava entender a fidelidade dos clientes a uma marca, a partir de princípios que impactam o mundo de forma positiva.</p><p>No livro “Reimagining Capitalism in a World on Fire”, ou “Reimaginando o Capitalismo num mundo em chamas”, a economista Rebecca Henderson argumenta que o verdadeiro valor corporativo vai além do lucro: ele está na capacidade das empresas de gerar impacto positivo, e isso não é por caridade ou filantropia. Empresas que realmente se comprometem com mudanças sociais e que envolvem suas lideranças no processo acabam conquistando a lealdade dos consumidores e constroem marcas resilientes.</p><p>No capitalismo de propósito, a narrativa é essencial, disse a especialista em ESG e Inovação Andiara Petterle, em artigo recente no Valor Econômico. “O executivo de hoje precisa alinhar discurso, prática e o espírito do tempo”, resume ela.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774870697461_2020_09_24_diversidade_nas_empresas_e_uma_tendencia_325860_article.png\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Diversidade nas empresas é uma tendência</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Pixabay</span></figcaption></figure><p>A história mostra que o capitalismo sem dúvida é o melhor sistema de produção, promovendo a eficiência econômica, a inovação contínua, a geração de riqueza e empregos, ampliando o acesso a bens e serviços. Contudo, como tudo na vida, não é um sistema perfeito e está sempre em evolução.</p><p>De minha parte, posso dizer que procuro dar a minha contribuição, nas organizações e empresas em que atuo. No setor imobiliário, por exemplo, atuamos dentro da engenharia do desenvolvimento da cidade, com a preocupação de impactar positivamente a comunidade onde empreendemos, promovendo a qualidade de vida, seguindo o conceito de gentileza urbana.</p><p>Gentileza urbana é um conceito que considera todas as ações pensadas para as pessoas e desenvolvidas para melhorar o ambiente urbano, beneficiando a convivência entre os moradores da cidade. É fazer com que o entorno do investimento seja mais amigável para a comunidade.</p><p>Na indústria de embalagem, onde estão minhas raízes, as nossas iniciativas são focadas na sustentabilidade e na economia circular, com o uso de energia 100% renovável e material 100% reciclável e de fácil reprocessabilidade, podendo o material ser reutilizado para a produção de outros itens após o descarte, o que aumenta a sua vida útil. Investimos constantemente em tecnologia, equipamentos de última geração, gestão e conhecimento para que os produtos que oferecemos sejam os melhores.</p><p>Também dedicamos tempo dos nossos executivos e sócios das empresas para agendas coletivas, como a participação ativa em associações, federações, ONGs e confederações. Temos uma agenda importante de formação de talentos, de capital humano, contribuindo para a igualdade de oportunidades na organização.</p><p>Penso que é isso que o novo capitalismo exige dos empreendedores: que todos possam enxergar além dos muros de sua própria empresa, contribuindo para reduzir desigualdades, promover a inclusão, trabalhando pela melhoria geral dos níveis de educação e renda, contribuindo enfim para uma sociedade mais justa e equilibrada, sempre conciliando discurso e prática. A palavra do líder, cada vez mais, deve realmente refletir um conjunto de valores que ele e sua organização representam. Quem não entender isso pode acabar saindo do jogo.</p>",
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  "title" : "Brasil deveria aproveitar esta semana para reduzir a Selic",
  "description" : "Com inflação sob controle e um cenário global de cortes nas taxas de juros, é importante ressaltar que não há razão para aumentos da Selic, pelo contrário",
  "body" : "<p>A economia brasileira tem apresentado números positivos nos últimos meses.&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/pib-cresce-14-no-segundo-trimestre-e-fica-acima-do-esperado-0924\" class=\"link\" target=\"_blank\">O PIB do segundo trimestre deste ano, divulgado no início do mês, mostrou um crescimento de 3,3%&nbsp;</a>em relação ao mesmo período do ano passado, resultado bem acima das expectativas. A taxa de desocupação é a mais baixa da série histórica do IBGE, estando atualmente em 6,8%.</p><p>Nesse cenário, o mercado interno está aquecido, o consumo cresce e a indústria nacional está num ponto de taxa de ocupação de capacidade já bem elevado, indicando a necessidade de investimento na capacidade produtiva do país, para que a gente consiga manter e ampliar esse ritmo de crescimento e geração de empregos.</p><p>Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado em julho deste ano, mostra o nível da utilização da capacidade instalada (UCI) no país, indicando a percentagem com que o parque industrial está operando no momento. No Brasil, esse índice é de 71%. No Espírito Santo, é de 76%, o maior do Sudeste e o segundo maior do país.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/paulo-cesar-caetano/piscofins-sobre-selic-decisao-do-stj-impacta-planejamento-dos-contribuintes-0824\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774871192383_2024_06_25_80x80_taxa_selic_juros_2145054.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>PIS/Cofins sobre Selic: decisão do STJ impacta planejamento dos contribuintes</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/dinheiro/maicon-pizzol/a-danca-da-selic-como-se-preparar-para-os-movimentos-do-mercado-0824\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774871192478_2024_06_25_80x80_taxa_selic_juros_2145054.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>A dança da Selic: como se preparar para os movimentos do mercado</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/bc-sobe-o-tom-e-diz-que-nao-hesitara-subir-a-selic-para-manter-inflacao-0824\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774871192564_2024_06_25_80x80_taxa_selic_juros_2145054.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>BC sobe o tom e diz que não hesitará subir a Selic para manter inflação</h3><p>No nosso caso específico, fica evidente a necessidade de linhas de crédito do Estado, do Bandes e do Banestes, para que possamos dar continuidade ao desenvolvimento local, tendo em vista que as indústrias estão operando bem, ocupando sua capacidade. Contudo, para investir no aumento da capacidade produtiva, as empresas dependem também de crédito.</p><p>No Brasil, tivemos na semana passada uma ótima notícia: foi publicada a portaria do governo federal que regulamenta a chamada depreciação acelerada, prevista na Lei nº 14.871, de 28 de maio deste ano. O objetivo é justamente modernizar a indústria e fortalecer a competitividade das empresas.</p><p>A depreciação acelerada permite às empresas a aquisição de máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos novos, fomentando o investimento produtivo, favorecendo a modernização do parque fabril e a ampliação da capacidade produtiva do país. A iniciativa inclusive faz parte da pauta mínima da Agenda Legislativa da Indústria 2024, entregue pela CNI ao Congresso Nacional em março deste ano.</p><p>As empresas são incentivadas a adquirir máquinas e equipamentos com custo financeiro reduzido. A dedução do valor pago pela compra do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) pode ser feita em até dois anos. No Espírito Santo, poderíamos avaliar instrumento semelhante, permitindo o uso do crédito do ICMS mais rapidamente para os equipamentos.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774871192682_2020_02_04_comite_de_politica_monetaria_copom_177876_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Comitê de Política Monetária (Copom)</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p>Outra questão a ser atacada, para ampliar o ritmo de crescimento e a geração de empregos no país,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/bc-interrompe-cortes-de-juros-e-mantem-selic-em-1050-ao-ano-0624\" class=\"link\" target=\"_blank\">é a taxa de juros, hoje em 10,5%</a>, uma das mais altas do mundo, perdendo apenas para Turquia e Rússia.</p><p>A inflação está sob controle,\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/dinheiro/neyla-tardin/como-fica-o-rendimento-da-poupanca-com-a-deflacao-0922\" class=\"link\" target=\"_blank\"> com o país inclusive registrando dias atrás a primeira deflação em 14 meses</a>, o que demonstra que vivemos uma política monetária contracionista. Isso vem desde fevereiro de 2022, dificultando o crescimento econômico.</p><p>Esse cenário é bem diferente do que verificamos em outros países em desenvolvimento, como África do Sul, Índia e China, que possuem taxas de juros reais consideravelmente mais baixas.</p><p>A taxa de juros no lugar certo estimula o investimento produtivo. A taxa elevada, ao contrário, estimula uma sociedade preguiçosa, com pouca aptidão para o risco e com disposição apenas para ficar sentada no sofá assistindo TV ou na frente do celular acompanhando o Instagram, em vez de investir em atividade produtiva e ajudar o país a se desenvolver.</p><p>Na semana em que se reúne o Comitê de Política Monetária – Copom, penso que é importante ressaltar que não há razão para aumentos da Selic, pelo contrário. Com inflação sob controle e um cenário global de cortes nas taxas de juros, o Brasil deve aproveitar esta semana para reduzir a Selic, contribuindo para fortalecer um cenário favorável de crescimento econômico e geração de empregos. É o que esperamos.</p>",
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  "body" : "<p>Será que o Espirito Santo realmente quer&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/es-sera-um-dos-5-estados-mais-inovadores-ate-2030-sim-estamos-no-caminho-0624\" class=\"link\" target=\"_blank\">ter protagonismo na agenda da inovação</a>? A pergunta tem razão de ser. Já abordamos o tema e\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/o-es-no-mapa-precisamos-acelerar-a-mobilizacao-pela-inovacao-0322\" class=\"link\" target=\"_blank\">m artigos anteriores</a>, voltamos a ele agora. Nota-se no mercado a sensação de que paramos no tempo, num momento em que agilidade é crucial.</p><p>A partir de 2017, a inovação entrou de forma mais intensa e consistente na agenda do desenvolvimento do Estado. Fizemos na época uma largada que empolgou. Na sequência, em 2018,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/anuario/es-corre-para-ficar-entre-os-cinco-estados-mais-inovadores-do-brasil-1223\" class=\"link\" target=\"_blank\">criamos a Mobilização Capixaba pela Inovação – MCI</a>, reunindo entidades do setor produtivo, universidades, empresas privadas, instituições e governo.</p><p>Estabelecemos então uma modelagem interessante que previa uma governança para o ecossistema. Construímos um instrumento de funding inédito no país, o Funcitec/MCI, e fomos conhecer diversas iniciativas de sucesso dentro e fora do Brasil. Parecia promissor. Com o passar dos anos, contudo, esse quadro não evoluiu como em outras regiões do país.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/hub-imobi/inovacao/inovacao-e-esg-entre-os-temas-mais-discutidos-durante-feira-da-construcao-no-es-0724\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774871953357_2024_07_18_80x80_a_primeira_edicao_do_es_construcao_brasil_aconteceu_no_pavilhao_de_carapina_na_serra_2351140.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Inovação e ESG entre os temas mais discutidos durante feira da construção no ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/empresas-apostam-em-inovacao-para-manter-a-longevidade-em-sao-mateus-0624\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774871953485_2021_11_24_80x80_sao_mateus_tem_amplo_espaco_para_crescer_649350.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Empresas apostam em inovação para manter a longevidade em São Mateus</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/geral/inovacao/inovacao-e-colaboracao-fonte-hub-celebra-2-anos-0624\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774871953636_2024_06_27_80x80_comemoracao_2_anos_fonte_bolo_2224982.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Inovação e colaboração: Fonte Hub celebra 2 anos</h3><p>No ranking de competitividade dos Estados, o Espírito Santo permanece em 10º lugar geral, e no quesito “Empreendimentos inovadores” estamos em 23º, na lanterninha. Quando criamos a MCI, estabelecemos na época 3 grandes metas até 2030: ficar entre os cinco estados mais inovadores do Brasil, alcançar o número de mil startups em atividade e ter 20% de empresas baseadas em tecnologia e inovação entre as 200 maiores do Estado. Com esse andar da carruagem, dificilmente bateremos as metas.</p><p>Parece que nos últimos anos a energia foi se dissipando, a governança proposta, se perdendo, e o instrumento de funding – até então inédito e promissor – não mostrou resultado relevante. Importante ressaltar que o Funcitec disponibilizou no ano passado R$ 109 milhões, a meu ver, muito mal aplicados. A conexão com a academia é frágil. Enfim, paramos no tempo.</p><p>É evidente que temos boas iniciativas em marcha, cases de sucesso, mas com certeza muito aquém do que ambicionamos quando lançamos o \n<b>MANIFESTO PELA INOVAÇÃO</b>. Por isso, volto mais uma vez a esse debate.</p><p>Uma das referências nessa discussão, o empresário Francisco Carvalho, presidente do conselho da Timenow, costuma dizer que a inovação é um processo de transformação cultural, e que, como envolve cultura, demanda um tempo de maturação. E as empresas precisariam investir mais, sem esperar do governo. Num ponto todos parecem concordar: falta uma organização estruturada para unir esforços de empresas, governos, instituições, academia.</p><p>Francisco Carvalho observa certa concorrência entre iniciativas com a proliferação de hubs em empresas e instituições, na Grande Vitória e no interior, às vezes com ações em sentidos opostos, levando à dispersão de energia. Sendo um Estado pequeno, deveríamos nos mobilizar, como aconteceu em Santa Catarina com a Acate - Associação Catarinense de Tecnologia ou com o Instituto Caldeira, de Porto Alegre. Além disso, temos o desafio de investir mais na capacitação de profissionais, na área de desenvolvedores ou de marketing. Não há profissionais capacitados em quantidade suficiente atualmente.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774871953804_2020_11_30_inovacao_ideia_372680_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Inovação</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Creativeart/Freepik</span></figcaption></figure><p>De todo modo, o vento continua soprando a favor dessa agenda no Espírito Santo, mas precisamos ajustar melhor as velas. Se o Estado realmente acredita na inovação como um poderoso drive de um novo ciclo econômico, os atores do ecossistema precisam se reencontrar e, com base em boas referências globais, repactuar essa agenda.</p><p>O advento da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/cassio-moro/nova-industria-brasil-como-por-em-pratica-o-que-a-melhor-teoria-economica-predita-0224\" class=\"link\" target=\"_blank\">NIB – Nova Indústria Brasil, a política industrial do país lançada em janeiro</a>, traz no seu cerne a inovação como meio para elevar a competitividade e a inserção da indústria brasileira no mundo. As linhas de crédito para a inovação, como Finep, têm se esgotado com velocidade, dada a disposição das empresas de investir nessa agenda. O Espírito Santo precisa se inserir nesse movimento.</p><p>Estabelecer novas metas e um plano factível para alcançá-las, uma governança pragmática e resolutiva, reforçar o funding entregando a sua gestão a quem faz bem feito no país, retomar o discurso priorizando o tema, e praticando essa escolha: esses são alguns caminhos para voltarmos ao trilho da inovação.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/a-visao-de-eliezer-batista-e-o-corredor-centro-leste-0724\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774871953895_2021_03_10_80x80_ferrovia_es_e_mg_estao_unidos_para_garantir_investimentos_da_renovacao_antecipada_da_fca_no_corredor_centro_leste_435611.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>A visão de Eliezer Batista e o Corredor Centro-Leste</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-um-pais-paralisado-diante-do-futuro-0624\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774871953986_2023_11_09_80x80_orcamento_dinheiro_gastos_despesas_financas_1919034.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil, um país paralisado diante do futuro</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/ensino-sem-conexao-com-o-mercado-um-jogo-em-que-todos-perdem-0624\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774871954086_2023_12_17_80x80_inteligencia_artificial_tem_revolucionado_o_ensino_medio_publico_capixaba_e_ensinado_estudantes_a_escreverem_melhor_1954728.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ensino sem conexão com o mercado: um jogo em que todos perdem</h3><p>A agenda precisa de uma liderança que consiga unir o poder público, as empresas, a academia e os agentes financeiros em torno dessa pauta. Devemos trazer para o nosso território atores que já dão certo em suas responsabilidades, como é o caso da Embrapii, que há anos sugerimos que fosse o operador do Funcitec, uma fantástica fonte de recursos, mas muito mal operada, ou ainda a Fundação Certi, Instituto Senai de Inovação, Fundação Dom Cabral, Porto Digital, entre outros.</p><p>Iniciativas dispersas e que não se conectam não vão nos levar adiante, disputas por protagonismo, muito menos.</p><p>A inovação pode transformar uma sociedade, gerando oportunidades para todos que pensam de forma aberta soluções para problemas de todos os tipos. Inovação é inclusiva, transformadora. Inovação gera valor, propicia melhores salários, puxa a evolução da educação, conecta o capixaba ao mundo.</p><p>Queremos mesmo ser um Estado inovador? Se a resposta for sim, precisamos de nos movimentar, não se enganem. Da forma como estamos tratando essa agenda, estamos perdendo espaço.</p>",
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  "description" : "O Corredor muda a economia do Espírito Santo de forma impactante. Penso que Eliezer Batista apoiaria mais essa alternativa logística para o país",
  "body" : "<p>Em seu célebre livro “Sapiens, Uma Breve História da Humanidade”, o historiador Yuval Harari observa que o que impulsiona as sociedades ao longo do tempo são os homens de negócios. Foi em busca de novas riquezas que os homens construíram os primeiros barcos e saíram da África rumo à Oceania, até chegarmos às grandes navegações do século 15, que marcaram o mercantilismo e a evolução do capitalismo industrial. Já no século 21, nomes como Steve Jobs, Mark Zuckerberg e Bill Gates moldaram a era digital que vivemos hoje.</p><p>No&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/brasil\" class=\"link\" target=\"_blank\">Brasil</a>, temos o exemplo de uma grande liderança empresarial, que ajudou a construir o país:&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/gv/morre-eliezer-batista-presidente-da-vale-que-projetou-tubarao-0618\" class=\"link\" target=\"_blank\">trata-se de Eliezer Batista, falecido em junho de 2018</a>, e que completaria 100 anos em maio deste ano. O seu centenário foi celebrado em ampla reportagem patrocinada pela Vale em grandes jornais do país. O título da reportagem, por sinal, é: “Eliezer Batista, o construtor do Brasil”.</p><p>O histórico de sua atuação deveria inspirar hoje a própria&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/vale-sa\" class=\"link\" target=\"_blank\">Vale</a>&nbsp;a pensar em novos corredores logísticos, contemplando o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>&nbsp;e o Brasil, como veremos adiante.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/corredor-centro-leste-aceitaremos-o-isolamento-0921\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872212760_2021_06_07_80x80_ferrovia_529314.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Corredor Centro-Leste: aceitaremos o isolamento?</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/corredor-centro-leste-a-hora-e-esta-0221\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872213003_2021_02_03_80x80_linha_ferrea_no_bairro_maracana_cariacica_412680.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Corredor Centro-Leste: a hora é esta</h3><h3>Morte de Eliezer Batista repercute entre empresários capixabas</h3><p>Nascido em Nova Era, Minas Gerais, Eliezer tinha forte vínculo com o nosso Estado, e não somente por causa da Vale.&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/meu-amigo-eliezer-batista-0618\" class=\"link\" target=\"_blank\">Ele foi um dos desbravadores da região de Pedra Azul</a>, por exemplo, onde tinha casa, e estimulou amigos a comprar terrenos lá, nos anos 80, quando a região não tinha a infraestrutura atual, tornando-se hoje um dos principais destinos turísticos do ES.</p><p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/angelo-passos/eliezer-batista-construtor-do-progresso-0618\" class=\"link\" target=\"_blank\">A grande obra de Eliezer, contudo, foram os projetos estruturantes que transformaram a infraestrutura e a economia brasileira</a>, gerando riqueza e oportunidades e nos conectando com o mundo.</p><p>Eliezer teve influência direta em grandes projetos como o Porto de Tubarão, Carajás, o agronegócio do Centro-Oeste, a indústria de celulose nacional, o gasoduto Brasil-Bolívia e o Porto de Sepetiba, no Rio de Janeiro. Tudo isso contou com a sua atuação. Era naturalmente um visionário e um trabalhador incansável.</p><p>“Uma boa forma de ir além do possível é marchar na direção do impossível”, dizia Eliezer Batista, que foi o primeiro empregado de carreira da Vale a se tornar presidente da empresa. Ele transformou o que era uma pequena produtora de minério de ferro, ainda estatal, em um dos maiores players globais do setor.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872213177_2024_07_06_eliezer_batista_2338045_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Eliezer Batista teve influência direta em grandes projetos como o Porto de Tubarão, Carajás, o agronegócio do Centro-Oeste, a indústria de celulose nacional, o gasoduto Brasil-Bolívia e o Porto de Sepetiba, no Rio de Janeiro</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Flickr/FGV</span></figcaption></figure><p>Pois bem, já há algumas décadas o mundo empresarial preocupa-se e age para gerar prosperidade e qualidade de vida, além muros das próprias empresas. Responsabilidade social ampliada, busca do equilíbrio na região de influência do empreendimento, compreensão dos desafios coletivos e dos caminhos para influir na região de atuação, sem comprometer o resultado das empresas, tem sido um mantra nas companhias lideradas por visionários como foi Eliezer. E via de regra, companhias assim prosperam e geram valor aos acionistas acima da média do mercado.</p><p>São raras as empresas que têm a oportunidade e capacidade de impactar de forma profunda e definitiva o desenvolvimento de uma região, de uma sociedade. Uma dessas empresas é a Vale.</p><p>Refiro-me à real possibilidade de, mais uma vez, “re-inventar” o desenvolvimento do Espírito Santo, Minas e Goiás de forma mais direta, impactando o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/brasil\" class=\"link\" target=\"_blank\">Brasil</a>, através da concretização da ligação ferroviária do Corredor Centro-Leste.</p><p>Por anos esse projeto esteve em discussão, e muitas das vezes o argumento era que não adiantava investir no “gargalo” Serra do Tigre, dado que os portos capixabas não teriam como escoar o volume do agronegócio e da produção industrial dessa região. De três anos para cá, esta fotografia mudou radicalmente. A antiga Codesa foi concedida à iniciativa privada, tornou-se a Vports e tem feito investimentos relevantes para aumentar sua capacidade de movimentação.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/o-futuro-tem-de-ser-melhor-do-que-o-presente-1223\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872213329_2023_12_18_80x80_abertura_do_trecho_do_contorno_do_mestre_alvaro_1955191.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O futuro tem de ser melhor do que o presente</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-o-pais-do-tempo-perdido-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872213420_2023_01_05_80x80_congresso_nacional_e_o_palacio_do_planalto_943256.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil, o país do tempo perdido</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/fazer-acontecer-essa-e-a-agenda-que-queremos-0223\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872213632_2019_12_05_80x80_soldador_na_industria_setor_foi_um_dos_que_ajudou_a_aumentar_a_arrecadacao_de_icms_no_espirito_santo_141889.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Fazer acontecer, essa é a agenda que queremos</h3><p>A Vports também está presente na região de Barra do Riacho, que é praticamente um porto semipronto, aguardando a conexão ferroviária para deslanchar. Outro ator ativo, em Aracruz, é a Imetame, que está com obras super avançadas, e até final de 2025 fará o primeiro embarque no seu complexo portuário que está em estágio avançado, cabendo grifar que terá o maior calado do Brasil, para receber os supercargueiros atuais e a nova geração de supercargueiros em fabricação; será um “porto verde”; tem retroárea em volume adequado e na região também foi concedida a primeira ZPE privada do país. Por fim, temos Portocel, complexo já operacional, que recentemente começou a receber automóveis como mais uma tipologia de cargas que movimenta, ou seja, portos, temos!</p><p>O&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/ferrovia\" class=\"link\" target=\"_blank\">trecho ferroviário</a>&nbsp;que precisa ser construído, cerca de 400 km, a chamada variante da Serra do Tigre, viabilizaria um trecho total de 1.500 km de trilhos (FCA e EFVM), ou seja, estamos falando de obras em menos de 30% do corredor. O CAPEX de todo o restante já está instalado, o CAPEX dos portos já está alocado, ou seja, não fazer isso é também um enorme desperdício de investimentos já realizados em um país que sofre tanto com a ausência de infra.</p><p>Esse trecho ferroviário está hoje sob a gestão da VLI, companhia que tem a Vale como uma das principais acionistas, e neste momento está sendo justamente debatida a renovação antecipada dessa concessão, na qual teremos uma outorga a ser paga e novos compromissos de investimento para operar a ferrovia por mais 30 anos.</p><p>O Corredor Centro-Leste muda a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/economia\" class=\"link\" target=\"_blank\">economia</a>&nbsp;do Espírito Santo de forma impactante, Estado que tem uma história de cooperação e aliança para o bem-estar e desenvolvimento amplo e sustentável de toda população, com esta importante companhia: a Vale.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-um-pais-paralisado-diante-do-futuro-0624\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872213739_2023_11_09_80x80_orcamento_dinheiro_gastos_despesas_financas_1919034.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil, um país paralisado diante do futuro</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/como-impulsionar-o-desenvolvimento-do-sul-do-es-0524\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872213886_2023_10_27_80x80_fabrica_de_cachoeiro_de_itapemirim_da_suzano_bate_recorde_de_producao_de_papel_higienico_1907088.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Como impulsionar o desenvolvimento do Sul do ES?</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/es-tem-condicoes-de-sonhar-grande-com-mais-ambicao-0324\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872213988_2022_01_10_80x80_trecho_da_br_101_entre_guarapari_e_anchieta_passa_por_obras_de_duplicacao_679597.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>ES&nbsp;tem condições de sonhar grande, com mais ambição</h3><p>Esse projeto também tem enorme relevância para o país, que hoje continua assistindo filas, congestionamentos, custos altos nos portos de Santos, Paranaguá e São Luiz, para escoar a grande riqueza que é nossa produção agrícola e industrial. Também vimos durante a pandemia a importância de termos alternativas de rotas logísticas como esta proposta.</p><p>Como Eliezer costumava chamar as grandes realizações, isso realmente significa construir uma nova “catedral”.</p><p>Para tanto, precisamos que a Vale “compre” o projeto, e busque advogar pela utilização dos recursos da renovação antecipada da concessão da FCA – Ferrovia Centro-Atlântica, para investir no contorno ferroviário da Serra do Tigre, em Minas Gerais.</p><p>A Vale e Eliezer Batista certamente já fizeram muito pelo desenvolvimento do país e do Espírito Santo. O Brasil precisa de lideranças empresariais visionárias como Eliezer e de empresas como a Vale, capazes de extrapolar os muros de sua atuação para promover grandes transformações na sociedade. A Vale tem nas mãos essa oportunidade, o que a tornará ainda mais admirada pela sociedade. Espero que possa aproveitá-la. Penso que Eliezer Batista apoiaria mais essa alternativa logística para o país.</p>",
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  "body" : "<p>O tempo passa, o mundo avança e o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/brasil\" class=\"link\" target=\"_blank\">Brasil</a>&nbsp;infelizmente continua paralisado diante de velhos desafios que conhecemos há décadas. Vemos a contradição de um discurso político anunciando um futuro de desenvolvimento e prosperidade, mas na prática não fazemos o necessário dever de casa. Não existe caminho fácil.</p><p>Sabemos das nossas oportunidades na&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/economia\" class=\"link\" target=\"_blank\">economia</a>&nbsp;mundial, da necessidade de estimular o setor industrial, como fazem as grandes potências como EUA, China e União Europeia, e sabemos que precisamos equilibrar as contas públicas, que no fim do dia é o que permite o controle da inflação, a queda dos juros e a ampliação do consumo.</p><p>Contudo, permanecemos imóveis. A agenda fiscal não deslancha,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/brasil-e-uma-encrenca-e-dificil-de-administrar-diz-haddad-0624\" class=\"link\" target=\"_blank\">o ministro Fernando Haddad parece pregar no deserto</a>&nbsp;e dias atrás&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/entenda-as-medidas-estudadas-pelo-governo-lula-para-cortar-gastos-0624\" class=\"link\" target=\"_blank\">o presidente da República até admitiu cortar gastos</a>&nbsp;– mas somente a partir do ano que vem. Uma posição absolutamente incompatível com a urgência da nação.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/lula-precisa-dar-sinais-de-que-quer-conter-despesas-diz-casagrande-0624\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872408085_2023_12_15_80x80_lula_e_recepcionado_pelo_governador_renato_casagrande_1953152.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>\"Lula precisa dar sinais de que quer conter despesas\", diz Casagrande</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/antonio-carlos-medeiros/azedou-o-relacionamento-do-establishment-com-o-governo-lula-0624\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872408213_2024_04_19_80x80_presidente_luiz_inacio_lula_da_silva_2079299.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Azedou o relacionamento do establishment com o governo Lula</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/lula-fala-dolar-dispara-nao-ha-mais-como-fugir-do-corte-de-gastos-0624\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872408300_2024_06_12_80x80_lula_2132883.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Lula fala, dólar dispara: não há mais como fugir do corte de gastos</h3><p>Na semana passada saiu o ranking global de competitividade dos países: o Brasil ficou em 62º lugar entre as 67 economias pesquisadas. Estamos próximos de nações como Nigéria, Argentina e Venezuela.</p><p>No indicador “Eficiência governamental” o Brasil está em último, não por acaso. O estudo é feito pelo IMD – Institute for Management Development, com sede na Suíça, e há cinco anos o Brasil está entre as 10 piores posições.</p><p>A inércia de Brasília é um espanto diante desses indicadores. Para melhorar a competitividade do país, além do equilíbrio fiscal e das reformas estruturantes, sabemos também da importância crucial da educação. E o que fazem nossas lideranças? Postergam a implantação de uma reforma fundamental para o desenvolvimento do país, que é o Novo Ensino Médio, aprovado em 2017, no governo Temer.</p><p>O projeto voltou a tramitar no Congresso Nacional e, na semana passada, o Senado aprovou a reforma da reforma, que agora volta para a Câmara dos Deputados. A gente chega a ficar na dúvida se isso é ou não uma boa notícia, afinal, estamos há sete anos aguardando a implantação dessa reforma educacional.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/dolar-cai-a-r-536-apos-haddad-defender-revisao-de-gastos-bolsa-recua-0624\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872408420_2023_02_23_80x80_dolar_investimento_no_exterior_mercado_estrangeiro_1043156.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Dólar cai a R$ 5,36 após Haddad defender revisão de gastos; Bolsa recua</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/haddad-pede-que-equipe-intensifique-trabalho-sobre-revisao-de-gastos-0624\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872408561_2024_06_13_80x80_ministro_da_fazenda_fernando_haddad_e_ministra_do_planejamento_e_orcamento_simone_tebet_2133805.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Haddad pede que equipe intensifique trabalho sobre revisão de gastos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/sem-corte-de-gastos-quem-paga-e-a-populacao-mais-pobre-0424\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872408737_2023_08_08_80x80_servidores_1829504.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Sem corte de gastos quem paga é a população mais pobre</h3><p>Mas afinal, por que avançamos tão lentamente? Penso que devemos analisar melhor a escolha de nossos representantes, das lideranças que vão nos representar seja na política, seja nas organizações da sociedade civil, federações estaduais, confederações nacionais ou associações. Não devemos aceitar que a política seja dominada por subcelebridades das redes sociais ou personagens circenses. O parlamento não é lugar de caricaturas. Também não é lugar para aqueles que propõem soluções simples para problemas complexos.</p><p>Para termos eficiência governamental, que é o principal critério que nos deixa mal perante o mundo naquele ranking de competitividade, precisamos justamente de qualificar as nossas lideranças. Precisamos de líderes preparados, com visão de mundo, com coragem para enfrentar os desafios e capacidade de colocar os interesses do país à frente dos seus interesses pessoais, partidários ou setoriais.</p><p>E diante da necessidade de melhorar a nossa competitividade, o que faz o nosso país? Cria mais uma norma burocrática que prejudica o setor produtivo, regredindo ainda mais no quesito “eficiência governamental”.</p><p>Na semana passada, na tentativa de cortar incentivos fiscais, a Receita baixou uma nova instrução normativa que obriga as empresas a declararem os valores de créditos tributários a que elas têm direito e que utilizam para reduzir o peso dos tributos – no Brasil, já temos mais de 38,5 mil normas tributárias federais, segundo levantamento feito em 2022 pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Não precisávamos de mais uma. A complexidade tributária, por sinal, é uma das grandes responsáveis pelo Custo Brasil, que mina nossa competitividade.</p><p>O governo às vezes faz lembrar o jogador Ronaldinho Gaúcho, que se notabilizou por olhar para um lado e tocar a bola para o outro, deixando os adversários tontos. É o que faz o governo ao sinalizar que vai apoiar o setor produtivo enquanto baixa mais uma norma para prejudicá-lo.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/ensino-sem-conexao-com-o-mercado-um-jogo-em-que-todos-perdem-0624\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872408892_2023_12_17_80x80_inteligencia_artificial_tem_revolucionado_o_ensino_medio_publico_capixaba_e_ensinado_estudantes_a_escreverem_melhor_1954728.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ensino sem conexão com o mercado: um jogo em que todos perdem</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/o-brasil-e-o-pais-do-deja-vu-e-ja-vimos-esse-filme-0524\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872408989_2023_07_31_80x80_cenas_da_cidade_de_brasilia_na_foto_a_esplanada_dos_ministerios_1822111.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O Brasil é o país do déjà vu e já vimos esse filme</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/modernizacao-do-estado-e-o-proximo-passo-importante-para-o-brasil-0224\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872409167_2022_09_29_80x80_congresso_nacional_em_brasilia_844439.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Modernização do Estado é o próximo passo importante para o Brasil</h3><p>Diante do impasse sobre o ajuste fiscal,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/lula\" class=\"link\" target=\"_blank\">o presidente da República&nbsp;</a>disse dias atrás ter ficado mal impressionado com os incentivos ao setor produtivo, que na verdade representam uma forma de atenuar o peso do Custo Brasil. Esses incentivos hoje representam cerca de R$ 600 bilhões. Ora, o Custo Brasil representa R$ 1,7 trilhão! Com pirataria, contrabando e ligações clandestinas de água e luz, o país perde outros R$ 453,5 bilhões. Por que não vemos a mesma indignação diante dessas cifras alarmantes?</p><p>Por que não enfrentar os verdadeiros problemas do país e optar por prejudicar o setor que gera emprego e produz riqueza?</p><p>O estudo sobre pirataria e contrabando foi produzido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Firjan e Fiesp. O documento intitulado “Brasil Ilegal em Números” foi entregue em abril ao ministro Ricardo Lewandowski, da Justiça. O governo tem pleno acesso às informações e a todos os diagnósticos das agendas que precisamos enfrentar, como as reformas estruturantes, as concessões e investimentos em infraestrutura, a política industrial prevista no programa Nova Indústria Brasil, o equilíbrio das contas públicas, a reforma educacional, a desburocratização, enfim, a agenda é mais do que conhecida.</p><p>A questão é que permanecemos imóveis. O desenvolvimento sustentável, como o dinheiro, também não cai do céu. É preciso construí-lo.</p><p>Temo parecer repetitivo em alguns pontos, mas penso que repetitiva é a agenda, que permanece a mesma e não avança, tornando necessário voltar à mesma tecla. No momento, nos resta nos mobilizarmos para que tenhamos mais atenção na escolha de nossos representantes em todas as instâncias e fóruns, públicos e privados, observando o senso de urgência e os critérios de competência, meritocracia e capacidade de entrega. É o único caminho que nos fará avançar, saindo da inércia.</p>",
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  "title" : "Ensino sem conexão com o mercado: um jogo em que todos perdem",
  "description" : "O resultado dessa equação é a perda de competitividade do país. Especialistas são unânimes ao afirmar que a deficiência de capital humano limita o crescimento econômico",
  "body" : "<p>A consultoria paulista Geofusion, que trabalha com inteligência de mercado e atua em todo o país, divulgou dias atrás na imprensa um levantamento que comprova com números o que muitos de nós já percebe na prática: a vasta maioria dos estudantes formados nas faculdades não consegue emprego na área de graduação, enquanto as empresas vivem um apagão de mão de obra nas áreas em que precisam contratar. Ou seja, falta match entre nossas instituições de ensino e o mercado de trabalho.</p><p>Esse apagão de mão de obra acontece no ensino superior e também no ensino médio,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/es-deve-avancar-na-reforma-do-ensino-medio-apesar-de-brasilia-0623\" class=\"link\" target=\"_blank\">inclusive já abordamos a questão neste espaço</a>. O levantamento da Geofusion agora traz novos dados para que o país possa refletir sobre a sua política educacional. Os números mostram que somente um em cada dez recém-formados nas graduações mais procuradas consegue emprego e salário compatível com o curso.</p><p>Os cursos mais procurados são Pedagogia, Administração, Direito e Enfermagem. Já as empresas precisam de profissionais das áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, ou STEM, na sigla em inglês.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/como-impulsionar-o-desenvolvimento-do-sul-do-es-0524\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872569133_2023_10_27_80x80_fabrica_de_cachoeiro_de_itapemirim_da_suzano_bate_recorde_de_producao_de_papel_higienico_1907088.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Como impulsionar o desenvolvimento do Sul do ES?</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/o-brasil-e-o-pais-do-deja-vu-e-ja-vimos-esse-filme-0524\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872569230_2023_07_31_80x80_cenas_da_cidade_de_brasilia_na_foto_a_esplanada_dos_ministerios_1822111.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O Brasil é o país do déjà vu e já vimos esse filme</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/vitoria-tem-tudo-para-ser-a-capital-nacional-do-esporte-outdoor-0424\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872569411_2023_09_06_80x80_corredores_da_dez_milhas_garoto_na_terceira_ponte_1856986.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Vitória tem tudo para ser a capital nacional do esporte outdoor</h3><p>Para driblar as dificuldades, muitas empresas fazem como a CloudWalk, dona de maquininhas de pagamento: em entrevista ao jornal O Globo, ela revelou que ampliou sua equipe dedicada à inteligência artificial, abrindo vagas para profissionais, com trabalho 100% remoto, da África do Sul, Índia, Canadá e Bolívia, empregos que, obviamente, poderiam estar ocupados por brasileiros, se houvesse profissionais disponíveis.</p><p>Os números são nacionais, mas a situação se repete também no Espírito Santo. Um estudo divulgado pela própria Geofusion em janeiro passado focado no Estado mostrou que também aqui somente um em cada dez universitários consegue emprego e remuneração compatível com a formação, e a maioria acaba assumindo postos de ensino médio.</p><p>O dado positivo registrado na pesquisa nacional é que o percentual de brasileiros com formação superior mais que dobrou em uma década, chegando a 20% hoje. Mas há um evidente descompasso entre a formação desses alunos e as necessidades do mercado, resultando em frustração para milhões de jovens profissionais que não conseguem atuar em suas profissões.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872569503_2023_12_17_inteligencia_artificial_tem_revolucionado_o_ensino_medio_publico_capixaba_e_ensinado_estudantes_a_escreverem_melhor_1954728_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Inteligência artificial </span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Shutterstock</span></figcaption></figure><p>O resultado dessa equação é a perda de competitividade do país. Especialistas são unânimes ao afirmar que a deficiência de capital humano limita o crescimento econômico. A Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom) estima que no ano que vem o país terá um déficit de 532 mil profissionais em diferentes áreas tecnológicas – número impactado principalmente pela transição energética, que requer competências para lidar com a descarbonização da indústria. Já o professor Silvio Meira, do Porto Digital, referência em inovação no país, estima que esse número pode chegar a 1 milhão.</p><p>Dirigentes da Brasscom e demais especialistas têm defendido uma mobilização ampla unindo governo, instituições de ensino e setor privado, em favor de políticas públicas para formar mais profissionais na área de tecnologia e reduzir esse gap entre o que as instituições de ensino estão formando e o que o mercado realmente necessita.</p><p>Esse desencontro obviamente afeta o mercado de trabalho, do lado das empresas e dos trabalhadores, prejudicando a carreira dos jovens e a nossa produtividade e o crescimento econômico.</p><p>Também precisa entrar nesse debate\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/novo-ensino-medio-de-novo-nao-temos-tempo-a-perder-0324\" class=\"link\" target=\"_blank\"> o avanço do Novo Ensino Médio</a>, aprovado inicialmente em 2017, mas submetido a uma reforma no Congresso, que foi aprovada em março pela Câmara dos Deputados e deve ir para o Senado, ainda sem previsão de conclusão na tramitação, o que é lamentável.</p><p>Já abordamos essa questão aqui: o Novo Ensino Médio é um modelo de aprendizagem por áreas de conhecimento que permite ao aluno optar por uma formação técnica e profissionalizante, aproximando-o do marcado profissional.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/agora/museu-da-ufes-e-reaberto-e-inaugura-primeiro-planetario-no-sul-do-es-0624\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872569665_2024_06_06_80x80_museu_da_ufes_e_reaberto_e_inaugura_primeiro_planetario_no_sul_do_es_2126595.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Museu da Ufes é reaberto e inaugura primeiro planetário no Sul do ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/agora/professores-da-ufes-rejeitam-proposta-do-governo-federal-e-mantem-greve-0524\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872569751_2024_04_15_80x80_ufes_inicia_greve_reajuste_salarial_e_amanhece_com_entradas_interditadas_nesta_segunda_15_2073819.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Professores da Ufes rejeitam proposta do governo federal e mantêm greve</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/ufes-planeja-centro-para-desenvolver-remedios-e-teste-de-canabidiol-0524\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872569833_2024_05_06_80x80_ufes_70_anos_reitor_eustaquio_de_castro_2095649.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ufes planeja centro para desenvolver remédios e teste de canabidiol</h3><p>Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que, no Brasil, apenas 9% dos alunos do ensino médio fazem um curso técnico ou de qualificação. Porém, de acordo com dados da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, na União Europeia esse índice é de 43%; no Chile, de 29%; e na Colômbia, de 24%.</p><p>A demanda do mercado é evidente. Sondagem feita pelo Senai e pelo Sesi com 1.001 executivos de indústrias mostrou que 75% afirmaram que os cursos profissionalizantes atendem mais às necessidades do mercado do que o próprio ensino superior. Levantamento do Observatório Nacional da Indústria, da CNI, indica que, somente nas áreas de logística e transporte, construção civil, vestuário e energia será necessário requalificar cerca de 2 milhões de trabalhadores já empregados e contratar outros 534 mil, até o fim do ano que vem.</p><p>Enquanto isso, nossas instituições de ensino formam profissionais para quê?&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/justica-federal-proibe-professores-em-greve-de-fechar-portoes-da-ufes-0524\" class=\"link\" target=\"_blank\">As universidades federais inclusive estão em greve no momento</a>. Como todos os demais mortais, também seus dirigentes precisam se reinventar, se aproximando do mercado, prestando serviços para as empresas na produção de pesquisas, por exemplo, ou mesmo levantando receita de outras formas, como sugeriu dias atrás o jornalista Carlos Alberto Sardenberg: cobrando mensalidade de quem pode pagar e cobrando estacionamento em seus vastos pátios. Seria mais realista e prático do que deixar as unidades sucateadas e sem aula, prejudicando os alunos – e o mercado.</p><p>Essa discussão de fato não deve ser feita de forma isolada, com universidades de um lado, setor privado de outro e o governo meio inerte, sem conseguir negociar uma solução de curto prazo, para a greve nas universidades, ou de longo prazo, como a reforma do ensino médio. Uma solução pactuada entre todos os setores envolvidos parece ser o melhor caminho. Esperamos que seja possível essa mobilização, com certa urgência. É o que o país precisa.</p>",
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  "body" : "<p>Sabemos todos que o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>&nbsp;vive um bom ciclo econômico e financeiro, com o Estado sendo referência nacional em ambiente de negócios, equilíbrio fiscal e atração de investimentos.&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/pib-do-es-cresce-57-em-2023-impulsionado-por-alta-na-industria-0324\" class=\"link\" target=\"_blank\">A indústria capixaba por exemplo cresce bem acima da média nacional</a>: o Observatório da Indústria da Findes, com base em dados do IBGE, apurou crescimento de 9,4% entre janeiro e novembro no ano passado, contra somente 0,1% da média nacional nesse período.</p><p>No entanto, nosso crescimento infelizmente não ocorre maneira uniforme. O desenvolvimento do Sul do Estado hoje não tem o mesmo dinamismo que tinha em décadas passadas e não tem conseguido alcançar o desempenho do Norte do ES, que possui vantagens competitivas como os incentivos da Sudene, associadas à força da cadeia de petróleo e gás e às grandes plantas já instaladas ali como Suzano, Jurong, Imetame, WEG e tantas outras empresas que têm dado à região um cenário de oportunidades.</p><p>E a região Sul, como impulsionar? Penso que devemos nos debruçar sobre uma estratégia específica para promover o desenvolvimento regional equilibrado, com maior impulso para o Sul do Espírito Santo, devolvendo o histórico protagonismo à região e tornando-a tão atrativa como o Norte.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/porto-central-em-presidente-kennedy-ja-ficou-tempo-demais-a-ver-navios-0523\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872683507_2023_05_15_80x80_porto_1609805.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Porto Central em Presidente Kennedy já ficou tempo demais a ver navios</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/ibama-da-sinal-verde-para-o-porto-central-e-obras-vao-comecar-0523\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872683589_2021_11_23_80x80_porto_central_colocara_o_estado_no_caminho_de_mais_cargas_649172.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ibama dá sinal verde para o Porto Central e obras vão começar</h3><p>Essa perda de competitividade do Sul ficou evidente no recente Censo Demográfico de 2022, que mostrou que a população de&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/censo-2022-cachoeiro-de-itapemirim-tem-maior-queda-de-populacao-do-es-0623\" class=\"link\" target=\"_blank\">Cachoeiro de Itapemirim, principal cidade da região, diminuiu nos últimos 12 anos</a>, sofrendo uma queda de 2%, estando com 185,7 mil habitantes. Em números absolutos, foi a maior queda do Estado. Isso certamente é reflexo da atividade econômica e alguma coisa precisa ser feita.</p><p>Acredito que o Estado e alguns municípios do Sul podem utilizar os instrumentos de desenvolvimento regional de forma diferenciada para a Região Sul, tais quais linhas de crédito do Bandes, Fundo Soberano, Invest e Compet, Funcitec, fundo de desenvolvimento de Presidente Kenedy - Fundesul, e outros a serem criados para equilibrar a atratividade da região.</p><p>O governo e os municípios, em especial Presidente Kennedy, também poderiam considerar lançar mão de uma agenda de investimento diferenciada em infraestrutura e educação técnica, para fazer do Sul uma referência nessas áreas. Ao analisar essa questão, buscamos compreender a visão do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/instituto-jones-dos-santos-neves\" class=\"link\" target=\"_blank\">Instituto Jones dos Santos Neves</a>, com seu diretor presidente, Pablo Lira, e do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/bandes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Bandes</a>, com a diretora operacional, Gabriela Vichi.</p><p>Pablo Lira resume sua visão como realista e otimista: o Sul realmente não conta com um incentivo robusto como a Sudene, mas ele argumenta que, nos últimos 15 ou 20 anos, a região já começou a recuperar terreno.</p><p>Os cálculos do Instituto Jones mostram que até 2027 o Espírito Santo receberá R$ 65,8 bilhões em investimentos. Lira argumenta, contudo, que, há algum tempo, esse investimento estaria praticamente todo concentrado na região metropolitana, sendo que atualmente ele se espalha mais pelo território capixaba, contemplando inclusive as regiões Sul, Litoral Sul e Caparaó, que juntas receberão perto de R$ 20 bilhões. Apesar de o número parecer equilibrado, muito desse investimento é em óleo e gás, que gera receita, mas pouco emprego direto e desenvolvimento em cadeia.</p><p>A região ganhou de fato um investimento recente importante,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/suzano-inaugura-fabrica-papel-e-deve-investir-mais-r-782-milhoes-no-es-0321\" class=\"link\" target=\"_blank\">uma unidade da Suzano que começou a operar em 2021</a>, e tem projetos estruturantes encomendados, como o ramal ferroviário de Santa Leopoldina a Ubu e posteriormente a Presidente Kennedy, o aeroporto regional de Cachoeiro e investimentos na área de saúde, como o Hospital do Câncer, e em educação, em instituições públicas e privadas, como Multivix, São Camilo e UVV.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872683867_2023_10_27_fabrica_de_cachoeiro_de_itapemirim_da_suzano_bate_recorde_de_producao_de_papel_higienico_1907088_article.png\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Fábrica de Cachoeiro de Itapemirim da Suzano bate recorde de produção de papel higiênico</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Suzano/Divulgação</span></figcaption></figure><p>Lira avalia que esses serviços de saúde e educação podem gerar uma nova dinâmica no Sul do Estado, além da vocação natural do setor de rochas e sua cadeia de beneficiamento e distribuição. Até 2030 o panorama deve ser outro, na visão do Instituto Jones.</p><p>Já a diretora operacional do Bandes, Gabriela Vichi, reconhece a disparidade histórica entre as regiões Sul e Norte, considerando as conhecidas vantagens da Sudene, entre outras, mas ela observa, contudo, a necessidade de uma certa mobilização local, para estimularmos o empreendedorismo partindo das próprias lideranças regionais, voltando as atenções por exemplo para a área de tecnologia e inovação.</p><p>Um exemplo. O Bandes repassa no Espírito Santo os financiamentos da Finep, agência pública ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia que financia a inovação, desde a pesquisa básica até a preparação do produto para o mercado. O Bandes conta com cerca de R$ 150 milhões para essas linhas e realizou no início do mês em Linhares o Finep Day, para apresentar as oportunidades de apoio à inovação industrial na cidade – esse mesmo Finep Day poderia ser realizado no Sul, é somente uma questão de mobilização local.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/presidente-kennedy-no-sul-do-es-tem-5-maior-pib-per-capita-do-brasil-1223\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872684027_2020_05_25_80x80_presidente_kennedy_proximidade_com_rio_de_janeiro_facilitou_a_propagacao_da_covid_19_na_cidade_252372.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Presidente Kennedy, no Sul do ES, tem 5º maior PIB per capita do Brasil</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/aeroporto-de-cachoeiro-obras-de-ampliacao-vao-custar-r-76-milhoes-0324\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774872684132_2023_12_27_80x80_aeroporto_de_cachoeiro_de_itapemirim_no_sul_do_estado_1966176.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Aeroporto de Cachoeiro: obras de ampliação vão custar R$ 76 milhões</h3><p>Os novos equipamentos na área de saúde e educação, os investimentos em infraestrutura e os quase R$ 20 bi previstos para a região pelo Instituto Jones certamente são animadores, mas, tudo considerado, penso que não devemos nos contentar com o cenário previsto, por mais otimista que possa parecer.</p><p>Creio que é fundamental uma mobilização das lideranças estaduais, em convergência com as lideranças políticas e empresariais da Região Sul, para que a gente tenha uma ação mais ousada e ambiciosa, construindo um planejamento específico e acelerando o processo de maior dinamismo para o Sul do Espírito Santo. É o que devemos fazer.</p>",
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  "title" : "Vitória tem tudo para ser a capital nacional do esporte outdoor",
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  "body" : "<p>Vivemos em um paraíso e nem sempre temos a devida percepção de tamanho privilégio. A cidade de Vitória é uma pintura, uma verdadeira obra de arte da natureza, enriquecida por belíssimas praças e jardins. Aliás, o Espírito Santo é todo muito bonito, mas a Capital em especial é a genuína cidade maravilhosa, bem propícia para atividades ao ar livre, e não por acaso tem sido palco de importantes competições esportivas.</p><p>O esporte outdoor é uma tendência crescente mundo afora, num processo acelerado pelo pós-pandemia. Temos aqui a oportunidade de praticar diversas modalidades: natação, futevôlei, vôlei de praia, bike, surf, triathlon, beach tennis, canoa havaiana, pesca submarina, pesca oceânica, kitesurf, parapente, montanhismo, windsurf, vela... haja fôlego!</p><p>Na própria Capital ou a uma distância inferior a uma hora de viagem, são inúmeras as oportunidades a que temos acesso para praticar atividade física, numa grande academia ao ar livre.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/mais-esportes/da-holanda-ao-es-a-homenagens-as-historias-que-fazem-a-corrida-da-penha-0324\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873266997_2024_03_31_80x80_rogerio_viana_e_isadora_herois_em_familia_2059433.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Da Holanda ao ES e homenagens: as histórias que fazem a Corrida da Penha</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/mais-esportes/apesar-do-calor-32-dez-milhas-garoto-e-marcada-por-festa-e-animacao-0923\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873267125_2023_09_24_80x80_32_dez_milhas_garoto_tem_brasileiro_como_vencedor_no_masculino_1872997.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Apesar do calor, 32° Dez Milhas Garoto é marcada por festa e animação</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/mais-esportes/pan-americano-de-canoa-havaiana-em-vitoria-se-encerra-com-brasil-no-topo-1123\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873267680_2023_11_25_80x80_confira_imagens_do_pan_americano_de_canoa_havaiana_1933324.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Pan-Americano de Canoa Havaiana em Vitória&nbsp;se encerra com Brasil no topo</h3><p>A prática de esporte faz parte de um movimento crescente de busca pela qualidade de vida, contribuindo diretamente para a saúde, o bem-estar físico e mental, com a produção de endorfina, hormônio produzido naturalmente pelo cérebro e estimulado pela atividade física. Sua liberação na circulação sanguínea gera sensação de prazer, bom humor, motivação e felicidade. Não é meme: quem malha é mais feliz.</p><p>A busca pelo bem-estar e pela longevidade com qualidade de vida é um fenômeno observado em todo o mundo. Qualidade de vida significa equilíbrio entre trabalho e lazer, alimentação saudável, mindfullness, trabalho com propósito, a busca pelo autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal: todos esses temas têm sido cada vez mais presentes nas conversas e nas prioridades das pessoas.</p><p>Assim como somos conhecidos pela moqueca capixaba, pelas rochas ornamentais e pelas grandes indústrias como Vale e Arcelor, podemos sim ganhar notoriedade como a Capital Nacional dos Esportes Outdoor.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873267769_2023_09_06_corredores_da_dez_milhas_garoto_na_terceira_ponte_1856986_article.jpeg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Corredores da Dez Milhas Garoto na Terceira Ponte</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Divulgação</span></figcaption></figure><p>Precisamos inclusive nos apropriar dessa marca rapidamente, antes que alguma outra cidade o faça. É mais um traço da nossa identidade, que certamente contribuirá para atrair novos talentos para nossas cidades, além de investimentos, e uma reputação que aumentará ainda mais o orgulho do capixaba, sem falar obviamente no impacto positivo na saúde e no bem-estar da população.</p><p>O Espírito Santo já é o Estado com maior expectativa de vida aos 60 anos, segundo estudo divulgado em março pelo IBGE. O levantamento mostra que as pessoas com 60 anos no Estado vivem, em média, mais 24,8 anos, número acima da média nacional, que é de 23 anos. Superamos Santa Catarina, Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Sul. Um indicador excelente, sem dúvida.</p><p>Todas essas possibilidades de esportes outdoor podem parecer tão óbvias e naturais para nós, moradores daqui, que muitas vezes não nos atinamos para a oportunidade que o esporte também pode trazer para dinamizar a economia da nossa cidade e do nosso Estado.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/festa-da-penha/ciclistas-pedalam-de-camburi-a-prainha-em-devocao-a-nossa-senhora-0424\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873267869_2024_04_08_80x80_romaria_dos_ciclistas_percorreu_a_orla_de_camburi_rumo_a_prainha_2066538.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ciclistas pedalam de Camburi à Prainha em devoção a Nossa Senhora</h3><p>Sim, esporte também é business! E um business que só cresce! Essa atividade econômica está presente nos materiais esportivos, na ocupação da rede hoteleira, no movimento dos restaurantes, na indústria da moda, de alimentos e suplementos, vitaminas, academias, além da medicina do esporte, entre outras. No Brasil, a indústria do esporte movimenta em média R$ 31 bilhões por ano, segundo estimativa da ESPM.</p><p>No Espírito Santo, já contamos com grandes eventos esportivos como: Triathlon Capixaba de Ferro, Dez Milhas Garoto, Mundial de Parapente, Panamericano de Canoa Havaiana, Maratona de Vitória, Travessia Areia Preta-Peracanga, Travessia de Vitória, Travessia João Moreno, Desafio Vitoria – Anchieta, Corrida da Penha, Corrida Água e Vida Cesan, Torneio de Pesca Oceânica do Iate Clube, Mundial de Pesca Oceânica. São muitos os eventos, que ganham cada vez mais adeptos, proporcionando saúde e lazer para quem pratica e diversão também para quem assiste.</p><p>A prática esportiva já está inclusive sendo considerada no mercado imobiliário. Existe uma certificação internacional, chamada de Certificação Fitwell, para empreendimentos de alta qualidade, focado em saúde pública, mental e produtividade pessoal.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/capixapedia/relembre-a-emocao-do-automobilismo-nas-corridas-de-rua-em-vitoria-a-monaco-brasileira-1115\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873268113_2021_07_06_80x80_corrida_de_rua_no_circuito_de_vitoria_551894.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Relembre a emoção do automobilismo nas corridas de rua em Vitória, a Mônaco brasileira</h3><p>Essa certificação foi desenvolvida pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC) e pelo General Services Administration (GSA) nos EUA. O objetivo é apoiar o desenvolvimento de empreendimentos saudáveis que melhoram a saúde e o bem-estar dos seus moradores. CEO da Nazca, Breno Peixoto tem a certificação em empreendimentos da empresa, que avalia itens do prédio, se possibilitam ou não a prática de esportes, como natação, hidroginástica, futebol, vôlei, basquete, musculação, ioga entre outros.</p><p>A profissionalização dessas iniciativas, com o desenvolvimento da marca de Vitória como a Capital Nacional dos Esportes Outdoor, com o apoio de patrocinadores e da administração pública, o engajamento dos meios de comunicação, a mobilização da sociedade em geral fará com que esse business ganhe cada vez mais relevância, com impactos positivos na saúde da população e na economia local.</p>",
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  "kicker" : "Espírito Santo",
  "title" : "Orgulho de ser capixaba: temos razões de sobra para o capixabismo",
  "description" : "O cenário positivo dos últimos anos certamente contribui para a elevação da autoestima capixaba, e devemos avançar no capixabismo, como um ativo que pode impulsionar ainda mais a cultura, o turismo, o futebol e a economia",
  "body" : "<p>O Espírito Santo vive uma fase de elevada autoestima, com bons indicadores econômicos, fiscais e sociais e um perceptível orgulho de ser capixaba, que pode ser observado nas ruas, nas redes sociais, na moda, na crescente audiência do futebol estadual e na cultura em geral, com impactos positivos na economia, num círculo virtuoso que tende a gerar novos negócios. Esse é um fenômeno relativamente novo.</p><p>Nos anos 70 e 80, havia um debate nos meios acadêmicos sobre o que seria afinal a identidade capixaba, num Estado espremido entre vizinhos de forte tradição cultural, como Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Precisávamos ir além da moqueca – “o resto é peixada”,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/obituario/o-adeus-a-cacau-monjardim-um-dos-embaixadores-da-moqueca-capixaba-1022\" class=\"link\" target=\"_blank\">como dizia Cacau Monjardim</a>. Nos anos 90, éramos o patinho feio da Federação, com as contas públicas desequilibradas e atraso nos pagamentos, índice de homicídios em alta e visibilidade negativa na mídia nacional.</p><p>Esse período passou, felizmente, com as gestões bem-sucedidas de Paulo Hartung e Renato Casagrande, e hoje o Espírito Santo é destaque nacional, indo&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/governo-do-es-recebe-mais-uma-vez-nota-a-no-tesouro-nacional-1023\" class=\"link\" target=\"_blank\">além da nota A no tesouro nacional</a>. O equilíbrio fiscal se traduz em bem-estar para a população: o ranking nacional da longevidade divulgado dias atrás pelo IBGE mostra que o Espírito Santo é o Estado com maior expectativa de vida aos 60 anos, superando Santa Catarina, Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Sul.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/es-tem-condicoes-de-sonhar-grande-com-mais-ambicao-0324\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873540253_2022_01_10_80x80_trecho_da_br_101_entre_guarapari_e_anchieta_passa_por_obras_de_duplicacao_679597.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>ES&nbsp;tem condições de sonhar grande, com mais ambição</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/modernizacao-do-estado-e-o-proximo-passo-importante-para-o-brasil-0224\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873540346_2022_09_29_80x80_congresso_nacional_em_brasilia_844439.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Modernização do Estado é o próximo passo importante para o Brasil</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/nova-industria-brasil-o-pais-de-volta-ao-jogo-0224\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873540561_2023_05_05_80x80_industria_1601324.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Nova Indústria Brasil: o país de volta ao jogo</h3><p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/es-fecha-2023-com-menor-numero-de-homicidios-desde-1996-diz-sesp-0124\" class=\"link\" target=\"_blank\">O índice de homicídios está em queda</a>&nbsp;e a educação pública está entre as melhores do país. Dados divulgados pela Findes na semana passada, baseados no IAE – Indicador de Atividade Econômica, mostram que a economia capixaba cresceu 4,8% em 2023, bem acima da média nacional, e a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/pib-do-es-cresce-57-em-2023-impulsionado-por-alta-na-industria-0324\" class=\"link\" target=\"_blank\">indústria cresceu, 9,1%</a>, o melhor desempenho em mais de uma década.</p><p>O cenário positivo dos últimos anos certamente contribui para a elevação da autoestima capixaba, e devemos avançar no capixabismo, como um ativo econômico que pode impulsionar ainda mais a cultura, o turismo, o futebol e a economia do Espírito Santo. Como tenho escrito aqui, precisamos ampliar nossa ambição!</p><p>Estudioso da nossa história, o professor João Gualberto Vasconcellos tem defendido que o nosso passado seja mais bem-conhecido, inclusive como disciplina nas escolas, justamente para fortalecer a nossa identidade.</p><p>Conhecer a própria história contribui para o sentimento de pertencimento. Nossa riqueza reside na diversidade de nossas origens, nos negros, índios e imigrantes italianos e alemães, entre outros, e a identidade capixaba está em construção: João Gualberto observa que ainda não temos exatamente uma persona, como acontece com o gaúcho, o baiano ou o mineiro, mas é evidente o crescente orgulho de ser capixaba.</p><p>Para avançar nessa construção, é preciso conhecer melhor o nosso passado. O professor tem se empenhado em desfazer alguns mitos, como o da barreira verde, segundo o qual o Espírito Santo teria sido condenado ao isolamento para proteger o ouro de Minas Gerais.</p><p>No Brasil Colônia, contudo, o Espírito Santo já tinha relevância econômica, o que pode ser constatado em seu patrimônio jesuítico, que por sinal está em fase de restauração pelo governo do Estado. Possuímos o mais completo e importante roteiro jesuítico do Brasil, com 137 quilômetros, indo do Santuário Nacional de São José de Anchieta, neste município, passando por Araçatiba, em Viana, e pelo Palácio Anchieta, em Vitória, terminando na Igreja de Reis Magos, na Serra. Todo esse legado arquitetônico reflete sem dúvida a nossa importância econômica na época.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873540763_2023_05_27_santuario_de_sao_jose_de_anchieta_e_reaberto_ao_publico_apos_tres_anos_em_reforma_1691435_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Santuário de São José de Anchieta é reaberto ao público após três anos em reforma</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Vitor Jubini</span></figcaption></figure><p>Esse circuito certamente tem potencial para atrair turistas do mundo inteiro. Secretário Executivo da Câmara Empresarial de Turismo da Fecomércio-ES, José Antônio Bof Buffon anda animado com as perspectivas do setor e tem elencado os nossos maiores ativos a serem explorados e ampliados, atraindo turistas do Brasil e do mundo, entre eles a Festa da Penha, o Caparaó, Itaúnas e Guarapari, além da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/turismo-do-es-se-prepara-para-entrar-na-rota-de-cruzeiros-em-2025-0224\" class=\"link\" target=\"_blank\">possibilidade de atração de navios cruzeiros de grande porte</a>.</p><p>Estimativas da Câmara de Turismo indicam que Vitória tem potencial para atrair até 40 cruzeiros por ano, cada um com cerca de 5 mil a 6 mil passageiros, com atracação – naturalmente em embarcações menores - no final da Curva da Jurema, em píer a ser construído no pé do Hotel Senac. Imagine o impacto disso no comércio local.</p><p>No futebol capixaba, o presidente da Federação do Espírito Santo, Gustavo Vieira, tem apresentado bons resultados, apostando na profissionalização do esporte.&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/futebol-capixaba/rio-branco-e-t2r-sports-concluem-operacao-da-saf-e-assinam-contrato-0224\" class=\"link\" target=\"_blank\">O Rio Branco consolidou o processo e tornou-se a primeira Sociedade Anônima do Futebol – SAF</a>, modelo de operação equiparado a uma empresa, facilitando a atração de investidores e patrocinadores, alavancando recursos para estrutura, elenco e ações de marketing, e os resultados já são perceptíveis, pois teve na primeira fase do Capixabão o maior público presente em seus jogos, 3 vezes maior do que o segundo colocado. A Desportiva segue o mesmo caminho e deve concluir o processo até o fim do ano.</p><p>No ano passado, o Capixabão contou com 10 clubes e 250 atletas, alcançando mais de 4 milhões de visualizações incluindo as transmissões via TV aberta e streaming. A tendência é de crescimento e profissionalização do esporte, contribuindo para fortalecer a nossa identidade e autoestima.</p><p>Na cultura, que exerce papel crucial no impulsionamento do turismo ao valorizar a história, as artes, a culinária e as tradições locais, o secretário estadual Fabrício Noronha também tem apresentado bons resultados com a moderna LICC – Lei de Incentivo à Cultura Capixaba.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/grande-vitoria-a-boa-politica-na-pratica-em-cada-municipio-0124\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873540948_2023_05_08_80x80_templo_nublado_1603324.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Grande Vitória: a boa política na prática em cada município</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/o-futuro-tem-de-ser-melhor-do-que-o-presente-1223\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873541030_2023_12_18_80x80_abertura_do_trecho_do_contorno_do_mestre_alvaro_1955191.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O futuro tem de ser melhor do que o presente</h3><p>Neste ano, a LICC deve contar com R$ 15 milhões para fomento e expansão da produção cultural no Estado, sem falar na&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/cais-das-artes-obra-e-retomada-e-governo-do-es-promete-entregar--ate-janeiro-de-2026-0723\" class=\"link\" target=\"_blank\">perspectiva do novo Cais das Artes</a>, que deverá estar concluído nos próximos dois anos, inserindo de vez o Espírito Santo no circuito cultural nacional.</p><p>Da indústria ao futebol, passando por indicadores sociais, vemos o Espírito Santo pocando no cenário nacional, para utilizar uma expressão regional. Soubemos fazer essa transição nas últimas décadas. Devemos agora cuidar de preservar e evoluir com esse patrimônio, para continuar arrebentando a boca do balão.</p>",
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  "title" : "ES tem condições de sonhar grande, com mais ambição",
  "description" : "Para esse salto de qualidade, contudo, penso que precisamos avançar conjuntamente como sociedade, e naturalmente na gestão pública, considerando todos os poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário",
  "body" : "<p>Temos abordado neste espaço ao longo de quase quatro anos a importância de trabalharmos por avanços institucionais, no Espírito Santo e no Brasil, em busca de um salto de qualidade na oferta de serviços públicos, incluindo educação, infraestrutura, segurança e saúde, gerando um ambiente favorável ao empreendedorismo e ao desenvolvimento.</p><p>Acredito que todas as grandes conquistas da vida, no plano pessoal ou profissional, demandam disciplina e perseverança, acima de tudo. E isso vale também para a gestão pública e seus impactos na evolução da sociedade. Por isso voltamos ao tema hoje, reforçando com as nossas lideranças a necessidade de perseverança e ambição, para de fato alcançarmos um resultado transformador.</p><p>Tivemos grandes avanços no Espírito Santo nos últimos 22 anos, é preciso reconhecer. O governo estadual divulgou em dezembro, por exemplo, a decisão de implantar&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/matriculas-crescem-e-es-alcanca-92-mil-alunos-no-ensino-integral-0923\" class=\"link\" target=\"_blank\">28 novas escolas em tempo integral, elevando para um total de 184 instituições no ES</a>. Estamos no&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/pablo-lira/a-educacao-capixaba-se-manteve-no-podio-do-ideb-0922\" class=\"link\" target=\"_blank\">topo do ranking do Ideb</a>, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do país. Mas penso que isso não é suficiente.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/ministro-afirma-que-170-quilometros-da-br-101-serao-duplicados-no-es-1023\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873680266_2022_01_10_80x80_trecho_da_br_101_entre_guarapari_e_anchieta_passa_por_obras_de_duplicacao_679597.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ministro afirma que 170 quilômetros da BR 101 serão duplicados no ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/o-desafio-de-colocar-a-sala-de-aula-como-prioridade-de-vida-0224\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873680571_2023_07_06_80x80_escola_1799551.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O desafio de colocar a sala de aula como prioridade de vida</h3><p>Os desafios da educação evoluem ao longo do tempo, precisamos estar sempre atualizados e na verdade estamos patinando na implantação do ensino médio profissionalizante, lembrando que o Brasil está nas últimas posições do Pisa 2022, um levantamento que inclui 81 países. Em matemática, por exemplo, ficamos atrás de Colômbia, Peru, Chile e México.</p><p>No país com uma geração nem-nem, o ensino profissionalizante dá aos jovens a oportunidade de entrar no mercado de trabalho em posições mais qualificadas, que pagam os melhores salários, como acontece nos países da OCDE – comemoramos hoje uma taxa de desemprego na faixa de 7% e em queda, mas pleno emprego com a vasta maioria ganhando um ou dois salários mínimos e limitada capacidade de consumo não chega a ser motivo de grandes comemorações.</p><p>Os avanços sociais, o equilíbrio das contas públicas e a estabilidade política e institucional alcançados no Espírito Santo nas últimas duas décadas são efetivamente um patrimônio importantíssimo a ser preservado por toda a sociedade. No entanto, o que propomos é que esses avanços sejam associados a uma ambição maior, para promovermos uma transformação que gere prosperidade em escala para todos.</p><p>O equilíbrio fiscal e a capacidade de investimentos públicos são muito importantes, mas não são um fim em si, naturalmente. Podemos usar todo esse potencial para ampliar os investimentos em educação, buscando os padrões de excelência internacional.</p><p>Na saúde, temos um enorme caminho a avançar em duas frentes: investimentos de infraestrutura de atendimento hospitalar e na evolução da gestão, pois é consenso que não falta recursos a esta área e sim gestão: gastar corretamente. Saúde é dignidade no momento mais delicado da existência do ser humano, temos que evoluir mais rápido nesta frente.</p><p>Vemos na infraestrutura novelas que se arrastam há décadas, como a duplicação das BRs 262 e 101 e a agenda de investimentos em portos e ferrovias. O ramal ferroviário da Vale, por exemplo, ligando Cariacica a Anchieta, é uma obra que já havia sido anunciada no governo Paulo Hartung, e mal começou a sair do papel, com previsão de entrega somente para 2030.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873680752_2021_03_04_a_br_101_esta_sendo_duplicada_no_sentido_sul_431082.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">A BR 101 está sendo duplicada no sentido Sul</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Eco101/Divulgação</span></figcaption></figure><p>Com saltos de qualidade na saúde, saneamento, educação e infraestrutura, podemos evoluir para uma sociedade com maior autonomia, cidadania e independência em relação ao Estado, com uma cultura de empreendedorismo que promova a prosperidade.</p><p>Para esse salto de qualidade, contudo, penso que precisamos avançar conjuntamente como sociedade, e naturalmente na gestão pública, considerando todos os poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – e considerando também a valorização do servidor público, com a devida qualificação dos quadros e estabelecimento pleno da meritocracia e da cultura pró-empreendedorismo.</p><p>Precisamos, em resumo, de uma máquina pública cada vez mais comprometida com a excelência na gestão, com visão ambiciosa de mundo, conectada com as melhores práticas globais e que estimule e crie condições para o cidadão buscar sua autonomia plena em todos os sentidos. O nosso Estado, por tudo que conquistou até agora, está em condições de sonhar grande! Vamos todos somar esforços a esse sonho!</p>",
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  "category" : "Léo de Castro",
  "kicker" : "Reforma administrativa",
  "title" : "Modernização do Estado é o próximo passo importante para o Brasil",
  "description" : "O tema é sensível e estamos em ano eleitoral, o que pode afetar humores políticos. Mas é um debate que não podemos mais evitar, em benefício do próprio eleitor",
  "body" : "<p>Passado o carnaval, o ano começa de verdade no Brasil. O Congresso Nacional retoma para valer as atividades parlamentares nesta semana, e uma das pautas prioritárias do semestre deve ser a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-administrativa\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma administrativa</a>, para tornar a gestão pública mais eficiente, ágil e enxuta, com o foco na melhoria dos serviços prestados à população, possibilitando a redução de gastos com a máquina e a ampliação de espaço orçamentário para investimentos.</p><p>Tivemos nos últimos meses avanços importantes para o país, como&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/congresso-promulga-reforma-tributaria-apos-mais-de-tres-decadas-de-discussao-1223\" class=\"link\" target=\"_blank\">a aprovação da reforma tributária</a>&nbsp;e o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/plano-de-r-300-bi-para-a-industria-acentua-receio-com-quadro-fiscal-0124\" class=\"link\" target=\"_blank\">lançamento do Nova Indústria Brasil</a>, uma política industrial moderna e conectada aos nossos desafios,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/nova-industria-brasil-o-pais-de-volta-ao-jogo-0224\" class=\"link\" target=\"_blank\">como ressaltei em artigo recente</a>. Agora precisamos avançar na agenda de reformas, começando pela administrativa.</p><p>Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) já identificou que Brasil é o 7º país que mais gasta com servidores públicos no mundo. As despesas com pessoal da União, Estados e municípios chegam a 13,36% do PIB. O levantamento com 70 nações mostra que estamos atrás somente de Arábia Saudita, Dinamarca, Jordânia, África do Sul, Noruega e Islândia.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/rodrigo-medeiros/servico-publico-os-riscos-de-uma-reforma-administrativa-0224\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873858923_2023_01_05_80x80_congresso_nacional_e_o_palacio_do_planalto_943256.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Serviço público: os riscos de uma reforma administrativa</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/arquitetura-e-construcao/saiba-como-a-reforma-administrativa-pode-aumentar-a-eficiencia-e-a-produtividade-do-estado-0923\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873859230_2023_09_28_80x80_saiba_como_a_reforma_administrativa_pode_aumentar_a_eficiencia_e_a_produtividade_do_estado_1877478.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>A reforma administrativa pode aumentar a eficiência e a produtividade do Estado</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/pagamento-de-jeton-e-sempre-questionavel-mais-ainda-para-quem-e-investigado-0522\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873859335_2022_03_16_80x80_real_722928.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Em uma reforma administrativa séria, pagamento de jetons precisa ser repensado</h3><p>A média dos países da\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/organizacao-para-a-cooperacao-e-desenvolvimento-economico-ocde\" class=\"link\" target=\"_blank\"> OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico)&nbsp;</a>é de 9,9%. Países como Colômbia, Peru e Chile gastam na faixa dos 6%. Gastamos, portanto, mais que a média dos países desenvolvidos e mais que o dobro de vizinhos sul-americanos.</p><p>A racionalização dessas despesas possibilitará, por exemplo, a destinação de mais recursos para a infraestrutura, incluindo estradas, portos e aeroportos, e também novas licitações na área de saneamento, melhorando o acesso a água e esgoto, garantindo mais saúde à população brasileira.</p><p>A reforma deve também expandir o governo digital, intensificando no serviço público o uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC), facilitando desde as declarações do Imposto de Renda à divulgação de editais de compras governamentais. As melhores práticas do e-gov, ou governo eletrônico, devem facilitar a relação do Estado com o cidadão e as empresas, aperfeiçoando a gestão interna da máquina e a interação com parceiros e fornecedores.</p><p>O modelo atual do serviço público não valoriza a meritocracia, não reconhece devidamente o trabalho dos bons quadros do funcionalismo e acaba refletindo a má distribuição de renda do país, sendo profundamente injusto com os trabalhadores do setor privado e com o próprio servidor público.</p><p>O salário médio dos servidores federais é 67% mais alto do que o equivalente no setor privado, e o serviço federal retrata uma pirâmide: 70% dos servidores ganham até R$ 5 mil, enquanto o salário médio de um servidor do Judiciário é de R$ 18 mil.</p><p>É importante ressaltar que a reforma não é contrária aos interesses do servidor: ela é contra somente a ineficiência e as distorções que agravam a desigualdade social.</p><p>O modelo de reforma administrativa atualmente em análise no governo federal prevê uma série de avanços, como um programa de gestão e desempenho, para avaliar metas e entregas, uma progressão mais lenta de carreiras, com salários iniciais menores, e também o fim dos penduricalhos que geram os supersalários, um dos alvos do Ministério da Fazenda.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873859421_2022_09_29_congresso_nacional_em_brasilia_844439_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Congresso Nacional, em Brasília</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Roque de Sá/Agência Senado</span></figcaption></figure><p>Também já tramita no Congresso a PEC 32/2020, encaminhada no governo passado, que agora parece enfrentar resistências em segmentos políticos. Tudo indica que ainda não há convergência no alto comando do Executivo e do Legislativo sobre qual modelo deverá prevalecer.</p><p>De todo modo, é fundamental para o país que esse debate avance no Congresso, puxado pelas lideranças do governo e do parlamento.</p><p>O que devemos buscar é uma reforma para cortar privilégios, incentivar a meritocracia, aumentar a eficiência da máquina pública, com avaliações e metas a serem cumpridas, para que a sociedade possa contar com um sistema que represente, ao mesmo tempo, o ganho para o funcionário público eficiente, a redução de custos para os contribuintes e uma melhoria nos serviços prestados à sociedade.</p><h2>Veja Também</h2><h3>Estado brasileiro só vai se modernizar com superação de obstáculos</h3><p>Setores do governo demonstram preocupação com uma reforma que mire exclusivamente o corte de gastos públicos, embora esse gasto seja realmente um problema, estando entre os mais altos do mundo, como vimos. Mas a reforma é muito mais do que isso.</p><p>O ideal é combinar a busca pela eficiência com critérios de desempenho, o controle da expansão da folha, o combate aos supersalários e às distorções, resultando numa estrutura que preste melhores serviços para a sociedade.</p><p>O tema é sensível e estamos em ano eleitoral, o que pode afetar humores políticos. Mas é um debate que não podemos mais evitar, em benefício do próprio eleitor.</p><p>O artigo 41 da Constituição Federal já menciona a cobrança por eficiência e a possibilidade de demissões no serviço público, “mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa”. A Constituição é de 1988 e vai fazer 40 anos. Já passou da hora de avançarmos com essa agenda.</p>",
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  "body" : "<p>Não foram poucas as vezes em que tratamos de política industrial neste espaço. Na semana passada, finalmente,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/plano-de-r-300-bi-para-a-industria-acentua-receio-com-quadro-fiscal-0124\" class=\"link\" target=\"_blank\">o Brasil voltou a ter a sua política, após um longo período de desindustrialização, observado nos últimos 40 anos.</a></p><p>Agora voltamos ao jogo global utilizando ferramentas equiparadas às de grandes potências industriais como EUA, China e União Europeia. Como vice-presidente da CNI, representando o presidente da Confederação, Ricardo Alban, pude acompanhar no Palácio do Planalto o lançamento do programa Nova Indústria Brasil, no dia 22 de janeiro, num momento que, em discurso na ocasião, ressaltei considerar histórico.</p><p>O Nova Indústria Brasil (NIB) é uma política pública moderna e conectada aos desafios atuais da sociedade, estruturada em missões interministeriais, a serem desenvolvidas para além das divisões burocráticas entre ministérios e autarquias. Talvez por desinformação, as novas medidas foram recebidas em alguns setores com críticas infundadas, como veremos.</p><p>As 6 missões que orientam a nova política industrial brasileira incluem: 1) fortalecimento das cadeias agroindustriais; 2) estímulo ao complexo industrial da saúde; 3) infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade; 4) transformação digital; 5) descarbonização e 6) defesa nacional.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/um-plano-safra-para-a-industria-brasileira-0224\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873984107_2024_01_23_80x80_nova_industria_brasil_1990016.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Um Plano Safra para a indústria brasileira</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/r-300-bi-do-bndes-para-a-industria-podem-turbinar-fundos-do-es-0124\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873984261_2022_05_13_80x80_aco_bobinas_de_aco_arcellor_763155.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>R$ 300 bi do BNDES para a indústria podem turbinar fundos do ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/nova-industria-brasil-e-sem-assedio-homofobia-e-trabalho-analogo-a-escravidao-0124\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873984355_2022_02_22_80x80_a_arquitetura_e_o_design_dos_ambientes_de_escritorio_vao_alem_da_funcao_estetica_e_se_tornaram_mais_estrategicos_adaptando_se_a_flexibilidade_trazida_pelo_trabalho_hibrido_707175.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Nova Indústria Brasil é sem assédio, homofobia e trabalho análogo à escravidão</h3><p>Todas as missões estão alinhadas com os atuais desafios globais e locais e fazem frente ao que vêm desenvolvendo as demais nações industrializadas. A nova política contará com R$ 300 bilhões para financiar o setor nos próximos quatro anos, o que equivale a R$ 75 bi por ano, sem abalar o equilíbrio fiscal, como ventilaram alguns: os valores anunciados já estavam no orçamento deste ano.</p><p>Teremos efetivamente metas e monitoramento dos resultados, em análise no CNDI – Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial. O valor de R$ 300 bi, além de não afetar o ajuste fiscal, é bem inferior ao valor investido por outros países e inferior inclusive ao que o Brasil destina ao Plano Safra, que é responsável por alavancar o agronegócio brasileiro, grande fonte de riqueza nacional – esse plano contará com R$ 364 bi somente neste ano.</p><p>Levantamento do FMI mostra que, no mundo, temos mais de 2,5 mil medidas de política industrial, sendo que 70,9% são de economias avançadas e 29,1%, de economias emergentes. Nos EUA elas somam US$ 1,9 trilhão; no Reino Unido, US$ 1,7 trilhão e na União Europeia, US$ 1,6 trilhão – isso mostra que a NIB deve ser somente um impulso inicial.</p><p>A nova política oferece condições básicas para que o Brasil possa competir globalmente diante dos atuais desafios, não havendo reprodução de supostas práticas ultrapassadas. A NIB é inovadora e mira os desafios contemporâneos, num cenário internacional marcado pela transição energética e pela transformação digital. A nova política coloca o país na fronteira tecnológica da Indústria 4.0.</p><p>Observei no encontro no Palácio do Planalto, na presença do presidente da República e do vice, que, ao contrário do que sugerem algumas vozes, o Brasil realmente prosperou com o desenvolvimento impulsionado pela industrialização: nós éramos a referência entre os países em desenvolvimento, nos anos 60 e 70, quando os países asiáticos vinham aqui estudar o nosso case. Em 1980, a produção industrial brasileira era maior que a produção da China e da Coreia do Sul somadas. Em algum momento, perdemos esse bonde. Agora iniciamos a retomada.</p><p>Esses são os fatos. Não podemos mais manter uma ilusão ideológica que em nada ajuda o Brasil e precisamos reconhecer que, nos últimos 40 anos, o Brasil foi o país que mais perdeu no arranjo internacional das nações. Felizmente, estamos virando essa página.</p><p>A atual política industrial caminha junto também com o combate ao Custo Brasil. De um lado, com a NIB, o país busca aumentar a produtividade, estimular a inovação e as exportações e promover a descarbonização. De outro, o combate ao Custo Brasil busca equilibrar as condições de competitividade da indústria brasileiras no mercado internacional.</p><p>O atual Plano de Redução do Custo Brasil, contemplando o período de 2023 a 2026, dá seguimento ao trabalho iniciado em 2018 pelo Movimento Brasil Competitivo, com a atualização do cálculo do Custo Brasil, agora atingindo R$ 1,7 trilhão ao ano, ou quase 20% do PIB – esse valor mede a despesa adicional que empresas nacionais enfrentam para produzir localmente, em comparação à média da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.</p><p>Importante registrar que o Custo Brasil é o que faz os produtos fabricados aqui serem mais caros para o consumidor interno. Somos nós os consumidores que bancamos essa diferença, por isso a sociedade deveria cobrar a sua redução.</p><p>Temos em andamento no CNDI o Grupo de Trabalho de Custo Brasil, com a participação de 17 ministérios, além da FINEP e do BNDES. A CNI está acompanhando de perto essa agenda, atenta para que a execução permaneça alinhada aos interesses do desenvolvimento da indústria e do país.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774873984630_2023_05_05_industria_1601324_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Industrialização</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Divulgação</span></figcaption></figure><p>A Nova Indústria Brasil é um plano em construção. Planos de desenvolvimento industrial só têm sucesso quando construídos com intensa participação dos setores envolvidos e conectados aos anseios da sociedade de forma ampla, como acontece agora. Essa governança compartilhada contribui para que ela seja incorporada como política de Estado, não somente de governo.</p><p>A própria recriação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e a escolha do vice-presidente Geraldo Alckmin para liderar o Ministério, a reativação do CNDI e o fortalecimento do BNDES são sinais claros de uma mudança em curso, para a construção do futuro do país.</p><p>As lideranças empresariais e políticas devem acompanhar e apoiar essa agenda de retomada da indústria e da produtividade e competitividade do país. Uma indústria forte e competitiva é a base para o desenvolvimento inclusivo e sustentável de toda sociedade brasileira e é o único caminho para aumentarmos a renda média da população.</p>",
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  "title" : "Sérgio Rogério de Castro: um exemplo de liderança empresarial",
  "description" : "Alguns traços da personalidade do meu pai me serviram como inspiração a vida inteira, e penso que poderiam também inspirar outros empreendedores do Espírito Santo",
  "body" : "<p>Não foi nada fácil para mim definir a abordagem deste texto, não somente por razões afetivas, mas também pela abrangência do legado do meu pai, Sérgio Rogério de Castro, para todos nós que convivíamos com ele e creio que para o Espírito Santo em geral. Primeiramente, gostaria de agradecer todos os depoimentos registrados nas redes e em entrevistas e artigos na imprensa,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leonel-ximenes/morre-o-ex-senador-e-empresario-sergio-rogerio-de-castro-aos-81-anos-1023\" class=\"link\" target=\"_blank\">sobre o seu falecimento, dia 31 de outubro,&nbsp;</a>reconhecendo a sua importância para o mundo empresarial e político do Estado que ele escolheu para viver.</p><p>Meu pai nasceu em Muriaé, Minas Gerais: era o filho do meio de uma família de cinco filhos, sendo a mãe professora e o pai, advogado. Ninguém na família era empreendedor.</p><p>Aos 12 ou 13 anos ele se mudou para o Rio de Janeiro, para estudar no tradicional colégio Pedro II, e depois fez Engenharia Mecânica. Ao se formar, voltou para Muriaé, para se casar com a minha mãe, com quem já namorava, e em 1972 ele veio para o Espírito Santo para fundar a Fibrasa, hoje uma das maiores empresas de embalagens plásticas de polipropileno no país – mas o início não foi fácil.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774874838444_2023_10_31_sergio_rogerio_de_castro_assumiu_o_mandato_no_senado_durante_quatro_meses_1911205_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Sérgio Rogério de Castro assumiu o mandato no Senado durante quatro meses</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Ales</span></figcaption></figure><p>Sérgio Rogério de Castro veio para cá atraído pelo extinto Funres, o Fundo de Recuperação Econômica do Espírito Santo, um dos importantes incentivos de desenvolvimento regional do Estado, que transformaram a sua economia a partir dos anos 70.</p><p>A Fibrasa foi a primeira indústria a se instalar no Civit, na Serra, quando o município tinha somente 20 mil habitantes. O Centro Industrial Metropolitano de Vitória – Civit, apesar de ser um polo industrial, tinha infraestrutura precária em telefonia e energia, num tempo em que não havia a tecnologia de hoje. Sérgio Rogério era chamado na época de “o louco do Civit”, porque ninguém acreditava muito que aquilo daria certo.</p><p>Atualmente a Serra é o município mais populoso do Estado, com mais de 520 mil habitantes; é o segundo município mais rico, perdendo apenas para a Capital; e o Civit abriga mais de 200 empresas.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/av-civit-i-na-serra-vai-ser-ampliada-e-ganhar-parque-veja-video-0923\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774874838600_2023_08_31_80x80_projecao_das_obras_de_ampliacao_na_avenida_civit_i_na_serra_1851789.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Avenida Civit I, na Serra, vai ser ampliada e ganhar parque; veja vídeo</h3><p>Alguns traços da personalidade do meu pai me serviram como inspiração a vida inteira, e penso que poderiam também inspirar outros empreendedores do Espírito Santo: a sua visão de futuro, a intensa dedicação ao trabalho, a incessante busca pelo conhecimento em viagens e leituras, a paixão pelas artes, do samba ao erudito, passando pela ópera e pelo carnaval de Salvador, a determinação de assumir opiniões próprias com independência em relação aos governos ou à voz da maioria, a preocupação com a qualidade no processo de produção, incluindo a opção pelos melhores e mais modernos equipamentos, o acompanhamento constante da evolução tecnológica, sempre conectado com as grandes transformações, e o notório senso de coletividade e o trabalho pelo associativismo no Estado.</p><p>O associativismo, sua grande ocupação especialmente nos últimos anos, nada mais é do que um modelo de colaboração entre empresas, pessoas ou organizações que têm interesses em comum, para defender uma causa comum.</p><p>No seu caso, o espírito de colaboração e empreendedorismo se manifestou bem cedo. Logo após a sua formatura em Engenharia, em meados dos anos 60, Sérgio Rogério liderou um grupo de colegas recém-formados para mobilizar recursos junto a empresários e fazer uma viagem de seis meses à Europa, para acompanhar as tendências no processo produtivo em visitas técnicas a indústrias locais. Isso num tempo em que a TV engatinhava e o grande veículo de comunicação ainda era o rádio. A viagem foi feita de navio.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/foi-algo-inesperado-diz-presidente-da-findes-sobre-aumento-de-icms-1123\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774874838695_2023_07_27_80x80_a_presidente_da_findes_cris_samorini_em_evento_de_comemoracao_aos_65_anos_da_findes_1818613.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>\"Foi algo inesperado\", diz presidente da Findes sobre aumento de ICMS</h3><p>A Fibrasa foi fundada em 1972 e em 1977 ele fundou a Ases, Associação dos Empresários da Serra, para compartilhar dores e buscar soluções conjuntas que beneficiassem todo o ecossistema.</p><p>Em 1989 ele se elegeu presidente da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/findes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Federação das Indústrias do Espírito Santo – Findes</a>, organização que comandou por um mandato, até 1992, porque também ele acreditava na importância da alternância no poder, para evitar que as instituições sejam capturadas por projetos pessoais.</p><p>Em 2015, ele ajudou a criar a Escola de Associativismo, uma organização sem fins lucrativos que promove cursos e palestras, disponibilizando informações para todo tipo de organização, de sindicatos a associações de moradores.</p><p>No ano 2000, ele voltou a disputar a Presidência da Findes, e aqui eu gostaria de mencionar o artigo do professor João Gualberto Vasconcellos, publicado em seu blog dias atrás, em que ele narra a participação do meu pai na fundação do movimento empresarial ES em Ação.</p><p>Disse o professor: “Foi a sua militância e importância política como gestor inovador que o fez disputar a eleição do ano 2000 na Findes. Um ato de coragem. Foi massacrado pela máquina política que comandava o Espírito Santo, à época. Mas suas ideias e lutas não morreram com a derrota. Ele nos procurou para trabalhar a ideia de que as elites empresariais precisavam construir um outro locus para a sua ação”.</p><p>Surgia assim o ES em Ação, que, como disse o professor, “teve forte papel na reconstrução ética do nosso Estado”.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/a-cni-e-a-construcao-de-uma-nova-politica-industrial-para-o-pais-1023\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774874838812_2023_10_28_80x80_industria_1907502.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>A CNI e a construção de uma nova política industrial para o país</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/industria-verde-uma-janela-de-oportunidades-para-o-brasil-1023\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774874838911_2022_11_04_80x80_energia_limpa_para_o_meio_ambiente_906261.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Indústria verde: uma janela de oportunidades para o Brasil</h3><p>Sérgio Rogério acreditava na política como instrumento de transformação da sociedade e, tanto na política como nos negócios, ele valorizava o debate e a divergência, porque sabia que a troca de ideias enriquecia o processo de decisão – e ele acreditava que quem devia brigar eram as ideias, não os homens.</p><p>Penso que ele encarnava a figura do industrial empreendedor e visionário, com opiniões fortes, sempre se posicionando de maneira firme, mas respeitosa, sem se preocupar em agradar ninguém, convicto de que a divergência cordial contribuía para empurrar para a frente a vida empresarial e política.</p><p>Movido pelos seus ideais, ele foi senador suplente do Ricardo Ferraço, tendo assumido o mandato por 6 meses, mas mesmo na suplência ele se sentia responsável pela atuação parlamentar e dedicava horas, com orgulho, a essa atividade, contribuindo com sugestões e análises.</p><p>No Pedra Azul Summit, grande encontro de lideranças empresariais promovido pela Rede Gazeta, no fim de outubro, conversei com o professor João Gualberto sobre uma entrevista que meu pai daria ao ES em Ação, para documentar o seu depoimento. Meu pai estava lúcido e disposto a falar. Combinamos que João deveria participar. Não deu tempo: meu pai se foi no dia 31, o dia marcado para a gravação.</p><p>Agradeço muito ao João e a todos que ajudaram a contar a sua história, na cobertura jornalística de sua passagem para outro plano. Ficam os seus ensinamentos, que guardarei para sempre na memória e que, espero, poderão servir de inspiração para as atuais e futuras gerações de lideranças do Espírito Santo.</p>",
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  "title" : "A CNI e a construção de uma nova política industrial para o país",
  "description" : "Nova diretoria da Confederação Nacional da Indústria, com mandato até 2027, assume num momento em que o Brasil também retoma uma política industrial",
  "body" : "<p>O desenvolvimento da indústria de um país está diretamente ligado ao desenvolvimento do próprio país como nação, como temos demonstrado em nossos artigos. Os países mais ricos e prósperos, com mais qualidade de vida para a sua população, são justamente os mais industrializados.</p><p>No atual cenário internacional, depois da pandemia e com as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, as grandes&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/economia\" class=\"link\" target=\"_blank\">economias</a>&nbsp;do mundo estão voltando o foco para as suas políticas industriais, e os países que haviam deixado de lado uma estratégia para a indústria passam a adotá-la como uma necessidade imperiosa: a globalização dos anos 90 vive um momento de inflexão.</p><p>As nações mais desenvolvidas, que haviam descentralizado a produção com plantas industriais em países asiáticos, por exemplo, estão revendo os seus parceiros estratégicos na produção em cadeia global, com a priorização de ativos como estabilidade geopolítica e opção de energia limpa. Como sabemos, o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/brasil\" class=\"link\" target=\"_blank\">Brasil</a>&nbsp;preenche os dois requisitos e pode se beneficiar desse cenário.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/industria-verde-uma-janela-de-oportunidades-para-o-brasil-1023\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875372496_2022_11_04_80x80_energia_limpa_para_o_meio_ambiente_906261.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Indústria verde: uma janela de oportunidades para o Brasil</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/um-brasil-que-luta-para-dar-certo-1023\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875372618_2023_07_31_80x80_cenas_da_cidade_de_brasilia_na_foto_a_esplanada_dos_ministerios_1822111.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Um Brasil que luta para dar certo</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/energias-renovaveis-uma-nova-agenda-de-reformas-para-o-brasil-0923\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875372715_2022_12_09_80x80_energia_eolica_927339.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Energias renováveis: uma nova agenda de reformas para o Brasil</h3><p>Aqui no Brasil, a Confederação Nacional da Indústria, uma instituição de 85 anos, fundada em 1938, tem se notabilizado na formulação de estudos, análises e pesquisas, para promover o diálogo fundamentado em dados e colaborar assim para a elaboração de uma estratégia de desenvolvimento da indústria e do país. Nesse contexto, na próxima terça-feira, em Brasília, assume a nova diretoria na CNI, presidida pelo industrial Ricardo Alban, da Bahia.</p><p>A nova diretoria, com mandato até 2027, assume num momento em que o Brasil também retoma uma política industrial, com a recriação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, pasta sob o comando do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o que por si só já demonstra a importância que a área ganhou no governo federal.</p><p>A CNI tem colaborado com a construção de uma nova política industrial, no âmbito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), que por sinal voltou a se reunir neste ano após sete anos desativado – o que indica o período em que andamos de lado e a importância de retomarmos agora a tendência mundial de implantar uma política industrial para o país.</p><p>O tempo que passamos patinando nesse debate custou caro. No início dos anos 80, a indústria de transformação respondia por 35% do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/pib\" class=\"link\" target=\"_blank\">PIB</a>&nbsp;brasileiro. No ano passado, fechou representando 12,9%, ou um terço do que era, mas finalmente viramos a página e voltamos ao jogo. O Brasil hoje tem a política industrial como prioridade.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875372914_2023_10_28_industria_1907502_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">O Brasil hoje tem a política industrial como prioridade</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: CNI/Divulgação</span></figcaption></figure><p>A atual agenda macro da neoindustrialização, termo que está sendo adotado para este novo momento, passa por 6 missões estabelecidas pelo CNDI, que são: 1) Cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais; 2) Complexo econômico industrial da saúde; 3) Infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis para a integração produtiva e bem-estar nas cidades; 4) Transformação digital da indústria para aumentar a produtividade; 5) Bioeconomia, descarbonização, e transição e segurança energética; 6) Tecnologia de interesse para a soberania e defesa nacional, além de dois outros Grupos de Trabalho (GT) que foram criados para tratar da redução do Custo Brasil e de financiamentos.</p><p>Os trabalhos tanto nas Missões como nos GTs já começaram. A meta é, ao longo de novembro, ter maior clareza nas ações necessárias para de fato retomar um caminho para dinamizar e dar impulso à indústria nacional.</p><p>Nos trabalhos sobre redução do Custo Brasil, por exemplo, o CNDI listou 17 projetos a serem executados nos próximos 24 meses, tais como: reduzir o custo de financiamento de infraestrutura; racionalizar os encargos setoriais incidentes sobre a tarifa de energia; remover barreiras à navegação hidroviária; racionalizar taxas portuárias; aprimorar o sistema de garantias para empréstimos; infraestrutura para conectividade; prevenção de litígios tributários; isonomia tributária para compras governamentais e aperfeiçoamento da regulação referente a logística reversa, entre outros.</p><p>O processo de industrialização do Brasil começou no governo Getúlio Vargas, a partir de 1930, com a criação de empresas como a Companhia Siderúrgica Nacional, a Vale do Rio Doce, a Petrobras e o BNDES, e desde o início desse processo a CNI tem contribuído ativamente para a formulação e implantação de políticas para o desenvolvimento do país.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/orlando-caliman/as-armadilhas-que-limitam-o-crescimento-da-economia-brasileira-1023\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875373039_2022_09_13_80x80_carteira_de_trabalho_834758.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>As armadilhas que limitam o crescimento da economia brasileira</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/mudancas-na-receita-federal-voltam-a-preocupar-empresarios-e-politicos-do-es-1023\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875373143_2020_11_05_80x80_operacao_no_porto_de_capuaba_em_vila_velha_353945.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Mudanças na Receita Federal voltam a preocupar empresários e políticos do ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/o-impacto-da-reforma-tributaria-no-comercio-exterior-do-es-1023\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875373289_2021_12_29_80x80_rebocadores_fazem_buzinaco_e_jogam_jato_de_agua_para_comemorar_recorde_de_exportacao_no_porto_de_vitoria_671897.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O impacto da reforma tributária no comércio exterior do ES</h3><p>No&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>, temos dois capixabas participando da nova diretoria da CNI e contribuindo com a construção da política industrial: a presidente da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/findes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Findes</a>, Cris Samorini, que assume a Diretoria Financeira da Confederação Nacional da Indústria, e eu, que assumo uma vice-presidência da CNI, respondendo também pela coordenação do COPIN, que é o Conselho de Política Industrial e Tecnologia da CNI, onde justamente esses temas serão debatidos.</p><p>Estamos otimistas com o início da nova gestão na CNI e dos trabalhos no Ministério da Indústria. Os grupos de trabalho, além da participação do setor privado e de ministérios envolvidos com os respectivos temas, contarão também com o BNDES e o Finep, agência pública que financia a inovação, desde a pesquisa básica até a preparação do produto para o mercado.</p><p>Esperamos que a experiência do governo federal, em parceria com o setor industrial na formulação de políticas para o país, possa também ter reflexos nos Estados, especialmente no Espírito Santo, para que também possamos ter uma política industrial regionalizada, de acordo com o nosso potencial. Temos boas perspectivas e boas oportunidades de geração de riqueza para o país e para o Estado, resta agora trabalhar e saber aproveitá-las.</p>",
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  "body" : "<p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/um-brasil-que-luta-para-dar-certo-1023\" class=\"link\" target=\"_blank\">No artigo anterior, publicado há duas semanas, registrei a melhora do nosso ambiente econômico</a>, com a perspectiva de o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/brasil\" class=\"link\" target=\"_blank\">Brasil</a>&nbsp;crescer 3% ou mais neste ano, contrariando previsões pessimistas do passado, e terminei mencionando as novas janelas de oportunidades para o país, com a transição energética para uma&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/economia\" class=\"link\" target=\"_blank\">economia</a>&nbsp;de baixo carbono, uma agenda imperiosa para o mundo. Hoje vamos avançar no tema, mostrando que a indústria verde é um negócio de quase US$ 400 bilhões ao nosso alcance.</p><p>A Confederação Nacional da Indústria (CNI) promoveu recentemente o seminário “Powershoring e a neoindustrialização verde do Brasil”, abordando o potencial da descentralização de cadeias produtivas globais, para países próximos a centros de consumo e que oferecem&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/energia-renovavel\" class=\"link\" target=\"_blank\">energia limpa e abundante</a>, como é o caso do Brasil.</p><p>Em outras palavras: pressionados por legislações próprias e acordos internacionais que obrigam as grandes potências a reduzir a emissão de carbono, os Estados Unidos e a União Europeia tendem a rever as suas cadeias de produção de manufaturas para um ambiente mais sustentável.</p><p>Esse é o chamado powershoring, a busca de um local seguro para produzir, com energia limpa e barata e que não esteja sujeito a conflitos geopolíticos – de novo, é justamente o caso do Brasil.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/ufes-e-findes-juntas-pela-inovacao-que-deve-ser-prioridade-no-es-0923\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875577138_2021_01_11_80x80_sede_da_findes_na_reta_da_penha_em_vitoria_397289.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ufes e Findes juntas pela inovação, que deve ser prioridade no ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/energias-renovaveis-uma-nova-agenda-de-reformas-para-o-brasil-0923\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875577231_2022_12_09_80x80_energia_eolica_927339.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Energias renováveis: uma nova agenda de reformas para o Brasil</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/o-brasil-quer-ter-industria-0523\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875577315_2023_02_07_80x80_janeiro_registrou_a_producao_de_143_mil_unidades_de_veiculos_numero_5_maior_do_que_o_ano_passado_966552.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O Brasil quer ter indústria?</h3><p>O Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) estima que essa corrida das maiores economias do mundo em busca da descarbonização cria a possibilidade de o Brasil faturar US$ 395 bilhões até 2032, com a exportação de produtos com selo sustentável.</p><p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/conflito-israel-hamas-o-que-acontece-agora-1023\" class=\"link\" target=\"_blank\">O ataque a Israel e a intensificação dos conflitos no Oriente Médio</a>, drama humanitário que chocou o mundo, lança incertezas na economia global, com pressões inflacionárias e oscilações no preço do petróleo, mas não altera o cenário da busca pela descarbonização da economia, prevista no Acordo de Paris, assinado em 2015 por 195 países.</p><p>O fato de o Brasil ser um país sem conflitos geopolíticos reforça o seu potencial de atração de investimentos. Aqui, 83,7% da energia produzida vêm de fontes renováveis, incluindo energia hídrica, solar e eólica.</p><p>Os principais investidores globais, Estados Unidos e Europa, possuem programas robustos de descarbonização da economia. Os EUA planejam investir mais de 500 bilhões de dólares em tecnologias verdes e projetos de clima, e a Europa outros 600 bilhões de euros, segundo estimativas do CAF, o que indica nossas oportunidades no powershoring.</p><p>Essa nova frente de oportunidades, contudo, não cairá do céu, obviamente. Para atrair novos investimentos aproveitando essa onda de neoindustrialização, temos o nosso dever de casa a fazer, especialmente na área de infraestrutura e logística.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/agro/desmatamento-e-desafio-para-o-brasil-despontar-na-economia-verde-0823\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875577409_2023_08_17_80x80_marcelo_augusto_morandi_agronegocio_sustentavel_combinando_produtividade_e_praticas_esg_1838182.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Desmatamento é desafio para o Brasil despontar na economia verde</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/samarco-vai-usar-gas-natural-para-producao-mais-sustentavel-em-ubu-1023\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875577514_2021_12_17_80x80_samarco_664753.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Samarco vai usar gás natural para produção mais sustentável em Ubu</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/exportacao-de-cafe-representantes-do-es-vao-a-europa-vender-sustentabilidade-0923\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875577639_2023_04_12_80x80_espirito_santo_tem_se_destacado_e_busca_se_tornar_um_dos_maiores_fornecedores_de_cafe_arabica_e_conilon_para_o_mercado_mundial_1564824.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Exportação de café: representantes do ES vão à Europa 'vender' sustentabilidade</h3><p>O déficit de investimentos em logística, energia elétrica, telecomunicações e saneamento somente no ano passado foi de R$ 255 bilhões, de acordo com levantamento da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base).</p><p>O próprio Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe alerta que o Brasil precisa avançar no processo de licenciamento ambiental, criação de Zonas de Processamento de Exportações acopladas a portos e investimentos em ciência e tecnologia.&nbsp;O banco já sinalizou estar disposto a repassar US$ 600 milhões para o BNDES e o Banco do Nordeste (BNB), para financiamento de plantas industriais de energia limpa.</p><p>Temos, portanto, recursos para financiamento, temos mercado e temos condições geopolíticas e energéticas para atrair essa nova onda de investimentos.</p><p>Agora, precisamos criar as condições regulatórias e de infraestrutura e logística. As oportunidades estão em nossas mãos, precisamos saber aproveitá-las. Esperamos que nossas lideranças estejam atentas a essas janelas que poderão gerar grande riqueza para o país.</p>",
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  "description" : "O desempenho do PIB divulgado no início do mês passado indicou crescimento de 0,9% do primeiro para o segundo trimestre, sendo que é o oitavo resultado positivo consecutivo do indicador, nessa comparação",
  "body" : "<p>Estamos nos aproximando do fim do ano em um cenário econômico bem melhor do que se imaginava tempos atrás, não há como negar. O desempenho do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/pib-cresce-09-no-segundo-trimestre-puxado-por-industria-e-servicos-0923\" class=\"link\" target=\"_blank\">PIB divulgado no início de setembro&nbsp;</a>surpreendeu positivamente, levando analistas e instituições financeiras a rever suas projeções. Resultados ainda longe do que sonhamos e distante do potencial do Brasil, sem dúvida, mas de todo modo é um panorama bem diferente do que se imaginava há um ano.</p><p>O desempenho do PIB divulgado no início do mês passado indicou crescimento de 0,9% do primeiro para o segundo trimestre, sendo que é o oitavo resultado positivo consecutivo do indicador, nessa comparação.</p><p>Analistas econômicos falam em resiliência da atividade econômica ou da força produtiva brasileira, independentemente da política partidária, dos embates ideológicos e dos gargalos que impedem um crescimento no padrão chinês ou indiano.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/orlando-caliman/pib-do-es-indo-alem-do-que-nos-mostram-os-grandes-numeros-0923\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875844676_2021_12_17_80x80_samarco_664746.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>PIB do ES:&nbsp;indo além do que nos mostram os grandes números</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/orlando-caliman/os-varios-olhares-sobre-o-pib-capixaba-0923\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875844816_2023_05_03_80x80_navio_carregado_de_conteiners_atracado_no_porto_de_vitoria_1599335.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Os vários olhares sobre o PIB capixaba</h3><p>Os números mostram, em resumo, um Brasil empreendedor que insiste em dar certo, com resultados positivos na economia e também no campo institucional. Uma análise independente e equilibrada como a que buscamos fazer aqui constatará avanços.</p><p>No fim do ano passado, falava-se em crescimento abaixo de 1% neste ano. Agora já se fala em índice superior a 3%. Relatório do Santander divulgado dias atrás na imprensa mostra que o banco está revendo para cima as suas projeções, contando com crescimento de pelo menos 3,1%. O Goldman Sachs prevê 3,25% e o JP Morgan, 3% cravado. Não resolve a nossa vida após tantos anos de estagnação, mas sem dúvida é uma boa surpresa e um bom caminho.</p><p>No campo institucional, vemos avanços no sistema de freios e contrapesos da nossa jovem democracia, com o Congresso Nacional impondo limites às tendências de retrocesso sinalizadas pelo Executivo. Não foram poucas as vezes em que o Congresso impediu o avanço do atraso.</p><p>A autonomia do Banco Central, a preservação do marco legal do saneamento e da reforma trabalhista e a privatização da Eletrobras foram mantidas devido à pertinente atuação do Legislativo. Também foi decisiva a atuação de lideranças do Congresso na votação da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-tributaria\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma tributária</a>, já aprovada na Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado, onde deverá ser votada até o fim de outubro, segundo estimativas do presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco.</p><p>A taxa de desemprego está em queda, na faixa dos 8%; a inflação se aproxima do centro da meta para este ano, fixada em 3,25% pelo Conselho Monetário Nacional, e, com a devida autonomia, o Banco Central, avaliando o cenário, entendeu que era possível reduzir a Selic para 12,75%, na reunião de 20 de setembro – de novo: ainda longe da realidade com a qual sonhamos, mas temos avanços.</p><p>O novo equilíbrio de forças em Brasília e a independência do Congresso mostram o amadurecimento da nossa democracia, regime em que o país não depende exclusivamente da vontade do Executivo, sempre mais forte no Presidencialismo. Mas é preciso haver limites, e o Legislativo mostrou isso.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875844987_2023_07_31_cenas_da_cidade_de_brasilia_na_foto_a_esplanada_dos_ministerios_1822111_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Cenas da cidade de Brasília. Na foto a Esplanada dos MInistérios.</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: José Cruz/ Agência Brasil</span></figcaption></figure><p>Apesar dos avanços, no campo institucional vimos retrocessos lamentáveis no combate às organizações criminosas e à corrupção, especialmente no desmonte da operação Lava Jato, vítima de uma verdadeira operação abafa, que, neste caso, reuniu políticos de todas as correntes, da esquerda à direita. No combate à Lava Jato, não houve divergência ideológica.</p><p>De certo modo, com a triste contribuição de setores do Judiciário, a cúpula do poder em Brasília parece querer passar pano e fazer de conta que não houve corrupção. O dramaturgo Nelson Rodrigues dizia que, em Brasília, “não há inocentes, todos são cúmplices”.</p><p>Há uma narrativa em construção segundo a qual tudo não passou de um grande erro judicial. Uma narrativa frágil que ignora o fato de que acordos firmados no âmbito da Lava Jato levaram empresas a devolver R$ 6,2 bilhões aos cofres da Petrobras, dinheiro suficiente para fazer uns 10 aeroportos como o de Vitória. Vemos o trabalho de anos e anos de elucidação de crimes se esvaindo nessa grande operação abafa.</p><p>Na política internacional, o afago a regimes autoritários como Cuba e Venezuela dificultam uma relação mais próxima com os Estados Unidos e a Europa. Isso nos fragiliza.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/lula-ja-caminhou-e-fez-fisioterapia-um-dia-apos-cirurgia-no-quadril-0923\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875845113_2023_09_25_80x80_presidente_da_republica_luiz_inacio_lula_da_silva_1874162.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Lula já caminhou e fez fisioterapia um dia após cirurgia no quadril</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/genero-e-cor-nao-serao-criterios-para-indicacoes-ao-stf-e-pgr-diz-lula-0923\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875845243_2023_09_25_80x80_presidente_da_republica_luiz_inacio_lula_da_silva_1874162.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Gênero e cor não serão critérios para indicações ao STF e PGR, diz Lula</h3><p>Podemos observar ainda duas grandes forças em confronto no Brasil. Esperamos que vença a corrente que quer construir um país com mais oportunidades para a sua população, que promova a educação de qualidade e profissionalizante, com mais oportunidades de emprego e renda, melhores serviços de saúde e infraestrutura competitiva, com segurança jurídica, juros e inflação baixa e maior potencial para atrair investimentos.</p><p>Vemos no horizonte grandes oportunidades para o Brasil. Durante os últimos dias, participei de encontros como o Meeting de Lideranças promovido pela Findes, em Pedra Azul, e o J. Safra Brazil Conference 2023, do Banco Safra. Temos uma enorme janela de oportunidades com a transição energética para uma economia de baixo carbono e com a reorganização das cadeias globais de produção valorizando o nearshoring, ou o comércio com maior foco em países vizinhos. Mas isso é assunto para outro artigo.</p>",
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  "body" : "<p>A&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/findes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes)</a>&nbsp;e a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/ufes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Ufes</a>&nbsp;assinaram na semana passada um histórico acordo de cooperação técnica, para estimular o desenvolvimento da indústria e da educação no Espírito Santo, promovendo inovação, capacitação e pesquisa, fortalecendo a economia local e a geração de conhecimento no Estado.</p><p>Um marco a ser celebrado, sem dúvida. São duas instituições robustas, com décadas de notória contribuição para o desenvolvimento estadual, que sempre estiveram próximas e agora se unem formalmente num termo de cooperação, com prazo inicial de cinco anos, podendo ser renovado. É um grande passo para a economia capixaba, e sabemos que podemos avançar ainda mais no campo da inovação, especificamente.</p><p>A assinatura da cooperação técnica é oportuna para uma reflexão sobre o histórico recente do ecossistema de inovação capixaba, retomando a partir de 2017, quando a Findes, em parceria com demais organizações, propôs a criação da Mobilização Capixaba pela Inovação, uma ação conjunta de atores locais para fortalecer o ecossistema estadual do setor.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leonel-ximenes/ufes-define-data-para-eleicao-consulta-do-novo-reitor-0923\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875989677_2023_06_03_80x80_ufes_1742788.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ufes define data para eleição (consulta) do novo reitor</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/agora/economia-capixaba-cresce-4-no-primeiro-semestre-aponta-findes-0923\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875989772_2023_08_08_80x80_orcamento_negocio_calculo_investimetos_economia_dinheiro_selic_juros_taxa_selic_taxa_de_juros_1828897.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Economia capixaba cresce 4% no primeiro semestre, aponta Findes</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leonel-ximenes/o-que-diz-a-presidente-da-findes-sobre-a-possibilidade-de-sua-reeleicao-0623\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875989875_2023_03_16_80x80_cris_samorini_1305082.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O que diz a presidente da Findes sobre a possibilidade de sua reeleição</h3><p>A MCI reúne a clássica hélice tríplice da inovação, com setor produtivo, governo do Estado e academia, contando com um inédito fundo próprio, o Funcitec, com recursos da indústria e do setor atacadista. A partir da MCI, inauguramos em setembro de 2019 o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/findeslab-recebe-certificado-e-vai-ampliar-atividades-1122\" class=\"link\" target=\"_blank\">FindesLab, o hub de inovação da indústria capixaba</a>, no alto da sede da Findes, na Reta da Penha, dando um novo significado ao espaço.</p><p>O FindesLab inspirou a criação de diversos novos hubs, como o Base 27 e os hubs de grandes organizações como o Grupo Águia Branca, a Arcelor, Suzano, Sicoob, Fecomércio e UVV. Na época, havia a visão pragmática de que inovação significa emitir nota fiscal nova: o objetivo da MCI era organizar o processo de inovação no Estado de forma a adicionar valor agregado e experiência à economia capixaba. Evoluímos muito, sem dúvida!</p><p>Mas penso que, em algum momento, de 2019 para cá, perdemos o foco e a visão pragmática sobre a inovação. A MCI não conseguiu estabelecer uma governança moderna e independente, aplicamos de forma dispersa e inadequada os recursos do Funcitec, e a construção do ecossistema cooperativo, com baixa redundância, e completo, não avançou. Há no mercado a percepção de que paramos no tempo, infelizmente. Precisamos rever a operação da MCI urgentemente.</p><p>Vemos com certa apreensão, por exemplo, a evolução do FIP Funses 1, o Fundo de Investimento em Participações gerido pela TM3 Capital, com recursos do Fundo Soberano do Espírito Santo. Em um ano e meio de caminhada, foram 17 startups beneficiadas, sendo 12 aceleradas com aportes médios de R$ 500 mil cada e 5 com investimentos superiores a R$ 2 milhões. Não constatamos ainda, contudo, a devida evolução e mesclagem dessas iniciativas com a cultura local.</p><p>Precisamos que esse recurso sirva para investir nas empresas de base tecnológica capixabas e também nas de fora do Espírito Santo, e neste caso atraindo o capital humano dessas investidas para se mesclar ao capixaba, criando assim um subproduto poderoso, que é a troca de conteúdo, de vivências, experiências, acessos e visão empreendedora.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875990049_2021_01_11_sede_da_findes_na_reta_da_penha_em_vitoria_397289_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Sede da Findes na Reta da Penha, em Vitória</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Ricardo Medeiros</span></figcaption></figure><p>Penso que é importante fazer essa reflexão, no momento do acordo histórico entre a Findes e a Ufes. Na ocasião da assinatura, a presidente da Findes, Cris Samorini, destacou a importância do evento: “Retomar essa construção de união com a academia me deixa muito satisfeita. Tudo que é lançado em termos de inovação e pesquisa, temos o setor industrial como maior impulsionador e consumidor. Para se ter ideia, 66,4% é a participação da indústria no investimento empresarial em Pesquisa e Desenvolvimento. Por isso, acreditamos que essa parceria dará muitos resultados”.</p><p>O acordo prevê iniciativas como apoio à realização de estudos e pesquisas em temas de interesse da indústria capixaba; projetos de Educação Profissional Técnica, de graduação, pós-graduação e extensão, voltados para o interesse da indústria capixaba, e compartilhamento de espaços físicos e acadêmicos para realizar atividades acadêmicas e realização de serviços para a indústria.</p><p>O professor e pesquisador Luciano Raizer, que foi vice-presidente da Findes e teve relevante contribuição na criação do FindesLab, destaca que o acordo formaliza uma parceria entre a Findes e a Ufes que, na prática, já existia. Agora, haverá mecanismos formais de interação, com um comitê estratégico presidido pelas duas maiores lideranças das instituições, a presidente Cris Samorini e o reitor Paulo Vargas, com o estabelecimento de diretrizes e monitoramento dos grandes objetivos dessa parceria.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/petroleo-sem-inovacao-es-sai-perdendo-na-corrida-da-transicao-energetica-0923\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875990189_2023_09_12_80x80_petroleo_1861811.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Petróleo: sem inovação, ES sai perdendo na corrida da transição energética</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/universitarios-do-es-podem-participar-de-desafio-nacional-de-inovacao-e-capital-de-risco-0923\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875990361_2023_09_01_80x80_equipe_fucape_finance_campea_do_vc_challenge_2021_1852568.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Universitários do ES podem participar de desafio nacional de inovação e capital de risco</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/es-avanca-em-infraestrutura-inovacao-e-seguranca-mas-cai-em-educacao-0823\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774875990520_2023_07_27_80x80_primeira_carga_de_litio_e_exportada_pelo_porto_de_vitoria_1818573.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>ES avança em infraestrutura, inovação e segurança, mas cai em educação</h3><p>O comitê gestor deverá se reunir a cada três meses para definir ações específicas e acompanhar os resultados. Esse acordo certamente renderá frutos importantes para o Espírito Santo.</p><p>Contudo, no momento em que damos esse grande passo, é fundamental que o Conselho Estratégico retome atenção à MCI, deixando de olhar projetos e iniciativas de forma isolada, para redefinirmos um norte, investindo em ações estruturantes para o futuro do Espírito Santo, focando, por exemplo, em transição energética, inteligência artificial e tecnologias habilitadoras da indústria 4.0. Para isso, é urgente a revisão da governança da Mobilização Capixaba pela Inovação. Esse deve ser o nosso foco, para que a inovação seja realmente prioridade no Espírito Santo.</p>",
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  "title" : "Energias renováveis: uma nova agenda de reformas para o Brasil",
  "description" : "O país tem a vantagem competitiva de possuir 47% da sua matriz energética proveniente de fontes renováveis – nos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), esse percentual está na faixa de 11%",
  "body" : "<p>O Brasil avança na&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-tributaria\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma tributária&nbsp;</a>e no novo arcabouço fiscal. A&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-administrativa\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma administrativa</a>&nbsp;está na fila: frentes parlamentares representativas do setor produtivo divulgaram um manifesto na semana passada, para pressionar o comando do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/congresso-nacional\" class=\"link\" target=\"_blank\">Congresso Nacional</a>, para que a medida ganhe celeridade na tramitação. Essa é uma agenda decisiva para o desenvolvimento do país, mas é uma agenda antiga, que está há décadas em debate.</p><p>Precisamos superar o quanto antes essa pauta, para conseguirmos entrar de forma minimamente competitiva na nova corrida que atualmente move o mundo desenvolvido. Trata-se da chamada corrida verde, baseada em vultosos subsídios adotados por economias como Estados Unidos, União Europeia, Japão e China, para alavancar tecnologia limpa, carros elétricos e projetos de energia renovável.</p><p>O tema tem sido abordado pela imprensa econômica. Nos Estados Unidos, os subsídios para projetos de energia renovável chegam a US$ 208 bilhões. Na União Europeia, são nada menos que US$ 880 bi. O Japão já anunciou planos de alocar US$ 150 bi para financiar projetos de tecnologias verdes. Todos buscam reduzir a dependência da China, que assumiu a liderança em mercados de baterias e dos minerais para a sua fabricação.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/orlando-caliman/esta-claro-que-o-es-perde-com-a-reforma-tributaria-0923\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876129501_2023_07_05_80x80_reforma_tributaria_1797592.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Está claro que o ES perde com a reforma tributária</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/reforma-tributaria-as-batalhas-do-espirito-santo-no-senado-0823\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876129596_2022_05_04_80x80_congresso_758233.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma tributária: as batalhas do Espírito Santo no Senado</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/reforma-tributaria-e-seus-impactos-na-vida-do-brasileiro-0823\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876129694_2023_07_06_80x80_presidente_da_camara_dos_deputados_arthur_lira_discursa_durante_votacao_da_reforma_tributaria_1799754.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma tributária e seus impactos na vida do brasileiro</h3><p>O Brasil tem grande potencial para produzir energia eólica e solar, mas até que ponto estamos preparados para essa nova corrida? Diversos países já sinalizaram que não têm como competir neste momento com os Estados Unidos e União Europeia. “Sendo bem direto, não temos dinheiro para superar as ofertas de peixes grandes”, resumiu dias atrás o vice-premiê de Cingapura, Laurence Wong.</p><p>A economia mundial passa por intensas transformações. O que muitos analistas apontam é uma nova tendência, após o fenômeno da globalização a partir dos anos 90, com a queda de barreiras comerciais e maior integração entre as economias. Durante essas últimas décadas, indústrias da Europa e dos Estados Unidos migraram a produção para países asiáticos e do Leste Europeu, notadamente após a queda do Muro de Berlim, em 1989.</p><p>O fenômeno enriqueceu nações como Coreia do Sul, Taiwan, Cingapura e a própria China, tirando centenas de milhões de pessoas da pobreza e causando efeitos colaterais em comunidades prósperas dos Estados Unidos e Europa Ocidental. Esse foi o jogo jogado nos últimos 30 anos, pelo menos.</p><p>Os ventos da globalização, contudo, começaram a mudar de forma drástica a partir da pandemia de Covid-19 e da guerra da Ucrânia, que desarrumaram as cadeias de suprimentos globais.</p><p>Agora, a corrida verde e a busca pela descarbonização da economia parecem criar uma nova ordem mundial, com risco de aumento da desigualdade no planeta, já que poucas nações conseguiriam acompanhar os investimentos europeus e norte-americanos.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876129785_2022_12_09_energia_eolica_927339_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">De acordo com Atlas de 2022, o potencial eólico capixaba supera os 160 mil gigawatts ao ano.</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Freepik</span></figcaption></figure><p>E o Brasil nessa corrida? Bem, precisamos primeiro superar aquela agenda que está em pauta desde os anos 90, como a própria reforma tributária, que neste momento está no Senado e deve ser aprovada até o fim deste ano – antes tarde do que nunca.</p><p>A bola da vez deve ser a reforma administrativa, para fazer com que o Estado brasileiro caiba efetivamente dentro de seu orçamento, inclusive para que haja espaço orçamentário para o país poder subsidiar o ingresso na corrida verde.</p><p>O manifesto divulgado na semana passada por 14 frentes parlamentares resume a questão: “A redução do custo do Estado é fundamental para garantir a sustentabilidade financeira, bem como para direcionar os recursos públicos de maneira mais assertiva. Através da diminuição do tamanho da máquina administrativa, será possível alcançar uma economia substancial de recursos, que poderão ser usados para investimentos no país”.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/europeus-alertam-sobre-energia-renovavel-no-es-e-preciso-criar-demanda-0922\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876129871_2022_08_26_80x80_energia_eolica_825114.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Europeus alertam sobre energia renovável no ES: \"é preciso criar demanda\"</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/agro/energia-renovavel-vira-aposta-das-propriedades-rurais-do-es-0622\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876129995_2022_06_04_80x80_estado_tem_incentivado_o_uso_de_energias_renovaveis_no_campo_como_a_solar_que_utiliza_placas_fotovoltaicas_774666.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Energia renovável vira aposta das propriedades rurais do ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/cop26-energia-renovada-para-um-futuro-mais-brilhante-1121\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876130148_2021_10_22_80x80_mapa_do_mundo_verde_628541.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>COP26: energia renovada para um futuro mais brilhante</h3><p>Esperamos vencer logo essa antiga pauta para ingressar de vez na corrida verde. Estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que a transição para uma economia verde e de baixo carbono passa por quatro pilares principais: a transição energética para fontes limpas, a regulamentação do mercado de carbono, a estimulação da economia circular e a conservação das florestas.</p><p>O Brasil tem a vantagem competitiva de possuir 47% da sua matriz energética proveniente de fontes renováveis – nos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), esse percentual está na faixa de 11%. É um bom começo, mas precisamos correr contra o tempo para concluir aquela antiga agenda de reformas e entrar na nova corrida do século 21.</p>",
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  "title" : "PAC no ES: boa notícia, mas nem tanto",
  "description" : "O mais grave são as incertezas sobre as obras que estão há décadas na nossa agenda e que não aparecem no PAC de forma satisfatória, infelizmente",
  "body" : "<p>O&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/novo-pac-confira-a-lista-por-cidade-de-todos-os-investimentos-no-es-0823\" class=\"link\" target=\"_blank\">governo federal divulgou no início do mês a nova versão do PAC</a>, o Programa de Aceleração do Crescimento, com investimentos vultosos que somam no país R$ 1,68 trilhão nos próximos anos, sendo&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/novo-pac-promete-r-66-bi-em-obras-e-servicos-para-o-es-saiba-quais-0823\" class=\"link\" target=\"_blank\">R$ 65,9 bilhões somente no Espírito Santo</a>. São investimentos em áreas como transportes, infraestrutura urbana, saneamento e inclusão digital.</p><p>Para o Brasil, em geral, a notícia pode ser boa, mas para o Espírito Santo trata-se na verdade de uma grande decepção, especialmente para um Estado que há anos tem feito o seu dever de casa de forma exemplar, e agora não recebe o devido reconhecimento do governo federal.</p><p>No pacote de investimentos para o Espírito Santo, há obras que já estavam contratadas e em andamento, que não representam novidade, e o pior: há muitas incertezas sobre as obras que seriam realmente novas e que são cruciais para o desenvolvimento do Espírito Santo e do próprio Brasil.</p><p>Foram incluídos no PAC, por exemplo, os investimentos já previstos da Vports no Porto de Vitória, o Porto da Imetame, em Aracruz, e os investimentos da renovação da concessão da Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM).</p><p>Todas elas são realmente obras relevantes, mas como já estavam no radar, tudo indica que entraram no PAC somente para fazer volume e engordar a cifra final. Pode ser o jogo jogado na política. O mais grave, entretanto, são as incertezas sobre as obras que estão há décadas na nossa agenda, e que não aparecem no PAC de forma satisfatória, infelizmente.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/novo-pac-agora-temos-que-fazer-sair-do-papel-diz-casagrande-0823\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876285433_2023_03_24_80x80_obras_do_contorno_do_mestre_alvaro_na_serra_1445307.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Novo PAC: 'Agora temos que fazer sair do papel', diz Casagrande</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/pac-preve-estudo-para-obras-nas-brs-262-e-101-alem-de-ferrovia-e-portos-no-es-0823\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876285531_2022_11_21_80x80_materia_especial_sobre_a_br_101_norte_915450.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>PAC prevê estudo para obras nas BRs 262 e 101, além de ferrovia e portos no ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/novo-pac-preve-internet-rapida-em-2694-escolas-e-374-km-de-rodovias-no-es-0823\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876285653_2022_01_13_80x80_novas_unidades_atenderao_alunos_do_bercario_ao_ensino_medio_e_vao_oferecer_ensino_bilingue_e_turmas_de_periodo_integral_681846.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Novo PAC prevê internet rápida para 2.694 escolas e 374 km de rodovias no ES</h3><p>Nessa lacuna, estão por exemplo a concessão da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/br-262\" class=\"link\" target=\"_blank\">BR 262</a>&nbsp;e o futuro da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/br-101\" class=\"link\" target=\"_blank\">BR 101</a>, que aparecem apenas como “estudos”. Também não há definição sobre os investimentos na&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/especial-publicitario/vli/de-olho-em-nova-concessao-da-fca-vli-busca-conexoes-com-portos-do-es-0323\" class=\"link\" target=\"_blank\">Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), incluindo o contorno da Serra do Tigre</a>, em Minas Gerais, trecho fundamental para melhorar a conexão da FCA com a Vitória a Minas (EFVM) e consolidar o corredor Centro-Leste, uma infraestrutura essencial para a competitividade de todo o país.</p><p>O mesmo ocorre com a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/ef-118-vitoria-rio\" class=\"link\" target=\"_blank\">EF-118</a>, a ferrovia litorânea que desce da Grande Vitória para o Porto de Ubu, chegando ao Porto Central, em Presidente Kennedy, indo até Açu, no Norte do Rio de Janeiro. São os principais exemplos, entre outros.</p><p>O PAC tem diversos méritos. A estimativa do plano é de geração de mais de 4,5 milhões de empregos, com prioridade para investimentos por meio de PPPs (parcerias público-privadas), com o Estado atuando como Estado empreendedor e indutor de desenvolvimento. O programa tem ainda foco em inclusão digital, com previsão de banda larga em todas as escolas públicas até 2026. Outra vantagem é um novo sistema de monitoramento do andamento dos projetos, para verificação e cumprimento de metas.</p><p>Tudo isso é excelente, mas, para o Espírito Santo, há razões para um grande desapontamento em relação às incertezas sobre aquelas obras estruturantes.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876285735_2019_10_18_obras_de_duplicacao_da_br_262_obras_na_rodovia_comecaram_pelo_trecho_entre_o_km_49_e_o_km_56_80647_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Obras na BR 262</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Divulgação/Dnit/Arquivo</span></figcaption></figure><p>Em nota oficial divulgada dias atrás, a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/findes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Federação das Indústrias do Estado</a>&nbsp;reconheceu a importância do novo PAC mas, acertadamente, cobrou providências.</p><p>“Na visão da Findes, é fundamental que sejam previstos para o Espírito Santo recursos para executar as obras que constam na agenda capixaba há mais de uma década, entre elas: a BR 262, a EF 118 e o Corredor Centro-Leste da FCA, que permitirão ao Estado alcançar todo o seu potencial logístico e produtivo. Dessa forma, contamos com o compromisso do governo federal para que de fato os projetos contemplados se concretizem, em especial os de infraestrutura, e os outros estruturantes sejam adicionados ao Novo PAC”, destacou a presidente da federação, Cris Samorini, na nota oficial.</p><p>A decepção no Espírito Santo acentua-se ainda mais se considerarmos o trabalho que o Estado vem fazendo, ao longo dos últimos 20 anos, de equilíbrio das contas públicas e melhoria do ambiente de negócios, com a propalada nota A no Tesouro Nacional, avanços na educação pública e queda no índice de homicídios.</p><p>Esse trabalho deveria ter o devido reconhecimento do governo federal, com maior aporte de recursos alocados aqui, mas parece que ocorre o contrário. Ficamos a ver navios em relação aos novos investimentos realmente robustos, com o Brasil perdendo, pois desperdiça todo o Capex aqui já instalado, especialmente a infraestrutura portuária. Os portos de Vitória e da Imetame precisam se conectar com a malha ferroviária do país para alavancar a competitividade de todo o Brasil, não apenas do ES.</p><p>Ignorar esse Capex chega a ser maldade com o próprio país, além de um desestímulo para as gestões estaduais que fazem o trabalho correto. A sinalização que essa omissão do governo federal envia para o país é péssima.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/anuncios-do-pac-animam-o-presidente-do-porto-de-vitoria-0823\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876285892_2023_05_03_80x80_navio_carregado_de_conteiners_atracado_no_porto_de_vitoria_1599334.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Anúncios do PAC animam o presidente do Porto de Vitória</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/novo-pac-empresariado-do-es-comemora-obras-mas-cobra-prazos-0823\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876285995_2023_08_15_80x80_br_262_vai_ganhar_protecao_contra_deslizamentos_de_pedras_1835396.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Novo PAC: empresariado do ES comemora obras, mas cobra prazos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/novo-pac-as-prioridades-apontadas-pelo-es-entre-obras-contempladas-0823\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876286087_2022_08_17_80x80_leste_oeste_818432.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Novo PAC: as prioridades apontadas pelo ES entre obras contempladas</h3><p>O Espirito Santo merece mais! O governo federal deveria reconhecer e premiar todo o esforço da sociedade capixaba ao longo dessas duas décadas com investimentos em obras que realmente resolvessem os problemas históricos de infraestrutura e que nos possibilitasse um novo ciclo de prosperidade.</p><p>Não se trata de favor ou de pires na mão, trata-se de meritocracia: o governo federal tem o dever de tratar o Espírito Santo como merecemos, inclusive para estimular outros Estados a adotar um padrão de gestão equivalente, com responsabilidade fiscal e social e entregas consistentes para a sociedade. Seria pedagógico e justo para todos. Há tempo de rever essa omissão.</p>",
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  "body" : "<p>Temos muito a comemorar no Brasil neste momento:\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/camara-aprova-reforma-tributaria-em-1-e-2-turnos-0723\" class=\"link\" target=\"_blank\"> a aprovação da reforma tributária na Câmara dos Deputados</a>, no início de julho, veio ao encontro de uma demanda de décadas de todo o país. Sem dúvida, ela será um importante drive de crescimento econômico nos próximos anos, e para isso é essencial que a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/senado-vai-mexer-na-reforma-tributaria-nao-tenho-duvidas-afirma-lira-0723\" class=\"link\" target=\"_blank\">tramitação no Senado preserve a sua essência</a>, de simplificação e eliminação de cumulatividade, entre tantas mudanças alinhadas com as melhores práticas internacionais.</p><p>Podemos reafirmar, portanto, com letras maiúsculas, que essa é uma \n<b>EXCELENTE NOTÍCIA</b> para os brasileiros.</p><p>Como toda grande mudança, contudo, a reforma forçará uma nova agenda em várias frentes temáticas, e aqui quero chamar a atenção para o foco do desenvolvimento regional, que é de extrema importância para o equilíbrio de um país com as dimensões e as históricas desigualdades do Brasil.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/reforma-tributaria-setor-de-distribuicao-teme-fuga-de-empresas-do-es-0723\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876581479_2023_07_17_80x80_lancamento_do_relatorio_atacado_em_perspectiva_na_sede_do_sincades_em_vitoria_1809011.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma tributária: setor de distribuição teme fuga de empresas do ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/antonio-carlos-medeiros/turismo-como-prioridade-no-es-a-ficha-caiu-com-a-reforma-tributaria-0723\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876581591_2022_08_25_80x80_onibus_de_turismo_do_es_setor_tem_saldo_de_quase_2_mil_empregos_no_1_semestre_824061.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Turismo como prioridade no ES:&nbsp;a ficha caiu com a reforma tributária</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/orlando-caliman/reforma-tributaria-e-o-sentido-de-libertacao-0723\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876581706_2023_07_06_80x80_sessao_na_camara_dos_deputados_em_que_foi_aprovada_a_reforma_tributaria_1799822.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma tributária e o sentido de \"libertação\"</h3><p>No contexto global, a disputa por investimentos produtivos orienta as decisões de governos mundo afora. Países definem estratégias para atrair para seus territórios os investimentos produtivos e relevantes do ponto de vista da tecnologia, sustentabilidade, segurança alimentar e geração de empregos e oportunidades indutoras de novas atividades econômicas.</p><p>Neste momento mesmo, acompanhamos movimentos intensos de nações ocidentais desenvolvidas agindo ativamente para repatriar indústrias que se deslocaram majoritariamente para a Ásia nas últimas décadas.</p><p>Nessas disputas globais, as nações utilizam armas como crédito competitivo e de longo prazo, garantia de compras governamentais, incentivos à inovação, melhoria do ambiente de negócios e da relação entre Estado e setor privado, simplificação e segurança jurídica, entre vários outros diferenciais. Precisamos estar devidamente atentos a essas tendências.</p><p>Por quase meio século, no Brasil, os Estados e regiões inteiras recorreram ao que&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/o-que-e-a-guerra-fiscal-e-por-que-o-es-se-beneficia-dela-0723\" class=\"link\" target=\"_blank\">convencionamos chamar de “guerra fiscal”</a>&nbsp;para atrair investimentos. O que significa isso? Como os Estados têm autonomia sobre a cobrança do ICMS e os municípios, do ISS – parte relevante da carga tributária nacional – esses entes federados flexibilizavam a cobrança de seus respectivos impostos, buscando assim um diferencial competitivo em relação a outro Estado ou município, para então atrair investimento para seu território.</p><p>O mesmo vale, por exemplo, para regiões como o Nordeste brasileiro, incluindo aí partes do Espírito Santo e de Minas Gerais, que integram a chamada “região da Sudene”, com incentivos próprios de Imposto de Renda e Contribuição Social.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/o-que-e-a-guerra-fiscal-e-por-que-o-es-se-beneficia-dela-0723\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876581914_2023_07_05_80x80_guerra_fiscal_e_usada_por_estados_e_municipios_como_estrategia_para_atrair_empresas_1798231.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O que é a guerra fiscal e por que o ES se beneficia dela</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/reforma-tributaria-poe-fim-a-guerra-fiscal-diz-bernard-appy-no-es-0623\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876582049_2023_06_19_80x80_bernard_appy_secretario_extraordinario_do_ministerio_da_fazenda_em_seminario_reforma_tributaria_na_assembleia_legislativa_1782162.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma tributária põe fim a guerra fiscal, diz Bernard Appy no ES</h3><p>Incentivos fiscais têm sido a principal ferramenta de desenvolvimento regional dos Estados que não têm outros atrativos como mercado consumidor amplo, produção de insumos relevantes, capital humano qualificado e infraestrutura competitiva. E durante um bom tempo isso funcionou! São inúmeros os projetos que se deslocaram para regiões estimuladas por incentivos que, com a aprovação da reforma tributária, serão extintos a partir de 2032. Entramos agora numa contagem regressiva.</p><p>A pergunta do momento é: como vamos atrair investimentos para o Espírito Santo a partir dessa mudança? Quais serão os nossos diferenciais competitivos para que os empresários optem por trazer seus investimentos para cá, em vez de outras regiões do país?</p><p>O Espírito Santo precisa se debruçar sobre o tema, aprofundando a discussão para decidir sua estratégia. Já temos alguns diagnósticos e visões para a competitividade do Estado. Mas, como costumo dizer neste espaço, o que ganha o jogo é a “execução”: o fazer acontecer. Porque boas intenções de nada adiantam se ficarem no plano das ideias.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876582167_2023_07_05_reforma_tributaria_1797592_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Reforma tributária</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Temos uma agenda macro já bem conhecida que inclui infraestrutura pesada, como portos, rodovias, aeroportos e ferrovias; infraestrutura de dados, que possibilitem acesso rápido à internet e às tecnologias da indústria 4.0; formação de capital humano, com foco especial no ensino médio técnico; investimentos em inovação e ações que elevem a produtividade dos diversos setores da economia; indução da digitalização nas atividades pública e privada; aperfeiçoamento da relação entre Estado e setor privado, privilegiando a simplificação, a velocidade de decisão e a segurança jurídica, instalando uma cultura pró-empreendedorismo, tudo isso aliado a uma ambiciosa diplomacia comercial ativa, visando “vender” o Espírito Santo para os investidores, apoiando as empresas capixabas a comercializarem para fora do Estado e do país.</p><p>As proposições parecem bem claras, mas, como mencionado, o desafio é implementá-las de fato e em escala. E temos que correr contra o tempo: 8 ou 9 anos são um prazo curto para o tamanho de nossos desafios regionais.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leticia-goncalves/reforma-tributaria-traca-uma-linha-entre-bolsonaristas-no-es-0723\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876582337_2023_07_14_80x80_os_deputados_federais_da_vitoria_e_evair_de_melo_1807043.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma tributária traça uma linha entre bolsonaristas no ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/es-pode-ficar-tranquilo-com-reforma-tributaria-diz-simone-tebet-0723\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876582501_2023_07_13_80x80_plenaria_estadual_para_elaboracao_do_ppa_do_governo_federal_em_vitoria_ministra_do_planejamento_e_orcamento_simone_tebet_1806588.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>ES pode ficar tranquilo com reforma tributária, diz Simone Tebet</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/pacheco-nega-fatiamento-de-reforma-eduardo-braga-sera-o-relator-0723\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876582602_2023_07_12_80x80_eduardo_braga_relator_da_reforma_tributaria_no_senado_1804534.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Pacheco nega 'fatiamento' de reforma tributária; Braga será o relator</h3><p>Temos a nosso favor um momento interessante de alinhamento de liderança política do Estado com o governo federal, que pode ajudar a superar alguns dos nossos desafios, mas temos de ser mais incisivos nesta janela de oportunidade.</p><p>Em outras frentes, não dependemos tanto do ente federal, é muito mais uma agenda local, que demanda a união de todos nós, sem buscar protagonismos, mas sim resultados e entregas concretas, para que possamos construir esse novo Espírito Santo competitivo, equilibrado, justo e seguro, com oportunidades para toda a população.</p><p>O momento é de extrema união e pactuação entre toda a sociedade, para que possamos aproveitar ao máximo esses poucos anos que nos separam do novo arranjo desenvolvimentista nacional. A meu ver, esses caminhos apresentados aqui poderão colocar o Espírito Santo no rumo da prosperidade. E precisamos que as lideranças maiores do Estado consigam inspirar o conjunto da sociedade para enfrentar os desafios da execução e fazer acontecer.</p>",
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  "body" : "<p>Finalmente, a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/camara-aprova-reforma-tributaria-em-1-e-2-turnos-0723\" class=\"link\" target=\"_blank\">Câmara dos Deputados deu um passo importantíssimo para o país e aprovou em dois turnos</a>&nbsp;a tão aguardada&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-tributaria\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma tributária</a>, um debate de quase 30 anos que começa a sair do papel.</p><p>Não é unanimidade, inclusive porque é praticamente impossível haver consenso geral em tema tão complexo, mas é o melhor que conseguimos produzir ao longo de décadas: é um marco na retomada da competitividade e da reindustrialização do Brasil.</p><p>O importante agora é que a votação prossiga no Senado com a devida celeridade, para as mudanças entrarem em vigor o quanto antes.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/reforma-tributaria-quem-decide-depressa-se-arrepende-devagar-0723\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876698663_2023_07_07_80x80_samir_nemer_e_advogado_tributarista_e_mestrando_em_direito_tributario_pela_fgv_1800139.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma tributária: “quem decide depressa se arrepende devagar”</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/dolar-abre-em-queda-apos-aprovacao-da-reforma-tributaria-0723\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876698800_2023_05_25_80x80_notas_de_dolar_e_de_real_cambio_1683031.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Dólar abre em queda após aprovação da reforma tributária</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/reforma-tributaria-vai-mudar-o-iptu-e-o-ipva-entenda-0723\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876699109_2023_04_24_80x80_ipva_pagamento_imposto_veiculos_carro_detran_1591812.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma tributária vai mudar o IPTU e o IPVA? Entenda</h3><p>A proposta que avança no Congresso Nacional foi amplamente pactuada entre Estados, municípios, União, setor produtivo e a sociedade organizada, e tem o grande mérito de simplificar o atual sistema de pagamento de impostos no país.</p><p>Em resumo, ela reduz o Custo Brasil e impulsiona a nossa competitividade e produtividade. Vamos sair de um verdadeiro manicômio tributário, um dos piores sistemas do mundo, para um padrão da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que reúne os países mais desenvolvidos e industrializados. A reforma inclusive favorece o ingresso do Brasil na 0rganização.</p><p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/entenda-os-principais-pontos-aprovados-na-reforma-tributaria-0723\" class=\"link\" target=\"_blank\">Uma das grandes vantagens é a criação do IVA, o Imposto sobre Valor Agregado</a>, um imposto moderno, que simplifica o sistema tributário, unifica tributos e evita a cumulatividade ao longo das cadeias produtivas, eliminando o pagamento de imposto sobre imposto, como ocorre hoje, num efeito cascata que prejudica especialmente a indústria.</p><p>O chamado IVA dual transforma 5 impostos em somente 2: o CBS, ou Contribuição sobre Bens e Serviços (unificando os impostos federais PIS, Cofins e IPI), e o IBS, ou Imposto sobre Bens e Serviços (unificando ICMS e ISS).</p><p>O atual sistema tributário foi concebido no regime militar e, ao longo dos últimos 50 anos, foi sofrendo remendos e gambiarras, levando ao manicômio atual. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário calcula que, desde a promulgação da Constituição de 88, já foram editadas quase 5,9 milhões de normas no país.</p><p>O resultado é a famigerada insegurança jurídica, em que até o passado é incerto. O contencioso tributário no Brasil, ou seja, as divergências entre os contribuintes e o fisco que são levadas ao Judiciário, representa hoje nada menos que R$ 5,4 trilhões, ou cerca de 75% do PIB.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876699212_2023_07_06_sessao_na_camara_dos_deputados_em_que_foi_aprovada_a_reforma_tributaria_1799822_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Sessão na Câmara dos Deputados em que foi aprovada a reforma tributária</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Zeca Ribeiro/Agência Câmara</span></figcaption></figure><p>Abordamos com frequência neste espaço o peso do sistema tributário no Custo Brasil: atualmente, empresas brasileiras levam em média 1,5 mil horas por ano para declarar impostos, enquanto a média da OCDE é de 161 horas.</p><p>É essa bola de ferro presa aos pés do empreendedor que deverá ser removida pela reforma que avança no Congresso. A mudança é tão importante que mais de&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/economistas-e-empresarios-assinam-manifesto-em-apoio-a-reforma-tributaria-0723\" class=\"link\" target=\"_blank\">60 economistas e empresários de diversas correntes assinaram um manifesto defendendo a aprovação.</a></p><p>O manifesto, divulgado na terça-feira passada, reúne nomes como os ex-ministros Maílson da Nóbrega e Guido Mantega, e empresários como Jorge Gerdau e Pedro Passos, da Natura, além de João Amoedo, fundador do partido Novo, e Roberto Freire, do Cidadania, ex-Partidão.</p><p>Diz um trecho do documento, endossado por nomes da esquerda e da direita: “Essa mudança tem sido discutida há 35 anos e a proposta atual foi ampla e democraticamente debatida nos últimos 4 anos. Agora, temos a melhor janela para aprovação das últimas décadas – com alinhamento político entre o Congresso, governo federal, maioria dos Estados e Municípios e do setor privado. Esta é a nossa oportunidade de deixar um legado de prosperidade, transparência e mais justiça em nosso país”.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/o-que-dizem-os-senadores-do-es-sobre-a-reforma-tributaria-0723\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876699343_2023_02_01_80x80_senadores_do_es_ja_declararam_voto_para_presidencia_do_senado_961550.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O que dizem os senadores do ES sobre a reforma tributária</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/reforma-tributaria-governo-do-es-aposta-no-turismo-para-conter-perdas-0723\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876699488_2023_07_03_80x80_renato_casagrande_1795855.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma tributária: governo do ES aposta no turismo para conter perdas</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/reforma-tributaria-como-cada-deputado-do-es-justificou-seu-voto-0723\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876699590_2023_05_05_80x80_deputados_federais_do_espirito_santo_1601477.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma tributária: como cada deputado do ES justificou seu voto</h3><p>A mudança deverá impulsionar o crescimento do PIB brasileiro, mas, nos Estados, terá o\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/o-que-e-a-guerra-fiscal-e-por-que-o-es-se-beneficia-dela-0723\" class=\"link\" target=\"_blank\"> efeito de extinguir a guerra fiscal e os incentivos regionais, que são ferramentas importantes para a atração de investimentos e desenvolvimento local</a>. O Espírito Santo, em particular, precisará se reinventar para manter a sua atratividade, reforçando a sua infraestrutura competitiva.</p><p>Contudo, o saldo é mais do que positivo: é uma reforma histórica, que se soma às mudanças na previdência e na área trabalhista, e o próximo desafio é a reforma administrativa, para ajustar o tamanho do Estado ao seu orçamento efetivamente disponível. A reforma acende uma grande luz no fim do túnel de 40 anos de crescimento medíocre. Temos agora a oportunidade de realmente deslanchar um ciclo duradouro de desenvolvimento sustentável. Que venha a aprovação no Senado.</p>",
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  "body" : "<p>Em mais um movimento errático na marcha do retrocesso, o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/mec-publica-portaria-que-suspende-cronograma-do-novo-ensino-medio-0423\" class=\"link\" target=\"_blank\">governo federal resolveu suspender em abril a reforma do ensino médio</a>, sob o pretexto de promover um diálogo mais aprofundado, como se a reforma já não tivesse sido objeto de amplo debate nacional.</p><p>A decisão do governo, felizmente, parece não ter muito efeito prático, dizem os principais especialistas na área. Poderia, talvez, frear o ímpeto de uma reforma que já está em pleno andamento nos estados, o que já seria lamentável.</p><p>Mas são os estados que efetivamente possuem autonomia e gestão sobre os currículos, os professores e a toda a rede de ensino estadual, e portanto eles têm os meios para seguir adiante com a implantação do novo ensino médio, de preferência acelerando o processo, como São Paulo está fazendo e o Espírito Santo e demais estados também devem fazer.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/professores-do-es-fazem-ato-por-piso-salarial-e-fim-do-novo-ensino-medio-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876848847_2023_04_26_80x80_professores_seguem_em_direcao_a_assembleia_legislativa_durante_manifestacao_1593872.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Professores do ES fazem ato por piso salarial e fim do novo ensino médio</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/novo-ensino-medio-nada-muda-no-enem-deste-ano-diz-secretario-do-es-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876848941_2022_11_20_80x80_os_candidatos_poderao_rever_as_questoes_que_cairam_neste_segundo_dia_de_prova_do_enem_914709.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Novo Ensino Médio: 'Nada muda no Enem deste ano', diz secretário do ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/secretarios-estaduais-de-educacao-criticam-suspensao-do-novo-ensino-medio-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876849360_2023_04_05_80x80_estudantes_fazem_protestos_no_masp_pedindo_a_revogacao_do_novo_ensino_medio_1518743.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Secretários estaduais de Educação criticam suspensão do novo ensino médio</h3><p>A atual política do ensino médio foi criada pela Lei 13.415/17, no governo Temer, mas ela foi amplamente debatida no Congresso Nacional, por meio de uma Comissão Especial da Câmara dos Deputados, presidida à época pelo deputado federal Reginaldo Lopes, do PT, ao longo dos anos de 2012 a 2016.</p><p>Não foi em absoluto uma reforma improvisada, pelo contrário, observa um dos grandes especialistas da área, o professor Haroldo Corrêa Rocha, que foi secretário estadual de Educação no Espírito Santo, secretário-executivo da Educação do Estado de São Paulo e hoje é coordenador-geral do Profissão Docente, organização do terceiro setor que apoia as redes públicas de educação na implementação de políticas docentes inovadoras.</p><p>Em nota técnica divulgada no mês passado, a conceituada organização Todos pela Educação destacou as três maiores conquistas do novo ensino médio: a expansão da carga horária; uma nova arquitetura curricular, que, por meio de itinerários formativos, torna a experiência educativa mais atrativa e mais conectada às diversidades da juventude; e maior integração da formação técnica e profissional com o ensino médio regular, dotando os jovens de competências exigidas pelo mercado de trabalho.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876849539_2021_10_02_em_preparacao_para_o_novo_ensino_medio_carga_horaria_ja_foi_ampliada_na_ree_estadual_do_espirito_santo_616461_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Em preparação para o novo ensino médio, carga horária já foi ampliada na rede estadual do Espírito Santo</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Sedu/ Divulgação</span></figcaption></figure><p>Essa formação técnica já é realidade há décadas nos países desenvolvidos da OCDE, onde em média 40% dos egressos do ensino médio possuem formação profissionalizante. Na Finlândia o índice chega a 71%. No Brasil mal chega a 11%, causando, de um lado, um apagão de mão de obra nas empresas, prejudicando nossa produtividade e, de outro lado, o desemprego de jovens, desperdiçando talentos e oportunidades.</p><p>A reforma precisa de ajustes, é verdade. O Todos pela Educação observa que, na implantação do Novo Ensino Médio em diversas redes, houve redução de carga horária de disciplinas estruturantes na formação geral básica e oferta de itinerários formativos dispersos, que pouco aprofundam conhecimentos e habilidades. Detalhes.</p><p>A organização defende mudanças específicas, entre elas a substituição do teto de 1.800 horas para a Formação Geral Básica por dois pisos: 2.100 horas para FGB e 600 horas para os itinerários formativos. São ajustes, mas não faz sentido tentar revogar a reforma.</p><p>O próprio Conselho Nacional de Secretários Estaduais, o Consed, atualmente presidido pelo secretário estadual do Espírito Santo, Vitor de Angelo, foi contrário à suspensão imposta pelo Ministério da Educação e já anunciou que, na prática, os estados deverão continuar a implantação do novo modelo.</p><p>No início de junho, já após a referida decisão do governo federal, o governador de São Paulo, Tarcísio Freitas, anunciou a criação de 100 mil vagas em um novo programa de ensino profissionalizante em sua rede. Mais do que isso: a ampliação de vagas no ensino técnico é uma das principais promessas de Tarcísio para a área educacional. Sua meta é oferecer essa opção a cerca da metade dos 1,5 milhão de alunos matriculados no ensino médio até o final do seu mandato, o que será um grande avanço.</p><p>O Espírito Santo também já está bem avançado na reforma, em relação aos demais estados, e pode avançar ainda mais.</p><p>A rede estadual de ensino tem atualmente 103 mil alunos no ensino médio, sendo que 19 mil estão matriculados em ensino profissionalizante. Poderíamos mais que dobrar esse número, chegando aos 50 mil, ou a metade dos alunos, usando como referência a meta de São Paulo.</p><p>E arrisco-me a provocar: por que não superar essa meta, atingindo 75% dos alunos, dado que o Estado tem uma condição econômica diferenciada, sempre lembrada como único “Nota A do Tesouro Nacional”, fazendo desse o maior marco da gestão. O Sistema “S” certamente pode apoiar esse trabalho, como já faz o Sesi/Senai desde 2018. Educação é pilar de competitividade para o setor produtivo, e mais do que isso, é pilar da cidadania plena.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/as-criticas-que-levaram-governo-lula-a-suspender-cronograma-do-novo-ensino-medio-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876849859_2023_04_04_80x80_bbcuma_das_principais_mudancas_na_reforma_sao_os_chamados_itinerarios_formativos_gm42o4vk.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>As críticas que levaram governo Lula a suspender cronograma do Novo Ensino Médio</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/ministro-confirma-suspensao-do-cronograma-do-novo-ensino-medio-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876849960_2023_04_04_80x80_o_ministro_da_educacao_camilo_santana_1514490.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ministro confirma suspensão do cronograma do novo ensino médio</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/entenda-o-novo-ensino-medio-e-suas-polemicas-em-8-pontos-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774876850095_2020_08_10_80x80_sala_de_aula_governo_do_es_definiu_regras_para_retomada_das_atividades_nas_escolas_296390.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Entenda o novo ensino médio e suas polêmicas em 8 pontos</h3><p>Mas com todas as evidências favoráveis ao novo ensino médio, o que pretenderia o Ministério da Educação ao suspender a reforma, com uma portaria sem eficácia? Tudo indica que a absurda suspensão se deveu principalmente devido à luta política: o governo federal parece ceder à pressão de grupos ideológicos, movidos a interesses corporativos ou partidários. Uma perda de tempo.</p><p>O ministério precisaria de apoio político e de determinação para enfrentar os interesses corporativos e deixar de dar ouvidos ao atraso. E os estados devem seguir adiante, como já sinalizou o Consed, observando preferencialmente a realidade do mercado de trabalho em cada comunidade. No Espírito Santo, por exemplo, vemos demandas em áreas como tecnologia, petróleo e gás, siderurgia, indústria química, moveleira, rochas, alimentos, entre outros.</p><p>Avançando na reforma, todos temos a ganhar, especialmente os jovens, que poderão chegar ao mercado de trabalho com maiores chances de inserção nas empresas. Esperamos que prevaleça a racionalidade.</p>",
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  "body" : "<p>O Brasil finalmente dá sinais de que acordou de um longo período de políticas públicas equivocadas, que levaram o país a perder terreno no mercado global, prejudicando especialmente a sua indústria. Somos um dos raros casos de países que tiveram uma acelerada desindustrialização, sem antes ter chegado a um nível razoável de maturidade fabril. Esperamos, contudo, estar virando essa página.</p><p>Nos últimos 25 anos, saímos de uma participação de 2,69% na produção mundial da indústria de transformação para somente 1,28%, ou seja, caímos pela metade! Um total retrocesso.</p><p>Na semana passada, contudo, o governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, lançou as bases do plano de reindustrialização do país, que a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/orlando-caliman/reindustrializacao-ou-neoindustrializacao-o-que-pode-fazer-a-diferenca-0523\" class=\"link\" target=\"_blank\">atual gestão prefere chamar de “neoindustralização”</a>: um sopro de esperança para todos nós, independentemente da nomenclatura.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/projetos-industriais-fornecedores-do-es-miram-mercado-de-r-753-bi-0523\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879320197_2023_04_25_80x80_anita_garibaldi_navio_plataforma_da_petrobras_1592570.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Projetos industriais: fornecedores do ES miram mercado de R$ 753 bi</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/orlando-caliman/reindustrializacao-ou-neoindustrializacao-o-que-pode-fazer-a-diferenca-0523\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879320324_2023_03_09_80x80_selecao_de_startups_mira_em_solucoes_competitivas_e_sustentaveis_para_a_construcao_civil_no_brasil_1162322.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reindustrialização ou neoindustrialização: o que pode fazer a diferença?</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/gas-e-a-alternativa-do-es-para-encolhimento-da-industria-do-petroleo-0523\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879320425_2020_10_24_80x80_unidade_de_tratamento_de_gas_em_cacimbas_linhares_da_petrobras_deve_receber_novos_investimentos_345606.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Gás é a alternativa do ES para encolhimento da indústria do petróleo</h3><p>Em sua participação em evento da Fiesp, na quinta-feira passada, 25 de maio, Dia da Indústria, o presidente do BNDES, Aloísio Mercadante, falou sobre o plano e fez a pergunta crucial: afinal, o Brasil quer ter indústria? “Ou abrimos essa discussão com força e assumimos compromissos ou vamos perder essa batalha. A nova geração parece não ter a visão e o compromisso que a minha geração sempre teve em relação à indústria”, disse Mercadante, escancarando o X da questão.</p><p>Mercadante lembrou que há quase 100 anos, logo após o crash de 1929, o governo Getúlio Vargas implantou no país a nossa primeira política industrial e lançou as bases da indústria nacional, com a criação da CSN, Vale, Petrobras e BNDES.</p><p>Nos anos 50, o governo Juscelino Kubitschek lançou um plano de metas orientado para alavancar a indústria brasileira, especialmente a indústria automotiva, a indústria naval e a indústria pesada de bens de capital.</p><p>No regime militar, nos anos 70, o Segundo Plano Nacional de Desenvolvimento, ou II PND, era fortemente industrializante, alavancando a indústria química, a indústria pesada e projetos estruturantes da construção civil.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879320528_2023_02_07_janeiro_registrou_a_producao_de_143_mil_unidades_de_veiculos_numero_5_maior_do_que_o_ano_passado_966552_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Indústria de automóveis</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Em algum momento da nossa história, porém, perdemos o bonde e abandonamos essa visão estratégica. Como consequência, perdemos competitividade, perdemos protagonismo no mercado global, a indústria encolheu, a economia estagnou, o desemprego aumentou e o país empobreceu. Éramos a 8ª economia do mundo, hoje somos a 13ª.</p><p>Agora, o governo demonstra estar convencido de que realmente precisamos voltar a ter uma estratégia nacional, com foco em ciência, tecnologia e inovação: “Precisamos voltar a ter um plano industrializante indutor do desenvolvimento”, disse o presidente do BNDES para um público de lideranças industriais.</p><p>A CNI (Confederação Nacional da Indústria), por meio de suas diretorias e ouvindo os industriais do Brasil, contribuiu com o debate ao elaborar uma proposta, o Plano de Retomada da Indústria – Uma nova estratégia focada em descarbonização, inovação, inclusão social e crescimento sustentável.</p><p>As políticas industriais contemporâneas, como as que a CNI defende e o governo parece abraçar, contemplam algumas megatendências globais, entre elas: a aceleração da transformação digital, genômica e nano-tecnológica; a crise climática e a transição energética, com o consequente imperativo de descarbonização; e as demandas da sociedade frente à perda de empregos e ao aumento da desigualdade de renda.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/orlando-caliman/reindustrializacao-em-questao-0523\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879320658_2023_05_05_80x80_industria_1601324.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reindustrialização em questão</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leonel-ximenes/mais-um-capixaba-entra-para-a-elite-dirigente-da-industria-do-pais-0523\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879320887_2023_05_03_80x80_cris_samorini_e_leo_de_castro_presidente_e_ex_presidente_da_findes_vao_ocupar_cargos_na_diretoria_da_cni_1599345.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Mais um capixaba entra para a elite dirigente da indústria do país</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/industria-opera-26-abaixo-do-nivel-pre-pandemia-mostra-ibge-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879320987_2021_12_13_80x80_trabalhador_661822.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Indústria opera 2,6% abaixo do nível pré-pandemia, mostra IBGE</h3><p>Temos bons exemplos a seguir, mencionados inclusive pelo presidente do BNDES, no discurso para os industriais: a União Europeia lançou em fevereiro deste ano o “Green Deal Industrial Plan”, ou Plano Industrial do Pacto Ecológico, um programa de 662 bilhões de euros.</p><p>Os Estados Unidos lançaram diversos pacotes como a “Estratégia Nacional para o Desenvolvimento da Manufatura” e o “Chip and Science Act”, somando mais de US$ 700 bilhões. China, Coreia do Sul, Japão, Alemanha e tantos outros países que tanto admiramos seguem caminho semelhante.</p><p>Importante ficar claro que esses valores são sim subsídios, a exemplo do que o Brasil faz com o agro, mas deixou de fazer com a indústria, e agora parece recuperar terreno. Precisamos acordar para o uso das ferramentas adequadas para enfrentar a concorrência global. Precisamos de equidade competitiva, para ter as mesmas armas para que a nossa indústria de transformação também se desenvolva e ganhe mercado no comércio mundial.</p><p>Subsídio não é jaboticaba, ressaltou o presidente do BNDES, no encontro com industriais em São Paulo: é o que os outros países têm feito. O que precisamos no modelo contemporâneo é de transparência, governança, regras claras e monitoramento de metas.</p><p>No Brasil, as reações ao novo pacote têm sido positivas. As medidas incluem investimento público e privado em educação tecnológica, pesquisa em ciência e tecnologia e digitalização do parque industrial, reconstrução e expansão de ferrovias e portos e linhas de crédito do BNDES para a exportação.</p><p>Parece que realmente acordamos para a importância de valorizar o setor que representa o motor da atividade econômica como um todo: é a indústria que paga os maiores salários, que mais investe em pesquisa e desenvolvimento e que estimula, como demandante, o avanço tecnológico, o marketing, o design e toda a cadeia produtiva. Sem a indústria, incluindo a produção de fertilizantes e máquinas agrícolas, o agro brasileiro não seria o fenômeno que é atualmente, um motivo de orgulho no cenário internacional.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/shein-e-o-custo-brasil-uma-grande-aula-para-o-pais-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879321099_2023_04_20_80x80_loja_da_shein_gigante_asiatica_do_vestuario_em_sao_paulo_1589475.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Shein e o Custo Brasil: uma grande aula para o país</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/numeros-da-industria-nao-mentem-mas-podem-ser-transformados-0323\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879321209_2021_12_17_80x80_samarco_664756.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Números da indústria não mentem, mas podem ser transformados</h3><p>Temos agora a missão de mobilizar todos os atores para que essa reindustrialização realmente deslanche. Os esforços devem unir o Ministério do Desenvolvimento, o BNDES, o Congresso Nacional, CNI, o Movimento Brasil Competitivo, as Federações das Indústrias dos Estados e demais forças da sociedade, para que todos possam remar na mesma direção.</p><p>Passou da hora de entrarmos nessa batalha global devidamente preparados. Esperamos que o Brasil realmente tenha acordado de um sono de quase 40 anos, e volte de fato a impulsionar a sua indústria.</p>",
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  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879469311_2020_09_24_diversidade_nas_empresas_e_uma_tendencia_325860_article.png\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Diversidade nas empresas é uma tendência</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Pixabay</span></figcaption></figure><p>A sociedade testemunha há tempos o avanço na agenda da diversidade. Cada vez mais as empresas, organizações públicas e privadas e a política em geral se conscientizam de que, ao criar ambientes que favorecem e propiciem o convívio de diversas visões e correntes de pensamento, a resultante mostra-se positiva.</p><p>A diversidade, contudo, ainda é tabu em vários segmentos. Muitas vezes é um tabu silencioso, que se torna ainda mais complexo. Neste artigo, pretendo ater-me a tratar de três aspectos: raça, gênero e geração.</p><p>Nos últimos anos, este tema ganhou um grande aliado, que foi a propagação da agenda ESG – que em inglês significa sustentabilidade ambiental, social e governança. Em decorrência da relevância que a agenda ganhou no mundo, importantes avanços ocorreram, em especial quando as empresas passaram a estabelecer metas a serem perseguidas em busca da diversidade.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/mulher-trans-vai-comandar-area-de-diversidade-em-secretaria-no-es-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879469519_2023_04_20_80x80_barbarah_brasil_vai_comandar_setor_de_diversidade_no_governo_do_es_1589793.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Mulher trans vai comandar área de diversidade em secretaria no ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/anuario/diversidade-novo-rh-busca-garantir-oportunidades-para-todos-1222\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879469739_2022_12_07_80x80_maos_dadas_925585.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Diversidade: novo RH busca garantir oportunidades para todos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/por-que-precisamos-falar-de-diversidade-nas-empresas-0822\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879469822_2020_09_24_80x80_diversidade_nas_empresas_e_uma_tendencia_325860.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Por que precisamos falar de diversidade nas empresas?</h3><p>Mudanças nas organizações não são fáceis de implementar, e aqui estamos falando de mudança de cultura, o que é ainda mais complexo: demanda tempo, exige lideranças esclarecidas e persistentes, para adotar e sustentar as atitudes corretas, frente às ameaças de resistência e retrocesso.</p><p>Num mundo cada vez mais disruptivo, de mudanças rápidas e intensas, é importante ter no comando das organizações profissionais das mais diversas origens, formações e gerações: a variedade de análises e opiniões, de diferentes pontos de vista, contribui para melhor compreensão dos desafios e para soluções mais criativas e eficazes.</p><p>No caso das mulheres, elas têm conquistado cada vez mais espaço no meio empresarial e nas atividades médicas, jornalísticas, acadêmicas, esportivas e políticas, em todos os campos, enfim, o que tem sido extremamente positivo para a sociedade.</p><p>Em posições de destaque, as mulheres têm se mostrado competentes e dedicadas, com o diferencial de uma sensibilidade mais acentuada, uma visão mais plural e abrangente e maior versatilidade. Vivemos séculos de uma cultura patriarcal que historicamente sempre restringiu o papel das mulheres na sociedade. Até os anos 50, o destino profissional reservado a elas praticamente se limitava a ser professora ou dona de casa.</p><p>O Espírito Santo, por sua vez, tem apresentado bons exemplos ao Brasil, como é o caso da nossa economista Ana Paula Vescovi, que após desempenhar importante papel à frente do Tesouro Nacional, exerce cargo de grande relevância em um dos maiores bancos comerciais do mundo. O mesmo pode-se dizer da presidente da Findes, Cris Samorini, até bem pouco tempo atrás a única mulher presidente em uma Federação das Indústrias no país. Temos vários outros exemplos que ultrapassaram a fronteira do Estado, como Rose de Freitas, Elisa Lucinda, Margareth Dalcomo, entre tantas outras.</p><p>No país, temos vários exemplos de mulheres CEOs das empresas, como Tânia Cosentino, da Microsoft Brasil; Renata Campos, da farmacêutica japonesa Takeda Brasil; Mirele Mautschke, da DHL Express, uma das maiores empresas de logística do mundo; Sandra Papaiz, do Grupo Papaiz, e Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, entre tantas outras.</p><p>Mas a diversidade também tem de ser observada na agenda racial e geracional. Precisamos de políticas afirmativas, como ocorreu com a política de cotas nas universidades federais. Nas empresas devemos estar atentos mais para esta evolução, que tanto pode contribuir para o desempenho das organizações e para a sociedade como um todo.</p><p>E, por fim, a diversidade de gerações. Como estamos evoluindo na expectativa de vida, e também se torna necessário revisitar programas previdenciários, fazendo com que as pessoas tenham maior produtividade ao longo da vida, o convívio entre gerações vai ser cada vez mais intenso. E isso é ótimo!</p><p>Hoje podemos ter até três gerações em uma mesma agenda, por que não? Podemos ter na mesma equipe profissionais de 75, 50 e 25 anos, por exemplo. Pense na diversidade e na riqueza de experiências acumuladas e nas visões que podemos extrair desse convívio, respeitando as diferenças e usando a inteligência emocional necessária para uma colaboração baseada na transparência e na confiança. O resultado pode surpreender positivamente!</p><p>Precisamos estar atentos, contudo, para os preconceitos inconfessos, os comentários que ferem, a desvalorização silenciosa, e por isso é tão importante termos empresas com políticas ativas e afirmativas no tema.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/carreira/esg-como-ter-a-carreira-na-area-que-promete-ser-promissora-no-es-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879469911_2023_03_31_80x80_carreira_na_area_de_esg_e_uma_das_mais_promissoras_1487366.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>ESG: como ter a carreira na área que promete ser promissora no ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/esg-nos-escritorios-de-advocacia-do-discurso-a-pratica-0223\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879470001_2019_10_25_80x80_direito_advocacia_advogado_lei_86186.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>ESG nos escritórios de advocacia, do discurso à prática</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/arquitetura-e-construcao/qual-a-importancia-do-esg-dentro-da-construcao-civil-0123\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879470114_2022_11_30_80x80_entre_as_principais_caracteristicas_estao_as_boas_praticas_de_gestao_que_tornam_a_operacao_mais_sustentavel_921322.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Qual a importância do ESG dentro da construção civil?</h3><p>Boas práticas de diversidade, equidade e inclusão se traduzem em melhor desempenho para as organizações. Relatório elaborado pela Itaú Asset concluiu que as empresas preocupadas com a agenda ESG são mais resilientes e mais valorizadas na Bolsa de Valores.</p><p>Outro relatório da PwC divulgado na imprensa indica que, até 2025, 57% dos ativos de fundos mútuos na Europa estarão em fundos que consideram os critérios ESG, o que representa US$ 8,9 trilhões. Além disso, 77% dos investidores institucionais pesquisados pela PwC disseram que planejam parar de comprar produtos não ESG nos próximos dois anos.</p><p>É um caminho sem volta, felizmente. As organizações que ainda não estão atentas à agenda ESG deveriam rever suas prioridades, por uma questão de propósito e de compromisso com o desenvolvimento do país e também com o futuro dos próprios negócios.</p>",
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  "title" : "Shein e o Custo Brasil: uma grande aula para o país",
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  "body" : "<p>A&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/compras-de-ate-us-50-na-shopee-e-shein-nao-terao-mais-isencao-de-importacao-0423\" class=\"link\" target=\"_blank\">recente batalha do governo federal para tributar as compras online</a>&nbsp;e coibir a concorrência desleal no comércio eletrônico acabou servindo de grande lição para o país sobre o que é na prática o Custo Brasil.</p><p>Finalmente, o brasileiro comum, o cidadão que trabalha todos os dias de sol a sol para receber um salário suado no fim do mês, teve a oportunidade de assistir a um debate esclarecedor: afinal, por que um produto fabricado na China consegue chegar aqui tão mais barato do que os produtos similares da indústria nacional?</p><p>A resposta é justamente o Custo Brasil, um assunto que temos debatido com frequência neste espaço: trata-se do conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas, trabalhistas e econômicas que impedem o desenvolvimento do país, minam a sua competitividade global e encarecem os produtos nacionais, prejudicando os consumidores.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/shein-e-grupo-de-minas-gerais-fecham-acordo-para-producao-local-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879719690_2023_04_20_80x80_loja_da_shein_gigante_asiatica_do_vestuario_em_sao_paulo_1589475.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Shein e grupo de Minas Gerais fecham acordo para produção local</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/shein-vai-fabricar-85-dos-produtos-e-criar-100-mil-empregos-no-brasil-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879719774_2023_04_20_80x80_loja_da_shein_gigante_asiatica_do_vestuario_em_sao_paulo_1589475.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Shein vai fabricar 85% dos produtos e criar 100 mil empregos no Brasil</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/dinheiro/lelio-monteiro/aliexpress-shein-shopee-entenda-a-polemica-da-tributacao-sobre-compras-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879719867_2020_12_08_80x80_lojas_e_shopping_centers_da_grande_vitoria_usam_marketplace_para_vencer_a_crise_377785.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>AliExpress, Shein, Shopee: entenda a polêmica da tributação sobre compras</h3><p>A Shein acabou sendo alvo da polêmica: a empresa é uma plataforma de comércio eletrônico criada na China, com atuação em mais de 150 países. Relatório do BTG Pactual divulgado pela imprensa mostra que ela faturou R$ 8 bilhões no Brasil no ano passado, um crescimento de 300% em relação ao ano anterior.</p><p>A Shein vende principalmente artigos de moda e vestuário. A pergunta que não quer calar: quem, nesse setor, conseguiu desempenho perto disso no Brasil? Ninguém! Incompetência? Não: Custo Brasil.</p><p>Com esse crescimento vertiginoso, num país de PIB estagnado, a empresa estrangeira já se aproxima da Renner, líder no varejo brasileiro de vestuário, e deixa pra trás companhias como a Marisa.</p><p>Mas ela só consegue esse faturamento justamente porque não opera sob o mesmo ambiente de negócios das empresas nacionais, que têm que enfrentar o sistema tributário mais complexo do mundo e com carga elevada, um elevado custo do capital, a legislação trabalhista, os encargos sociais, a infraestrutura inadequada em transporte, energia, saneamento e telecomunicações, a insegurança jurídica e a burocracia excessiva, a educação pública de baixa qualidade e o desequilíbrio fiscal.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879719959_2023_04_20_loja_da_shein_gigante_asiatica_do_vestuario_em_sao_paulo_1589475_article.jpeg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Loja da Shein, gigante asiática do vestuário, em São Paulo</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Divulgação</span></figcaption></figure><p>Esse conjunto de obstáculos é que tem sido chamado de Custo Brasil, um debate que se arrasta há 20 anos, tendo como pano de fundo a necessidade de reformas estruturais para superar os gargalos. Estudo do próprio governo federal e do Movimento Brasil Competitivo calculou que o custo representa R$ 1,5 trilhão por ano, ou 20% do PIB.</p><p>Agora, talvez fique mais fácil para o consumidor brasileiro entender por que os produtos chineses, livres de todo esse fardo, chegam ao país com preços tão competitivos, e como o Custo Brasil atinge a todos, indistintamente: indústrias e consumidores finais, empresários e trabalhadores, todos perdem.</p><p>E por que o governo não se move para reduzir esse custo? Essa é a grande questão. Seria interessante retomar o fio da meada desse debate: a taxação das plataformas de e-commerce surgiu na pauta nacional devido à necessidade de o governo equilibrar as contas públicas, dentro da construção do novo arcabouço fiscal.</p><p>Há quase 10 anos o país não consegue fechar as contas no azul – esta é, aliás, a verdadeira causa dos juros altos, e não a independência do Banco Central, mas isso é outra história.</p><p>O mais recente relatório de receitas e despesas primárias do governo federal, relativo ao primeiro bimestre deste ano e divulgado no fim de março, projeta um déficit de R$ 107 bilhões para este ano, bem menos do que os R$ 228 bi previstos inicialmente. Ou seja, se tudo der certo, o país fechará com mais de R$ 100 bi no vermelho. Se fosse uma empresa teria quebrado há tempos.</p><p>Taxar o comércio eletrônico é uma forma portanto de coibir fraudes e concorrência desleal e ao mesmo tempo elevar a arrecadação em R$ 8 bilhões, aproximadamente, segundo estimativas do Ministério da Fazenda.</p><p>Pode ser uma medida importante, mas é um remendo. O verdadeiro enfrentamento do Custo Brasil deve ser feito com a aprovação de reformas estruturantes, começando pela reforma tributária.</p><p>Diante da repercussão negativa da taxação do e-commerce\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/governo-recua-e-mantem-isencao-para-compras-entre-pessoas-fisicas-ate-us-50-0423\" class=\"link\" target=\"_blank\">, o governo acabou recuando, mantendo a isenção para compras internacionais entre pessoas físicas até US$ 50,00 ou R$ 250,00</a>, e a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/shein-vai-fabricar-85-dos-produtos-e-criar-100-mil-empregos-no-brasil-0423\" class=\"link\" target=\"_blank\">Shein anunciou que fará investimentos no Brasil,</a>&nbsp;num total de R$ 750 milhões nos próximos 3 anos, gerando 100 mil empregos.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/reforma-ou-manicomio-tributario-nao-ha-sinal-de-reducao-do-custo-brasil-0821\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879720203_2020_12_22_80x80_e_fundamental_que_congresso_nacional_aprove_a_reforma_administrativa_387314.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma ou manicômio tributário? Não há sinal de redução do Custo Brasil</h3><p>Os números são grandiosos, embora ainda haja muita dúvida no mercado sobre como será essa operação, na prática. Mas de todo modo será uma lição para todos nós ver a gigante chinesa enfrentando os mesmos desafios dos produtores brasileiros.</p><p>O interessante é que a mesma reação popular que fez o governo federal recuar no caso da tributação dos marketplaces asiáticos deveria agora pressionar o governo e os deputados e senadores a combaterem o Custo Brasil e a ineficiência sistêmica do país, já que é isso que torna os nossos produtos mais caros!</p><p>Esperamos que a polêmica, de alguma forma, ajude a impulsionar a agenda das reformas que o país tanto precisa, para competir em condições de igualdade no comércio global, em benefício de todos.</p>",
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  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879965566_2019_12_10_saneamento_no_brasil_144319_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Saneamento no Brasil</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p>Acabamos de ultrapassar a simbólica marca dos&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/lula-3-completa-100-dias-e-e-cobrado-por-marca-de-governo-e-mais-rapidez-0423\" class=\"link\" target=\"_blank\">100 dias de governo</a>, a fase inicial de toda administração em que tradicionalmente há um clima geral de maior boa vontade com a nova gestão no&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/congresso-nacional\" class=\"link\" target=\"_blank\">Congresso Nacional&nbsp;</a>e na opinião pública.</p><p>O governo federal, contudo, não apenas desperdiçou esse período de lua de mel – quando poderia ter aprovado reformas que são quase unânimes há décadas, como&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-tributaria\" class=\"link\" target=\"_blank\">a tributária</a>&nbsp;– como ainda optou pelo retrocesso em setores cruciais, prejudicando justamente os mais pobres, em nome dos quais estaria agindo. Uma contradição flagrante!</p><p>Refiro-me em especial à decisão do governo Lula de rever a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/governo-lula-vai-suspender-implementacao-do-novo-ensino-medio-e-mudancas-no-enem-0423\" class=\"link\" target=\"_blank\">implantação do Novo Ensino Médio</a>&nbsp;e do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/lula-muda-marco-do-saneamento-e-permite-servico-seguir-sem-licitacao-0423\" class=\"link\" target=\"_blank\">Marco do Saneamento</a>, além suspensão de privatizações de empresas estatais ineficientes e da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/camara-aprova-mudanca-em-lei-das-estatais-que-libera-mercadante-para-o-bndes-1222\" class=\"link\" target=\"_blank\">interferência na Lei das Estatais</a>, para facilitar indicações políticas, que tão mal fizeram em gestões passadas. Será que não aprendemos nada com os próprios erros?</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leticia-goncalves/os-erros-e-acertos-de-casagrande-em-100-dias-de-governo-no-es-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879965673_2023_03_07_80x80_governador_renato_casagrande_discursa_durante_solenidade_no_palacio_anchieta_1091007.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Os erros e acertos de Casagrande em 100 dias de governo no ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/acoes-nos-100-dias-do-governo-lula-tem-como-foco-a-area-social-no-es-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879965769_2023_04_10_80x80_presidente_luiz_inacio_lula_da_silva_pt_1549196.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ações nos 100 dias do governo Lula têm como foco a área social no ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/busca-por-estabilidade-politica-marca-100-dias-de-governo-casagrande-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879965881_2023_02_01_80x80_deputados_tomam_posse_na_assembleia_legislativa_do_es_961893.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Busca por estabilidade política marca 100 dias de governo Casagrande</h3><p>Não vamos avançar aqui em questões como os&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/ataques-de-lula-ao-banco-central-muito-ajuda-quem-nao-atrapalha-0223\" class=\"link\" target=\"_blank\">ataques ao Banco Central&nbsp;</a>ou a morosidade para implementar um&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/arcabouco-fiscal-preve-piso-para-investimentos-e-metas-para-contas-publicas-0323\" class=\"link\" target=\"_blank\">novo arcabouço fiscal</a>, que pertencem ao mundo da macroeconomia, supostamente mais distante do cotidiano imediato. Vamos focar em questões que tocam diretamente a saúde e o bolso das camadas mais pobres da população.</p><p>O novo Marco do Saneamento entrou em vigor em 2020 e, em três anos, possibilitou avanços notórios: foram 23 leilões em 561 municípios. Investimentos assegurados em licitações em seis estados, incluindo Espírito Santo, superam R$ 72 bilhões.</p><p>No entanto, para espanto geral, recente decreto do governo Lula abriu caminho para que as estatais estaduais de saneamento continuem operando os serviços de água e esgoto sem licitação – quebrando, assim, um dos fundamentos da lei sancionada em 2020.</p><p>O novo marco legal do saneamento foi um avanço que estabeleceu uma meta factível: levar água potável a 99% das casas e coleta de esgoto em 90% até o ano de 2033.</p><p>Atualmente, temos no país 35 milhões de brasileiros sem acesso a água potável e 100 milhões sem acesso a tratamento de esgoto. Estamos falando da saúde de toda uma geração: dados da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/oms\" class=\"link\" target=\"_blank\">OMS (Organização Mundial da Saúde)&nbsp;</a>mostram que, para cada real investido em saneamento, há economia de 9 reais em saúde pública.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/lula-muda-marco-do-saneamento-e-permite-servico-seguir-sem-licitacao-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879966079_2020_11_10_80x80_em_vila_velha_esgoto_ainda_e_desafio_e_compromete_saude_dos_moradores_356706.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Lula muda marco do saneamento e permite serviço seguir sem licitação</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/novo-ensino-medio-nada-muda-no-enem-deste-ano-diz-secretario-do-es-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879966170_2022_11_20_80x80_os_candidatos_poderao_rever_as_questoes_que_cairam_neste_segundo_dia_de_prova_do_enem_914709.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Novo Ensino Médio: 'Nada muda no Enem deste ano', diz secretário do ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/secretarios-estaduais-de-educacao-criticam-suspensao-do-novo-ensino-medio-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879966269_2023_04_05_80x80_estudantes_fazem_protestos_no_masp_pedindo_a_revogacao_do_novo_ensino_medio_1518743.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Secretários estaduais de Educação criticam suspensão do novo ensino médio</h3><p>Não faz sentido adiar a solução desse problema histórico, que aflige justamente os mais pobres, para favorecer a má política, os caciques regionais, a visão paroquial e as corporações que dependem da ineficiência estatal para sobreviver.</p><p>Infelizmente é a isso que estamos assistindo: o presidente Lula atuando para corporações e para a classe política, e não para quem o elegeu, a camada mais carente da população. Age assim pensando talvez em buscar proteção, agradando políticos que, no fim do dia, poderão decidir o seu futuro em um cenário de instabilidade no Congresso, que poderia chegar a um impeachment.</p><p>Não parece razoável perpetuar o atraso para favorecer as empresas estaduais, que certamente não terão condições financeiras de arcar com os investimentos necessários. O resultado inevitável será o atraso no cumprimento das metas para levar água e esgoto para os mais pobres – é sempre bom ressaltar que serão eles os mais prejudicados.</p><p>Estamos assistindo ao avanço do retrocesso: uma solução que parecia bem encaminhada transforma-se em problema para a população e insegurança jurídica para investidores. Já há ações no STF contra a contratação, sem licitação, da estatal da Paraíba, por 30 municípios.</p><p>Na área da educação, testemunhamos outro retrocesso no ensino profissionalizante, etapa fundamental para a emancipação do estudante e o ingresso no mercado profissional.</p><p>O Novo Ensino Médio, a Lei nº 13.415/2017, foi aprovado pelo Congresso no governo Temer, para ampliar a carga horária e valorizar a formação técnica e profissional dos estudantes, resolvendo dois grandes problemas de uma tacada só: o desemprego e o apagão de mão de obra.</p><p>Como se sabe, apesar do alto desemprego, as empresas privadas enfrentam dificuldade de contratação de mão de obra qualificada, justamente por causa das carências do nosso ensino. No Brasil, somente 8% das matrículas correspondem ao ensino profissional e tecnológico, contra uma média de 41% dos países desenvolvidos.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/lula-e-aprovado-por-39-e-reprovado-por-26-aponta-pesquisa-ipec-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879966379_2023_04_11_80x80_presidente_da_republica_luiz_inacio_lula_da_silva_1558936.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Lula é aprovado por 39% e reprovado por 26%, aponta pesquisa Ipec</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/lula-embarca-para-a-china-e-deve-assinar-cerca-de-20-acordos-bilaterais-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879966519_2023_04_11_80x80_viagem_de_lula_a_china_promete_ser_uma_das_mais_importantes_e_estrategicas_viagens_internacionais_do_seu_terceiro_mandato_1556116.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Lula embarca para a China e deve assinar cerca de 20 acordos bilaterais</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/acoes-nos-100-dias-do-governo-lula-tem-como-foco-a-area-social-no-es-0423\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774879966687_2023_04_10_80x80_presidente_luiz_inacio_lula_da_silva_pt_1549196.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ações nos 100 dias do governo Lula têm como foco a área social no ES</h3><p>Outra solução que parecia bem encaminhada, e o que faz o atual governo? Puxa o freio de mão para “aperfeiçoar” o debate, por razões meramente ideológicas. De novo, os mais prejudicados são os jovens menos favorecidos das escolas públicas.</p><p>Em 2018, o Sesi e o Senai do ES implantaram no Estado a primeira turma do Sudeste já no modelo do Novo Ensino Médio, e hoje esse modelo é oferecido em toda a rede Sesi, mostrando que é possível promover mudanças quando se tem foco e determinação.</p><p>O ex-ministro Roberto Campos (por sinal avô do atual presidente do Banco Central) dizia que, infelizmente, “o Brasil nunca perde uma oportunidade de perder oportunidades”.</p><p>Lamentável ter de dar razão a ele. Resta esperar que o Congresso, naturalmente incluído aí nossa bancada federal, e os também mais prejudicados – no caso, os mais pobres – possam reagir e pressionar o governo, para que essa marcha rumo ao atraso não se perpetue.</p>",
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  "title" : "Brasil, o país do tempo perdido",
  "description" : "O artigo de hoje tem talvez mais perguntas que respostas, para sugerir uma reflexão. Discursos são fáceis de fazer. Difícil é entregar o que é prometido",
  "body" : "<p>Vale a pena ver o filme “Quanto tempo o tempo tem”, disponível na Netflix, dirigido por Adriana Dutra e Walter Carvalho. O documentário utiliza os ciclos de diferentes sociedades para analisar a forma como lidamos com os dias, meses e anos, fazendo uma profunda reflexão sobre a passagem do tempo, a civilização e o futuro da sociedade. Mas não é exatamente sobre cinema que eu gostaria de falar.</p><p>Vivemos um tempo em que tudo parece urgente na nossa rotina, no Brasil de 2023. E, no entanto, não vemos a mesma urgência na ação, no tempo certo e na velocidade necessária, para que as pessoas possam efetivamente melhorar de vida.</p><p>Crescemos ouvindo que o Brasil é o país do futuro, embora deitado eternamente em berço esplêndido. Não sairemos do berço? Não vamos crescer? O futuro nunca vai chegar ou está passando na nossa frente? Estamos aproveitando todo o potencial do país abençoado por Deus, cantado em verso e prosa, o país da alegria e do carnaval, ou não estaremos tão alegres?</p><p>Quarenta anos é muito ou pouco tempo? A China é uma nação com 4 mil anos de história. Em 2011 eles inauguraram a maior ponte do mundo, a ponte Qingdao Haiwan, com mais de 42,5 quilômetros de extensão. A obra levou 4 anos.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/lula-e-haddad-cancelam-viagem-a-china-e-regra-fiscal-ganha-nova-chance-na-agenda-0323\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880097453_2023_03_26_80x80_fernando_haddad_e_lula_cancelam_viagem_a_china_1454704.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Lula e Haddad cancelam viagem à China e regra fiscal ganha nova chance na agenda</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/arcabouco-fiscal-analistas-tem-duvidas-sobre-controle-de-gastos-0323\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880097543_2023_03_31_80x80_solange_srour_felipe_salto_vilma_pinto_e_fabio_giambiagi_avaliam_a_nova_regra_fiscal_1488225.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Arcabouço fiscal: analistas têm dúvidas sobre controle de gastos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/dinheiro/lelio-monteiro/novo-arcabouco-fiscal-regras-propostas-pelo-governo-decepcionam-0323\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880097625_2023_03_24_80x80_ministro_da_fazenda_fernando_haddad_durante_reuniao_na_frente_nacional_de_prefeitos_1445431.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Novo arcabouço fiscal: regras propostas pelo governo decepcionam</h3><p>Quanto tempo dura uma obra pública no Brasil? Qual foi a grande obra estruturante do governo federal no Espírito Santo, pensando nos últimos 40 anos? Pois nesses 40 anos tivemos duas décadas perdidas. Enquanto o mundo avançou, nós ficamos estagnados.</p><p>Desde 1980, a renda per capita do Brasil despencou de 50º lugar para 85º, num ranking de 195 países, como mostra relatório do Fundo Monetário Internacional. Perdemos posições para países como China e Coreia do Sul e, pior, prognósticos do FMI indicam que continuaremos a cair, chegando 90º até 2026 – o estudo foi divulgado em 2021. Vamos assistir a esse tombo sem fazer nada?</p><p>O que temos feito de errado nas últimas décadas? Quem tem o poder efetivo de alterar o futuro do país? A resposta é uma só: os políticos que elegemos!</p><p>São os políticos os responsáveis ou somos nós que escolhemos mal? A resposta pouco importa, pois se confundem, mas é fato que os líderes que escolhemos nos últimos 40 anos não fizeram um bom trabalho!</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880097744_2023_01_05_congresso_nacional_e_o_palacio_do_planalto_943256_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Congresso Nacional e o Palácio do Planalto</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Ricardo Stuckert</span></figcaption></figure><p>Se fôssemos uma empresa, estávamos quebrados! Para o leitor que não é empresário, faço um breve relato: empresário quando não consegue pagar as suas contas, o banco negativa, o Estado multa por não pagar impostos, a Justiça executa, o patrimônio da empresa vai a leilão, o patrimônio do empresário é usado para pagar as dívidas, os executivos são taxados de incompetentes, não há rede de proteção! Ser empresário é um grande risco! Mas e aqueles que, em nome do povo, são os executivos da grande empresa BRASIL?</p><p>Não vamos generalizar, mas o fato é que tem faltado competência para enfrentar e resolver os problemas do país, embora a agenda necessária seja praticamente um consenso, de conhecimento público há uns 20 anos. Alguém questiona a necessidade da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-tributaria\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma tributária</a>, para ficar somente num exemplo?</p><p>O tempo passa, e a cada dia que nossos executivos não tomam as decisões que precisam ser tomadas, milhões de brasileiros seguem sem atendimento digno na saúde, sem água e esgoto tratado, sem acesso à educação de qualidade, sem alimentação adequada. Esse é o preço da incúria administrativa no Brasil!</p><p>Neste momento estamos no início de um novo ciclo político. Estamos há quase 90 dias sem uma diretriz clara do que se pretende para o país!</p><p>Fala-se em urgência da reforma tributária, do combate à miséria, de carências da saúde e da educação, mas se é tão urgente assim, como é possível por exemplo encaixar uma viagem internacional à frente de uma decisão tão importante como a definição do novo arcabouço fiscal?</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/reducao-da-desigualdade-social-deve-guiar-a-reforma-tributaria-0323\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880097829_2022_03_18_80x80_os_estilos_arquitetonicos_revelam_a_desigualdade_social_em_vitoria_724394.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Redução da desigualdade social deve guiar a reforma tributária</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/arcabouco-fiscal-preve-piso-para-investimentos-e-metas-para-contas-publicas-0323\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880098001_2023_03_30_80x80_os_ministros_da_fazenda_fernando_haddad_e_do_planejamento_simone_tebet_durante_coletiva_sobre_a_nova_regra_fiscal_1481349.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Arcabouço fiscal prevê piso para investimentos e metas para contas públicas</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/entenda-os-principais-pontos-da-regra-fiscal-proposta-pelo-governo-lula-0323\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880098157_2023_03_30_80x80_presidente_da_republica_luiz_inacio_lula_da_silva_durante_reuniao_de_trabalho_sobre_o_novo_arcabouco_fiscal_1481454.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Entenda os principais pontos da regra fiscal proposta pelo governo Lula</h3><p>E a reforma tributária, não sai agora em abril ou maio? Por que decisões ideológicas se sobrepõem a soluções que resolveriam o a vergonha do saneamento básico atual ou da infraestrutura? Não está mais do que comprovada a ineficiência do Estado nesses setores?</p><p>Até quando vamos tolerar o tempo dessa política menor? Até quando vamos ter de tolerar representantes que só olham para eles próprios, para seus partidos, para seus interesses, ao invés de olhar para o interesse real da população?</p><p>O artigo de hoje tem talvez mais perguntas que respostas, para sugerir uma reflexão. Discursos são fáceis de fazer. Difícil é entregar o que é prometido. O ponteiro do relógio não para, não temos todo o tempo do mundo, e certamente não queremos ser o país do tempo perdido. Resta cobrar ação!</p>",
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  "title" : "Números da indústria não mentem, mas podem ser transformados",
  "description" : "É evidente que temos um desafio estrutural e que precisamos de muito mais para alavancar a indústria local e nacional, lembrando que é a indústria que gera os empregos mais qualificados e mais bem remunerados",
  "body" : "<p>Nos últimos dias foram divulgados diversos números sobre a indústria do Brasil e do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>, refletindo um cenário negativo para a economia em geral. Pela primeira vez a fatia do Brasil no comércio global de produtos manufaturados ficou abaixo de meio por cento, chegando a 0,47%.</p><p>Nos últimos 10 anos, o país passou de 28º para 34º no ranking mundial, ficando atrás de países como Rússia, Índia, México e Hungria – a China lidera a lista. Os dados são do Iedi, Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial.</p><p>Outro tombo: pelo segundo ano consecutivo, a balança comercial de manufaturados fechou com saldo negativo superior a US$ 100 bilhões: foram US$ 111,3 bi negativos em 2021 e US$ 128 bi no ano passado.</p><p>Já no Espírito Santo, segundo o IBGE, a produção industrial caiu nada menos que 46% nos últimos dez anos, com queda puxada para baixo pela indústria extrativa, severamente afetada pelos desastres de Mariana e Brumadinho e pela queda da produção de petróleo.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/orlando-caliman/industria-do-es-discussao-bem-oportuna-sem-polemica-0323\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880497307_2021_03_24_80x80_porto_de_tubarao_444781.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Indústria do ES: discussão bem oportuna, sem polêmica</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/pablo-lira/uma-analise-qualificada-sobre-a-industria-capixaba-0323\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880497398_2019_12_05_80x80_soldador_na_industria_setor_foi_um_dos_que_ajudou_a_aumentar_a_arrecadacao_de_icms_no_espirito_santo_141889.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Uma análise qualificada sobre a indústria capixaba</h3><p>Para além dos desastres, que são pontos fora da curva, o fato é que os números indicam um problema estrutural que a economia brasileira enfrenta há décadas.</p><p>Esse problema tem nome e sobrenome: chama-se Custo Brasil, certamente já conhecido pelos leitores dos meus artigos. Trata-se de um conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas, trabalhistas e econômicas que minam a nossa competitividade.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880497485_2021_12_17_samarco_664756_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Indústria no ES</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Carlos Alberto Silva</span></figcaption></figure><p>O que fazer? Atacar esse custo com reformas estruturais, um debate que está há anos na mesa, e que já ganhou inclusive uma importante frente no Congresso Nacional, a Frente Parlamentar Brasil Competitivo, criada em 2021, com mais de 200 deputados e senadores comprometidos com essa agenda.</p><p>As lideranças nacionais e estaduais precisam se dedicar cada vez mais a essa agenda, para conseguirmos avançar. Nossa bancada federal, por exemplo, deveria se engajar nessa frente.</p><p>O Estado de São Paulo acaba de dar um grande exemplo para os demais. Dias atrás, o governador Tarcísio de Freitas assinou 11 decretos que reduzem a carga tributária de vários segmentos do setor produtivo paulista, cumprindo uma promessa de campanha, de reindustrializar o Estado que historicamente sempre foi o mais industrializado e – não por acaso – o mais rico do país.</p><p>Na semana passada, o governador Tarcísio também celebrou com o Movimento Brasil Competitivo (MBC), um acordo de cooperação, com o objetivo de unir esforços e promover a redução do “custo São Paulo”, aumentando a competitividade das empresas paulistas, um exemplo que deve ser seguido pelos outros Estados.</p><p>No Espírito Santo, o secretário estadual de Planejamento, Álvaro Duboc, divulgou dados positivos do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/pablo-lira/investimentos-anunciados-no-es-superam-r-50-bilhoes-ate-2026-1022\" class=\"link\" target=\"_blank\">Instituto Jones dos Santos Neves, prevendo mais de R$ 50 bilhões em investimentos em terras capixabas até 2026</a>.</p><p>Temos incentivos importantes como o Invest-ES e o Compete-ES, temos o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/fundo-soberano\" class=\"link\" target=\"_blank\">Fundo Soberano</a>, para financiar novos negócios, com foco em inovação e na diversificação da economia local. Somente nos dois primeiros meses do ano os incentivos atraíram para o Estado em torno de 117 empresas, com a criação de 800 empregos diretos, número que parece positivo, mas, ao analisá-lo com lupa, percebe-se que a grande maioria é de atividades não manufatureiras, ou seja, possuem baixo valor agregado, e é isso que precisamos mudar.</p><p>As lideranças políticas e empresariais do Estado têm conseguido avançar na diversificação da economia capixaba. A Suzano está investindo em nova fábrica de papel higiênico em Cachoeiro de Itapemirim e no retrofit da planta em Aracruz. A Nestlé/Garoto está investindo R$ 200 milhões em Vila Velha. A Café Cacique e a Olam Internacional transformarão Linhares em centro mundial de produção de café solúvel. Britânia, Weg e Biancogrês também estão ampliando a produção. Esses investimentos são de extrema importância para a geração de empregos e para a diversificação da economia, e precisam ganhar uma escala maior.</p><p>Os números, contudo, não mentem: é evidente que temos um desafio estrutural e que precisamos de muito mais para alavancar a indústria local e nacional, lembrando que é a indústria que gera os empregos mais qualificados e mais bem remunerados, sendo responsável também pela inovação e pelo desenvolvimento tecnológico em todos os demais setores. Por isso, sempre dizemos que não existe economia sólida sem indústria sólida.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/o-polemista-e-os-moinhos-de-vento-0223\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880497575_2022_02_28_80x80_industria_711517.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O polemista e os moinhos de vento</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/pablo-lira/o-olhar-miope-de-luis-nassif-sobre-a-industria-do-es-0223\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880497662_2021_12_17_80x80_samarco_664758.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O olhar míope de Luis Nassif sobre a indústria do ES</h3><p>Temos no horizonte uma boa promessa: o grupo de trabalho criado na Câmara dos Deputados para dar andamento à reforma tributária pretende apresentar o relatório sobre o tema no dia 16 de maio.</p><p>Temos chance, portanto, de aprová-la nos próximos meses, quem sabe no primeiro semestre. É um passo importante, mas precisamos de seguir com a agenda reformista, aproveitando este início de governo, quando ainda há um clima de lua de mel com o Congresso e os eleitores. Esse clima se dilui no tempo, é importante agir com celeridade.</p>",
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  "body" : "<p>Domingo de carnaval, a mais brasileira de todas as festas, um marco de nossa identidade cultural que nos projeta mundo afora e que representa muito mais do que três dias de folia e alegria. Além de diversão, carnaval é big business: estimula o turismo, o comércio e faz a economia girar.</p><p>Um bom exemplo é o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/carnaval-de-vitoria\" class=\"link\" target=\"_blank\">Carnaval de Vitória</a>, que vem se profissionalizando a cada ano, com a decisão acertada da Prefeitura da Capital de, a partir dos anos 90, realizá-lo com uma semana de antecedência. Assim, possibilitamos a atração de turistas de todo o país, com a transmissão dos desfiles pela TV Gazeta,&nbsp; dando cada vez mais visibilidade à festa.</p><p>Dados da prefeitura e da Federação do Comércio do Espírito Santo indicam que, no ano passado, quando o carnaval foi em abril devido à pandemia, os desfiles atraíram em torno de 12 mil turistas, com ocupação de 90% da rede hoteleira e movimentação financeira de R$ 20 milhões, gerando cerca de 5,3 mil empregos diretos e indiretos.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/esta-comecando-o-primeiro-carnaval-do-resto-de-nossas-vidas-0223\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880697514_2023_02_16_80x80_carnaval_1019994.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Está começando o primeiro carnaval do resto de nossas vidas</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/ziriguidum/no-carnaval-quem-nao-sabe-perder-nao-pode-desfilar-0223\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880697683_2023_02_16_80x80_auto_upload_1018725.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>No Carnaval, quem não sabe perder não pode desfilar</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/pmv-recua-e-bares-no-centro-nao-vao-ter-limite-de-horario-no-carnaval-0223\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880697774_2021_10_22_80x80_o_batuqdellas_em_acao_no_carnaval_2020_no_centro_de_vitoria_onde_reuniu_cerca_de_40_mil_pessoas_628953.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>PMV recua e bares no Centro não vão ter limite de horário no carnaval</h3><p>Neste ano calculou-se movimentação de R$ 25 milhões, com um público de 80 mil pessoas ao longo dos desfiles. Devemos cada vez mais investir no potencial turístico do evento, que tende a crescer.</p><p>A origem do carnaval perde-se na história: ela remonta à Idade Média, sendo que alguns historiadores sustentam que a festa herdou elementos de civilizações da antiguidade, dos povos mesopotâmicos, gregos e romanos.</p><p>Desde os tempos mais remotos ela esteve ligada à celebração do prazer e da fantasia: uma pausa na realidade dura do dia a dia para extravasar desejos, sonhos e apetites. No Brasil, chega a ser um marco temporal decisivo: dizem que o ano só começa depois do carnaval. Nem sempre.</p><p>De certa forma o ano já começou tenso no Brasil, com a posse do novo governo, a invasão dos três poderes em 8 de janeiro, as incertezas da nova administração e o recente choque entre o presidente da República e o presidente do Banco Central em torno da taxa dos juros, que marcou a semana passada – as taxas são realmente abusivas, o governo, de sua parte, precisa também deixar claro qual será a sua âncora fiscal, para atacar a doença, e não o sintoma, mas isso é assunto para depois, quando o país retomar a normalidade.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880697864_2023_02_12_mug_desfila_no_sambao_do_povo_no_carnaval_de_vitoria_2023_980708_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">MUG desfila no Sambão do Povo no Carnaval de Vitória 2023</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Fernando Madeira</span></figcaption></figure><p>Voltando ao ritmo do carnaval. O desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, o carnaval mais famoso do mundo, começou em 1932, por iniciativa do jornalista Mário Filho, o irmão de Nelson Rodrigues que dá nome ao Maracanã.</p><p>Mário Filho era dono do jornal “Mundo Esportivo”, e resolveu promover uma disputa entre as escolas de samba: originalmente elas saíam às ruas sem qualquer competição. A vencedora do primeiro desfile foi a Mangueira, seguida de Portela, que na época se chamava Vai Como Pode, da Estácio e da Unidos da Tijuca.</p><p>O curioso é que Mário Filho resolveu promover a competição entre as escolas por absoluta falta de assunto para cobrir na área esportiva, nas primeiras semanas do ano. Sua ideia despretensiosa virou um dos principais produtos brasileiros.</p><p>Neste ano, o setor do turismo deve movimentar mais de R$ 8,1 bilhões no país todo durante o carnaval, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio, divulgada no fim de janeiro. Deverá ser a segunda maior movimentação dos últimos 11 anos, perdendo apenas para 2020, quando o volume das atividades chegou a R$ 8,47 bilhões.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/mug-campea-a-comemoracao-do-1-lugar-no-carnaval-de-vitoria-2023-0223\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880697966_2023_02_12_80x80_mug_desfila_no_sambao_do_povo_no_carnaval_de_vitoria_2023_980681.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>MUG campeã: a comemoração do 1º lugar no Carnaval de Vitória 2023</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/emocionada-fernanda-figueredo-se-despede-do-posto-de-rainha-de-bateria-da-mug-0223\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880698192_2023_02_12_80x80_mug_desfila_no_sambao_do_povo_no_carnaval_de_vitoria_2023_980706.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Emocionada, Fernanda Figueredo se despede do posto de rainha de bateria da MUG</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/com-gritos-de-e-campea-mug-impressiona-com-carros-e-fantasias-luxuosos-0223\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774880698282_2023_02_12_80x80_mug_desfila_no_sambao_do_povo_no_carnaval_de_vitoria_2023_980626.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Com gritos de 'é campeã', MUG impressiona com carros e fantasias luxuosos</h3><p>Os números são grandiosos, mas temos potencial para muito mais. Em recente artigo no Valor Econômico, o publicitário Nizan Guanaes destacou que em países como EUA, França, Itália e Reino Unido o turismo, o entretenimento e a cultura são levados muito a sério. No Brasil, não temos uma política adequada para o setor.</p><p>“Carnaval é entretenimento e turismo na veia. É uma olimpíada que acontece no Brasil todo ano. Temos que embalar melhor. A embalagem muitas vezes é mais importante que o produto, e olha que o carnaval é um excelente produto. O desfile das escolas de samba precisa de uma remodelada como foi dada na Fórmula 1”, sustenta Nizan, com toda razão.</p><p>Vale também para o futebol, que precisa ser visto como o business que é na Europa e nos EUA, com times listados na bolsa de valores, assim como a cultura e os museus, que precisam deixar de ser vistos como despesa, para serem vistos como fonte de receita. É só ver o que os americanos fazem com o basquete, o cinema e a música, em cerimônias do Oscar e do Grammy, que movimentam bilhões de dólares.</p><p>Para o folião, carnaval pode ser só alegria, mas os governos em todas as esferas devem ver no evento uma fonte de receita e de geração de negócios. Diversão e arte também geram riqueza e devem ser levadas a sério pelo poder público. Mas isso pode ficar para a Quarta-Feira de Cinzas. Um bom carnaval a todos!</p>",
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  "author" : "Léo de Castro",
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  "body" : "<p>Na semana passada, o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/congresso-nacional\" class=\"link\" target=\"_blank\">Congresso Nacional</a>&nbsp;e o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/stf\" class=\"link\" target=\"_blank\">STF</a>&nbsp;retomaram as atividades, e o país começa a voltar ao ritmo normal depois das férias de verão.</p><p>Temos um novo governo, uma nova composição no parlamento e uma velha agenda a ser destravada: as reformas estruturantes e da redução do Custo Brasil. A pauta é bem conhecida, a pergunta agora é: vamos conseguir executá-la? Vamos ficar vendo a banda passar sem fazer nada? O mundo crescendo e nós parados?</p><p>O cenário é dramático. O FMI acaba de elevar a projeção para o PIB brasileiro para este ano – parece uma boa notícia, mas não é. O crescimento deve ser de 1,2%, contra previsão de 2,9% para a economia global.</p><p>Ou seja, se tudo caminhar como previsto, vamos crescer pouco mais de um terço da média mundial, e saindo de uma base vergonhosamente baixa. Pior: essa trajetória não é um ponto fora da curva.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/arthur-lira-e-reeleito-presidente-da-camara-com-votacao-recorde-0223\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1775085182983_2023_02_01_80x80_arthur_lira_presidente_da_camara_dos_deputados_962301.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Arthur Lira é reeleito presidente da Câmara com votação recorde</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/apoiado-por-lula-rodrigo-pacheco-e-reeleito-presidente-do-senado-0223\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1775085183203_2022_09_19_80x80_rodrigo_pacheco_838013.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Apoiado por Lula, Rodrigo Pacheco é reeleito presidente do Senado</h3><p>Nos últimos dez anos, entre 2011 e 2021, o PIB do país cresceu, em média, apenas 0,4% ao ano, ao passo que a indústria de transformação encolheu 1,5% ao ano.</p><p>O país patinou e o setor mais estratégico encolheu – a indústria, como se sabe, é o setor mais dinâmico e funciona como o motor da atividade econômica como um todo, pela sua capacidade de alavancar o crescimento, gerando os empregos mais qualificados e os melhores salários.</p><p>Os leitores que acompanham os meus artigos já devem estar familiarizados com alguns argumentos expostos aqui, às vezes posso parecer repetitivo, mas precisamos mesmo ter persistência, porque ela é o caminho do êxito, como dizia Charles Chaplin.</p><p>Mais uma vez o setor industrial, por meio da CNI, dá uma contribuição importante para o país, ao apresentar para o governo federal um estudo com 14 propostas prioritárias para os primeiros 100 dias, destinadas ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, recém criado nesta gestão.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1775085183296_2019_12_05_soldador_na_industria_setor_foi_um_dos_que_ajudou_a_aumentar_a_arrecadacao_de_icms_no_espirito_santo_141889_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption> <span class=\"img-credit\">Crédito: Pixabay</span></figcaption></figure><p>É um passo adiante a recriação do ministério, especialmente&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/alckmin-assume-ministerio-e-promete-reforma-tributaria-e-reindustrializacao-0123\" class=\"link\" target=\"_blank\">numa pasta liderada pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin</a>, ex-governador de São Paulo, o Estado que concentra o PIB industrial do país.</p><p>Alckmin sempre defendeu a competitividade da indústria e a redução do Custo Brasil. Parece bem indicado para o cargo, onde terá a oportunidade de implantar uma agenda que é horizontal, envolve diversos ministérios. É um sopro de esperança, mas precisamos ir muito além.</p><p>O noticiário econômico registrou dias atrás que as incertezas sobre os rumos da política econômica e do ajuste fiscal pressionam os juros, o câmbio e a inflação, prejudicando justamente os mais pobres.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/regime-fiscal-e-minimo-maior-sao-metas-no-semestre-afirma-lula-0223\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1775085184243_2023_02_02_80x80_o_presidente_luiz_inacio_lula_da_silva_963038.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Regime fiscal e mínimo maior são metas no semestre, afirma Lula</h3><p>Com a piora da avaliação do risco Brasil, o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/banco-central\" class=\"link\" target=\"_blank\">Banco Central&nbsp;</a>tende a manter a Selic em 13,75% por um período mais longo, sendo que o juro real atual é o maior do mundo dentre os países industrializados.</p><p>O estudo da CNI mostra que a maioria das nações reconhece a importância de uma política industrial: pelo menos 84 países, que representam mais de 90% do PIB mundial, adotaram, nos últimos 10 anos, estratégias formais de política industrial, uma espécie de resposta ao sucesso econômico dos países asiáticos.</p><p>E o Brasil? Qual é o nosso dever de casa, que conhecemos há tempos? Uma das prioridades é a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-tributaria\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma tributária</a>, nos moldes da PEC 110/2019 já em tramitação no Congresso, para simplificar o nosso sistema tributário, considerado o mais complexo do mundo.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/governo-lula-precisa-cumprir-compromisso-com-a-reforma-tributaria-0123\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1775085184457_2023_01_04_80x80_governo_943021.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Governo Lula precisa cumprir compromisso com a reforma tributária</h3><p>Um exemplo ilustra bem o que isso significa. O estudo da CNI mostra que o custo final de instalação de uma siderúrgica no Brasil é ampliado em 10,6%, devido aos efeitos diretos e indiretos dos tributos sobre bens e serviços. Esse mesmo investimento teria sido elevado em apenas 1,7%, na Austrália; em 1,6%, no México, e em 0,4%, se fosse realizado no Reino Unido.</p><p>Temos ainda a modernização do setor elétrico, a instituição do Código de Defesa do Contribuinte, o novo Marco do Licenciamento Ambiental e o avanço em acordos internacionais, todos em tramitação no Congresso.</p><p>E agora? A régua e o compasso estão dados, e quem terá capacidade de liderança, de diálogo e de execução dessa agenda? O presidente da República! É uma missão indelegável: ele terá que mobilizar as forças políticas do país, ditando o ritmo e a prioridade das agendas.</p><p>A liderança máxima do país precisa deixar de olhar no retrovisor e abandonar velhos discursos ideológicos para encarar os desafios que estão diante de nós há décadas. É preciso aproveitar esta fase inicial do mandato, de lua de mel com o Congresso e os eleitores, para avançar nas votações. Ou vamos ficar assistindo ao mundo crescer e o Brasil ficando para trás, perdido em discussões ultrapassadas? De que adianta ignorar os fatos e fazer bravatas sobre o desequilíbrio fiscal e a reação do mercado?</p><p>A realidade é que, sem equilíbrio fiscal, sem o avanço na repetida agenda de reformas estruturantes e de redução do custo Brasil, não teremos investimento, nem crescimento econômico e não haverá recursos inclusive para as políticas sociais.</p><p>De nada adianta boas intenções e boas ideias sem que seja possível colocá-las em prática, com os pés no chão e a mão na massa. A conta precisa fechar. Passou da hora de promovermos as reformas para romper esse ciclo de estagnação. Que não se perca mais uma oportunidade! O Brasil merece dias melhores!</p>",
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  "body" : "<p>O brasileiro é otimista por natureza, especialmente entre o Natal e o carnaval, como diria o ministro Mário Henrique Simonsen. No caso de empresários, o otimismo é inerente à profissão, ou não se aventurariam a empreender em ambiente hostil e instável como o do Brasil, mas mantemos esperança. Estamos na esquina de 2023, vêm aí um novo ano e um novo governo, hora de fazer um balanço e de pensar numa lista de planos futuros.</p><p>O que enfrentaremos na próxima jornada? Como será a nova administração, quais serão os seus aliados e seus propósitos? Aprendemos algumas lições com o passado recente. No Brasil, não se governa somente com o Executivo, é preciso construir alianças com o Legislativo, e ficou mais evidente nos últimos anos o protagonismo do Judiciário, ou ativismo judicial.</p><p>No momento final da montagem da nova equipe de governo e da indicação de ministérios, quais serão os princípios e valores que vão nortear a construção de uma nova coalizão para gerir o país? Essa é uma reflexão que devemos fazer.</p><p>O Brasil precisa de uma construção coletiva em torno de um grande pacto pelo desenvolvimento econômico e social, que gere oportunidade e tire o brasileiro da frustração de décadas por não termos conseguido crescer o suficiente. A verdade é que estamos estagnados desde os anos 80, crescendo a uma média inferior a 2%, com altos e baixos, mas estagnados no final das contas.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774881615807_2021_04_17_crescimento_economico_475437_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Crescimento econômico</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: rawpixel.com/Freepik</span></figcaption></figure><p>Precisamos de um pacto que atue no presente, com olhos no futuro!</p><p>Temos, sim, que adotar ações emergenciais para matar a fome dos que sofrem, temos que garantir o atendimento básico na saúde, mas precisamos também plantar e desenvolver as sementes para um futuro melhor para todos, onde esse quadro de desigualdade e falta de perspectiva fique para trás.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/camara-aprova-em-1-turno-pec-que-garante-bolsa-familia-de-r-600-1222\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774881615891_2022_12_20_80x80_presidente_da_camara_deputado_arthur_lira_pp_al_935155.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Câmara aprova em 1º turno PEC que garante Bolsa Família de R$ 600</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/gilmar-decide-que-bolsa-familia-pode-ficar-fora-do-teto-de-gastos-1222\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774881615990_2019_11_01_80x80_o_ministro_do_stf_gilmar_mendes_91011.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Gilmar decide que Bolsa Família pode ficar fora do teto de gastos</h3><p>Política de renda mínima, como diz o nome, é o mínimo. Precisamos ir além, aliando a renda mínima a uma política de regularização fundiária, uma política indutora da educação, com uma liderança que valorize o esforço empreendedor e a meritocracia, que promova as decisões corretas, que condene a corrupção e toda forma de “esperteza” não republicana.</p><p>O Brasil precisa de equilíbrio e independência entre os três poderes, que devem atuar de forma harmônica, como reza a Constituição, e em sintonia com o momento que a sociedade vive, sem imposições arbitrárias, arroubos ou chicanas, que minam a confiança nas instituições.</p><p>Precisamos dessa capacidade de liderança e de mobilização para lutar contra corporações organizadas que se apropriam do Estado enquanto fazem discursos em favor da igualdade, sem abrir mão de privilégios incompatíveis com a nossa realidade. Alguns sinais iniciais deste novo mandato, contudo, não têm sido positivos.</p><p>O futuro governo, eleito por uma diferença pequena de votos, parece ter esquecido o processo eleitoral, que mobilizou diversas correntes de opiniões, que devem ser consideradas. O novo governo deve administrar para todos, não somente para uma parcela da população.</p><p>Os primeiros movimentos demonstram muita disposição para ampliar os gastos públicos e pouca preocupação com o equilíbrio fiscal. A&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/camara-aprova-mudanca-em-lei-das-estatais-que-libera-mercadante-para-o-bndes-1222\" class=\"link\" target=\"_blank\">mudança na Lei das Estatais</a>&nbsp;é um retrocesso inacreditável.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/lei-das-estatais-o-que-dizem-os-deputados-do-es-sobre-a-mudanca-aprovada-1222\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774881616135_2022_12_14_80x80_sessao_da_camara_dos_deputados_realizada_no_dia_13122022_931420.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Lei das Estatais: o que dizem os deputados do ES sobre a mudança aprovada</h3><p>A lei foi criada após os escândalos revelados pela Operação Lava Jato, para instituir as melhores práticas na gestão das empresas estatais, observando, por exemplo, quarentenas para a indicação de dirigentes, afastando o risco de conflito de interesses.</p><p>Mudar essas regras significa dizer que os antigos gestores nada aprenderam e resolveram retomar velhos métodos fracassados e condenáveis. Será esse o caminho? A composição da futura equipe de governo e suas empresas deve buscar perfis com mais brilho e competência técnica, preparados para os atuais desafios globais. Não há como enfrentar tantos desafios sem ouvir as mais diversas vozes lúcidas, dando espaço para profissionais de atuação reconhecida.</p><p>Preservando o otimismo e a fé em todo o potencial do nosso país, o que podemos enfim desejar para 2023? Que nossas lideranças consigam: manter a Lei das Estatais; promover a reforma tributária; implantar o novo ensino médio profissionalizante; reduzir a burocracia e o Custo Brasil; induzir o crescimento da economia verde, tornando-a um ativo do país; controlar a expansão dos gastos públicos e atrair capital para investimentos, especialmente em infraestrutura.</p><p>Esperamos que os futuros gestores consigam conciliar a agenda urgente das políticas sociais com as políticas de desenvolvimento com foco no futuro, nos libertando deste mundo de conflitos e antagonismos, possibilitando um ambiente de cooperação, para que possamos ter um ciclo de desenvolvimento sustentado.</p><p>Um Feliz Natal e um Ano Novo de muita prosperidade para todos nós!</p>",
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  "title" : "Cultura e economia criativa: uma nova frente para o ES crescer",
  "description" : "O conceito contempla essencialmente 20 nichos ou setores, como artes cênicas, música, literatura e mercado editorial, games e softwares, publicidade, rádio e TV, artesanato e turismo cultural",
  "body" : "<p>A economia criativa é um setor que cresce até três ou quatro vezes mais do que os setores tradicionais em países como Estados Unidos, China e algumas nações da Europa, e o Brasil possui um enorme potencial a ser explorado nessa área. O sucesso do primeiro ano da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba – a Lei nº 11.246/21 – é um exemplo cabal desse potencial, que pode impulsionar o desenvolvimento do Espírito Santo.</p><p>Os números positivos surpreenderam até mesmo os profissionais e autoridades estaduais envolvidas no processo, como o secretário estadual de Cultura, Fabrício Noronha: as inscrições para o incentivo cultural foram abertas em fevereiro deste ano, com a expectativa de o setor movimentar R$ 10 milhões. Mas a alta procura e a receptividade no meio empresarial possibilitou a alocação de R$ 15 milhões já neste primeiro ano, e a expectativa, devido ao êxito, é que esse orçamento seja ainda maior em 2023.</p><p>Mas o que é exatamente a economia criativa e como funciona o incentivo cultural do Estado? O conceito de economia criativa foi desenvolvido há 20 anos pelo pesquisador inglês John Howkins, considerando todo processo, ideia ou empreendimento que usa a criatividade para desenvolver um produto.</p><p>O conceito contempla essencialmente 20 nichos ou setores, como artes cênicas, música, literatura e mercado editorial, games e softwares, publicidade, rádio e TV, artesanato e turismo cultural.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/economia-criativa-nao-e-commodity-dissociada-de-saberes-e-vivencias-coletivas-0521\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774881833904_2021_01_27_80x80_cultura_lei_rubem_braga_lei_aldir_blanc_408118.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Economia criativa não é commodity, dissociada de saberes e vivências coletivas</h3><h3>Cultura não é só festa, é também Economia Criativa</h3><p>O Espírito Santo é rico em tradições históricas, religiosas e culturais e pode se beneficiar mais ainda desses ativos, transformando-os em novas oportunidades de emprego e renda. A LICC (Lei de Incentivo à Cultura Capixaba) surgiu com esse propósito. Ela permite que as empresas destinem, por meio de isenção, parte do ICMS devido para financiar projetos culturais.</p><p>Somente neste primeiro ano foram mais de 60 projetos realizados, entre eles o Festival Internacional de Jazz de Santa Teresa, o Festival de Cinema de Vitória e o Festival de Inverno da Sanfona e da Viola De São Pedro Do Itabapoana.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774881834032_2022_09_21_publico_festival_de_cinema_de_vitoria_839306_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Público no Festival de Cinema de Vitória</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Andie Freitas_Acervo Galpão IBCA</span></figcaption></figure><p>O incentivo capixaba foi resultado de anos de debates que envolveram o governo do Estado, a Federação das Indústrias do Espírito Santo, a OAB-ES, o Conselho Regional de Contabilidade.</p><p>Fabrício Noronha, que acompanhou de perto todo o processo, observa que, além do retorno do investimento para a economia real, existe o resultado intangível: a ampliação do repertório e dos horizontes da população, a formação cultural e o desenvolvimento da cidadania e da autoestima das comunidades, especialmente os mais jovens, o fortalecimento da cultura nos territórios e a projeção dos artistas locais.</p><h2>CRESCIMENTO</h2><p>Dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) mostram que a economia criativa no mundo cresce duas vezes mais do que o setor de serviços, como um todo. Um estudo divulgado em maio pela Ancine (Agência Nacional do Cinema) indica que, para cada R$ 1,00 investido na produção audiovisual, há um retorno de R$ 20,00 para a economia, beneficiando setores como hotelaria, alimentação, transportes, marcenaria e outros.</p><p>O retorno para a sociedade é evidente. O Espírito Santo possui hoje mais de 280 empresas ligadas à indústria audiovisual, empregando mais de 2 mil pessoas, números que podem crescer muito. Em São Paulo, a produção de filmes, séries, games e iniciativas de realidade virtual já emprega cerca de 210 mil pessoas diretamente e mais 290 mil de forma indireta, de acordo com estimativas da São Paulo Film Commission, a Spcine.</p><p>Os números ressaltam a necessidade de o governo do Estado e a Prefeitura de Vitória evoluírem na criação de nossas próprias film commissions, que são organizações para a atrair a realização de produções audiovisuais aqui, aproveitando todo o nosso patrimônio histórico e cultural, além das belezas naturais das praias e montanhas.</p><p>A Secretaria Estadual de Cultura, em parceria com o Sebrae, inclusive contratou recentemente a Spcine para uma consultoria, que está ouvindo o setor e ajudando a modelar a organização capixaba.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/hz/cultura/novo-secretario-de-cultura-quer-usar-verba-da--lei-rouanet-para-campanha-pro-armas-1222\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774881834188_2022_12_07_80x80_policial_militar_andre_porciuncula_e_novo_secretario_da_cultura_925210.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Novo secretário de Cultura quer usar verba da Lei Rouanet para campanha pró armas</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/hz/cultura/es-investe-r-16-milhoes-nos-editais-da-cultura-que-serao-abertos-no-dia-30-1122\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774881834333_2022_11_24_80x80_governo_lanca_editais_da_cultura_2022_917588.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>ES investe R$ 16 milhões nos Editais da Cultura que serão abertos no dia 30</h3><p>Na Findes, o tema é liderado pelo Conect, o Conselho Temático da Economia Criativa, que tem contribuído para o debate com estudos, indicação de melhores práticas e orientações técnicas. O presidente do Conselho, Carlos Magno Correa Santos, tem se dedicado ao assunto e avalia que o melhor caminho seria uma empresa de economia mista, mobilizando o Estado e o setor produtivo.</p><p>Considerando todo o potencial da indústria criativa para a economia e o desenvolvimento sociocultural, é importante que os empresários busquem informações sobre o setor para valorizar as atividades culturais, apoiando projetos que estejam alinhados com os valores de suas empresas, contribuindo para superar certo preconceito que possa haver em relação à área e a esse tipo de fomento, através do incentivo. Todos temos a ganhar com o florescimento dessa indústria limpa, que só traz benefícios.</p>",
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  "title" : "Transição: o Brasil precisa de liderança com capital político",
  "description" : "Não podemos agora abandonar a busca do equilíbrio fiscal em nome de uma suposta responsabilidade social: essas agendas andam juntas",
  "body" : "<p>A transição para o próximo governo tem provocado ruídos desnecessários, com impactos negativos na \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mercosul\">economia</a>. A reação do setor produtivo e do mercado às declarações desencontradas indica que o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/brasil\" class=\"link\" target=\"_blank\">Brasil</a>, como nação, não tolera mais aventuras.&nbsp;Não precisamos de testes heterodoxos, não somos laboratório para experiências inconsequentes. O que o país precisa é de uma agenda consistente para implantar as medidas necessárias para virar a página do subdesenvolvimento.</p><p>Nos últimos 40 anos, tivemos duas décadas perdidas. Temos tido um desempenho abaixo de nosso potencial, e já há um consenso básico em torno do que precisamos fazer para superar esse atoleiro histórico, o que inclui a reforma tributária, nos moldes da PEC 110/2019, que está há anos em debate e que se encontra pronta para ser apreciada.</p><p>Há certo consenso em torno da necessidade de redução da burocracia e do Custo Brasil, de investimentos em infraestrutura e em educação de qualidade, e de um ajuste fiscal que possibilite a redução dos juros extorsivos, hoje em 13,75%, o que espolia empreendedores e trabalhadores, especialmente os mais pobres.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/educacao-uma-urgencia-para-o-brasil-ingressar-no-seculo-21-1122\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882029518_2022_11_20_80x80_educacao_e_tecnologia_914328.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Educação: uma urgência para o Brasil ingressar no século 21</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/es-e-brasil-precisam-avancar-em-agenda-estruturante-1122\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882029611_2022_04_13_80x80_br_101_trecho_guarapari_a_anchieta_744453.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>ES e Brasil precisam avançar em agenda estruturante</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-2023-o-fim-da-era-dos-governos-passivos-1022\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882029710_2020_06_21_80x80_economia_crise_e_desenvolvimento_266883.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil 2023: o fim da era dos governos passivos</h3><p>Sabemos que a alternância no poder é natural numa democracia, mas também é importante, para o desenvolvimento do país. Que essa alternância preserve princípios que estejam dando certo, avançando onde precisamos avançar e promovendo ajustes necessários. Não devemos retroceder e abandonar experiências bem-sucedidas.</p><p>Mal comparando, não queremos entrar na Amazônia com faca nos dentes e espírito aventureiro, no melhor estilo Tarzan, achando que vamos desbravar o futuro na raça. Queremos sim entrar, mas devidamente equipados com GPS, localização via satélite, biotech, \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mercosul\">economia</a> de carbono zero, para promover o desenvolvimento sustentável do ponto de vista ambiental e econômico.</p><p>O país saiu das urnas dividido por um processo de polarização traduzido numa votação apertada, o que indica que boa parte dos brasileiros acredita que estávamos no caminho certo. Uma vitória esmagadora, quem sabe, permitiria um cavalo de pau na gestão do país. Não é o caso.</p><p>Desde 2014 o país apresenta saldo negativo nas contas públicas. A dívida pública saltou de pouco mais de 50% do PIB em 2012 para quase 80% neste ano, justamente devido a experiências desastrosas do passado. Essa trajetória de alta vinha sendo controlada na atual administração. Não podemos agora abandonar a busca do equilíbrio fiscal em nome de uma suposta responsabilidade social: essas agendas andam juntas.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/ana-paula-vescovi-responsabilidades-fiscal-e-social-andam-juntas-1122\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882029830_2022_11_19_80x80_segundo_dia_pedra_azul_summit_913956.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ana Paula Vescovi: \"responsabilidades fiscal e social andam juntas\"</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/orlando-caliman/e-possivel-conciliar-responsabilidade-fiscal-com-responsabilidade-social-1122\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882029919_2022_11_18_80x80_moedas_913833.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>É possível conciliar responsabilidade fiscal com responsabilidade social</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/responsabilidades-fiscal-e-social-andam-juntas-diz-persio-arida-cotado-para-fazenda-de-lula-1122\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882030044_2022_11_15_80x80_persio_arida_economista_911566.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>'Responsabilidades fiscal e social andam juntas', diz Persio Arida, cotado para Fazenda de Lula</h3><p>Políticas sociais eficazes precisam ter lastro no orçamento público, ou não terão continuidade. Gasto desenfreado provoca alta da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/inflacao\" class=\"link\" target=\"_blank\">inflação</a>&nbsp;e dos juros, e discursos populistas não são capazes de convencer um Banco Central independente. A autoridade monetária observará as condições objetivas de nossas contas.</p><p>Controlar a expansão da dívida é fundamental para a redução dos juros, atração de investimentos e crescimento sustentado, e para isso precisamos de responsabilidade fiscal e social e também de responsabilidade na comunicação de crenças e valores que deverão nortear a gestão nos próximos anos.</p><p>O país precisa de uma sinalização de que o governo será conduzido de forma responsável e equilibrada, com uma equipe tecnicamente qualificada e de trajetória reconhecida, demonstrando capacidade de liderar suas respectivas áreas de atuação.&nbsp;Não podemos nos aventurar a reinventar a roda. O debate sobre as reformas estruturantes para o país realizar investimentos está mais do que maduro. Já patinamos demais, a hora é de agir.</p><p>O que precisamos agora é de uma liderança com capital político e capacidade de mobilização de esforços, para implementar as agendas de redução do Custo Brasil e destravar as amarras, liberando as forças produtivas do país e possibilitando investimentos e geração de oportunidades.</p>",
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  "title" : "Educação: uma urgência para o Brasil ingressar no século 21",
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  "body" : "<p>Entre tantas prioridades de um país com carências históricas como o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/brasil\" class=\"link\" target=\"_blank\">Brasil</a>, a educação certamente está entre as maiores urgências dos governos que se iniciam ou se renovam em janeiro, em Brasília e nos Estados. Falo sobretudo da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/educacao\" class=\"link\" target=\"_blank\">educação</a>&nbsp;profissional e tecnológica, que favorece o ingresso dos jovens no mercado de trabalho.</p><p>Dirigentes de organizações conceituadas na área, como o Instituto Ayrton Senna e a Fundação Lemann, divulgaram na semana passada informações alarmantes sobre o desempenho de nossos estudantes e a nossa inserção no mundo.</p><p>O Brasil tem apenas 31% de crianças alfabetizadas na idade certa. Com a pandemia, a situação pode se agravar e é possível que esse índice, em quatro anos, chegue a 75%. A escola não pode ser uma fábrica de crianças analfabetas, observou Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann, em recente entrevista ao \"Globo\".</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/es-e-brasil-precisam-avancar-em-agenda-estruturante-1122\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882129677_2022_04_13_80x80_br_101_trecho_guarapari_a_anchieta_744453.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>ES e Brasil precisam avançar em agenda estruturante</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/industria-brasileira-sofre-nova-queda-em-ranking-mundial--precisamos-reagir-1022\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882129774_2021_12_13_80x80_trabalhador_661822.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Indústria brasileira sofre nova queda em ranking mundial.&nbsp; Precisamos reagir</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-2023-o-fim-da-era-dos-governos-passivos-1022\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882129858_2020_06_21_80x80_economia_crise_e_desenvolvimento_266883.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil 2023: o fim da era dos governos passivos</h3><p>Além de recuperar com eficiência o seu papel tradicional de ensinar a ler, calcular, escrever e pensar logicamente, as escolas atuais precisam ainda desenvolver nas crianças novas competências e habilidades socioemocionais, como criatividade, pensamento crítico, trabalho em equipe, empatia, capacidade de resolução de conflitos, liderança e resiliência, para lidar com os desafios do século 21.</p><p>Não é nada trivial, mas todos os estudos relevantes que têm sido feitos no mundo por governos e consultorias privadas mostram que as habilidades do século 21 não serão mais as habilidades básicas que conhecemos, como observou Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna. “Estamos entrando em uma era em que a velocidade da mudança é tão exponencial que as pessoas vão precisar de musculatura socioemocional para poder fazer frente às mudanças que teremos pela frente”, disse Viviane, em entrevista ao \"Valor Econômico\" na semana passada.</p><p>Claro que para desenvolver as novas habilidades, precisamos primeiro cuidar das antigas, e por isso devemos lutar em duas frentes simultaneamente, sem perder tempo. Se antes uma grande invenção acontecia a cada 100 anos, agora acontece a cada cinco. E todos temos que acompanhar, ou nossos jovens se tornarão “párias sociais” no futuro, excluídos das transformações do mercado.</p><p>A fragilidade de nossa educação e o consequente apagão da mão de obra já é uma realidade percebida no dia a dia das empresas, que impede o nosso desenvolvimento. Com uma retomada sustentada da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/economia\" class=\"link\" target=\"_blank\">economia</a>, o problema tenderá a se agravar.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/regularizacao-fundiaria-uma-revolucao-silenciosa-na-economia-0922\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882130017_2020_05_08_80x80_vitoria_es_o_coronavirus_e_a_periferia_bairro_conquista_regiao_da_grande_sao_pedro_242818.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Regularização fundiária: uma revolução silenciosa na economia</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/precisamos-andar-mais-rapido-com-o-ensino-profissionalizante-0622\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882130160_2020_11_23_80x80_a_rede_cedtec_conta_com_15_cursos_tecnicos_em_diferentes_areas_do_conhecimento_366470.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Precisamos andar mais rápido com o ensino profissionalizante</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/investir-em-cultura-e-construir-uma-sociedade-mais-equilibrada-0522\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882130337_2019_10_28_80x80_data_14032018_es_vitoria_equipe_do_deputado_da_vitoria_fazendo_visita_de_vistoria_no_cais_das_artes_a_imprensa_teve_a_entrada_proibida_pelo_governo_87808.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Investir em cultura é construir uma sociedade mais equilibrada</h3><p>Levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 50% das empresas já enfrentam dificuldade para contratar trabalhador qualificado, que é justamente o mais bem remunerado. No&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>, o levantamento contou com apoio do Ideies, e o resultado é um pouco pior: 53% das empresas têm dificuldade para contratar. Isso obviamente compromete a produtividade do país e sua competitividade no mercado global.</p><p>Uma das áreas mais afetadas é a de tecnologia. Relatório da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) mostra que a área de TI demandará cerca de 420 mil profissionais até 2024. Seriam necessários 70 mil profissionais ao ano para ocupar completamente as vagas, mas atualmente o país capacita menos de 50 mil, e muitos dos bons profissionais já estão sendo contratados por empresas estrangeiras – sem a necessidade de mudar de residência.</p><p>Os especialistas da área são quase unânimes ao sustentar que a atual legislação é boa, considerando a Base Nacional Comum Curricular e o Novo Ensino Médio, resultado da Lei 13.415/2017, que ampliou a carga horária e instituiu uma grade voltada para a formação profissional. Isso significa que não precisamos de uma grande reforma do ensino, precisamos apenas acelerar a implantação da lei de 2017. É o único caminho que temos para assegurar o nosso assento no século 21 e evitar uma geração de excluídos.</p>",
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  "body" : "<p>Passada a disputa eleitoral, é hora de o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>&nbsp;e o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/brasil\" class=\"link\" target=\"_blank\">Brasil</a>&nbsp;retomarem as agendas de trabalho, deixando para trás a polarização que marcou os últimos meses e mobilizou as lideranças do país. A hora é de distensionar o ambiente político e focar na agenda dos próximos quatro anos, como sugeriu o próprio governador&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/renato-casagrande\" class=\"link\" target=\"_blank\">Renato Casagrande</a>&nbsp;ao comemorar a sua reeleição.</p><p>O Espírito Santo tem uma vantagem adicional no atual cenário político: depois de longos anos, o Estado volta a ter um alinhamento político maior com Brasília, o que poderá facilitar as nossas demandas na área de logística e infraestrutura, que dependem decisivamente do governo federal.</p><p>Entre as prioridades, podemos citar a duplicação das BRs&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/br-101\" class=\"link\" target=\"_blank\">101</a>&nbsp;e&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/br-262\" class=\"link\" target=\"_blank\">262</a>, a consolidação do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/corredor-centro-leste-a-hora-e-esta-0221\" class=\"link\" target=\"_blank\">Corredor Centro-Leste</a>, a construção de um gasoduto no Sul do Estado, para trazer o gás do pré-sal, obra que naturalmente vem sendo disputada também por outros Estados produtores. Todas essas frentes são de extrema relevância para a competitividade e o desenvolvimento do Espírito Santo e do Brasil.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/antonio-carlos-medeiros/contornos-de-uma-agenda-economica-progressiva-para-o-brasil-1022\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882337256_2022_10_27_80x80_brasil_economia_investimentos_situacao_fiscal_mercado_financeiro_900202.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Contornos de uma agenda econômica progressiva para o Brasil</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/casagrande-vai-pedir-a-lula-urgencia-para-a-concessao-da-br-101-no-es-1022\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882337342_2020_09_15_80x80_duplicacao_da_br_101_trecho_viana_a_guarapari_319089.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Casagrande vai pedir a Lula urgência para a concessão da BR 101 no ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/casagrande-quer-contratar-obra-na-br-262-ate-2023-e-novo-cerco-contra-o-crime-1022\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882337433_2022_10_27_80x80_debate_da_tv_gazeta_900773.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Casagrande quer contratar obra na BR 262 até 2023 e novo cerco contra o crime</h3><p>A&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/petrobras\" class=\"link\" target=\"_blank\">Petrobras</a>&nbsp;é um capítulo à parte. No final do ano passado a empresa anunciou seu plano quinquenal de investimentos até 2026, num total de US$ 68 bilhões em todo o país, valor 24% superior ao plano anterior.&nbsp;Um dos principais projetos para o Espírito Santo prevê a operação de um navio-plataforma no campo de Jubarte, no Litoral Sul, investimento estimado em R$ 5,6 bi.</p><p>Os investimentos da Petrobras devem ser acompanhados com lupa pelo Estado, pelo grande impacto que podem ter na \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mercosul\">economia</a> local, lembrando que somos o terceiro maior produtor de petróleo e gás do país, com uma cadeia cada vez mais competitiva e eficiente, o que nos credencia a reivindicar investimentos locais compatíveis com o nosso potencial.</p><p>No atual rearranjo político e institucional do país, outro grande parceiro do Espírito Santo é Minas Gerais, que reelegeu o governador Romeu Zema.&nbsp;Apesar de terem estado em campos opostos na disputa presidencial, os governadores Zema e Casagrande têm mantido excelente diálogo nas agendas de interesse comum dos dois Estados, notadamente no Corredor Centro-Leste.&nbsp;As lideranças políticas e empresariais de Minas e do Espírito Santo têm se dedicado nos últimos anos a viabilizar os investimentos para consolidar o corredor, contando com os governadores, as bancadas federais e as Federações das Indústrias dos dois Estados.</p><p>Já abordamos a importância do Corredor Centro-Leste há algum tempo neste espaço. As lideranças de Minas e do Espírito Santo têm defendido investimentos no contorno da Serra do Tigre (MG), trecho que é necessário para melhorar a conexão da malha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) com a da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e, assim, consolidar o corredor.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882337611_2022_04_13_br_101_trecho_guarapari_a_anchieta_744453_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Entre as prioridades, podemos citar a duplicação das BRs</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Mosaico Imagem</span></figcaption></figure><p>Estudos da Findes, já apresentados ao governo federal, indicam que temos novas estruturas portuárias em implantação no Estado, com investimentos privados de ordem de R$ 10 bilhões, incluindo os portos Petrocity, Barra do Riacho, Imetame, Vitória, Capuaba, Ubu e Porto Central. Com isso, teremos um movimento adicional de 40 milhões de toneladas de produtos como petróleo, granéis sólidos, incluindo os agrícolas, gás natural e liquefeito, carga geral e conteinerizada, mais que justificando, portanto, a importância do investimento para a \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mercosul\">economia</a> do ES e do país.</p><p>Por fim, uma agenda que o Estado pode executar sem aguardar o governo federal é&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/precisamos-andar-mais-rapido-com-o-ensino-profissionalizante-0622\" class=\"link\" target=\"_blank\">acelerar a implantação do novo ensino médio profissionalizante</a>, previsto na Lei nº 13.415/2017. Um estudo publicado no Valor Econômico na semana passada mostrou que faltam habilidades básicas nas áreas de leitura, ciência e matemática para nada menos que 66% dos jovens de 15 anos no país.</p><p>O levantamento, realizado pelas Universidades de Sanford e Munique e pelo Instituto de Pesquisa Econômica (Ifo), também de Munique, analisou 159 países e constatou que o Brasil está atrás de países como Chile (47%), Uruguai (51%) e Colômbia (63%).</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/industria-brasileira-sofre-nova-queda-em-ranking-mundial--precisamos-reagir-1022\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882337726_2021_12_13_80x80_trabalhador_661822.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Indústria brasileira sofre nova queda em ranking mundial.&nbsp; Precisamos reagir</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-2023-o-fim-da-era-dos-governos-passivos-1022\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882337828_2020_06_21_80x80_economia_crise_e_desenvolvimento_266883.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil 2023: o fim da era dos governos passivos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/por-um-estado-moderno-e-empreendedor-precisamos-de-um-projeto-de-pais-0822\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774882337942_2022_05_10_80x80_alivio_para_a_producao_deve_vir_com_as_29_novas_fabricas_de_semicondutores_que_inaugurarao_este_ano_no_mundo_761412.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Por um Estado moderno e empreendedor: precisamos de um projeto de país</h3><p>Assegurar educação de qualidade e formar mão de obra é uma medida prioritária para garantir a inserção dos jovens no mercado de trabalho e, na outra ponta, avançar na produtividade da nossa \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mercosul\">economia</a>.</p><p>Os desafios são conhecidos. Todos nós podemos agora desempenhar um papel relevante na sociedade para fazer andar essas agendas. Não temos mais tempo para ser o país do futuro ou para procrastinar decisões que precisam ser tomadas de imediato, enfrentando o corporativismo e os interesses paroquiais que nos aprisionam no subdesenvolvimento.</p><p>Precisamos fazer do presente o momento do respeito, do diálogo, da igualdade, da prosperidade pelo mérito, da valorização de quem quer fazer e faz. É o que esperamos.</p>",
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  "description" : "Parece pouco, mas fomos ultrapassados pela Turquia e caímos para a 15ª posição no ranking – nos anos 90 estávamos em 10° lugar",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774883222612_2021_12_13_trabalhador_661822_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Precisamos com urgência de uma política industrial moderna</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Pixabay</span></figcaption></figure><p>Estamos a uma semana do segundo turno das eleições e até o momento parece que temos ouvido mais ataques do que propostas na disputa presidencial. Vemos mais prestações de contas de realizações passadas, de um e de outro candidato, do que projetos estratégicos para o futuro, para o Brasil voltar a uma trajetória de crescimento sustentado.</p><p>Passado o pleito, precisaremos enfrentar a realidade de que há 40 anos o país cresce aquém de seu potencial e de suas necessidades, com gradativa perda de competitividade da indústria impactando em toda a economia. Como sabemos, a indústria funciona como o motor que move os demais setores, impulsionando o comércio, serviços, agronegócio, desenvolvimento tecnológico e inovação.</p><p>Para reverter esse cenário, precisamos com urgência de uma política industrial moderna, a exemplo do que têm feito as economias desenvolvidas, com redução acelerada do Custo Brasil, evolução nos acordos comerciais e uma agenda ousada para melhorar a produtividade do país.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-2023-o-fim-da-era-dos-governos-passivos-1022\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774883222704_2020_06_21_80x80_economia_crise_e_desenvolvimento_266883.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil 2023: o fim da era dos governos passivos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/por-um-estado-moderno-e-empreendedor-precisamos-de-um-projeto-de-pais-0822\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774883222796_2022_05_10_80x80_alivio_para_a_producao_deve_vir_com_as_29_novas_fabricas_de_semicondutores_que_inaugurarao_este_ano_no_mundo_761412.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Por um Estado moderno e empreendedor: precisamos de um projeto de país</h3><p>Nações como Estados Unidos, China e Alemanha têm adotado uma política industrial contemporânea, não baseada em uma visão ultrapassada de subsídios concedidos por um Estado ineficiente, mas sim uma política com foco em segmentos industriais e tecnologias específicas, com estímulos à pesquisa e desenvolvimento.</p><p>Um estudo divulgado neste mês pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a indústria brasileira sofreu nova queda no ranking mundial de produção e exportação, um fenômeno que vem se agravando há décadas, sem que o país reaja com uma política necessária para o setor.</p><p>O estudo da CNI mostra que a nossa produção industrial registrou um recuo na participação mundial de 1,31%, em 2020, para 1,28%, em 2021, segundo a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO, na sigla em inglês). Parece pouco, mas fomos ultrapassados pela Turquia e caímos para a 15ª posição no ranking – nos anos 90 estávamos em 10º lugar.</p><p>Esse é o pior resultado do país desde 1990. Em 1996, a participação da produção industrial brasileira na produção mundial era de 2,55%, praticamente o dobro da registrada no ano passado. Enquanto isso, nossos maiores parceiros comerciais, China e EUA, ganham terreno no mercado global. Precisamos reagir, com urgência.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/evandro-milet/como-seria-uma-politica-industrial-para-o-espirito-santo-1022\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774883222889_2021_05_13_80x80_recursos_que_vao_compor_o_fundo_de_investimento_em_participacoes_fip_es_serao_neste_primeiro_momento_exclusivos_do_fundo_soberano_493720.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Como seria uma política industrial para o Espírito Santo?</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/evandro-milet/a-nova-politica-industrial-dos-eua-vai-provocar-turbulencia-no-mundo-0922\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774883223036_2022_08_29_80x80_notas_de_dolar_e_fundo_da_bandeira_dos_estados_unidos_826184.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>A nova política industrial dos EUA vai provocar turbulência no mundo</h3><p>Fechadas as urnas, o próximo governo, qualquer que seja eleito, terá um trabalho de Hércules para reequilibrar as contas públicas, reduzir os juros exorbitantes que temos hoje, deslanchar um pacote para infraestrutura e promover reformas para reduzir o Custo Brasil, propiciando um ambiente de desenvolvimento e geração de novas oportunidades.</p><p>Não é fácil, mas os caminhos já são bem conhecidos e é essencial que o próximo governo comece a trabalhar neles o quanto antes, aproveitando a mobilização e o capital político que é sempre maior logo após as eleições. São vários os estudos e propostas elaboradas e disponibilizadas pela CNI, MBC, IEDI, para citar alguns, para reverter este quadro. O governo precisa ouvir mais e colocar em prática essas mudanças.</p><p>A&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-tributaria\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma tributária</a>, por exemplo, prevista na PEC 110, está no Congresso desde 2019 e no momento encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Ela simplifica o sistema tributário com a unificação de tributos federais, estaduais e municipais incidentes sobre o consumo. Já seria um bom começo.</p><p>Um levantamento da Fundação Dom Cabral, publicado no Valor Econômico na semana passada, mostrou que o Brasil pode deslanchar uma agenda de retomada da produtividade sem a necessidade de enviar novos projetos ao Congresso. Está tudo lá. São mais de 30 propostas em áreas como infraestrutura, inovação, sustentabilidade e tributação.</p><p>Os desafios são grandes, mas já vimos que os caminhos estão traçados. O país está andando de lado há décadas, há reformas sobre as quais não há muito o que debater. Já perdemos tempo demais. Resta agora somente agir para recuperar terreno e destravar o país, para que ele possa crescer e gerar oportunidades.</p>",
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  "title" : "Brasil 2023: o fim da era dos governos passivos",
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  "body" : "<p>O \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\">Brasil</a> saiu das urnas bem dividido, e daqui a três semanas elegeremos o presidente da República que governará a partir de janeiro de 2023. E qual é o país que desejamos? E o Espírito Santo? É preciso que a agenda de debates contemple a redução do custo \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\">Brasil</a> e a retomada de um ciclo sustentado de crescimento econômico.</p><p>Um estudo realizado pelo Conselho de \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mercosul\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\">Política</a> Industrial da CNI, o Copin, do qual sou presidente, mostra que a pandemia e a guerra abalaram as cadeias globais de suprimentos e provocaram mudanças estruturais na ordem econômica internacional. E o \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\">Brasil</a> precisa se atualizar.</p><p>De forma bem direta: acabou a era dos governos passivos. Nas principais \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mercosul\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mercosul\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\">economia</a>s do mundo, os governos assumiram o protagonismo e lançaram pacotes trilionários de apoio e incentivo à indústria, à inovação e ao desenvolvimento tecnológico, reorganizando suas estruturas produtivas.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/industria-capixaba-do-petroleo-preocupa-afirma-economista-do-santander-1022\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774883488754_2022_09_30_80x80_gabriel_couto_economista_do_santander_845051.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Indústria capixaba do petróleo preocupa, afirma economista do Santander</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/evandro-milet/como-seria-uma-politica-industrial-para-o-espirito-santo-1022\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774883488840_2021_05_13_80x80_recursos_que_vao_compor_o_fundo_de_investimento_em_participacoes_fip_es_serao_neste_primeiro_momento_exclusivos_do_fundo_soberano_493720.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Como seria uma política industrial para o Espírito Santo?</h3><p>Alguns exemplos: os&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/evandro-milet/a-nova-politica-industrial-dos-eua-vai-provocar-turbulencia-no-mundo-0922\" class=\"link\" target=\"_blank\">EUA lançaram um pacote de US$ 1,7 trilhão para investimentos em estradas, pontes e ferrovias</a>. Há um pacote adicional de US$ 280 bi exclusivamente para a incentivos à indústria de semicondutores.</p><p>A Alemanha lançou um plano de US$ 200 milhões exclusivamente para a indústria 4.0. Sua nova \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mercosul\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\">política</a> industrial tem como pilares melhorar o ambiente político para o setor, considerando impostos e taxas; fortalecimento de novas tecnologias e mobilização de capital privado.</p><p>A China está investindo mais de US$ 600 bi na próxima geração de TI, em máquinas de robôs de controle numérico, equipamentos de aviação e aeroespacial, além de biomedicina, equipamentos médicos de alta performance e máquinas agrícolas.</p><p>E nós, no Brasil? Nas próximas semanas devemos nos preocupar com o nosso futuro na educação, ciência e tecnologia e \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mercosul\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\">política</a> industrial, para garantir um novo ciclo de desenvolvimento, que não seja um voo de galinha.</p><h2>ESTADO FORTE</h2><p>O economista da Unesp Carlos Cinquetti, em artigo publicado no Valor Econômico dias atrás, observou que as \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mercosul\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mercosul\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\">economia</a>s desenvolvidas atualmente dependem de um Estado forte para garantir leis e contratos, e que devolva os tributos em forma de infraestrutura adequada e mão de obra qualificada. Cresce no mundo a importância das instituições domésticas, com um ambiente favorável aos investimentos.</p><p>Por isso torna-se urgente que o próximo presidente, qualquer que seja, se comprometa com reformas estruturais, que possibilitem a preparação do terreno para o crescimento econômico, com foco especial na&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-tributaria\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma tributária</a>, nos moldes da PEC 110/2019, que está há anos em debate e que se encontra pronta para ser apreciada.</p><p>No primeiro turno, um dos candidatos mencionou o “momento mágico” de todo mandato: os primeiros seis meses de governo, quando o presidente ainda está em lua de mel com o eleitor e com o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/congresso-nacional\" class=\"link\" target=\"_blank\">Congresso</a>, no auge do prestígio, com capacidade de liderança para aprovar medidas necessárias. Precisamos aproveitar essa “janela”.</p><h2>ESPÍRITO SANTO</h2><p>No Espírito Santo, esperamos ver nos primeiros 100 dias uma revisão do modelo de licenciamento ambiental, para garantir uma análise técnica em tempo hábil, uma agenda ESG ativa, além de avanço em \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\">política</a>s de incentivo à inovação e ao empreendedorismo, com mais liberdade econômica.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/novo-presidente-da-codesa-define-a-sua-primeira-prioridade-1022\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774883488956_2022_05_04_80x80_porto_758240.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Novo presidente da Codesa define a sua primeira prioridade</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/empresarios-acompanham-com-lupa-e-ansiedade-segundo-turno-no-es-1022\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774883489124_2022_09_02_80x80_casagrande_e_manato_sao_os_mais_bem_colocados_na_pesquisa_ipec_para_o_governo_do_es_829439.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Empresários acompanham com lupa e ansiedade segundo turno no ES</h3><p>O Estado precisa de uma agenda clara e ambiciosa de governo digital, que possa ofertar serviços cada vez melhores aos cidadãos, com custo mais baixo e soluções na ponta do dedo, no celular.</p><p>Uma agenda de desenvolvimento estadual precisa também de formação de capital humano, em especial mão de obra técnica; diversificação da \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mercosul\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mercosul\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\">economia</a> com alto valor agregado, que gere emprego de qualidade e bem remunerado, e uma parceria federal, incluindo total alinhamento com a bancada em Brasília, para resolver nossas pendências na infraestrutura.</p><p>O mundo está passando por transformações rápidas, e as \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mercosul\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mercosul\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teto-de-gastos\">economia</a>s desenvolvidas da Europa, EUA e Ásia estão se movimentando. Nós já perdemos muito tempo. Precisamos correr atrás o quanto antes, aproveitando o momento mágico pós-eleições.</p>",
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  "title" : "Eleições para deputados e senadores: o que precisamos no novo Congresso?",
  "description" : "É importante lembrar que o presidente da República, seja ele qual for, não governa sozinho. Para promover reformas estruturantes, como a tributária e a administrativa, uma agenda que está há anos na mesa, é essencial o apoio do Congresso",
  "body" : "<p>Estamos a exatamente uma semana das eleições, uma disputa que pode ser considerada histórica pela importância do momento, pelos desafios que o país enfrenta e pelo&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/lula-vai-a-50-nos-votos-validos-e-pode-vencer-no-primeiro-turno-diz-datafolha-0922\" class=\"link\" target=\"_blank\">inédito nível de polarização entre os candidatos favoritos na corrida presidencial</a>. É natural que a campanha para presidente mobilize as atenções, mas principalmente nesta reta final precisamos também analisar com lupa a eleição para o \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/constituicao-federal\"></a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/constituicao-federal\">Congresso Nacional</a>.</p><p>O que gostaríamos de ouvir dos candidatos a senador e a deputado? O que eles propõem para reduzir a burocracia e o Custo \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/constituicao-federal\">Brasil</a>, para melhorar a educação, reduzir a desigualdade e tornar o país mais favorável aos negócios?</p><p>É importante lembrar que o presidente da República, seja ele qual for, não governa sozinho. Para promover reformas estruturantes, como a tributária e a administrativa, uma agenda que está há anos na mesa, é essencial o apoio do Congresso.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774883831109_2022_08_23_fachada_do_congresso_nacional_em_brasilia_821818_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Fachada do Congresso Nacional, em Brasília</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p>Os deputados e senadores são atores decisivos na condução dos rumos do país. Tanto podem ajudar como inviabilizar um governo. Não por acaso, temos um histórico de turbulência na relação entre o Congresso e o Palácio do Planalto, que já resultou em dois impeachments na história recente.</p><p>Uma pesquisa divulgada pelo Datafolha no dia 16 de setembro mostrou que nada menos que 69% dos eleitores ainda não haviam definido voto para deputado federal; para o Senado o número é até maior. Já para presidente, esse índice não chega a 5%.</p><p>A Confederação Nacional da Indústria e a Federação das Indústrias do Espírito Santo elaboraram estudos consistentes com propostas para o próximo governo e para as casas legislativas. As agendas naturalmente são convergentes e complementares.</p><p>A Findes e a CNI defendem uma reforma tributária nos moldes da PEC 110/2019, em tramitação desde o primeiro ano desta legislatura, que adota o modelo de Imposto de Valor Agregado (IVA Dual).</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/eleicoes-2022-qual-a-diferenca-entre-deputado-federal-e-senador-0922\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774883831203_2022_09_23_80x80_a_gente_explica_qual_a_diferenca_entre_deputado_federal_e_senador_840735.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Eleições 2022: qual a diferença entre deputado federal e senador?</h3><p>A Findes propõe também a recriação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para coordenar uma nova política industrial para o país; a criação de incentivos para investimentos em tecnologias socioambientais, como os investimentos em descarbonização, eficiência energética e geração de energias renováveis; e a simplificação e a digitalização dos processos dentro dos órgãos públicos.</p><p>A CNI sugere medidas como alterações no Marco Legal das Startups (PLP 2/2022), para suprimir restrições legais e regulatórias para a livre operação dessas empresas e a adequação das regras vigentes aos diferentes modelos de negócio característicos da área. Importante também assegurar a execução orçamentária dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, para garantir o fluxo financeiro para a inovação.</p><p>Esses são alguns exemplos, a agenda é extensa. O país precisa urgentemente de reformas para romper a lógica orçamentária atual, em que o orçamento público é dominado por organizações corporativas, engessando os gastos públicos e consumindo todos os recursos disponíveis com a manutenção da própria máquina estatal.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/maior-parte-dos-candidatos-a-reeleicao-no-congresso-nao-apoia-pauta-ambiental-0922\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774883831492_2020_12_18_80x80_imagens_de_drone_mostram_desmatamento_em_santa_teresa_385281.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Maior parte dos candidatos à reeleição no Congresso não apoia pauta ambiental</h3><p>O Espírito Santo, em particular, tem o desafio de se fazer ouvir em Brasília, mesmo contando com uma bancada de 10 deputados federais, enquanto São Paulo, por exemplo, tem 70 e Minas Gerais, 53.</p><p>No Senado, todos os Estados têm 3 senadores, e é por isso que os parlamentares devem estar atentos aos nossos investimentos e às nossas demandas de infraestrutura e logística, como o as obras ferroviárias para viabilizar o Corredor Centro-Leste e a duplicação das BRs 262 e 101.</p><p>Todas essas agendas são fundamentais para o nosso futuro, e todas dependem do apoio decisivo dos nossos deputados e senadores. Por isso é muito importante conversar com os candidatos, conhecer suas propostas e saber se o que eles dizem está em sintonia com o que precisamos para fazer o país retomar uma trajetória de desenvolvimento e se a história de cada um mostra que o seu atual discurso está aderente à sua conduta até então.</p>",
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  "title" : "Regularização fundiária: uma revolução silenciosa na economia",
  "description" : "São Pedro, em Vitória, hoje é urbanizado, conta com infraestrutura e está contemplado por um programa de regularização fundiária da prefeitura",
  "body" : "<p>Regularização fundiária é uma expressão técnica que pode soar um tanto árida, mas ela pode significar uma verdadeira revolução na economia.</p><p>Explico: o termo significa uma política estatal para regularizar ocupações clandestinas, com medidas urbanísticas, ambientais e sociais, para oferecer segurança jurídica aos proprietários de imóveis em situação precária. E essa regularização pode ter grande impacto na economia local, indo muito além do setor imobiliário.</p><p>Estima-se que o Brasil tenha cerca de 60 milhões de domicílios urbanos, sendo metade, ou 30 milhões, sem escritura. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento Regional.</p><p>O país passou por um processo de urbanização muito rápido a partir dos anos 60, principalmente, com o crescimento populacional e a ocupação desordenada da área urbana, aliada à falta de planejamento estatal e ausência de políticas públicas adequadas para a habitação.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/hub-imobi/metro-quadrado-de-novos-imoveis-fica-acima-dos-r-10-mil-em-vitoria-0922\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774884185138_2020_07_19_80x80_imagens_de_drone_da_enseada_do_sua_282709.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Metro quadrado de novos imóveis fica acima dos R$ 10 mil em Vitória</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/hub-imobi/com-maior-valorizacao-do-pais-mercado-de-imoveis-do-es-projeta-crescimento-0822\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774884185228_2022_08_17_80x80_predios_na_orla_de_itaparica_818470.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Com maior valorização do país, mercado de imóveis do ES projeta crescimento</h3><p>A Grande Vitória é um exemplo emblemático: foi exatamente o que aconteceu na região metropolitana após os grandes projetos industriais que hoje impulsionam a nossa economia, com o surgimento de vários bairros de forma desordenada.</p><h2>BAIRRO SÃO PEDRO</h2><p>Um dos casos mais conhecidos é o bairro de São Pedro, que inspirou até um documentário premiado do jornalista Amylton de Almeida, “Lugar de Toda Pobreza”. Isso foi nos anos 80, hoje o bairro é urbanizado, conta com infraestrutura e está contemplado por um programa de regularização fundiária da prefeitura, como veremos.</p><p>Em 2017, a Lei Federal 13.465 contribuiu para simplificar os procedimentos para a titulação de moradores dessas áreas, mas a lei ainda não alcançou a velocidade desejada em todo o país. Em Vitória, felizmente, temos um exemplo que deveria ser seguido por outras cidades.</p><p>A Capital, que acaba de completar 471 anos, começou no ano passado um amplo programa de regularização fundiária, que deverá entregar mais de 10 mil títulos de propriedade em 26 bairros, beneficiando cerca de 40 mil pessoas. É uma questão de cidadania.</p><p>Além da regularização em si, diversos estudos científicos apontam os benefícios indiretos do processo, como tem observado o secretário municipal Marcelo Oliveira, da pasta de Desenvolvimento da Cidade e Habitação.</p><p>Com a escritura em mãos e com segurança jurídica, as pessoas estabelecem uma relação mais cidadã com o poder público e podem ter mais tranquilidade para investir no próprio imóvel, gerando maior valorização dos bairros e aquecendo a construção civil.</p><p>Além disso, tendo um ativo regularizado em mãos, os moradores podem utilizar o imóvel como garantia para alavancar recursos e empreender, gerando novas oportunidades de negócios.</p><p>O programa da prefeitura, batizado de Casa Feliz e Segura, prevê o maior investimento da história na política habitacional do município, possibilitando que milhares de famílias possam receber seus títulos de propriedade. Já foram contemplados bairros como Jaburu, Santa Helena, Santa Martha, além de Santo André e São José, na Grande São Pedro, aquela do documentário.</p><h2>TECNOLOGIA</h2><p>O processo em Vitória tem contado também com a tecnologia de uma plataforma desenvolvida pela Fucape, que mapeou a burocracia interna, identificou gargalos e criou a solução chamada ReurBR.</p><p>Esse processo de regularização fundiária, aliado às melhorias urbanísticas quem vêm sendo realizadas, contribuíram para que no ano passado Vitória alcançasse uma das maiores valorizações imobiliárias do país, segundo pesquisa recente.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/predio-no-centro-de-vitoria-ganha-pintura-gigante-com-simbolos-do-es-0922\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774884185313_2022_09_08_80x80_predio_no_centro_de_vitoria_ganha_pintura_gigante_com_simbolos_do_es_832378.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Prédio no Centro de Vitória ganha pintura gigante com símbolos do ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/tarcisio-bahia/meus-oito-lugares-preferidos-de-vitoria-a-aniversariante-do-dia-0922\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774884185413_2020_08_13_80x80_amanhecer_com_oracoes_no_morro_da_gamela_em_vitoria_298425.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Meus oito lugares preferidos de Vitória</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/confira-dicas-para-curtir-vitoria-por-todos-os-angulos-0922\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774884185497_2022_09_06_80x80_saiba_o_que_fazer_em_vitoria_831350.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Confira dicas para curtir Vitória por todos os ângulos</h3><p>O secretário Marcelo Oliveira observa que, com inovação e tecnologia, a cidade liderou a entrega dos títulos de propriedade no Brasil, colocando o fim a uma espera de alguns moradores que já durava mais de 40 anos.</p><p>A Capital, que celebrou aniversário dias atrás, certamente tem razões para se orgulhar de sua história e acaba de dar um exemplo que deve ser seguido por outras cidades do Espírito Santo e do país, beneficiando não somente os moradores com titularidade precária, mas toda a comunidade e a economia local.</p>",
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  "title" : "Taxa de juros: está na hora de cair!",
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  "body" : "<p>O Brasil vive hoje o maior ciclo de alta dos\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/selic\" class=\"link\" target=\"_blank\"> juros&nbsp;</a>em mais de 20 anos, desde 1999, quando o país adotou o regime de metas de inflação. Esse aperto monetário começou em março do ano passado, e o pior é que o\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/banco-central\" class=\"link\" target=\"_blank\"> Banco Central</a>&nbsp;sinaliza que a alta pode continuar, o que considero um grave equívoco. Não estou sozinho. Diversos economistas e empresários têm apontado exagero nessa política do BC.</p><p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/banco-central-eleva-a-selic-de-1275-para-1325-ao-ano-0622\" class=\"link\" target=\"_blank\">A taxa básica de juros hoje está em 13,25% ao ano</a>, um verdadeiro escândalo, um tiro no peito do empreendedor brasileiro. Em tese, o objetivo seria controlar a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/inflacao\" class=\"link\" target=\"_blank\">inflação</a>, que está realmente alta. O IPCA acumulado em 12 meses está em 11,73%, bem acima da meta para este ano, que é de 3,5%.</p><p>Ocorre que a inflação que temos no Brasil hoje não é uma inflação de demanda, provocada pelo crescimento o consumo. A inflação está alta no mundo inteiro por fatores que escapam ao nosso controle, como a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/guerra-da-ucrania\" class=\"link\" target=\"_blank\">guerra da Ucrânia</a>&nbsp;e os&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/coronavirus\" class=\"link\" target=\"_blank\">efeitos da pandemia</a>, que desorganizou as cadeias produtivas globais, com forte impacto na indústria local.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/dinheiro/pedro-lang/fim-do-ciclo-da-alta-dos-juros-abre-janela-para-os-ativos-de-risco-0722\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894320287_2021_07_21_80x80_mercado_financeiro_562805.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Fim do ciclo da alta dos juros abre 'janela' para os ativos de risco</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/eua-repetem-alta-dos-juros-decisao-afeta-investimentos-no-brasil-0722\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894321308_2022_07_27_80x80_federal_reserve_fed_805114.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>EUA repetem alta dos juros; decisão afeta investimentos no Brasil</h3><p>A combinação de inflação e juros altos é explosiva. Prejudica todo mundo. Tira renda do trabalhador, inibe o consumo e a produção, desestimula o empreendedor a investir e incentiva a cultura da preguiça, fazendo prevalecer o rentista, ou seja, aquele que fica em casa, com o dinheiro rendendo no banco, sem empreender, sem investir e gerar empregos e riqueza, como deve acontecer numa sociedade capitalista.</p><p>O dinheiro que iria para investimentos portanto fica parado no banco, que por sua vez não aplica em atividade produtiva: o recurso acaba financiando o próprio Estado brasileiro, que sofre de um déficit crônico, limitando-se a pagar pessoal e custeio.</p><p>Estamos assim acumulando uma poupança que não gera valor para ninguém, num sistema bancário oligopolizado, dominado por meia dúzia de casas. O resultado desse modelo é a estagnação econômica. Sem investimentos, o país não cresce.</p><p>Precisamos com urgência romper com essa lógica e reverter a tendência de alta de juros, que penaliza a sociedade e não resolve o problema da inflação. Nota-se também que as cotações internacionais já indicam tendência de queda das commodities, como cobre e petróleo.</p><p>É verdade que a alta dos juros é observada também em outros países, mas com padrões bem diferentes. Uma coisa é um país com taxa de juros negativa ou de 0% fazer uma trajetória de alta e após 12 meses chegar a uma taxa básica de 2,5%, como os Estados Unidos. Outra bem diferente é atingirmos o patamar atual do Brasil, de 13,25%.</p><p>O drama brasileiro de juros excessivamente altos e abusivos é histórico. Recente estudo publicado pela Fiesp, intitulado “Custo Brasil na indústria de transformação”, mostra que a taxa real de juros entre os anos 2008 e 2019 no país foi 4,2 pontos percentuais maior do que a média dos nossos 15 maiores parceiros comerciais, entre eles Estados Unidos, China, Argentina e México.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/dinheiro/romero-oliveira/o-impacto-dos-juros-americanos-no-dolar-e-na-bolsa-brasileira-0422\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894321406_2021_09_22_80x80_investimentos_dinheiro_credito_cartao_de_credito_taxa_de_juros_selic_banco_609286.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O impacto dos juros americanos no dólar e na bolsa brasileira</h3><p>Para piorar, o spread bancário (a diferença entre a taxa básica de juros da economia e a taxa “de balcão” tomada pelo empresário ou cidadão) é 10,2 vezes maior (isso mesmo, 10,2 vezes) do que a média dos nossos parceiros comerciais. Enquanto a média brasileira foi de 17,2% ao ano naquele período, a de nossos parceiros foi de 1,7%.</p><p>Somadas, essas assimetrias totalizam mais de 21% de sobrecarga para quem produz no Brasil e também para o cidadão, que se vê forçado a recorrer a linhas de crédito. Ou seja, são índices indecentes que minam a nossa competitividade e nossas oportunidades futuras.</p><p>Passou da hora de interrompermos essa tendência de alta, que só favorece o setor bancário, para reduzirmos os juros. Precisamos voltar a estimular o consumo e o investimento, para que o país possa gerar mais emprego, mais oportunidades e inclusive mais impostos, para retomarmos o crescimento econômico.</p>",
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  "title" : "Do 5G ao saneamento, reformas precisam aterrissar em Estados e municípios",
  "description" : "Efeitos dos novos marcos regulatórios do gás e do saneamento e do leilão do 5G, todos com grande potencial de gerar oportunidades, alavancando o crescimento do país, precisam chegar ao cidadão",
  "body" : "<p>Nos últimos anos, o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/congresso-nacional\" class=\"link\" target=\"_blank\">Congresso Nacional</a>&nbsp;e o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/governo-federal\" class=\"link\" target=\"_blank\">governo federal</a>&nbsp;promoveram reformas importantes para o desenvolvimento econômico do país, nem todas percebidas com a devida dimensão, talvez, devido ao ambiente político polarizado. Mas são medidas positivas, que precisam chegar também aos Estados e municípios, para que possam beneficiar a sociedade em todo o seu potencial.</p><p>Entre essas medidas podemos citar os novos marcos regulatórios do gás e do saneamento e o leilão do 5G, todos com grande potencial de gerar oportunidades, alavancando o crescimento do país. E todas elas precisam aterrissar, ou seja, precisam pousar em todo o território nacional, para beneficiar a população. Afinal, como diria Ulysses Guimarães, o cidadão mora no município, e não na União, que é uma figura fictícia. Prefeituras e Estados precisam fazer sua parte.</p><p>Um estudo da Confederação Nacional da Indústria divulgado no início do mês mostra que a implementação rápida do 5G pode acrescentar até R$ 81,3 bilhões no PIB do país em 2030.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/marco-legal-do-gas-e-aprovado-na-camara-e-vai-aquecer-setor-do-es-0321\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894568305_2020_10_24_80x80_funcionario_da_br_distribuidora_mexendo_em_gasoduto_de_termeletrica_345699.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Marco legal do gás é aprovado na Câmara e vai aquecer setor do ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/marco-legal-do-saneamento-traz-avancos-em-qualidade-de-vida-e--na-economia-0720\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894568926_2020_04_27_80x80_data_31052019_es_vila_velha_ronaldo_santana_morador_de_barramares_entrevistado_sobre_rede_de_esgoto_aberta_no_bairro_editoria_cidades_foto_vitor_jubini_gz_235726.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Marco legal do saneamento traz avanços em qualidade de vida e&nbsp; na economia</h3><p>No cenário mais otimista projetado pelo estudo, em 2030, a penetração do 5G no país pode ser de 81%. No cenário mais pessimista, esse índice cai pela metade, ou 40,5%. A tecnologia 5G permite alta velocidade de transmissão de dados e baixo tempo de resposta (ou latência), o que permite ampliar as atividades passíveis de automação e digitalização, acelerando e consolidando a indústria 4.0 no Brasil.</p><p>A diferença entre os dois cenários, com impacto de bilhões de reais em nossa economia, dependerá da velocidade com que as medidas vão aterrissar regionalmente, entre elas a atualização das legislações municipais para permitir a instalação de antenas, que é um dos maiores gargalos para o pleno funcionamento do 5G – a nova tecnologia precisará de cinco vezes mais o número de antenas usadas na rede 4G.</p><p>Vitória está entre as capitais citadas pelo Ministério das Comunicações como cidade totalmente preparada para receber a 5ª geração de internet móvel, tanto em infraestrutura como em legislação. O 5G deve começara funcionar até o fim de setembro aqui.</p><p>Outra medida importante que precisa aterrissar é o novo Marco Legal do Saneamento. Com a nova lei, os municípios podem renunciar aos seus contratos com a as atuais concessionárias estaduais e buscarem a implementação de suas próprias APPS, ou Alianças Público Privadas, para ampliar os investimentos.</p><p>No Espírito Santo, ainda temos 600 mil pessoas sem acesso à água tratada. Em todo o país são 35 milhões, sendo que 100 milhões não têm acesso à coleta de esgoto. Estudos recentes publicados no jornal Valor Econômico estimam que a universalização dos serviços demandará mais de R$ 750 bilhões de investimentos até 2033.</p><p>Porém, para isso, há um importante trabalho de descentralização a ser feito, a começar pela preparação dos municípios para uma série de atividades, tais como: estruturação de projetos de PPPs, para concessão de infraestruturas; estruturação de fundos garantidores da sustentabilidade econômico-financeira desses projetos; instrumentalização de um ente regulador que cumpra os papéis de fiscalização dos contratos de concessão e de harmonização de conflitos entre os novos concessionários e os consumidores, entre outros.</p><p>A participação de Estados e municípios nas reformas estruturantes é essencial para reduzir o Custo Brasil, que representa 22% do PIB e chega a R$ 1,5 trilhão por ano. Temos abordado a questão neste espaço: o Movimento Brasil Competitivo e o Sistema Indústria estão empenhados em colaborar na redução desse custo, composto por 12 itens como abrir e financiar um negócio, capital humano e infraestrutura. Todas essas questões dependem decisivamente de Estados e municípios.</p><p>No caso do Novo Marco Legal do Gás, o Espírito Santo traz um exemplo da importância do papel dos governos estaduais nas reformas estruturantes de infraestrutura. O novo marco legal prevê o mercado livre de gás e o consumidor independente, ou seja, é permitido a um consumidor negociar a compra da molécula de gás diretamente de fornecedores. O consumidor pode ainda implementar a sua própria infraestrutura de transporte de gás, a partir de uma logística própria, negociada com fornecedores de mercado.</p><p>Essas inovações permitem uma maior concorrência, mas esbarram em contratos de concessão já existentes nos Estados, que em sua maioria garantem a exclusividade (ou monopólio) da distribuição ao concessionário.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/5g-estreia-no-brasil-com-velocidade-variavel-e-cobertura-parcial-0722\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894569114_2021_11_05_80x80_5g_internet_638317.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>5G estreia no Brasil com velocidade variável e cobertura parcial</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/saiba-quando-o-5g-vai-comecar-a-operar-em-vitoria-0722\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894569341_2021_11_05_80x80_5g_internet_638317.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Saiba quando o 5G vai começar a operar em Vitória</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/5g-estreia-no-brasil-saiba-como-usar-e-quais-aparelhos-tem-a-conexao-0722\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894570139_2021_11_24_80x80_a_legislacao_de_vitoria_ainda_nao_esta_adaptada_para_receber_a_tecnologia_5g_650171.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>5G estreia no Brasil: saiba como usar e quais aparelhos têm a conexão</h3><p>No Espírito Santo, contudo, aconteceu o que poderíamos chamar de “alinhamento dos astros”, já que acordo recente com a concessionária responsável pela distribuição do gás no Estado permitiu a criação de uma nova empresa concessionária, com participação de 50% do governo do Estado e, dessa forma, pode-se reformular todo o contrato de concessão já prevendo o consumidor independente e o mercado livre na legislação estadual.</p><p>Assim, a legislação estadual no Espírito Santo, com o apoio da Findes, foi implementada antes mesmo da lei nacional. Enquanto outros Estados tentavam acordos ou judicializavam a adaptação de seus contratos de concessão, o Espírito Santo já avançava na regulamentação estadual para a definição das regras aplicáveis a mercados livres e consumidores independentes.</p><p>É um avanço importante, como vemos, mas é preciso que o ritmo dessas reformas estruturantes seja igualmente rápido em todo o território nacional, potencializando nosso desenvolvimento. Precisamos, enfim, aterrissar com urgência essas reformas em todo o país, para que elas possam chegar na ponta, beneficiando toda a população.</p>",
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  "kicker" : "Indústria",
  "title" : "Política industrial de volta ao centro do ringue no cenário nacional",
  "description" : "Uma agenda moderna deve direcionar esforços para elevar a produtividade do país e gerar inovação, a exemplo do que vem ocorrendo em nações como Alemanha, Estados Unidos, Coreia do Sul e China.",
  "body" : "<p>A Confederação Nacional da Indústria promoveu na quarta (29) e quinta-feira (30) passadas o Encontro Nacional da Indústria, o mais abrangente evento de mobilização do setor, para apresentar aos candidatos à Presidência da República propostas para o desenvolvimento do país e também ouvir as suas ideias.</p><p>Tive a oportunidade de acompanhar o evento com outras 1,8 mil lideranças industriais de todo o país.</p><p>A política industrial, felizmente, volta agora ao centro do ringue no cenário nacional, como já acontece há alguns anos em economias mais desenvolvidas. Uma política industrial moderna deve direcionar esforços para elevar a produtividade do país e gerar inovação, a exemplo do que vem ocorrendo em nações como Alemanha, Estados Unidos, Coreia do Sul e China.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/recall/instituicao-de-ensino-investe-em-formacao-tecnica-para-a-industria-40-0622\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894752160_2022_06_22_80x80_senai_educacao_profissional_curso_profissionalizante_curso_tecnico_785488.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Instituição de ensino investe em formação técnica para a indústria 4.0</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/profissionais-da-area-de-quimica-sao-fundamentais-nas-transformacoes-da-industria-0622\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894752464_2022_06_15_80x80_quimica_782177.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Profissionais da área de Química são fundamentais nas transformações da indústria</h3><p>Política industrial nada mais é do que um conjunto estruturado de ações públicas, para transformar positivamente a economia, promovendo a competitividade e criando incentivos para o aumento dos investimentos em setores estratégicos, gerando novas oportunidades.</p><p>Além de ouvir os candidatos, a CNI apresentou as propostas da Indústria, reunidas em 21 estudos temáticos robustos e tecnicamente bem embasados, para contribuir com o debate eleitoral. Entre os temas prioritários estão Inovação e Indústria 4.0, Economia de Baixo Carbono, Reformulação das cadeias globais de valor e integração internacional, e Educação em sintonia com o mercado de trabalho. Nada mais relevante no cenário atual.</p><p>Uma política industrial moderna e eficaz tem efeito multiplicador em todos as demais atividades, já que a indústria atua como o motor do desenvolvimento econômico como um todo. Para se ter uma noção do que isso significa, cada real produzido na indústria de transformação gera R$ 2,67 na economia, enquanto esse valor é de R$ 1,75 na agropecuária e de R$ 1,49 nos serviços.</p><p>Todos os setores são elos de uma mesma corrente: o agronegócio brasileiro é um case de sucesso internacional, e ele só foi possível graças a fertilizantes e maquinários produzidos pela indústria, que por sua vez responde por dois terços, ou 65%, do gasto empresarial em pesquisa e desenvolvimento.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/industria-de-transformacao-do-es-esta-26-maior-do-que-antes-da-pandemia-0622\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894752554_2022_05_13_80x80_aco_laminas_de_aco_arcellor_bobinas_de_aco_763156.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Indústria de transformação do ES está 26% maior do que antes da pandemia</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/onde-ha-um-investimento-industrial-no-brasil-ha-uma-empresa-capixaba-0622\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894752804_2022_01_17_80x80_industria_683918.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Onde há um investimento industrial no Brasil, há uma empresa capixaba</h3><p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/a-agenda-da-industria-para-o-brasil-crescer-0422\" class=\"link\" target=\"_blank\">Não existe economia forte sem indústria forte</a>. Como já mencionei neste espaço, os países mais ricos são justamente os mais industrializados, o que não é coincidência, e os mais competitivos adotam uma política industrial contemporânea, como sugere a CNI.</p><p>A&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/coronavirus\" class=\"link\" target=\"_blank\">pandemia</a>&nbsp;e a\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/guerra-da-ucrania\" class=\"link\" target=\"_blank\"> guerra da Ucrânia</a>&nbsp;tornaram ainda mais relevante uma política para o setor, visto que esses acontecimentos abalaram as cadeias globais de suprimentos e o próprio processo de globalização. Os países desenvolvidos têm justamente se voltado para o fortalecimento da indústria.</p><p>O&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/brasil\" class=\"link\" target=\"_blank\">Brasil&nbsp;</a>precisa de uma política bem estruturada para o setor, para garantir um período sustentado de crescimento, superando o ciclo de desindustrialização que tivemos da década de 80 para cá.</p><p>A indústria de transformação começou os anos 50 com participação de 20% do PIB brasileiro, aproximadamente, chegando a 36% em meados dos anos 80. A partir daí ela vem sofrendo um declínio, chegando a apenas 12,6% do PIB em 2019, segundo levantamento do IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial). Ou seja, recuamos a patamares inferiores aos dos anos 50.</p><p>Para reverter esse cenário e elaborar uma política industrial moderna a CNI propõe uma agenda com 10 propostas, para além da redução do Custo Brasil e de uma agenda de reformas estruturais como a tributária, que já foram debatidas à exaustão.</p><p>Entre as propostas da CNI estão ampliar os esforços em pesquisa, desenvolvimento e inovação, incentivando tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0, que estão transformando os processos produtivos no mundo, como internet das coisas, computação de nuvem, realidade aumentada e inteligência artificial. Lembrando que a inovação é a principal fonte de ganho de produtividade, e os países da OCDE investem em média 2,68% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, enquanto no Brasil esse índice é de somente 1%, com iniciativas fragmentadas.</p><p>Outra proposta relevante é direcionar o poder de compra do Estado para o desenvolvimento tecnológico e a promoção da cultura de qualidade. Gastos públicos são uma fonte importante de recursos, que podem ser utilizados para estimular a incorporação de tecnologias aos produtos fornecidos ao governo brasileiro.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/evandro-milet/qual-e-a-politica-industrial-de-que-o-brasil-precisa-0522\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894752884_2021_08_06_80x80_tese_de_que_para_o_brasil_crescer_bastaria_concentrar_esforcos_em_servicos_e_esquecer_a_industria_nao_se_sustenta_576160.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Qual é a política industrial de que o Brasil precisa?</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/com-o-objetivo-de-reindustrializar-o-es-novo-funres-vem-ai-0522\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894752971_2022_05_04_80x80_industria_construcao_758229.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Com o objetivo de reindustrializar o ES, novo Funres vem aí</h3><p>Precisamos também adequar o sistema educacional ao mundo do trabalho, acelerando a implantação do ensino médio profissionalizante. O trabalho em todo o mundo está sendo fortemente impactado pela crescente digitalização e automação industrial.</p><p>Por fim, como tratamos aqui de questões estratégicas para o futuro do país e os desafios são de enormes proporções, é essencial que o compromisso com uma nova política industrial seja assegurado em nível de Presidência da República.</p><p>Ela é a instância administrativa máxima, à qual caberia liderar e centralizar as discussões sobre o tema, com uma governança compartilhada com o setor privado, metas claras e transparentes, possibilitando o acompanhamento da sociedade e uma visão de política de Estado, não de governo, para uma agenda de longo prazo que atravesse mandatos eletivos. O tema é de extrema relevância, afinal, dele depende a nossa inserção na economia mundial e o nosso futuro como nação.</p>",
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  "body" : "<p>No início de junho, o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>&nbsp;iniciou um movimento importante para atrair investimentos de todo o país: o Estado foi apresentar as suas potencialidades em São Paulo. Podemos dizer que foi o começo de um roadshow que precisamos adotar de forma sistemática, para que investidores do Brasil e do mundo possam conhecer as potencialidades capixabas em todas as suas frentes.</p><p>Estão de parabéns o\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/bandes\" class=\"link\" target=\"_blank\"> Bandes</a>&nbsp;e a Apex Partners, que se uniram para colocar de pé o fórum empresarial BuyES, em plena Faria Lima, endereço ícone do mercado financeiro brasileiro, num auditório lotado, com cerca de 200 empresários e os principais players da indústria, inovação e do mercado de fundos de investimento de São Paulo.</p><p>Há tempos eu e várias outras lideranças empresariais do Estado temos apontado a necessidade de mostrarmos para os investidores externos todo o potencial do Espírito Santo, uma obra construída ao longo dos últimos 20 anos, começando pela convivência republicana e harmônica entre o poder público e o setor privado.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/economia-do-es-cresce-mas-queda-na-producao-de-petroleo-e-gas-preocupa-0622\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894989446_2022_05_30_80x80_visita_de_a_gazeta_a_p_71_navio_plataforma_da_petrobras_771776.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Economia do ES cresce, mas queda na produção de petróleo e gás preocupa</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/pablo-lira/economia-capixaba-continua-crescendo-acima-da-media-nacional-0622\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894989578_2021_04_01_80x80_participacao_da_industria_de_transformacao_no_pib_nacional_esta_em_11_458582.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Economia capixaba continua crescendo acima da média nacional</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/servicos-e-comercio-puxam-economia-do-es-que-cresce-mais-que-a-do-brasil-0622\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894989665_2021_06_16_80x80_polo_de_confeccoes_da_gloria_536628.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Serviços e comércio puxam economia do ES, que cresce mais que a do Brasil</h3><p>O evento foi muito bem organizado, com apresentações objetivas e relevantes feitas pelo governo do Estado, relatos de empresários que há anos já investem no Estado, apresentação de startups já maduras que avançam para além das fronteiras capixabas e finalizado com uma apresentação do trabalho da sociedade civil, em especial a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/findes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Findes</a>, o\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/es-em-acao\" class=\"link\" target=\"_blank\"> ES em Ação</a>&nbsp;e o hub Base27, em favor da evolução do Espírito Santo.</p><p>Tive a oportunidade de participar de um dos painéis, na condição de vice-presidente da Fibrasa, juntamente com os empresários Renan Chieppe, presidente do Grupo Águia Branca, e Ada Mota, fundadora da Adcos.</p><p>Destacamos a importância de sermos beneficiados pela localização geográfica privilegiada, próxima aos grandes centros do Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, com incentivos fiscais estaduais e da Sudene. Ressaltei que o Brasil merece descobrir o Espírito Santo e as suas potencialidades.</p><p>O Estado trabalha com premissas estratégicas relacionadas com o setor produtivo, como competitividade, justiça, inovação, desenvolvimento regional e sustentabilidade.</p><p>Quem não se comunica se trumbica, já dizia Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Quem não se mostra não atrai a atenção para as suas qualidades e não entra no radar dos possíveis destinos dos investimentos. E investimento traduz-se em oportunidades de trabalho, evolução do padrão cultural, aumento da diversidade da economia, maior remuneração, geração de impostos, enfim, algo que dialoga diretamente com o bem-estar da sociedade.</p><p>Somos um Estado com muitas vantagens competitivas, que foram destacadas no fórum, entre elas equilíbrio financeiro, capacidade de investimento, segurança jurídica, educação de qualidade, longevidade, qualidade de vida, segurança pública e o fundo soberano.</p><p>Um dos grandes destaques foi justamente o chamado&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/fundo-exclusivo-de-investimento-em-participacoes-fip-do-es\" class=\"link\" target=\"_blank\">Fundo de Investimento em Participações (FIP)</a>, fundo na modalidade venture capital multiestratégia, o maior da categoria no país. Com aporte inicial de R$ 250 milhões, provenientes de receitas do petróleo e gás, o FIP vai permitir a atração de novos negócios, mirando preferencialmente setores como tecnologias da informação e comunicação; nanotecnologia; varejo e comércio eletrônico; economia digital; energias renováveis; transporte e logística, entre outros.</p><p>Se não nos mostrarmos, ninguém nos verá.</p><p>As empresas, quando vão abrir capital, montam os seus roadshows. O governo federal, na busca por investidores para infraestrutura, roda o mundo mostrando seu potencial e atratividade. É assim que funciona o mundo.</p><p>Precisamos sistematizar essa prática e profissionalizá-la cada vez mais, mostrando que o capital é muito bem-vindo ao Espírito Santo, onde o empreendedorismo é valorizado.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/fundo-soberano-do-es-startups-sao-escolhidas-aporte-supera-r-20-milhoes-0622\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894989780_2022_06_10_80x80_hub_tecnologia_internet_777593.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Fundo Soberano do ES: startups são escolhidas, aporte supera R$ 20 milhões</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/gigante-do-mar-conheca-como-e-um-navio-plataforma-de-petroleo-por-dentro-0622\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774894989869_2022_05_30_80x80_visita_de_a_gazeta_a_p_71_navio_plataforma_da_petrobras_771763.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Gigante do mar: conheça como é um navio-plataforma de petróleo por dentro</h3><p>Somos um Estado que respeita contratos, que abre oportunidades para modalidades como PPPs, que está aberto a proposições e que quer ser sócio ativo em investimentos. É um Estado que de fato apoia o empreendedor em sua jornada em busca do sucesso.</p><p>Esperamos que este seja somente o primeiro movimento de uma série de outros que virão. O Bandes, agora repaginado, com uma gestão mais moderna, mostra-se muito ativo nesse propósito.</p><p>A Sectides (Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação, Educação Profissional e Desenvolvimento Econômico) também está consorciada nesse esforço, e os líderes políticos e empresariais do Estado certamente estarão juntos nessa missão. Que venham novos eventos para vender o Espírito Santo e atrair investidores, gerando novas oportunidades para todos os capixabas!</p>",
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  "body" : "<p>A dificuldade para contratar mão de obra qualificada é uma queixa recorrente no meio empresarial, na indústria ou no comércio, em pequenos e grandes negócios. É o que se chama de apagão de mão de obra.&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/industria-precisara-de-179-mil-profissionais-qualificados-ate-2025-no-es-0522\" class=\"link\" target=\"_blank\">No Espírito Santo, precisaremos qualificar 179 mil trabalhadores para ocupações industriais nos próximos 3 anos, até 2025</a>. Dá para reduzir bem o desemprego no Estado, se conseguirmos fazer esse match.</p><p>O&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>&nbsp;tem hoje cerca de 230 mil desempregados. Mas estarão eles devidamente preparados para as novas vagas que surgirem? E para as atuais? Esse é o desafio que precisamos enfrentar, unindo empresas, governo e academia – basicamente as hélices que movem a inovação, que precisa também chegar à formação para o mercado de trabalho.</p><p>Os dados sobre qualificação foram divulgados no fim do mês passado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), no Mapa do Trabalho Industrial.</p><p>As áreas no Estado com maior demanda por formação são transversais, ou seja, aquelas que permitem ao profissional atuar em diversas áreas, como técnico em segurança do trabalho, programação e apoio em pesquisa e desenvolvimento. Também há demandas em áreas como logística, transporte, construção, metalmecânica e alimentos e bebidas.</p><p>Em todo o Brasil, são 9,6 milhões de trabalhadores que precisarão se atualizar. O Senai/Findes tem dado contribuição importante para a formação da mão de obra industrial. Aqui no Espírito Santo, fomos pioneiros no país ao participarmos do projeto-piloto para implantação do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/ensino-medio\" class=\"link\" target=\"_blank\">Novo Ensino Médio</a>, que foi aprovado por lei em 2017.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/marcasdevalor/ensino-profissionalizante-que-e-simbolo-de-credibilidade-1221\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774895155114_2021_12_15_80x80_cursos_senac_cabeleireiro_663038.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ensino profissionalizante que é símbolo de credibilidade</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/empregos/senac-tem-cursos-gratuitos-profissionalizantes-para-trans-e-travestis-no-es-1021\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774895155291_2021_10_20_80x80_curso_de_panificacao_para_pessoas_trans_627240.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Senac tem cursos gratuitos profissionalizantes para trans e travestis no ES</h3><p>Logo em 2018, o Senai-ES participou do piloto para a implantação do chamado Eixo V, com formação técnica e profissional, ao lado de outros Estados como Goiás, Bahia e Ceará.</p><p>Atualmente, o Sesi oferece em parceria com o Senai sete cursos técnicos dentro desse modelo, incluindo formação em Biotecnologia, Mecânica, Rede de Computadores e Jogos Digitais, oferecidos em dez unidades escolares do Sesi/Senai.</p><p>Precisamos, porém, de um esforço muito maior, mobilizando todos. A escassez de mão de obra limita a nossa produtividade e o próprio crescimento econômico. No Brasil, somente 11% das vagas do ensino médio estão conectadas à educação profissional e tecnológica, contra uma média de 40% dos países da OCDE.</p><p>Professor de economia da Universidade de Zurique, Guilherme Lichand avaliou, em recente entrevista ao jornal Valor Econômico, que o Brasil precisa mudar a forma como enxerga o ensino técnico: “Há uma visão de que é algo inferior. Não é assim na Europa, onde mais da metade vai para o ensino técnico e somente 20% ou 30% vão para o superior”.</p><p>Especialistas sustentam que o avanço do ensino técnico profissionalizante no Brasil poderia contribuir de forma decisiva para o desenvolvimento do país, com aumento de produtividade, redução das desigualdades e novas oportunidades para os jovens.</p><p>Doutor em Economia Política pela Universidade de Harvard, o professor Guilherme Lichand ressalta o desafio do setor público brasileiro para fazer a migração do sistema atual para o modelo europeu, com ampliação do ensino profissionalizante, num país em que 80% dos alunos do ensino básico estão na rede pública.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/saiba-as-profissoes-que-tem-empregos-sobrando-por-falta-de-mao-de-obra-0222\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774895155429_2022_01_28_80x80_freepik_690958.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Saiba as profissões que têm empregos sobrando por falta de mão de obra</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/europa-enfrenta-escassez-de-mao-de-obra-e-busca-estrangeiros-1021\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774895155556_2021_03_25_80x80_industria_metalurgica_siderurgica_fabrica_445497.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Europa enfrenta escassez de mão de obra e busca estrangeiros</h3><p>Uma alternativa é a compra de sistemas de ensinos profissionalizantes, alternativa que o Estado já pratica, mas pode aumentar a potência dada a demanda existente por esses profissionais e a oferta que existe na rede privada. “É preciso definir uma agenda de país e estabelecer um pacto social entre setor público e privado”, defende o professor.</p><p>No Brasil, as antigas escolas técnicas, hoje Ifes, cumprem um papel relevante nessa formação. O reitor do Ifes no Espírito Santo, Jadir Pela, defende também maior cumplicidade entre o setor produtivo e a academia. As empresas podem sinalizar em tempo hábil qual a demanda e os perfis necessários num horizonte de 2 a 5 anos e atuar em conjunto na formação profissional.</p><p>A Alemanha, lembra o reitor, é uma referência mundial no sistema dual, que busca aliar teoria e prática no ensino. Grandes empresas como Bosch ou Volkswagen estabelecem parcerias e remuneram os profissionais em fase de formação.</p><p>Tudo isso, contudo, depende de políticas públicas, para direcionar os esforços, como nas hélices que movem a inovação: empresas, governos e academia. Sem mencionar o desafio adicional da indústria 4.0.</p><p>Na semana passada a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/findes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Findes</a>&nbsp;inaugurou o Observatório da Indústria do ES e em paralelo a CNI inaugurou o Observatório da Indústria Nacional. Esses equipamentos podem ser um elo para cumprir o papel da previsibilidade da demanda com a indução da oferta.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/ifes-abre-1188-vagas-em-cursos-tecnicos-inscricoes-de-2-a-17-de-junho-0622\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774895155708_2021_03_08_80x80_campus_vitoria_do_ifes_inscricoes_para_processo_seletivo_de_professor_substituto_433544.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ifes abre 1.188 vagas em cursos técnicos; inscrições de 2 a 17 de junho</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/ufes-e-ifes-perdem-r-315-milhoes-com-bloqueio-de-verbas-para-educacao-0622\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774895155841_2021_10_01_80x80_murais_de_mosaico_na_grande_vitoria_615733.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ufes e Ifes perdem R$ 31,5 milhões&nbsp;com bloqueio de verbas para Educação</h3><p>O presidente da Airbus Brasil, Gilberto Peralta, líder de um grupo de trabalho da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), alerta que já estamos caminhando no mundo para a indústria 5.0, com inteligência artificial. “Temos que andar de mãos dadas com o governo para direcionar os recursos que existem”, disse ele em recente entrevista.</p><p>O Espírito Santo, reconhecido nacionalmente pela gestão fiscal e pela nota A no Tesouro Nacional, pode também virar referência para o país no avanço do ensino profissionalizante.</p><p>Se temos condições econômicas e já demonstramos competência na gestão financeira do Estado, por que não perseguir com maior ênfase os índices da OCDE na formação dos alunos no ensino médio profissionalizante? Esse caminho certamente nos levará à geração de novas oportunidades para a nossa juventude e nosso futuro.</p>",
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  "body" : "<p>Sempre falamos sobre a importância da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/educacao\" class=\"link\" target=\"_blank\">educação&nbsp;</a>para a formação dos jovens e o desenvolvimento do país, mas normalmente a educação é entendida em sentido estrito, significando somente disciplinas como português, matemática e ciências. Há um outro sentido, o de cultura e arte, que também precisa ser valorizado por nossas lideranças políticas, para o nosso desenvolvimento na acepção mais plena, para além da economia e da geração de riqueza material.</p><p>Em seu já clássico livro “Sapiens: Uma Breve História da Humanidade”, o historiador israelense Yuval Harari observa que a cultura, a linguagem e a capacidade de comunicação é o que nos diferencia dos demais macacos e é o que possibilitou a evolução da nossa civilização.</p><p>De tribos ancestrais com no máximo 150 indivíduos, aproximadamente, há 70 mil anos, evoluímos para uma civilização global com mais de 7 bilhões de pessoas, organizadas em cidades e nações com seus códigos de convivência, expressos ou tácitos.</p><p>Cada cidade e cada região tem a sua própria história, a sua própria cultura, com suas lendas, personagens e manifestações artísticas, e isso também tem alto valor econômico. A economia criativa representa 2,6% do PIB no Brasil, fatia maior do que a de muitos setores tradicionais.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/bolsonaro-veta-nova-lei-aldir-blanc-que-previa-repasses-anuais-para-a-cultura-0522\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896981833_2022_04_14_80x80_em_busca_da_reeleicao_o_presidente_jair_bolsonaro_filiou_se_ao_pl_745589.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Bolsonaro veta nova Lei Aldir Blanc, que previa repasses anuais para a cultura</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/luciana-almeida/visitar-museus-aumenta-repertorio-cultural-e-ajuda-nas-relacoes-interpessoais-0422\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896981931_2022_04_30_80x80_imagem_da_visita_virtual_na_exposicao_equilibrio_do_japan_house_755860.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Visitar museus aumenta repertório cultural e ajuda nas relações interpessoais</h3><p>O Banco Mundial estima que a cadeia produtiva da cultura responde por 7% do PIB global, o que significa que temos o potencial de pelo menos triplicar a riqueza gerada pela nossa economia criativa, com impactos positivos no turismo, no comércio e demais atividades econômicas.</p><p>Nossas elites dirigentes estarão devidamente atentas a esse potencial? Em artigo postado em suas redes dias atrás, sob o título “Procura-se uma nova classe alta”, o publicitário Nizan Guanaes faz uma crítica à falta de educação de parte da elite: “Dinheiro sem livro faz garotos ruidosos e meninas caladas. Gente mal vestida com as melhores grifes. E que não sabe se comportar no mundo. Gente caipira. A começar, não sabem falar inglês, inaceitável num mundo globalizado. O mais lamentável é que falam mal português também”.</p><p>A vida social nos EUA e no Reino Unido transcorre entre universidades e museus, combinando caridade, diversão e cultura, lembra Nizan. Uma elite formada em Harvard, Yale, Stanford, Oxford e Cambridge valoriza a cultura e a civilização em sentido mais amplo.</p><p>O gestor cultural Marcelo Lages, com vasta experiência nacional e internacional, costuma dizer que o Brasil faz uma distinção entre educação e cultura – como no antigo MEC, Ministério da Educação e Cultura, hoje chamado apenas de&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mec\" class=\"link\" target=\"_blank\">Ministério da Educação</a>&nbsp;– que não existe nos EUA e Europa. Cultura faz parte da educação, e o ensino nas escolas inclui visitas a grandes museus e teatros.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896982070_2019_10_28_data_14032018_es_vitoria_equipe_do_deputado_da_vitoria_fazendo_visita_de_vistoria_no_cais_das_artes_a_imprensa_teve_a_entrada_proibida_pelo_governo_87808_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Cais das Artes, em 2018</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Fernando Madeira</span></figcaption></figure><p>E o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>&nbsp;nessa história? Penso que demos um passo importante neste ano, com a nova Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), lançada em fevereiro pelo governo do Estado. A medida contou com o apoio da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/findes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Findes</a>, com a colaboração do próprio Marcelo Lages, na época de sua elaboração.</p><p>Ela abre a possibilidade de financiamento de projetos culturais, por meio de empresas que poderão compensar o valor do ICMS, destinando parte do imposto para projetos do setor, de qualquer formato ou linguagem cultural, como mostras, feiras e festivais, planos anuais de temporada de grupos estáveis de música e dança, revitalização de patrimônio arquitetônico, entre outros.</p><p>A lei é nova e talvez ainda pouco conhecida de parte do empresariado, mas com o tempo tende a se transformar numa potente ferramenta para alavancar a cultura local.</p><p>Precisamos também valorizar os nossos espaços culturais. O&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/teatro-carlos-gomes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Teatro Carlos Gomes</a>, inaugurado em 1927, passou os últimos 4 anos fechado, antes mesmo da pandemia, e agora está em nova reforma, prevista para ser entregue somente em 2024.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/entretenimento/cultura/governo-do-es-anuncia-recursos-para-a-reforma-do-teatro-carlos-gomes-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896982206_2019_10_19_80x80_grupo_faz_manifestacao_para_pedir_reabertura_do_teatro_carlos_gomes_no_centro_de_vitoria_interditado_ha_anos_81010.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Governo do ES anuncia recursos para a reforma do Teatro Carlos Gomes</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leonel-ximenes/bonecos-reforcam-vigilancia-do-esquecido-cais-das-artes-no-es-0422\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896982297_2022_04_12_80x80_boneco_representando_um_operario_do_lado_externo_do_canteiro_de_obras_do_cais_das_artes_743880.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Bonecos \"reforçam\" vigilância do esquecido Cais das Artes no ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/arlindo-villaschi/cais-das-artes-ao-publico-o-que-e-de-todos-ao-lucro-o-que-e-para-o-mercado-0222\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896982402_2020_04_04_80x80_caption_data_17072018_es_vitoria_obras_do_cais_das_artes_na_praca_do_papa_em_vitoria_serao_retomadas_editoria_cidades_foto_fernando_madeira_gz_222088.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Cais das Artes: ao público, o que é de todos; ao lucro, o que é para o mercado</h3><p>O&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/cais-das-artes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Cais das Artes</a>, obra monumental de Paulo Mendes da Rocha, iniciada em 2008, está paralisado desde 2015. O projeto talvez seja retomado no segundo semestre, e há um debate na cidade sobre sua utilização, que poderia contemplar arte e tecnologia.</p><p>Não se trata aqui de responsabilizar gestão A ou B, mas o fato de espaços tão relevantes terem um histórico de obras e reformas infinitas pode dizer algo sobre nossa elite. E talvez estejamos num processo de mudança.</p><p>Outra iniciativa interessante é o Parque Cultural Reserva Vitória, na Enseada do Suá, atrás do Shopping Vitória, construído por um empreendimento imobiliário e doado à Capital, em setembro do ano passado. O projeto de paisagismo é do Escritório Burle Marx, com obras de artistas como os capixabas Sandro Novaes e Vilar, e José Bechara, José Spaniol, Adrianna EU, Thainan Castro e Antônio Bokel.</p><p>Esperamos que todas essas iniciativas, especialmente a nova lei de incentivo à cultura, ajudem a transformar a cena cultural capixaba, inserindo de vez o nosso Estado no circuito nacional e internacional do setor. Da mesma forma, devemos fazer com que a cultura seja valorizada nas escolas, para a formação de nossos valorosos jovens e futuros líderes. Essa formação cultural deve começar o mais cedo possível, como ocorre nas nações mais desenvolvidas.</p>",
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  "body" : "<p>O ciclo de dois anos de&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/coronavirus\" class=\"link\" target=\"_blank\">pandemia</a>&nbsp;acelerou tendências e provocou profundas mudanças em diversos campos da atividade humana, incluindo hábitos de consumo, trabalho e lazer. Neste início de ano, com a retomada dos trabalhos presenciais e a reocupação de escritórios, já conseguimos perceber tendências irreversíveis de novas utilizações de espaços imobiliários e de novas formas de trabalhar e estabelecer conexões pessoais e profissionais.</p><p>Uma pesquisa mundial divulgada em dezembro do ano passado pela JLL, empresa global de serviços imobiliários sediada em Chicago, mostra que quase metade dos inquilinos de imóveis comerciais, ou 41%, pretende aumentar o uso de espaços flexíveis como estratégia para orientar os trabalhos na retomada das atividades, num período ainda marcado por incertezas nos rumos da economia.</p><p>Esses espaços flexíveis representam a possibilidade de se reduzir ou ampliar o ambiente dos escritórios, reduzindo ou aumentando o número de profissionais e de postos de trabalho, de acordo com a evolução dos negócios, baseado no conceito de “paredes de elástico”, indo além do conhecido coworking. A JLL estima que, até 2030, pelo menos 30% do mercado mundial vai operar dessa forma, com as paredes de elástico.</p><p>Essa flexibilidade ocorre não somente com espaços, mas também com o relógio ou com a relação temporal, e com a opção pelo local de trabalho: 63% dos trabalhadores ouvidos na pesquisa da JLL disseram preferir um modelo híbrido, em vez de uma jornada estritamente presencial ou em home office.</p><p>Toda essa fluidez dialoga bem com o espírito da chamada geração Z, os jovens nascidos entre 1995 e 2010, que é a primeira geração realmente nativa digital.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/coworking-impulsiona-inovacao-e-novos-negocios-no-varejo-0322\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774897492191_2021_09_23_80x80_coworking_610333.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Coworking impulsiona inovação e novos negócios no varejo</h3><p>Estudo divulgado pela Forbes, realizado pela consultoria McKinsey em parceria com a agência de pesquisa Box 1824, mostra que essa geração não faz mais a divisão convencional entre vida pessoal e profissional, o que muda o conceito de jornada de trabalho. É uma geração menos apegada a questões materiais e mais ligada em experiências reais, com uma cultura de inovação, criatividade e flexibilidade.</p><p>Do ponto de vista da empresa ou do investidor, o novo modelo de ocupação dos espaços permite maior agilidade e controle de custos, com a possibilidade de consumir um escritório por algumas horas, semanas ou meses, sem imobilizar investimento em um contrato de aluguel por quatro ou cinco anos.</p><p>O conceito de coworking, ou escritórios compartilhados, é antigo. A multinacional Regus, que oferece espaços de trabalho em 120 países e opera em Vitória, começou a atuar nesse modelo na Europa nos anos 80. Com a pandemia, essa tendência ganha novo impulso, tornando cada vez mais evidente a vantagem das conexões e do intercâmbio cultural possibilitados pela convivência compartilhada.</p><p>As vantagens financeiras do coworking são bem conhecidas: a economia com despesas administrativas, segurança, energia, limpeza, água etc. Mas além dos custos e da flexibilidade, também fica cada vez mais nítido o benefício da geração de novas energias e oportunidades a partir da convivência de diversas empresas no mesmo ambiente de trabalho.</p><p>Esse tem sido o foco de operadoras como a WeWork, com atuação Global, e o NaCapital, no&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>: geração de energia a partir da formação de laços entre os residentes. Grandes empresas também criaram espaços que objetivam, mesmo sendo mono-usuário, provocar essa troca e capturar as vantagens desse modelo. É o caso do Hub Colaborativo da Vale em Vitória.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774897492486_2020_05_29_salas_do_coworking_nacapital_254933_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Salas do coworking NaCapital</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Inside Films/Divulgação</span></figcaption></figure><p>Trabalhar num mesmo ambiente gera um senso de pertencimento, que é diferente de uma relação imobiliária convencional e fria. Além do compartilhamento dos custos, há a possibilidade de interações, de eventos de conteúdo e de happy hour, e também de compartilhamento de dores e aflições, com a busca conjunta por soluções, que podem estar na mesa ao lado.</p><p>O diálogo entre colaboradores que não são da mesma empresa, mas trabalham juntos, cria um ambiente favorável à inovação. A mudança mais importante que a geração Z traz ao mercado de trabalho, de acordo com aquele estudo divulgado pela Forbes, pode ser traduzida na preferência pela qualidade da entrega em detrimento do controle do funcionário. Nas empresas da geração Z, há uma cultura cada vez mais consolidada de inovação e flexibilidade.</p><p>Essa tendência valoriza ambientes descontraídos que favorecem a interação, com estações de café, espaços para meditação ou videogames e salas individuais para quem desejar mais tranquilidade para concentração. O estilo Google ganha adesão. As empresas que migram para essas estruturas evoluem em produtividade, cultura e retenção de talentos e tornam-se diferenciadas.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/cassio-moro/o-novo-batedor-de-pregos-lei-trabalhista-precisa-de-mudanca-nao-de-remendos-0422\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774897492596_2019_10_11_80x80_aplicativo_do_uber_vai_permitir_que_usuario_opte_por_nao_conversar_com_o_motorista_74829.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O novo batedor de pregos:&nbsp;lei trabalhista precisa de mudança, não de remendos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/cassio-moro/clt-para-quem-motivos-para-se-repensar-a-forma-contratual-celetista-0222\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774897492681_2021_07_22_80x80_centro_de_diagnosticos_do_es_reune_exames_e_vacinas_no_mesmo_local_563920.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>CLT para quem? Motivos para se repensar a forma contratual celetista</h3><p>O Spaces, coworking de Amsterdã, elaborou um manifesto para seus residentes, que pode resumir bem o espírito do tempo.</p><p>Em resumo, eles dizem: “Acreditamos que o trabalho é mais sobre pessoas e ideias, e menos sobre coisas. Estimulamos uma cultura em que pessoas interessantes possam desenvolver trabalhos com empolgação. Incentivamos nossos membros a estabelecer conexões e compartilhar ideias. Se você é um pequeno empreendedor ou uma grande corporação, nós facilitamos o seu sucesso, com um ambiente repleto de lideranças inovadoras e de talentos confiantes na conquista de seus objetivos”.</p><p>Esse trecho final é interessante: os novos espaços com paredes de elástico não são somente para pequenos negócios, mas também para grandes empresas, que já começam a enxergar as vantagens desse modelo de trabalho. Esperamos que esses ventos soprem com cada vez mais força no Espírito Santo, favorecendo o nosso ecossistema de inovação e a diversificação da economia local, gerando novas oportunidades.</p>",
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  "title" : "A agenda da indústria para o Brasil crescer",
  "description" : "Temos o mapeamento dos desafios e temos uma agenda legislativa para endereçar os debates parlamentares. A questão agora é querer fazer",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896084176_2021_12_13_trabalhador_661822_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Países estão se voltando para o fortalecimento de suas indústrias que, em todo o mundo, funcionam como o motor do desenvolvimento dos demais setores</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Pixabay</span></figcaption></figure><p>Em vídeo que tem circulado nas redes, o empresário Beto Sicupira, um dos mais ricos do país, analisa os desafios do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/brasil\" class=\"link\" target=\"_blank\">Brasil</a>&nbsp;e afirma, em tom de desabafo: “Se estão achando que o Brasil vai virar Estados Unidos, estão no lugar errado. O Brasil é isso aí. É o país do coitadinho, do direito sem obrigação, é o país da impunidade. Isso é cultural. A gente pode crescer muito mais do que está crescendo, mas é isso”. Bem, há controvérsias.</p><p>Sem dúvida, tivemos um processo de colonização bem diferente e não vamos virar os EUA. A impunidade e a insegurança jurídica de fato possuem raízes culturais, mas a nossa história recente mostra que, sim, é possível promover mudanças, e como toda mudança cultural ela exige perseverança e resiliência. E começa por dentro, a partir de nossas lideranças.</p><p>Até o início dos anos 90 se falava muito em “cultura inflacionária”. Pois conseguimos controlar a inflação, fizemos de forma pacífica a transição da ditadura para a democracia, promovemos privatizações bem-sucedidas em setores como telecomunicações, siderurgia e mineração, universalizamos o ensino público e criamos o SUS. Não é pouca coisa.</p><p>Temos grandes desafios, certamente, mas acredito que temos também plenas condições de superá-los. Contudo, precisaremos de intensa capacidade de mobilização e determinação.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/chega-de-custo-brasil-pais-precisa-de-mais-competitividade-0820\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896084680_2020_06_09_80x80_industria_metalurgica_foi_a_que_apresentou_maior_retracao_na_comparacao_com_abril_de_2019_260058.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Chega de Custo Brasil!&nbsp;País precisa de mais competitividade</h3><p>Nesta legislatura, o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/congresso-nacional\" class=\"link\" target=\"_blank\">Congresso Nacional</a>&nbsp;já deu demonstração de agilidade ao aprovar medidas importantes para o enfrentamento da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/coronavirus\" class=\"link\" target=\"_blank\">pandemia</a>&nbsp;e votar a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-da-previdencia\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma da Previdência</a>, entre outras iniciativas. Agora, penso que devemos aproveitar este período que antecede as eleições para intensificar os trabalhos.</p><p>A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou no fim de março, em Brasília, a Agenda Legislativa da Indústria para este ano. São 151 propostas bem estruturadas, para possibilitar a melhoria do ambiente de negócios do país e a retomada do crescimento econômico em níveis compatíveis com o nosso potencial. Como observou Beto Sicupira naquele vídeo, de fato temos condições de crescer bem mais do que o desempenho verificado nas últimas décadas.</p><p>Na Agenda Legislativa de 2022, temos uma pauta mínima de 12 itens, com destaque para a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-tributaria\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma tributária</a>, nos termos da PEC 110/2019, que moderniza e simplifica a tributação sobre o consumo, desonera exportações e investimentos e dá fim às distorções do atual sistema tributário, reconhecido como complexo e burocrático, representando um dos principais limitadores da competitividade das empresas do país.</p><p>A reforma tributária é também uma das prioridades da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, uma ampla coalizão com mais de 200 parlamentares, empenhada em reduzir o Custo Brasil para promover um ambiente jurídico e regulatório mais favorável aos investimentos, à geração de oportunidades e ao desenvolvimento do país.</p><p>Tenho abordado neste espaço essa necessidade de reduzir o Custo Brasil, calculado pelo próprio governo federal em R$ 1,5 trilhão, ou 22% do PIB. A expressão “Custo Brasil” começou a ser utilizada no meio político e econômico há mais de 20 anos, para designar as dificuldades estruturais que prejudicam a nossa competitividade e produtividade, em relação às demais nações da OCDE.</p><p>Agora, pela primeira vez, temos um diagnóstico preciso da composição desse custo, representado por uma mandala com 12 itens, entre eles a questão tributária, a dificuldade para honrar tributos, para abrir ou fechar um negócio, empregar capital humano e dispor de uma infraestrutura adequada.</p><p>Temos o mapeamento dos desafios e temos uma agenda legislativa para endereçar os debates parlamentares. A questão agora é querer fazer.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/imoveis/industria-da-construcao-civil-esta-em-fase-de-recuperacao-no-es-0422\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896084777_2021_10_26_80x80_construcao_civil_631495.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Indústria da construção civil está em fase de recuperação no ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/producao-das-industrias-do-es-cresce-49-em-2021-acima-da-media-nacional-0222\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896084874_2019_12_20_80x80_data_20122019_linha_de_producao_de_tissue_na_unidade_mucuri_da_suzano_papel_e_celulose_150657.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Produção das indústrias do ES cresce&nbsp;4,9% em 2021, acima da média nacional</h3><p>A agenda da Indústria contou neste ano com a participação recorde de 118 entidades empresariais do país. O documento é resultado de uma construção complexa e consistente de alta relevância, para colaborar com os trabalhos legislativos, refletindo as preocupações legítimas do setor industrial brasileiro. Um setor estratégico que paga os melhores salários do mercado de trabalho e que lidera os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento.</p><p>As demais propostas prioritárias da agenda são em áreas como infraestrutura, com destaque para a modernização do setor elétrico e para a criação de novos mecanismos de financiamento; mercado de carbono; legislação trabalhista e previdenciária; inovação, especialmente o aperfeiçoamento do Marco Legal das Startups; recuperação judicial de empresas; incentivos fiscais e desenvolvimento regional.</p><p>Neste momento de incertezas e mudanças globais, agravadas pela pandemia e pela&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/guerra-da-ucrania\" class=\"link\" target=\"_blank\">guerra na Ucrânia</a>, os países estão se voltando para o fortalecimento de suas indústrias, que, em todo o mundo, funcionam como o motor do desenvolvimento dos demais setores. Aqui não pode ser diferente.</p><p>Na CNI, deliberamos na última reunião que vamos visitar todos os Estado do país, em que as respectivas federações das indústrias locais se disponham a nos receber, para esclarecer a relevância da agenda do Custo Brasil e realizar debates com os parlamentares de cada região.</p><p>Precisamos agora que todos os nossos parlamentares trabalhem pelo Brasil, e não pelos próprios interesses ou para grupos específicos. Mais do que nunca, essa mobilização é essencial para fazer prosperar essa agenda, que é uma contribuição decisiva para destravar o potencial do país e gerar novas oportunidades. Não seremos os EUA, mas sem dúvida podemos ser um Brasil bem melhor.</p>",
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  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896856834_2021_05_13_recursos_que_vao_compor_o_fundo_de_investimento_em_participacoes_fip_es_serao_neste_primeiro_momento_exclusivos_do_fundo_soberano_493720_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Recursos que vão compor o Fundo de Investimento em Participações (FIP-ES) serão neste primeiro momento exclusivos do Fundo Soberano</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Jcomp/Freepik</span></figcaption></figure><p>Extraordinário! Assim pode ser definido o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/com-aporte-de-r-250-milhoes-es-cria-um-dos-maiores-fundos-de-investimento-do-pais-0322\" class=\"link\" target=\"_blank\">novo FIP, o Fundo de Investimento em Participações, lançado oficialmente dias atrás no Palácio Anchieta</a>. O FIP é vinculado ao&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/fundo-soberano\" class=\"link\" target=\"_blank\">Fundo Soberano do Estado</a>&nbsp;e conta com recursos da receita estadual de petróleo e gás, uma riqueza finita e associada à economia do século 20, para investir em empresas de base tecnológica e garantir o passaporte do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>&nbsp;para a economia do século 21.</p><p>A iniciativa é de fato extremamente positiva para o futuro dos capixabas. Pude acompanhar o lançamento do novo fundo em solenidade no Palácio. A medida é inédita no Espírito Santo, e o fundo é um dos maiores da categoria do país, na modalidade venture capital (os investidores fazem parte do nascimento de uma startup com alto potencial de desenvolvimento), com aporte inicial de R$ 250 milhões.</p><p>Esse é o chamado FIP 01, o que significa que outros virão. O porte, o volume de recursos disponíveis e a vocação do fundo são extremamente interessantes e de alto impacto para nosso futuro.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/antonio-carlos-medeiros/o-espirito-santo-na-trilha-da-inovacao-e-do-desenvolvimento-0322\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896857008_2021_04_14_80x80_o_banco_de_desenvolvimento_do_espirito_santo_bandes_473335.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O Espírito Santo na trilha da inovação e do desenvolvimento</h3><p>Os recursos poderiam ter sido destinados a investimentos convencionais dentro do orçamento anual, como ocorre em outros Estados e países, sem visão estratégica e sem criar novas oportunidades que diversifiquem a economia local. Mas o Espírito Santo tomou a decisão correta de transformar uma receita finita numa alavanca para o desenvolvimento econômico do Estado, possibilitando novos negócios e novos empregos, visando as próximas gerações.</p><p>Fico feliz com essa entrega! É um sinal de que o governo está aberto a lançar-se com mais intensidade e ambição nos projetos que pavimentam o futuro da nossa sociedade. Conseguiu unir a vontade da liderança política do Estado com a capacidade de realização da equipe, e isso é também extraordinário, pois não basta querer, não basta ter uma ideia e apontar o caminho. É essencial conseguir colocá-la em prática.</p><p>O FIP será operado por uma empresa conceituada no mercado, a TM3 Capital, uma gestora de recursos de terceiros com mais de 10 anos de experiência, devidamente contratada por licitação pública, com experiência comprovada na identificação de bons projetos e na alocação adequada de recursos.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/o-es-no-mapa-precisamos-acelerar-a-mobilizacao-pela-inovacao-0322\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896857155_2021_11_02_80x80_programador_tecnologia_internet_programacao_inovacao_636263.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O ES no mapa: precisamos acelerar a mobilização pela inovação</h3><p>O fundo vai atuar no investimento de empresas de base tecnológica e também na aceleração de empresas em estágio inicial. Assim, a TM3 vai potencializar o ecossistema de inovação do Espírito Santo, representando uma ferramenta importante para transformar a imagem do Estado no que se refere aos investimentos em tecnologia.</p><p>Os investimentos serão alocados preferencialmente em setores de tecnologias da informação e comunicação (TIC), nanotecnologia, comércio eletrônico, serviços financeiros, energias renováveis, meio ambiente, agronegócio, entre outros.</p><p>Como funciona? A gestora do fundo vai identificar o potencial de crescimento do negócio e adquirir um percentual de suas ações: haverá uma prospecção ativa de empresas, e o capital entra como sócio acionista por um período determinado.</p><p>A meta é, no período de 5 anos, acelerar até 500 empreendedores em fase de ideação, que estão começando somente com uma boa ideia, utilizando inclusive metodologia EAD, ensino a distância. Por meio de uma plataforma, o empreendedor terá acesso a mentoria para desenvolver a sua ideia.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/corredor-centro-leste-aceitaremos-o-isolamento-0921\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896857271_2021_06_07_80x80_ferrovia_529314.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Corredor Centro-Leste: aceitaremos o isolamento?</h3><p>Outro papel importante do FIP é a divulgação do Espírito Santo para outros Estados e mesmo para outros países. Tenho abordado neste espaço esse gap histórico, que é vender as nossas potencialidades para além das fronteiras capixabas.</p><p>Além do fundo, contamos com outras vantagens competitivas, como uma ambiência adequada, localização geográfica estratégica, incentivos fiscais e infraestrutura logística. Todo esse potencial poderá ter maior visibilidade no Brasil e no mundo, e o fundo gerido pela TM3 será um aliado poderosíssimo nesse processo.</p><p>Os benefícios fiscais do Espírito Santo poderão trazer para cá fábricas de hardware, a exemplo do que acontece com Ilhéus (BA) e Manaus (AM), que são destinos típicos desses investimentos, observou o CEO da TM3, Marcel Malczewski, em conversa com empresários do setor. Marcel revelou que, nos primeiros contatos, a receptividade do mercado tem sido muito positiva para a atração de investimentos para o Espírito Santo.</p><p>Para avançarmos ainda mais, o desafio agora é fazer decolar o Funcitec (Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia), criado em 2018, também com o objetivo de fomentar a inovação, no contexto da MCI, Mobilização Capixaba pela Inovação, como mencionamos aqui no artigo passado. O Funcitec é de risco puro, é subvenção para investimento, iniciativa única no país.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/fundo-soberano-do-es-atinge-r-420-milhoes-sendo-r-10-milhoes-em-lucro-0421\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896857390_2021_02_21_80x80_a_plataforma_p_48_da_petrobras_423688.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Fundo Soberano do ES atinge R$ 420 milhões, sendo R$ 10 milhões em lucro</h3><p>Somando essas ações, temos tudo para fazer da inovação a nova fronteira do desenvolvimento estadual, uma fronteira inclusiva e sem barreiras, porque o desenvolvimento de empresas inovadoras depende apenas de criatividade e boas ideias. Recursos há, e o Espírito Santo tem tudo para decolar nessa agenda inclusiva e promissora da economia do século 21.</p>",
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Uma oportunidade interessante de ouvir alguns dos principais empresários e CEOs do país sobre os nossos desafios para o futuro.</p><p>Situações extremas como as que temos vivido, com&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/coronavirus\" class=\"link\" target=\"_blank\">pandemia&nbsp;</a>e&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/guerra-da-ucrania\" class=\"link\" target=\"_blank\">guerra</a>, abalam certezas e conceitos. Geram novas demandas e novas tecnologias. Precisamos todos redobrar o trabalho e a atenção, para assegurar condições de desenvolvimento da nação.</p><p>Um dos painéis mais interessantes foi mediado pelo empresário Horácio Piva, presidente do Conselho de Administração da Klabin. Ele acaba de voltar do Egito e falou sobre o clima de confiança no futuro daquele país, com o desenvolvimento da agricultura no deserto e a construção de uma estrada de 10 mil quilômetros até a África do Sul, investimentos fortemente amparados em tecnologia.</p><p>“Fazer pouco tem um custo muito alto”, observou Piva, confessando uma “inveja saudável” do ambiente de progresso lá. Já perdemos tempo demais, a hora é de correr atrás. O Brasil lida como poucos com ativos importantes como diversidade e criatividade, mas não aproveitamos como poderíamos.</p><p>Academia, governo, empresas privadas, todos nós precisamos ter essa consciência de que fazer pouco tem um custo elevado: o risco é ficarmos para trás de forma irremediável na corrida pelo desenvolvimento brasileiro.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/coworking-impulsiona-inovacao-e-novos-negocios-no-varejo-0322\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774895991479_2021_09_23_80x80_coworking_610333.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Coworking impulsiona inovação e novos negócios no varejo</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/es-acelera-corrida-por-inovacao-com-startups-de-financas-e-educacao-0222\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774895991598_2021_02_19_80x80_escritorio_do_picpay_em_vitoria_fintech_capixaba_tem_mais_de_4o_milhoes_de_usuarios_422969.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>ES acelera corrida por inovação com startups de finanças e educação</h3><p>A CEO da Microsoft Brasil, Tânia Cosentino, observou que tivemos 60 anos para nos adaptar à terceira revolução industrial. Já não temos esse tempo na quarta revolução, a indústria 4.0. “Temos 10 anos para ensinar inteligência artificial. Se não fizemos essa transição, enfrentaremos um drama na economia brasileira. Precisamos trabalhar isso nas escolas técnicas, e o Sistema S tem sido um grande parceiro. Esses pontos são urgentes”, ressaltou Cosentino.</p><p>Acompanhei atentamente os debates e fiquei pensando nos nossos desafios estaduais. No recente ranking de competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), subimos 4 posições no quesito inovação, chegando ao 9º lugar. Porém, em recente reportagem da Folha de S. Paulo sobre os “Vales do Silício” brasileiros, ficamos literalmente fora do mapa, entre 21 cidades em diversos Estados que reúnem comunidades consideradas como os mais relevantes polos de inovação no país.</p><p>Talvez porque nos falte “cacarejar” os nossos potenciais, como já observei em outras ocasiões neste espaço. Mas também penso que nos falta conteúdo, conhecimento, conexões nacionais e internacionais e vontade de fato de priorizar o tema. Não é problema não ter conhecimento ou conexões, problema é não buscar apoio para suplantar os gaps existentes e não perceber que não podemos mais esperar.</p><p>No Brasil, ganharam destaque na reportagem alguns polos tecnológicos como o Porto Digital, no Recife, a Ilha do Silício, em Florianópolis, e a Rapadura Valley, em Fortaleza.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/conheca-as-14-novas-profissoes-que-surgiram-apos-a-onda-de-startups-0122\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774895991693_2021_12_21_80x80_novas_profissoes_que_surgiram_com_as_startups_666449.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Conheça as 14 novas profissões que surgiram após a onda de startups</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/renata-rasseli/startup-do-es-esta-entre-as-top-12-em-competicao-de-singapura-1121\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774895991782_2021_11_19_80x80_professora_capixaba_neide_sellin_646157.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Startup do ES está entre as top 12 em competição de Singapura</h3><p>E o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>? Temos iniciativas únicas no país, como a Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI), uma ação conjunta dos atores locais para tornar o ecossistema de inovação cada vez mais forte, unindo o setor produtivo (grandes empresas como Arcelor, Vale, Suzano, Petrobras, EDP e a Findes), a academia (Ufes, Ifes e UVV) e o governo estadual.</p><p>A MCI também conta com um fundo com recursos específicos para inovação/apoio a startups, o Funcitec (Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia), e tem metas ousadas, como ter pelo menos 20% de empresas baseadas em tecnologia e inovação entre as 200 maiores empresas do Estado, num período de 10 anos (contados a partir de 2019, já se passaram 3). Esse fundo é “de risco puro”, é subvenção para investimento, uma iniciativa praticamente única no Brasil!</p><p>A resolução que regulamenta o Funcitec é de agosto de 2018. Poderíamos ter um pouco mais de agilidade, capacidade metodológica e potência na aplicação e divulgação desse fundo. Uma parceria estratégica que vem sendo construída há algum tempo e que precisa se consolidar é com a Embrapii, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, organização com contrato de gestão com os Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia.</p><p>Criada em 2013, a Embrapii faz a ponte entre o setor produtivo e os centros de conhecimento, um modelo inspirado na Sociedade Fraunhofer, da Alemanha, maior organização de pesquisa aplicada da Europa. No ano passado, a Embrapii apoiou quase 300 empresas em todo o país.</p><p>A reportagem da Folha mostrou a importância da mobilização de todos os atores para deslanchar ecossistemas de inovação robustos. “Eu odeio a frase: ‘Quando o governo não atrapalha, ele já ajuda bastante’. Isso está completamente errado”, observou a secretária de Inovação de Curitiba, Cris Alessi. De fato, não é somente não atrapalhar, é induzir, agir para que aconteça, liderar!</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/investimento-em-startups-no-brasil-triplica-em-2021-e-bate-recorde-1021\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774895991872_2020_10_16_80x80_ambiente_inovador_das_startups_traz_ganho_adicional_para_os_investidores_340158.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Investimento em startups no Brasil triplica em 2021 e bate recorde</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/evandro-milet/conheca-a-religiao-das-startups-com-seus-pecados-e-seus-milagres-1021\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774895991974_2020_10_16_80x80_ambiente_inovador_das_startups_traz_ganho_adicional_para_os_investidores_340158.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Conheça os pecados e os milagres da religião das startups</h3><p>A Prefeitura de Curitiba criou, em 2017, o chamado Vale do Pinhão, projeto com o objetivo de colocar Curitiba novamente no mapa da inovação. “Só o poder público tem o poder de legislar. Se nós não tivéssemos um programa de incentivos fiscais, Curitiba não teria metade das startups importantes que tem hoje”, argumenta a secretária. O poder público tem também a capacidade de pautar a sociedade, e isso tem uma potência incrível.</p><p>No Espírito Santo, a MCI tem a meta de estimular novos negócios e novos empregos, chegando ao número de mil startups até 2029, inserindo o Estado entre os 5 mais inovadores do país. É possível, mas precisamos fazer acontecer.</p><p>A resolução do Funcitec/MCI está prestes a completar 4 anos. Evoluímos? Sim, mas volto à frase do Piva: “Fazer pouco tem um custo muito alto”. Podemos ser mais ambiciosos. No mundo real, não basta uma boa ideia: é a execução que mostra se o projeto vai ou não dar certo.</p>",
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  "body" : "<p>O novo presidente da Federação das Indústrias do Estado de&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/sao-paulo-sp\" class=\"link\" target=\"_blank\">São Paulo</a>&nbsp;(Fiesp), o empresário Josué Gomes da Silva, assumiu o cargo dias atrás e anunciou algumas prioridades importantes não apenas para São Paulo, mas para todo o Sistema Indústria – a rede nacional que reúne a CNI, Sesi, Senai e as Federações estaduais, como a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/findes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Findes</a>, no&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>.</p><p>Josué Gomes afirma que não disputará a reeleição. Ele manterá a Fiesp distante da corrida presidencial, lutará pela reindustrialização do país e defenderá uma&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-tributaria\" class=\"link\" target=\"_blank\">reforma tributária</a>&nbsp;para simplificar o sistema tributário nacional.</p><p>Essa agenda está em sintonia com os interesses do setor industrial de todo o país, não somente de São Paulo, que é o Estado mais industrializado (e mais rico) do Brasil, como se sabe. Diplomaticamente, Josué Gomes evitou comentários sobre o seu antecessor, que ficou 17 anos no cargo.</p><p>Josué é filho do ex-vice-presidente José Alencar, falecido em 2011, e destacou que a Fiesp não terá posição nesta disputa de 2022. A entidade vai ajudar qualquer que seja o governo eleito, acrescentou.</p><p>A Fiesp adota, assim, critérios técnicos e independentes que contribuem para a oxigenação e profissionalização da entidade sindical, como também fizemos na Federação do Espírito Santo, em nossa gestão.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/mourao-diz-que-febraban-e-fiesp-sao-pilares-da-civilizacao-0821\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896632576_2021_01_29_80x80_o_vice_presidente_hamilton_mourao_409817.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Mourão diz que Febraban e Fiesp são pilares da civilização</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/gv/papo-de-colunista-a-findes-e-o-futuro-da-industria-0821\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896632663_2021_08_25_80x80_christine_samorini_presidente_da_findes_papo_de_colunista_589148.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Papo de Colunista: a Findes e o futuro da indústria</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leonel-ximenes/findes-vai-construir-centro-de-inteligencia-em-sua-sede-0821\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896632998_2021_08_13_80x80_projecao_de_um_setor_do_datalab_da_findes_581689.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Findes vai construir centro de inteligência em sua sede</h3><p>Na ocasião, mudamos o estatuto da Findes, eliminamos a reeleição, criamos um comitê de finanças e o cargo de diretor-geral, investimos na qualificação dos conselhos temáticos que tratam da agenda de interesses objetivos do setor, elegemos prioridades como competitividade, produtividade, educação de excelência, inovação e infraestrutura, entre outras medidas, justamente para profissionalizar a administração e facilitar o foco na defesa dos interesses legítimos do setor industrial.</p><p>A&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/beatriz-seixas/o-que-esperar-da-gestao-de-cris-samorini-a-frente-da-findes-0820\" class=\"link\" target=\"_blank\">atual presidente da Findes, Cris Samorini</a>, compartilha dos mesmos valores. Recentemente ela apresentou para a Assembleia-Geral da Federação um balanço da primeira metade de seu mandato. Os resultados são surpreendentes.</p><p>O Sistema Findes, incluindo Sesi, Senai e IEL, atendeu com seus serviços e consultorias mais de 1,7 mil empresas no ano passado, um aumento de 52% em relação ao ano anterior, sendo que 1,5 mil eram micro e pequenas empresas. A receita de serviços teve alta de 82%. O Sistema esteve ativo e presente em 66 dos 78 municípios do Estado, contra 55 em 2020.</p><p>Para apoiar a qualificação de mão de obra no Estado, o Sistema criou mais de 50 novos cursos, entre eles Robótica Industrial, Mecatrônica, Energias Renováveis, Biotecnologia e Jogos Digitais.</p><p>A articulação da Findes possibilitou a construção da lei que permite o uso de ICMS para projetos culturais, o que deverá representar investimento de R$ 10 milhões em economia criativa, fortalecendo as micro e pequenas empresas da área.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896633112_2021_10_15_bussula_624450_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Bússula: liderança aponta os caminhos</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Pixabay</span></figcaption></figure><p>Sua agenda inclui pontos centrais para o presente e o futuro do Estado, como a duplicação das BRs 101 e 262, o corredor ferroviário centro-leste, os projetos portuários, o apoio à concessão da Codesa, a privatização da ES Gás, a atração de investimentos para o ES, entre várias outras iniciativas.</p><p>Uma gestão ágil, transparente e realmente comprometida com as suas bases é essencial para que uma entidade seja representativa, relevante e influente, e que de fato promova transformações no setor que representa.</p><p>Também impedem a recondução à presidência entidades como Associação dos Empresários da Serra (Ases), o SindiplastES e o ES em Ação, todas essas instituições de reconhecido prestígio e focadas na missão original de contribuir para o desenvolvimento da Serra e do Espírito Santo.</p><p>Todas as instituições públicas e privadas devem possibilitar a renovação de seus quadros. Na política, o instituto da reeleição, notadamente para cargos executivos, também já deu mostras de desgastes. Ela dificulta a alternância no poder e acaba favorecendo quem está disputando no exercício do cargo, independentemente da lisura do mandatário.</p><p>A política ainda segue uma lógica própria: é legítimo que uma liderança de expressão na sociedade busque contribuir para o desenvolvimento de sua comunidade, exercendo seguidos mandatos eletivos, que serão sempre submetidos à apreciação popular por meio das eleições. E os eleitores cada vez mais exigem transparência e diálogo.</p><p>Na iniciativa privada, porém, onde as entidades são de representação voluntária, essa lógica de reeleição não tem o mesmo sentido, ainda mais por tempo indefinido.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/leite-diz-que-reeleicao-e-o-principal-entrave-para-avanco-de-reformas-1021\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896633209_2020_07_24_80x80_eduardo_leite_governador_do_rs_285949.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Leite diz que reeleição é o principal entrave para avanço de reformas</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/guedes-diz-que-reeleicao-foi-maior-erro-politico-do-pais-0921\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774896633320_2020_09_14_80x80_ministro_da_economia_paulo_guedes_critica_fundo_de_protecao_aos_estados_na_reforma_tributaria_318365.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Guedes diz que reeleição foi maior erro político do País</h3><p>Mandatos intermináveis podem acabar distanciando o representante dos representados, abrindo brechas para a criação de feudos e provocando uma verdadeira crise de legitimidade, carecendo justamente de transparência e oxigenação.</p><p>Se a democracia no mundo inteiro vive certa crise de representatividade, por não conseguir dar respostas ágeis para as demandas do eleitor, o que dizer de lideranças que se perpetuam à frente de organizações do setor privado?</p><p>Certamente elas não estão contribuindo para fortalecer o setor que dizem representar. Pelo contrário. Eternizados no cargo, perdem a sintonia com as reais demandas das bases, perdem relevância e protagonismo. Involuntariamente, correm o risco de virar um estorvo, o que é lamentável.</p><p>O ideal é que todos compreendam a importância da renovação das lideranças, para que o setor produtivo possa avançar, junto com a sociedade. Essa é uma das forças das entidades de classe que devemos valorizar sempre: a capacidade de renovação e de transformação rumo a um futuro mais promissor.</p>",
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  "title" : "Eleições 2022: onde está o debate? E as propostas?",
  "description" : "Vemos hoje nossas lideranças dispensando tempo e energia com discussões que desviam o foco dos problemas reais do povo. A eleição é em outubro, uma ótima oportunidade para recuperarmos uma agenda realmente focada no nosso futuro",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774897750362_2021_12_13_novas_urnas_eletronicas_sao_apresentadas_662154_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Novas urnas eletrônicas são apresentadas</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Abdias Pinheiro/SECOM/TSE</span></figcaption></figure><p>Estamos em ano eleitoral, um momento favorável para o país debater os seus maiores desafios e a avaliar bem o histórico de cada candidato, fazendo escolhas conscientes. O ideal seria que os políticos fossem julgados nas urnas pela real capacidade de entrega de resultados para a população, e não pela capacidade de vender promessas ou ilusões.</p><p>Um candidato a emprego normalmente apresenta o seu currículo. Os políticos deveriam também apresentar, de forma bem objetiva, o seu “currículo” de realizações, mostrando quais resultados poderá efetivamente entregar.</p><p>Uma liderança deve ser reconhecida pela coragem de tomar decisões drásticas e impopulares, mas necessárias para o próprio bem-estar de toda a sociedade.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/eleicoes-2022-veja-como-tirar-o-titulo-de-eleitor-pela-internet-0122\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774897750452_2020_11_12_80x80_ilustracao_de_como_o_e_titulo_mostra_as_informacoes_do_eleitor_358764.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Eleições 2022: veja como tirar o título de eleitor pela internet</h3><p>Há oito anos, desde 2014, o Brasil opera com déficit fiscal nas contas públicas, o que mina a nossa credibilidade e contribui para a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/com-inflacao-nas-alturas-bc-aumenta-selic-para-1075-ao-ano-0222\" class=\"link\" target=\"_blank\">alta dos juros</a>&nbsp;e da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/inflacao\" class=\"link\" target=\"_blank\">inflação</a>. Não se equilibra as contas sem corte de despesas, especialmente se considerarmos a pesada carga tributária. Não dá mais para resolver com CPMF ou afins.</p><p>No noticiário econômico dos anos 80, época da hiperinflação, havia uma expressão recorrente: “Não se faz omelete sem quebrar os ovos”. Para cortar gastos e frear a alta de preços são necessárias medidas que vão sim “mexer no queijo” de alguns, mas para o bem de todos.</p><p>O líder político de responsabilidade deve pensar no futuro de toda a sociedade, e não no futuro de sua carreira – que será bem sucedida, se a sua gestão adotar as medidas corretas, mesmo que elas sejam amargas num primeiro momento. Político comprometido com o povo não tem medo de minorias organizadas, que usufruem de privilégios vergonhosos e impedem o avanço do país e a redução das desigualdades.</p><p>Os políticos, especialmente os chefes dos Poderes, devem ser valorizados pela idoneidade e transparência, fazendo com que o seu comportamento seja visto como um exemplo para todos.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leticia-goncalves/as-eleicoes-de-2022-e-o-destino-dos-deputados-mais-votados-em-2018-0122\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774897750558_2022_01_22_80x80_deputado_federal_amaro_neto_e_deputado_estadual_sergio_majeski_687148.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>As eleições de 2022 e o destino dos deputados mais votados em 2018</h3><p>Palavras, gestos e mensagens de lideranças públicas contribuem para inspirar a sociedade e formar a cultura de uma nação, elevando as suas referências éticas e morais.</p><p>Porém, a sensação que tenho é que preferimos votar em potenciais “salvadores da pátria”, portadores de soluções simples (e erradas) para problemas complexos, em vez de votar em quem realmente demonstra estar preparado para assumir a nobre missão de governar. Será que preferimos vendedores de ilusões?</p><p>Vejo pessoas afirmarem que não votariam em determinado candidato porque ele é “antipático”. Daí me pergunto: estariam escolhendo um(a) amigo(a) ou namorado(a)? Ou alguém com capacidade de tomar decisões importantes em busca de uma sociedade com mais oportunidades para todos?</p><p>“Ah, nesse não voto porque é paulista! Esse é nordestino! Esse é empresário! Esse é operário! Esse é policial! Esse é rico! Esse não estudou! Esse é neoliberal! Esse é comunista!”</p><p>Mas seriam esses os melhores critérios? E o debate sobre nossos reais desafios? Onde estão as propostas?? Vemos hoje nossas lideranças dispensando tempo e energia com discussões que desviam o foco dos problemas reais do povo.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/antonio-carlos-medeiros/casagrande-e-as-intrincadas-eleicoes-do-espirito-santo-em-2022-0122\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774897750647_2021_12_14_80x80_a_secretaria_cyntia_figueira_grillo_secretaria_de_estado_de_trabalho_assistencia_e_desenvolvimento_social_e_a_vice_governadora_jacqueline_moraes_participaram_do_anuncio_do_novo_bolsa_capixaba_junto_do_governador_renato_casagrande_662880.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Casagrande e as intrincadas eleições do Espírito Santo em 2022</h3><p>“Tudo” pode ser importante, mas é preciso priorizar. Não podemos tirar da prioridade 1 o combate à fome, ao desemprego, ao caos da saúde, à educação de baixa qualidade, ao hospício tributário que mata o empreendedor. É preciso olhar para a dívida pública e a sustentabilidade ambiental.</p><p>Cadê o debate focado nesses temas? Não vejo. De outro lado vejo emoção e mobilização pela discussão da política de armas, de jogos de azar, da chamada pauta de costumes. Não tem o menor cabimento, o Brasil não suporta mais essa ausência de foco.</p><p>O Custo Brasil,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/chega-de-custo-brasil-pais-precisa-de-mais-competitividade-0820\" class=\"link\" target=\"_blank\">que já abordamos neste espaço</a>, representa R$ 1,5 trilhão por ano. Quem paga essa conta? No “fim do dia” é a população, e com o agravante: o mais pobre paga mais. Um absurdo!</p><p>O Brasil produz alimentos para 1 bilhão de pessoas: 1 em cada 7 pratos de comida servidos no mundo é produzido aqui. Seria motivo de orgulho, se não tivéssemos 10 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar grave, passando fome.</p><p>Qual é a política que vamos adotar para reduzir a desigualdade, além da distribuição de auxílios e bolsas? Como vamos melhorar nossa educação, implantar efetivamente o novo ensino médio profissionalizante e gerar novas oportunidades para os brasileiros? Como vamos fazer da economia verde e da agenda da sustentabilidade uma alavanca de desenvolvimento do país? Esse é o debate que realmente importa para todos, para o povo.</p><p>Os dois principais líderes nas pesquisas atualmente, contudo, parecem estimular uma polarização movida a raiva e preconceito, que só beneficia os dois. Dificilmente avançaremos assim.</p><p>Nos anos 50, o presidente Juscelino Kubitschek deslanchou o seu Plano de Metas, contemplando 5 setores: energia, transporte, indústria, educação e alimentação. Infelizmente, parece a agenda de hoje, adicionando o tema sustentabilidade. Esse plano ficou conhecido com o slogan 50 anos em 5. E JK entrou para a história como um estadista.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/bolsonaro-confirma-troca-de-11-ministros-que-vao-disputar-eleicao-0222\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774897750740_2021_08_22_80x80_presidente_jair_bolsonaro_em_cerimonia_alusiva_ao_inicio_da_missao_humanitaria_no_haiti_587276.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Bolsonaro confirma troca de 11 ministros que vão disputar eleição</h3><p>Precisamos agora de um novo plano de metas, devidamente atualizado, e de gestores competentes que possam colocá-lo em prática. Não precisamos de um Mister ou uma Miss Simpatia. Precisamos de alguém que possa unir e inspirar o país, para entrarmos num novo ciclo de desenvolvimento.</p><p>Na redemocratização, conseguimos produzir uma nova&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/constituicao-federal\" class=\"link\" target=\"_blank\">Constituição Federal&nbsp;</a>em 18 meses, entre fevereiro de 1987 e outubro de 1988. Por que não conseguimos reformar o que é preciso hoje em prazo similar? Em algum momento, nos perdemos em debates estéreis.</p><p>Há tempo de mudar. A eleição é em outubro, e é uma ótima oportunidade para recuperarmos uma agenda realmente focada no nosso futuro.</p>",
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  "title" : "2022 deve ser um ano diferente, a construção dele depende de cada um",
  "description" : "Se realmente queremos transformar a realidade, precisamos dedicar atenção especial às nossas escolhas na hora de votar. Isso significa votar em quem realmente está disposto a debater e resolver os nossos desafios",
  "body" : "<p>Chegamos a mais um final de ano, período em que sempre fazemos um balanço de nossa trajetória, com uma renovação de expectativas em relação ao próximo ciclo que se avizinha.</p><p>Ao longo de 2021, abordamos neste espaço assuntos que acreditamos ser de interesse imediato de todos os brasileiros e brasileiras, debatendo questões que de fato têm o potencial de transformar a vida das pessoas e das futuras gerações.</p><p>Tratamos de temas como educação, saúde, qualificação de mão de obra, reformas estruturais, infraestrutura, inovação e tecnologia, política estadual e nacional, a inserção do Brasil na economia mundial e o desafio das lideranças diante de um cenário de intensas transformações.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/industria-a-favor-do-brasil-governo-federal-precisa-ouvir-o-setor-produtivo-1221\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774897980896_2021_07_29_80x80_porto_alegre_inaugura_primeira_fabrica_no_es_e_preve_novos_empregos_neste_ano_569590.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Indústria a favor do Brasil: governo federal precisa ouvir o setor produtivo</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-tem-a-chance-de-evoluir-de-celeiro-para-supermercado-do-mundo-1121\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774897981042_2021_03_25_80x80_industria_de_alimentos_fabrica_de_picole_picole_sorvete_445498.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil tem a chance de&nbsp;evoluir de celeiro para supermercado do mundo</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/governo-digital-avanco-para-a-cidadania-e-o-empreendedorismo-1121\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774897981135_2021_06_28_80x80_carteira_de_trabalho_digital_546308.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Governo digital: avanço para a cidadania e o empreendedorismo</h3><p>Sei que não estou sozinho, muitos articulistas utilizam seus textos como uma espécie de cruzada evangelística, promovendo reflexões sobre as questões que realmente precisamos superar, para recolocar o país no trilho do desenvolvimento econômico e social.</p><p>2022 deve ser um ano diferente. Muitos já compreenderam que as mudanças acontecem realmente por meio dos caminhos e instrumentos institucionais disponíveis para realizá-las. Num regime democrático, nosso principal instrumento é a política!</p><p>Parece óbvio? Nem tanto: alguns parecem desejar transformações ignorando ou atropelando os caminhos da boa política, que demanda diálogo, compreensão, conciliação, capacidade de argumentação, construção de consensos e mobilização em torno de uma agenda comum, em benefício de todos.</p><p>Dito assim, parece fácil, mas não é nada trivial, especialmente numa sociedade polarizada em que é tão difícil o diálogo entre partes divergentes, que parecem viver em bolhas intransponíveis. Precisamos romper essas bolhas e retomar a arte da convivência civilizada, respeitando visões antagônicas, buscando entendimentos e soluções compartilhadas.</p><p>Dessa forma, se realmente queremos ver um Brasil melhor, precisamos usar bem o nosso instrumento maior, que é o voto! E quando me refiro a um Brasil melhor não penso em algo abstrato ou intangível. Eu me refiro à realidade imediata que nos cerca: as ruas das cidades, com pessoas vivendo em calçadas, os hospitais lotados, a dificuldade de acesso à educação de qualidade, as famílias em busca de melhor renda e qualidade de vida, a luta diária por um futuro melhor para os filhos e as novas gerações.</p><p>Se realmente queremos transformar a realidade, precisamos dedicar atenção especial às nossas escolhas na hora de votar. Isso significa votar em quem realmente está disposto a debater e resolver os nossos desafios, demonstrando capacidade de formular um raciocínio com os diagnósticos dos nossos problemas e buscar soluções que já se mostraram eficazes em outros países ou mesmo aqui no Brasil.</p><p>Na educação, por exemplo, temos os exemplos da Polônia e Coreia do Sul e, no Brasil, temos Sobral, no Ceará, que já abordamos neste espaço: há 20 anos a maioria das crianças da cidade cearense era analfabeta e o município estava na posição 1.366º no ranking do Ideb. Hoje ele está em primeiro lugar e seu modelo virou referência mundial.</p><p>Na Polônia ou em Sobral, não há mistério, a solução passa por valorização dos professores, autonomia para as escolas, persistência e continuidade de políticas públicas. Assim é na educação e em diversos outros campos.</p><p>Dos EUA à China, o mundo está repleto de exemplos de nações que promoveram o desenvolvimento econômico e social, com controle de gastos públicos, investimentos em infraestrutura e estímulos à iniciativa privada.</p><p>Levantamento publicado dias atrás pela Folha de S. Paulo, com base em dados do FMI e do boletim Focus, do Banco Central, mostra que o Brasil, desde 1987, cresce 1,4 ponto percentual abaixo da média mundial. Enquanto o mundo avançou num ritmo de 3,4%, nesse período, nós avançamos somente 2%, com um longo ciclo combinando recessão e estagnação, a partir de 2011. Certamente estamos aquém de nosso potencial.</p><p>Eleições são sempre uma oportunidade para o país debater seus desafios e projetar seu futuro. Porém, se deixarmos o debate desandar para um Fla x Flu inflamado e irracional, perderemos mais uma vez o bonde da história.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/a-tentacao-do-populismo-e-a-falta-de-compromisso-com-os-principios-fiscais-1021\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774897981232_2021_10_29_80x80_moedas_e_economia_633860.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>A tentação do populismo e a falta de&nbsp;compromisso com os princípios fiscais</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/entrando-em-campo-o-empresario-nao-quer-jeitinho-quer-regras-claras-1021\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774897981485_2021_09_22_80x80_bola_futebol_esporte_gramado_grama_609530.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Entrando em campo:&nbsp;o empresário não quer “jeitinho”, quer regras claras</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-precisa-enfrentar-algumas-verdades-para-a-eleicao-de-2022-1021\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774897981858_2021_02_10_80x80_setas_direita_e_esquerda_417675.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil precisa enfrentar algumas verdades para a eleição de 2022</h3><p>A boa política exige formação, dedicação, desapego ao poder a qualquer custo, compromisso sincero com a redução da desigualdade, respeito às instituições e à estabilidade democrática. A política é exercida por pessoas, e estas devem pautar suas atitudes por valores sólidos e visão de longo prazo. Precisamos valorizar esses atributos e estar atentos à qualidade dos debates.</p><p>Portanto, antes de desejar FELIZ 2022, se você quer realmente que seja um ano de prosperidade, pense bem nos nomes que levará às urnas, em outubro. Que seja realmente um ano melhor para todos nós, almejando o futuro que nós pretendemos construir juntos.</p>",
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  "title" : "Indústria a favor do Brasil: governo federal precisa ouvir o setor produtivo",
  "description" : "Documento da CNI apresenta 44 medidas,  sendo que 19 delas podem ser adotadas pelo Executivo, como priorizar o financiamento do BNDES para a modernização industrial e a inovação",
  "body" : "<p>A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em conjunto com as Federações estaduais, como a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/findes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Findes</a>, tem apresentado ao longo dos anos propostas consistentes para destravar a economia do país, promovendo um ambiente mais favorável aos negócios e apontando caminhos para melhorar a nossa produtividade e competitividade na economia global.</p><p>Na semana passada, a CNI apresentou ao&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/governo-federal\" class=\"link\" target=\"_blank\">governo federal&nbsp;</a>mais um documento, desta vez com 44 propostas para o Executivo e o Legislativo, para a retomada da indústria e do emprego em 2022, beneficiando toda a cadeia produtiva, com projetos em áreas como tributação, infraestrutura, meio ambiente, inovação, educação, eficiência do Estado e comércio exterior.</p><p>Algumas dessas medidas, como as&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-tributaria\" class=\"link\" target=\"_blank\">reformas tributária</a>&nbsp;e&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/reforma-administrativa\" class=\"link\" target=\"_blank\">administrativa</a>, vêm sendo debatidas há anos e estão caindo de maduras: todos já sabem o que precisa ser feito. Só falta fazer, ou seja, falta uma mobilização efetiva da classe política, para destravar o país e permitir que ele cresça em seu pleno potencial.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/producao-industrial-cai-puxada-por-cinco-estados-diz-ibge-1221\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898242973_2021_08_06_80x80_tese_de_que_para_o_brasil_crescer_bastaria_concentrar_esforcos_em_servicos_e_esquecer_a_industria_nao_se_sustenta_576160.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Produção industrial cai puxada por cinco estados, diz IBGE</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/anuario/producao-verde-na-mira-da-industria-e-do-agro-capixabas-1121\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898243158_2021_11_24_80x80_auto_upload_650110.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Produção verde na mira da indústria e do agro capixabas</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/anuario/robotica-e-realidade-mista-avancam-na-industria-capixaba-1121\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898243242_2021_04_29_80x80_embarque_de_celulose_em_portocel_terminal_especializado_operado_pela_suzano_em_aracruz_es_483597.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Robótica e realidade mista avançam na indústria capixaba</h3><p>O&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/mercado-financeiro-preve-inflacao-em-1015-e-expansao-do-pib-em-478-1121\" class=\"link\" target=\"_blank\">Brasil poderá crescer entre 4% e 5% neste ano</a>, mas em cima de uma base negativa, do ano passado, e atualmente a economia dá sinais de desaceleração: o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/pib-do-brasil-recua-01-no-terceiro-trimestre-1221\" class=\"link\" target=\"_blank\">PIB do terceiro trimestre, divulgado dias atrás pelo IBGE, mostra queda de 0,1%&nbsp;</a>em relação ao trimestre anterior.</p><p>Para o ano que vem, as projeções são de desempenho bem abaixo da média mundial: a OCDE prevê crescimento global de 4,5% em 2022, e de apenas 1,4% para a economia brasileira.</p><p>Isso torna-se mais preocupante se lembrarmos que mal saímos do período recessivo de 2014 a 2016. No balanço dos últimos 40 anos, com duas décadas perdidas, temos sido o patinho feio do mercado global, posição incompatível com o nosso potencial.</p><p>A CNI e as Federações estaduais têm feito seu papel, indicando oportunidades de melhoria, com estudos bem embasados, qualificados e objetivos, justamente atributos que têm faltado ao Brasil. É preciso que os dirigentes políticos compreendam a urgência das reformas. Afinal, sem crescimento econômico, não há geração de empregos nem de arrecadação para melhorar os serviços de saúde e educação e reduzir a desigualdade social.</p><p>O documento entregue pessoalmente ao\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/jair-bolsonaro\" class=\"link\" target=\"_blank\"> presidente Bolsonaro</a>&nbsp;na semana passada indica que a recuperação da economia deve começar pela reforma tributária, nos moldes da PEC 110, em tramitação no Senado, considerada pelos especialistas a melhor proposta para pôr fim ao manicômio tributário em que vivemos, um dos grandes responsáveis pelo Custo Brasil, que tenho abordado com frequência: essa é a despesa adicional que as empresas brasileiras gastam ao operar aqui no país, em relação aos países da OCDE.</p><p>Esse custo equivale a R$ 1,5 trilhão, ou 22% do PIB. Somente para pagar impostos, as empresas brasileiras gastam em média 1,5 mil horas por ano, contra média de 161 horas da OCDE. A PEC 110 simplifica o sistema de arrecadação de impostos, reduz a cumulatividade e desonera os investimentos e as exportações.</p><p>Muitas iniciativas, como as reformas constitucionais, dependem de tramitação no Congresso, o que pode não ser tão fácil, especialmente porque já entramos no calendário eleitoral e as atenções do mundo político já se voltam para a disputa do ano que vem. Mas há muitas propostas que dependem unicamente do Executivo.</p><p>O documento da CNI mostra que, das 44 medidas, 19 podem ser adotadas pelo Executivo, como priorizar o financiamento do BNDES para a modernização industrial e a inovação; regulamentar a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/nova-lei-do-gas-e-sancionada-por-bolsonaro-e-vai-impulsionar-setor-no-es-0421\" class=\"link\" target=\"_blank\">Nova Lei do Gás</a>, o que beneficia o Espírito Santo, em especial, e privatizar as administrações portuárias, outra proposta que também beneficia o ES. A modelagem de&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/codesa\" class=\"link\" target=\"_blank\">desestatização da Codesa</a>&nbsp;deverá servir de referência para outros Estados.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-tem-a-chance-de-evoluir-de-celeiro-para-supermercado-do-mundo-1121\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898243340_2021_03_25_80x80_industria_de_alimentos_fabrica_de_picole_picole_sorvete_445498.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil tem a chance de&nbsp;evoluir de celeiro para supermercado do mundo</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/governo-digital-avanco-para-a-cidadania-e-o-empreendedorismo-1121\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898243477_2021_06_28_80x80_carteira_de_trabalho_digital_546308.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Governo digital: avanço para a cidadania e o empreendedorismo</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/a-tentacao-do-populismo-e-a-falta-de-compromisso-com-os-principios-fiscais-1021\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898243579_2021_10_29_80x80_moedas_e_economia_633860.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>A tentação do populismo e a falta de&nbsp;compromisso com os princípios fiscais</h3><p>Na inovação, uma medida relativamente simples é apenas permitir a liberação integral dos recursos orçamentários do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Essa é a principal fonte de recursos públicos destinados às atividades de ciência, tecnologia e inovação no país, e apoia projetos públicos e privados, de pesquisa e desenvolvimento de empresas.</p><p>Ocorre que os recursos acabam contingenciados na execução orçamentária. No ano passado, por exemplo, de um orçamento em torno de R$ 7 bilhões, menos de R$ 1 bi foi realmente investido em projetos não reembolsáveis em instituições de pesquisa e empresas.</p><p>Assim, independentemente de eleições futuras ou de base no Congresso, há muito a ser feito, e não temos tempo a perder.</p><p>Fazemos aqui um apelo às nossas lideranças políticas, para que observem os pleitos do setor produtivo, que há muitos anos vem apontando rumos para libertar o país dessas amarras e possibilitar o seu desenvolvimento. A insensibilidade em relação à agenda de reformas é que tem produzido esse desempenho pífio do Brasil. Certamente não é esse o horizonte que almejamos.</p>",
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  "description" : "Se somos tão competitivos no agronegócio, por que não conseguimos ser igualmente competitivos na indústria, que poderia beneficiar essa produção aqui? De exportador de commodities, podemos exportar o produto final",
  "body" : "<p>Tenho registrado neste espaço a relevância da\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/industria-capixaba\" class=\"link\" target=\"_blank\"> indústria</a>&nbsp;para uma sociedade desenvolvida. A indústria é o setor que paga os melhores salários, responde por cerca de 70% dos investimentos em pesquisa, inovação e tecnologia, estimulando, como demandante, toda a cadeia produtiva, com reflexos positivos no comércio e nos serviços.</p><p>Na&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/coronavirus\" class=\"link\" target=\"_blank\">pandemia</a>, ficou evidente também a diferença competitiva dos países com capacidade de produção de seus bens dentro de suas próprias fronteiras. Considerando esse cenário, gostaria de destacar hoje a importância de o Brasil se tornar o supermercado do mundo, e não somente o celeiro do mundo, como há décadas nos habituamos a ouvir.</p><p>De fato, estudo da Embrapa publicado em março concluiu que o Brasil responde por cerca de 10% da produção mundial de trigo, soja, milho, cevada, arroz e carne bovina. O estudo sustenta que, atualmente, alimentamos 10% da população mundial, ou 800 milhões de pessoas, incluindo a nossa população.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leonel-ximenes/agronegocio-no-es-ja-rendeu-quase-r-5-bilhoes-em-2021-saiba-quem-lidera-0821\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898526951_2021_08_26_80x80_a_exportacao_de_cafe_e_a_segunda_atividade_que_mais_rendeu_divisas_no_agronegocio_capixaba_em_2021_590128.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Agronegócio no ES já rendeu quase R$ 5 bilhões em 2021. Saiba quem lidera</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/do-queijo-a-cachaca-feira-mostra-o-melhor-do-agronegocio-capixaba-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898528094_2020_11_20_80x80_produtos_das_feira_sabores_da_terra_a_feira_da_familiar_e_a_feira_estadual_de_mulheres_trabalhadoras_rurais_que_acontecera_na_praca_do_papa_em_vitoria_364995.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Do queijo à cachaça: feira mostra o melhor do agronegócio capixaba</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/orlando-caliman/o-agronegocio-impulsiona-o-pib-brasileiro-e-deve-manter-a-forca-em-2021-0521\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898528237_2020_08_21_80x80_mamao_304198.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>O agronegócio impulsiona o PIB brasileiro e deve manter a força em 2021</h3><p>Sem dúvida é um grande avanço, especialmente se considerarmos que há 50 anos o país era um importador de alimentos. A questão que devemos abordar, porém, é a seguinte: qual é a nossa ambição? Estamos satisfeitos em ser a fazenda do mundo? Vamos exportar o café em grãos e importar cápsulas? Vamos exportar a carne in natura e importar hambúrgueres?</p><p>Temos uma grande oportunidade de evoluir de celeiro do mundo para o supermercado do mundo! De exportador de commodities podemos exportar o produto final, consumido nos supermercados de cada país.</p><p>Se somos tão competitivos no agronegócio, por que não conseguimos ser igualmente competitivos na indústria, que poderia beneficiar essa produção aqui? Esse é o debate que temos de travar.</p><p>Outra pesquisa recente, da KPMG, constatou que o Brasil é o país mais caro para as empresas de produção industrial fazerem negócios, entre 17 mercados pesquisados no mundo. O menor custo é o do Canadá, seguido de Taiwan, Coreia do Sul, Malásia, EUA e Reino Unido.</p><p>Voltamos, assim, a outro tema que costumo abordar: o Custo Brasil, que mina a nossa competitividade. Esse custo já foi devidamente quantificado em estudo produzido pelo próprio governo federal, em parceria com o Movimento Brasil Competitivo.</p><p>O levantamento mostrou que o custo de produção no Brasil equivale a R$ 1,5 trilhão por ano, ou 22% do PIB. Esse é o valor que as empresas nacionais gastam a mais para produzir aqui, em relação ao custo de produção dos países da OCDE.</p><p>O estudo levou em conta 12 fatores críticos, eles as deficiências de infraestrutura, a insegurança jurídica, o excesso de burocracia e um sistema tributário que é um verdadeiro manicômio.</p><p>Precisamos resolver esse manicômio tributário que possui uma tributação concentrada na indústria, tributa o investimento e também leva a exportarmos imposto: um absurdo.</p><p>Na infraestrutura, o país parece estar engatando uma 2ª marcha, sob o comando do ministro Tarcísio, o que nos dá uma esperança.</p><p>Na produtividade, o tema passa pela educação, em especial a formação técnica, que deverá ser implantada com a reforma do ensino médio. Essa reforma entra em vigor obrigatoriamente no ano que vem, no 1º ano do ensino médio, atingindo todos os anos até 2024.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leonel-ximenes/cafe-capixaba-fatura-r-3-bilhoes-de-vendas-no-mundo-em-2021-1121\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898528328_2021_04_08_80x80_cafe_conilon_de_jaguare_o_maior_produtor_dessa_variedade_no_pais_469937.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Café capixaba fatura R$ 3 bilhões de vendas no mundo em 2021</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/reforma-ou-manicomio-tributario-nao-ha-sinal-de-reducao-do-custo-brasil-0821\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898528433_2020_12_22_80x80_e_fundamental_que_congresso_nacional_aprove_a_reforma_administrativa_387314.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Reforma ou manicômio tributário? Não há sinal de redução do Custo Brasil</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/ministerio-culpa-custo-brasil-e-sonda-chineses-para-assumir-fabricas-da-ford-0121\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898528914_2021_01_11_80x80_fabrica_do_ford_ka_em_camacari_na_bahia_397460.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ministério culpa custo Brasil e sonda chineses para assumir fábricas da Ford</h3><p>Além de reformas estruturais para reduzir o Custo Brasil, precisamos voltar a ter uma política industrial, como fazem todos os países desenvolvidos. Eles tratam esse assunto à luz do dia, mas aqui o tema parece execrado pela equipe econômica.</p><p>Sem uma política industrial estratégica, nosso sonho de nos tornar o supermercado do mundo também restará adiado por longos anos. A indústria de alimentos, assim como todas as outras, precisa de uma política para impulsionar a sua competitividade, com ações pragmáticas contemplando câmbio, juros, incentivo à inovação e ao desenvolvimento tecnológico, utilizando de forma estratégica as compras governamentais, com estímulos à indústria 4.0 e financiamento para exportações. É isso que fazem as nações desenvolvidas.</p><p>A oportunidade está diante de nós. Se tratarmos com profundidade e determinação o enfrentamento do Custo Brasil e formularmos uma política industrial moderna, estimularemos no país a criação de empregos, com ampliação da arrecadação de impostos, desenvolvimento tecnológico e inovação.</p><p>No Espírito Santo, um movimento importante ganha corpo em Linhares, onde dois grandes players da indústria do café estão fazendo investimentos bilionários, justamente para agregar valor ao grão produzido em solo capixaba e industrializá-lo também aqui. Um ótimo exemplo a ser seguido em outras cadeias produtivas.</p><p>Certamente é bom ser o celeiro do mundo, mas é muito melhor ser o supermercado do mundo! E temos tudo para chegar lá!</p>",
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  "body" : "<p>Uma ótima notícia circulou no fim de setembro e, na minha opinião, acabou não tendo a devida repercussão, considerando o impacto positivo na vida de empresas e cidadãos. Uma pesquisa do Banco Mundial avaliou o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/brasil\" class=\"link\" target=\"_blank\">Brasil</a>&nbsp;como o sétimo país do mundo com a mais alta maturidade em governo digital.</p><p>No&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/governo-do-es\" class=\"link\" target=\"_blank\">governo estadual</a>&nbsp;e em prefeituras da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/grande-vitoria\" class=\"link\" target=\"_blank\">Grande Vitória</a>&nbsp;também temos excelentes iniciativas nessa área, que reduzem custos e processos burocráticos em benefício de toda a sociedade. Precisamos reconhecer e valorizar esses avanços, inclusive para estimular a implantação do governo digital no poder público em geral, em todos os níveis da administração pública.</p><p>O estudo do Banco Mundial avaliou 198 economias de todo o planeta utilizando critérios como suporte aos principais sistemas de governo; aprimoramento da prestação de serviços; engajamento do cidadão, e incentivo às habilidades digitais das pessoas no setor público, incluindo o incentivo à capacitação e à inovação.&nbsp;O ranking mostra que o Brasil ficou à frente de todos os demais países das Américas, incluindo Estados Unidos e Canadá. Só perdemos para Coreia do Sul, Estônia, França, Dinamarca, Áustria e Reino Unido.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/evandro-milet/a-escalada-do-ecossistema--historia-da-inovacao-digital-do-es-1121\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898759116_2021_07_21_80x80_conceito_de_inovacao_envolve_a_exploracao_bem_sucedida_de_novas_ideias_562900.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>A escalada do ecossistema: história da inovação digital do ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/entenda-como-o-5g-vai-revolucionar-do-trabalho-a-rotina-das-familias-1121\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898759218_2021_11_02_80x80_programador_tecnologia_internet_programacao_inovacao_636263.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Entenda como o 5G vai revolucionar do trabalho à rotina das famílias</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/es-tera-3-operadoras-que-poderao-oferecer-internet-5g-veja-quais-sao-1121\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898759463_2021_11_05_80x80_5g_internet_638317.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>ES terá 3 operadoras que poderão oferecer internet 5G; veja quais são</h3><p>O resultado se deve principalmente ao avanço da plataforma gov.br, que hoje já conta com mais de 115 milhões de usuários. No início de 2019, esse número não chegava a 2 milhões de pessoas. A plataforma permite o acesso a diversos serviços digitais e facilita o relacionamento do cidadão com o governo. Entre as soluções que foram destaque no Brasil estão o Meu INSS, carteiras digitais de trabalho e de trânsito e o PIX – que, na Serra, já pode até ser utilizado para pagamento de débitos com o município,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leonel-ximenes/contribuinte-da-serra-vai-poder-pagar-impostos-com-pix-1121\" class=\"link\" target=\"_blank\">como registrou dias atrás o colunista Leonel Ximenes</a>.</p><p>A transformação digital no setor público promove uma mudança cultural dentro e fora dos governos, tornando a gestão pública mais transparente e democrática. Isso reduz a burocracia, os custos da máquina administrativa e o risco de corrupção, e torna o atendimento mais igualitário.</p><p>Do lado de fora do governo, para o cidadão, também há transformações positivas. Como todos nós temos uma intensa relação com o Estado, como contribuintes, usuários dos serviços públicos, fornecedores ou empreendedores privados que precisam de licenças e alvarás, todos somos levados a absorver novas tecnologias para interagir com o setor público. Portanto, há um caráter educativo em todo esse processo.</p><p>No&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>, como já dito, temos excelentes iniciativas no governo estadual e em prefeituras. O Estado já não utiliza papel em processos administrativos desde janeiro deste ano. O secretário de Planejamento, Álvaro Duboc, já fez as contas e constatou: em agosto, havia cerca de 500 mil processos em tramitação no Estado, com 80 milhões de PDFs.&nbsp;Imagine o que seria isso em papel: 80 milhões de folhas. Isso representa o fim daquela imagem do burocrata com a mesa cheia de papéis, além de significar economia de recursos públicos, agilidade e transparência, sem mencionar os ganhos ambientais.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898759595_2021_06_28_carteira_de_trabalho_digital_546308_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Carteira de trabalho digital está entre as soluções que foram destaque no Brasil</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p>No processo de transformação digital, o governo do Estado também promoveu o Pitch Gov.ES, programa que conecta startups com a administração estadual, em busca de&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/tecnologia\" class=\"link\" target=\"_blank\">soluções tecnológicas</a>&nbsp;para os desafios da gestão, num processo semelhante ao Programa de Empreendedorismo Industrial do Findeslab, fortalecendo ainda mais o nosso ecossistema de inovação. Neste momento há 15 startups desenvolvendo soluções para o Estado, num processo de seleção que contou com mais de 440 inscritos de todo o país.</p><p>Na Grande Vitória, as prefeituras de&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/vitoria-es\" class=\"link\" target=\"_blank\">Vitória</a>,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/serra\" class=\"link\" target=\"_blank\">Serra</a>,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/vila-velha\" class=\"link\" target=\"_blank\">Vila Velha</a>&nbsp;e&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/cariacica\" class=\"link\" target=\"_blank\">Cariacica</a>&nbsp;já contam com protocolos de atendimento em plataformas digitais, para agilizar a liberação de novos empreendimentos, em ações que incluíram debates com o setor produtivo, com a participação da Findes e do Sinduscon.&nbsp;Na Serra, por exemplo, é possível a aprovação de um projeto em somente 72 horas. Em Vitória, no site do município, também é possível solicitar licenças para reforma, ampliação e construção e outros alvarás.</p><p>Agora imagine toda essa transformação digital impulsionada pela tecnologia 5G, que está chegando ao Brasil, outra boa notícia recente.&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/compromissos-no-leilao-do-5g-somam-r-478-bilhoes-1121\" class=\"link\" target=\"_blank\">O leilão do 5G, como se sabe, foi um sucesso celebrado por todos, com ofertas que somaram R$ 47 bilhões,</a>&nbsp;o que vai melhorar a infraestrutura e o nível de conectividade da população à internet.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/a-tentacao-do-populismo-e-a-falta-de-compromisso-com-os-principios-fiscais-1021\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898759700_2021_10_29_80x80_moedas_e_economia_633860.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>A tentação do populismo e a falta de&nbsp;compromisso com os princípios fiscais</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/entrando-em-campo-o-empresario-nao-quer-jeitinho-quer-regras-claras-1021\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898759787_2021_09_22_80x80_bola_futebol_esporte_gramado_grama_609530.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Entrando em campo:&nbsp;o empresário não quer “jeitinho”, quer regras claras</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-precisa-enfrentar-algumas-verdades-para-a-eleicao-de-2022-1021\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774898759877_2021_02_10_80x80_setas_direita_e_esquerda_417675.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil precisa enfrentar algumas verdades para a eleição de 2022</h3><p>O 5G é uma revolução: a tecnologia garante maior velocidade para baixar e enviar arquivos, com cobertura mais ampla e conexões mais estáveis, facilitando inovações como óculos inteligentes com realidade aumentada e a conexão de carros, geladeiras e outros eletrônicos. Há fronteiras ainda inimagináveis.</p><p>Para governos, empresas e sociedade, toda essa revolução tecnológica representa a possibilidade de ganhos de produtividade, com redução de custos e de burocracia, maior transparência e melhoria do acesso aos serviços públicos.</p><p>Vemos um conjunto de boas notícias nesse front, com perspectivas de novas oportunidades e melhoria da qualidade de vida para todos. Valorizar e incentivar essas ações é uma forma de colaborar para uma sociedade mais transparente e democrática</p>",
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  "body" : "<p>Numa democracia, é natural que os políticos busquem altos índices de aprovação popular visando as eleições. Mas a busca pela popularidade não pode ser uma corrida desenfreada mirando apenas o curto prazo, sem a preocupação com o “dia seguinte” após o fim do mandato e com as próximas gerações.</p><p>No setor público, como na iniciativa privada, os resultados realmente transformadores dependem de medidas muitas vezes duras, aparentemente impopulares num primeiro momento, mas que no médio e longo prazo resultam em benefícios para toda a população.</p><p>Há sete anos seguidos o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/brasil\" class=\"link\" target=\"_blank\">Brasil</a>&nbsp;enfrenta um descontrole fiscal, gastando mais do que arrecada. Com isso, não consegue realizar investimentos nem promover crescimento econômico. Para romper esse ciclo só há um caminho: realizar reformas e cortar despesas. Grupos de interesse com forte poder de mobilização podem ser contrariados, mas os frutos serão colhidos por todos depois. Esse enfrentamento precisa ser feito o quanto antes.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/entrando-em-campo-o-empresario-nao-quer-jeitinho-quer-regras-claras-1021\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899074944_2021_09_22_80x80_bola_futebol_esporte_gramado_grama_609530.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Entrando em campo:&nbsp;o empresário não quer “jeitinho”, quer regras claras</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/brasil-precisa-enfrentar-algumas-verdades-para-a-eleicao-de-2022-1021\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899075046_2021_02_10_80x80_setas_direita_e_esquerda_417675.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Brasil precisa enfrentar algumas verdades para a eleição de 2022</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/fuga-de-cerebros-ameaca-o-desenvolvimento-do-pais-0921\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899075135_2021_07_21_80x80_conceito_de_inovacao_envolve_a_exploracao_bem_sucedida_de_novas_ideias_562900.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Fuga de cérebros ameaça o desenvolvimento do país</h3><p>Com frequência vemos alguns líderes tomando decisões corretas e adotando medidas de austeridade, visando o futuro, para criar condições sustentáveis de, aí sim, realizarem obras e investimentos responsáveis, dentro dos limites fiscais.&nbsp;Com a alternância democrática do poder, contudo, nem todos os líderes seguem essa mesma linha. Muitas vezes, quem chega com a casa arrumada acaba posando para a fotografia e, sem entender bem o que possibilitou aquela entrega, começa a gastar de forma irresponsável. E ainda conquista a fama de bom gestor, porque inaugurou obras, concedeu aumentos e abriu concursos públicos, minando o equilíbrio fiscal que lá atrás possibilitou todas as realizações.</p><p>Podemos comparar essa situação com a criação de filhos. Crianças sem limites, com pais permissivos, podem até parecer felizes no curto prazo. Enquanto os amigos estudam, os filhos indisciplinados fazem o que bem entendem. A conta, porém, costuma chegar. Os que foram bem direcionados tendem a formar famílias mais equilibradas e se desenvolvem profissionalmente.</p><p>Vivemos atualmente um momento de tentações populistas no mundo, não somente no Brasil. A pandemia criou uma “janela” para que as nações deixassem de lado o compromisso com os princípios fiscais.&nbsp;Gastos extraordinários passaram a ser aceitos pela sociedade como um todo, o que foi correto, no momento do enfrentamento da pandemia, que exigia de fato medidas excepcionais. Mas não poderiam se eternizar, como alguns tentam agora.</p><p>Foi frustrante, não vou negar, ver o ministro da Economia,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/paulo-guedes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Paulo Guedes</a>, afirmar que não poderia sacrificar os mais necessitados em função do teto de gastos. Gostaria de registrar que acredito no ministro, assim como reconheço diversas ações que o atual governo tem implantado. Mas há situações em que ele toma o caminho equivocado, e esta é uma delas.</p><p>É evidente que não podemos prejudicar os mais necessitados. Mas não é furando o teto de gastos que vamos atender os mais carentes.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899075294_2021_10_29_moedas_e_economia_633860_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">O risco fiscal do país leva à alta do dólar e da inflação</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: jcomp/Freepik</span></figcaption></figure><p>A legislação do teto foi criada em 2016 e determina apenas que o governo só pode aumentar suas despesas de acordo com a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/inflacao\" class=\"link\" target=\"_blank\">inflação</a>. É isso que transmite confiança ao mercado, possibilitando a atração de investimentos, o que por sua vez gera as condições para que o governo possa realizar obras e investir nos serviços de saúde, educação e segurança.</p><p>O risco fiscal do país leva à alta do dólar e da inflação, acarretando a elevação dos juros e a desaceleração da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/economia\" class=\"link\" target=\"_blank\">atividade econômica</a>, prejudicando o emprego, a renda e o poder de compra justamente dos mais pobres. Por isso os políticos responsáveis têm dito que furar o teto para dar auxílio aos mais pobres significa dar com uma mão e tirar com a outra.&nbsp;Precisamos é de um governo que olhe com seriedade e sem foco eleitoreiro para os reais problemas do país e guie a política para que possamos realmente resolvê-los.</p><p>Eu particularmente já escrevi diversas vezes neste espaço sobre as reformas necessárias para o desenvolvimento do país. E não me refiro a reformas “band-aid”, como o auxílio emergencial ou o subsídio ao gás que acaba de ser aprovado pela Câmara dos Deputados.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/orlando-caliman/como-o-furo-no-teto-de-gastos-se-transforma-em-furo-no-bolso-1021\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899075397_2021_06_16_80x80_dinheiro_do_auxilio_emergencial_beneficio_concedido_pelo_governo_federal_durante_a_pandemia_do_novo_coronavirus_536858.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Como o furo no teto de gastos se transforma em furo no bolso</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/video-como-gastos-a-mais-do-governo-deixam-a-comida-mais-cara-1021\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899075487_2021_10_26_80x80_como_os_gastos_a_mais_do_governo_podem_aumentar_o_preco_da_comida_631164.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Vídeo: Como gastos extras do governo deixam a comida mais cara</h3><p>Precisamos de reformas profundas, como uma cirurgia cardíaca para mexer no coração do Brasil, para que de fato o “país do futuro” se torne do presente. Reforma administrativa, tributária, política, aprovação de marcos regulatórios que tramitam no Congresso: essas são as medidas que nos livrarão da prisão do subdesenvolvimento.</p><p>O dinheiro que os governos gastam não é deles, é nosso! É recurso de nossos impostos, que estão sendo mal aplicados, atendendo a grupos específicos de interesses. É isso que precisamos compreender e enfrentar.</p><p>Não existe mágica, dinheiro não nasce em árvore: gastar mal sob uma justificativa eleitoreira significa empurrar a conta para a administração seguinte. A conta vai chegar, e ainda mais salgada. Esperamos que o país possa refletir sobre isso e impedir essa insensatez.</p>",
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  "description" : "O verdadeiro desafio é executar a solução, colocando-a em prática. Na teoria, todos temos solução para tudo. Colocar a mão na massa é outra história",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899720378_2021_09_22_bola_futebol_esporte_gramado_grama_609530_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Precisamos mesmo que as instituições saiam das arquibancadas, onde aplaudem, vaiam ou clamam por soluções simplistas, e partam para de fato “entrar em campo”</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Pixabay</span></figcaption></figure><p>É muito comum na sociedade hoje, no setor privado, termos diversas sugestões de reformas e melhorias para modernizar o setor público. Somos experts em dar sugestões. Há uma máxima segundo a qual o problema mais simples de resolver é o dos outros, dado que você somente dá a ideia de solução e... some!</p><p>Contudo, o verdadeiro desafio é executar a tal solução, colocando-a em prática. Na teoria, todos temos solução para tudo. Colocar a mão na massa é outra história. No mundo empresarial isso ocorre com frequência. Muitos fazem fila para reclamar, ou aparecem com soluções simplistas para problemas complexos.</p><p>As instituições de representação da sociedade, contudo, têm um papel importante para mudar esse jogo. Na verdade, usando a metáfora do jogo, precisamos mesmo que essas instituições saiam das arquibancadas, onde aplaudem, vaiam ou clamam por soluções simplistas, e partam para de fato “entrar em campo”, colocando a mão na massa.</p><h2>Veja Também</h2><h3>Setor florestal é essencial para a economia do ES e não pode ser alvo de criminosos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/gv/papo-de-colunista-a-findes-e-o-futuro-da-industria-0821\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899720476_2021_08_25_80x80_christine_samorini_presidente_da_findes_papo_de_colunista_589148.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Papo de Colunista: a Findes e o futuro da indústria</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leonel-ximenes/findes-vai-construir-centro-de-inteligencia-em-sua-sede-0821\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899720556_2021_08_13_80x80_projecao_de_um_setor_do_datalab_da_findes_581689.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Findes vai construir centro de inteligência em sua sede</h3><p>Isso pode acontecer por meio da apresentação de sugestões de forma estruturada e consistente, para a solução dos desafios, como também por meio da cessão de quadros profissionais para entrarem na execução da agenda pública, por meio de convênios de cooperação técnica, devidamente fundamentados na transparência e na legalidade.</p><p>No&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo&nbsp;</a>temos um bom exemplo, na&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/findes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Findes</a>. Nos últimos anos a Federação das Indústrias não poupou esforços para contribuir e pautar a agenda prioritária para os avanços do setor público no Estado.</p><p>Temos vários exemplos, como a MCI – Mobilização Capixaba pela Inovação; o Indústria 2035, com os setores portadores de futuro para a nossa economia e as suas rotas estratégicas, identificando barreiras e fatores críticos e sugerindo caminhos para superá-los; o IAN – Indicador do Ambiente de Negócios, para orientar gestores públicos na alocação de recursos; a agenda para melhorar a nossa infraestrutura, com base em estudos técnicos qualificados, e a proposta de simplificação do processo de licenciamento ambiental, entre outras.</p><p>Neste espaço, pretendo registrar alguns avanços que municípios andam colhendo com base nessa participação propositiva da Findes. Mas antes vou rapidamente lembrar um contexto histórico que gerou esta reflexão: em uma reunião em 2017, com um prefeito da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/grande-vitoria\" class=\"link\" target=\"_blank\">Grande Vitória</a>, mais uma vez eu registrava o inconformismo do setor produtivo com o processo de licenciamento ambiental, sempre moroso, confuso, burocrático.</p><p>Em determinado momento, o prefeito olhou para mim e disse: Ok, concordo com você, e te dou carta branca para me dizer o que devemos fazer para resolver. Naquele momento me dei conta de que não tínhamos à mão uma proposta a ser implementada. Só tínhamos a reclamação. Foi aí que “viramos a chave” e passamos a atuar em conjunto com o setor público em busca de soluções.</p><p>No caso do licenciamento ambiental, formulamos uma proposta com a participação de um especialista contratado pela Findes, Cláudio Denicoli. Essa proposta foi batizada de “As 10 Medidas Contra a Burocracia no Licenciamento Ambiental”.</p><p>Quis o destino que, enquanto rodávamos o Estado para difundir o projeto, o Cláudio foi convidado para ser secretário no município de&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/cariacica\" class=\"link\" target=\"_blank\">Cariacica</a>, o que foi super relevante. Em pouco tempo Cariacica avançou fortemente no tema, em uma ação convergente do Executivo e o Legislativo municipal e também do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/mpes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Ministério Público Estadual</a>.</p><p>As instituições avançaram na produção de uma nova legislação, e Cariacica se tornou assim o primeiro município do país a emitir uma LID: Licença de Impacto Determinado. Com isso, os processos avançaram com maior agilidade, facilitando investimentos, gerando empregos e ampliando a arrecadação de impostos para o município.</p><p>A metodologia das 10 Medidas é inspirada na prática de países desenvolvidos, como a Holanda e a Alemanha. Entre as novidades, a ideia é que o analista não fique somente em seu gabinete, verificando a documentação, mas vá in loco realizar vistorias.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/devemos-promover-avancos-na-legislacao-ambiental-nunca-retrocessos-0720\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899720769_2020_02_07_80x80_presidente_da_republica_jair_bolsonaro_durante_coletiva_com_a_imprensa_com_o_ministro_de_estado_do_meio_ambiente_ricardo_salles_180474.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Devemos promover avanços na legislação ambiental, nunca retrocessos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/maia-defende-legislacao-mais-objetiva-sobre-licenciamento-ambiental-0620\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899721441_2020_06_06_80x80_rodrigo_maia_presidente_da_camara_dos_deputados_em_meio_a_pandemia_do_coronavirus_259026.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Maia defende legislação mais objetiva sobre licenciamento ambiental</h3><p>Claudio Denicoli hoje responde pelas Secretarias de Desenvolvimento Urbano e de Meio Ambiente da Serra, que estão unificadas, outro ponto considerado essencial para a desburocratização.</p><p>A ideia, em termos simples, é substituir um processo de licenciamento burocrático e lento pelo princípio do controle ambiental: a prefeitura apresenta as regras do jogo e as condicionantes. E depois fiscaliza a execução.</p><p>Em recente evento, com a Associação dos Empresários da Serra (Ases), Findes, servidores, autoridades municipais e representantes do Ministério Público, Denicoli arrancou aplausos ao constatar: o empresário não quer “jeitinho”, quer regras claras. E é isso que o empresariado realmente quer: regras claras e segurança jurídica para investir, gerar renda e oportunidade para todos. Precisamos cada vez mais entrar em campo para implantar as nossas soluções e fazer acontecer, e esperamos que esses exemplos possam inspirar outras instituições a fazerem o mesmo.</p>",
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  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899876330_2021_02_10_setas_direita_e_esquerda_417675_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">É ridículo reduzir as questões nacionais a esquerda ou direita. Como tudo na vida, a solução está no equilíbrio</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Freepik</span></figcaption></figure><p>Estamos a um ano das&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/eleicoes-2022\" class=\"link\" target=\"_blank\">eleições gerais de 2022</a>, que serão realizadas no primeiro domingo de outubro, dia 2. Independentemente do resultado, o presidente a ser escolhido terá desafios gigantescos a enfrentar, que, a meu ver, até o momento não estão recebendo a devida atenção no debate pré-eleitoral.</p><p>Pretendo elencar aqui alguns desses desafios, ressaltando que o debate precisa ir muito além da polarização entre&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/jair-bolsonaro\" class=\"link\" target=\"_blank\">Bolsonaro</a>&nbsp;e&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/lula\" class=\"link\" target=\"_blank\">Lula</a>, evitando também a velha simplificação entre a esquerda e a direita, que faria sentido nos anos 60.</p><p>O&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/brasil\" class=\"link\" target=\"_blank\">Brasil&nbsp;</a>possui hoje mais de\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/taxa-de-desemprego-fica-em-146-no-trimestre-ate-maio-revela-ibge-0721\" class=\"link\" target=\"_blank\"> 14 milhões de desempregados</a>&nbsp;e há anos convive com esses altos índices. O PIB está praticamente estagnado há uma década. A previsão de crescimento econômico para este ano varia em torno de 5%, mas em cima de uma base negativa, e já há estimativas de crescimento inferior a 1% para o ano que vem.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/retomada-da-economia-do-es-vai-puxar-criacao-de-empregos-diz-funchal-0921\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899876418_2021_05_11_80x80_bruno_funchal_foi_nomeado_como_secretario_especial_de_fazenda_491656.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Retomada da economia do ES vai puxar criação de empregos, diz Funchal</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/augusto-lins-maior-desafio-para-a-economia-brasileira-e-a-execucao-de-reformas-0921\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899876536_2021_07_20_80x80_augusto_lins_presidente_da_stone_561964.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>\"Maior desafio para a economia brasileira é a execução de reformas\"</h3><p>Há pelo menos 40 anos não conseguimos superar o chamado voo de galinha: até alcançamos índices de 5% ou 7% num ano, mas em seguida voltamos ao chão. O fato é que temos crescido muito aquém de nossa capacidade.</p><p>Já mencionamos neste espaço o fenômeno da desindustrialização, que significa perda de dinamismo e competitividade do país. A participação da indústria no PIB nacional, que já chegou a 48% nos anos 80, hoje caiu para 20%. Lembrando que a indústria é que induz à inovação e ao desenvolvimento tecnológico em toda a cadeia produtiva.</p><p>Voltando aos nossos desafios: a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/previa-da-inflacao-chega-a-1005-em-12-meses-maior-alta-desde-o-plano-real-0921\" class=\"link\" target=\"_blank\">inflação anualizada está batendo dois dígitos</a>, prejudicando especialmente os mais pobres. O\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/tentando-conter-inflacao-banco-central-aumenta-selic-para-625-ao-ano-0921\" class=\"link\" target=\"_blank\"> Banco Central tende a elevar os juros</a>, desacelerando a economia, num cenário em que tentamos uma recuperação.</p><p>No Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), o Brasil está sempre abaixo da média dos países desenvolvidos, da OCDE, com desempenho fraco em leitura, matemática e ciências. Precisamos avançar na implantação do novo ensino médio e na educação profissionalizante: no Brasil, somente 11% dos jovens se formam nesse modelo, enquanto nos países desenvolvidos a média é de 41%.</p><p>No Índice Global de Inovação, divulgado em setembro, ficamos em 57º lugar, resultado incompatível para o Brasil, que é a 12ª economia do mundo. Perdemos para países como Chile (53º), México (55º) e Costa Rica (56º).</p><p>Poderíamos prosseguir com uma extensa lista, nem falamos da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/crise-hidrica-e-risco-de-apagao-no-brasil-expoem-falhas-do-modelo-eletrico-0621\" class=\"link\" target=\"_blank\">crise hídrica e do risco de apagão</a>, mas já temos aí um bom panorama dos problemas reais que afligem o brasileiro.</p><p>É compreensível a angústia e a revolta da população diante da constatação diária da alta dos preços nos supermercados, da perda da renda, da ausência de perspectivas.</p><p>Porém, não podemos permitir que essa revolta nos aprisione numa polarização que limita o debate e a própria percepção da realidade. Não é razoável reduzir a discussão a uma questão de esquerda ou direita, ou de ser anti-Bolsonaro ou anti-Lula. O que precisamos é de uma política pró-Brasil!</p><p>Afinal, o equilíbrio das contas públicas, as privatizações, a atração de investimentos privados e o aumento da capacidade do investimento público são uma política de esquerda ou de direita? Quem pode ser contra alavancar investimentos que trarão novas oportunidades de renda e aumento de receita tributária para melhorar a prestação de serviços públicos? Como desenvolver políticas públicas e reduzir desigualdades sem orçamento disponível?</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/fuga-de-cerebros-ameaca-o-desenvolvimento-do-pais-0921\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899876632_2021_07_21_80x80_conceito_de_inovacao_envolve_a_exploracao_bem_sucedida_de_novas_ideias_562900.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Fuga de cérebros ameaça o desenvolvimento do país</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/corredor-centro-leste-aceitaremos-o-isolamento-0921\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899876725_2021_06_07_80x80_ferrovia_529314.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Corredor Centro-Leste: aceitaremos o isolamento?</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/negacionismo-ou-apocalipse-ambos-criam-imobilismo-na-questao-ambiental-0821\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774899876860_2020_12_28_80x80_meio_ambiente_ecologia_sustentabilidade_natureza_389787.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Negacionismo ou apocalipse: ambos criam imobilismo na questão ambiental</h3><p>Sinceramente, penso que é ridículo reduzir isso a esquerda ou direita. Como tudo na vida, a solução está no equilíbrio. Precisamos criar um ambiente de equilíbrio social, compreendendo que a solução não virá do Estado, já inchado e ineficiente. O Estado deve atuar como indutor para que a iniciativa privada gere riqueza e oportunidades para todos.</p><p>Os atuais líderes nas pesquisas eleitorais já demonstraram quais são os seus modelos de governança, e os resultados são comprovadamente insatisfatórios. Experiências populistas, à esquerda ou à direita, nunca deram certo em nenhuma nação.</p><p>O país precisa de uma liderança com capacidade de compreensão dos reais desafios do país, para apontar rumos, construir consensos e unir os brasileiros em torno de um projeto nacional, muito além de paixões ideológicas.</p><p>Não precisamos de arroubos, gritos ou inimigos imaginários. Precisamos de equilíbrio e rumo, para que o país possa desenvolver todo o seu talento e potencial, e para que o setor público deixe de ser um estorvo e atue como um estímulo à iniciativa privada na geração de oportunidades. Esperamos que o debate se desenvolva com maior lucidez nos próximos meses.</p>",
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Em agosto, o jornal Valor Econômico registrou que a demanda pelo green card, o visto permanente para trabalhar nos EUA, subiu 36% em um ano.</p><p>A fuga de cérebros é um fenômeno antigo que tem se acentuado nos últimos anos. Além da falta de perspectivas no mercado nacional, especialistas também apontam como causa a redução do orçamento federal para a ciência e tecnologia, o que leva pesquisadores a buscarem emprego em outros países. O ministério do setor vem sofrendo cortes nos últimos anos.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/arlindo-villaschi/autoritarismo-e-fuga-de-cerebros-uma-questao-recorrente-0821\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900246400_2021_06_16_80x80_pesquisa_em_laboratorio_536384.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Autoritarismo e fuga de cérebros: uma questão recorrente</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/os-ataques-a-ciencia-e-a-educacao-e-a-fuga-de-cerebros-do-brasil-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900246508_2021_06_16_80x80_pesquisa_em_laboratorio_536384.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Os ataques à ciência e à educação e a \"fuga de cérebros\" do Brasil</h3><p>Um agravante nessa migração de talentos é que ela leva exatamente os mais jovens, em plena capacidade produtiva. São os que receberam investimentos em sua formação no Brasil e, na hora da colheita, os frutos vão para nações estrangeiras.</p><p>O país está há 10 anos estagnado. Tivemos a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/com-recuo-recorde-pib-do-brasil-cai-41-em-2020-0321\" class=\"link\" target=\"_blank\">queda de 4,1% no PIB no ano passado</a>, devemos crescer 5% este ano, mas para 2022 provavelmente voltaremos ao patamar medíocre de crescimento de 1%. Infelizmente, não temos muito a oferecer às novas gerações neste momento.</p><p>Um estudo realizado na&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/franca\" class=\"link\" target=\"_blank\">França</a>&nbsp;analisou a competitividade de 133 países por talentos e concluiu que o Brasil perdeu 25 posições somente de 2019 para 2020: saiu da posição 45 para a 70. Na outra ponta, a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/suica\" class=\"link\" target=\"_blank\">Suíça</a>&nbsp;e os Estados Unidos estão sempre em destaque como os que mais atraem talentos.</p><p>O&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/vale-do-silicio\" class=\"link\" target=\"_blank\">Vale do Silício</a>, região da Califórnia que reúne 16 cidades, como Palo Alto, Saratoga e Campbell, reúne cérebros indianos, árabes, europeus, brasileiros e, claro, norte-americanos. E o crédito das inovações do Vale vão todos para os EUA. A diversidade cultural é apontada como uma das razões para tantas inovações começarem justamente por lá.</p><p>E nós, no Brasil, o que vamos fazer vendo nossos cérebros migrando?</p><p>Penso que o primeiro passo é reorganizar a casa, o que significa restabelecer a harmonia entre os poderes constituídos, retomar a normalidade institucional e prosseguir com o ajuste fiscal e a agenda de reformas estruturais. Seria um começo para recuperar a confiança internacional e atrair investimentos.</p><p>Essa reorganização interna seria fundamental para voltarmos a oferecer um horizonte para nossos jovens talentos.</p><p>Há dois anos estive na Suíça, para conhecer o seu ecossistema de inovação. Aquela Suíça que atraía capital do “submundo” para as suas famosas contas secretas ficou no passado.</p><p>Hoje a Suíça faz do seu capital um chamariz para novos talentos e possui fortes programas de atração de startups, para que elas desenvolvam seus projetos lá. Ou seja, o país atrai o talento e o empreendimento juntos, e em troca oferece acesso a crédito e ambiente de negócio amigável.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/deu-match-empresas-de-fora-compram-startups-do-es-de-olho-na-inovacao-0921\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900246606_2021_07_30_80x80_escritorio_do_picpay_570297.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Deu match: empresas de fora compram startups do ES de olho na inovação</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/negocios-vao-disputar-r-6-milhoes-para-desenvolver-projetos-de-inovacao-no-es-0921\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900246693_2020_12_01_80x80_findeslab_da_findes_na_reta_da_penha_e_um_espaco_de_inovacao_373889.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Negócios vão disputar R$ 6 milhões para desenvolver projetos de inovação no ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/estudantes-do-es-vencem-desafio-nacional-de-inovacao-e-mercado-de-capitais-0821\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900246775_2021_08_26_80x80_renato_pavan_da_kptl_e_a_equipe_vencedora_590080.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Estudantes do ES vencem desafio nacional de inovação e mercado de capitais</h3><p>Por que o Brasil e o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>&nbsp;não copiam esse modelo? O Espírito Santo, em particular, é referência em equilíbrio fiscal. Criamos um fundo, com recursos das indústrias e do setor atacadista, justamente para aportar em projetos de inovação. Temos um Fundo Soberano com os royalties do petróleo. Por que não usar essa potência financeira para seguir o modelo suíço e atrair talentos e startups?</p><p>Evoluir no ambiente de negócios também é fundamental para o Estado. Na semana passada o Estadão publicou uma reportagem que coloca o Espírito Santo na última posição no ranking nacional de dispensa de burocracia para atividades econômicas de baixo risco. Minas Gerais e Santa Catarina lideram o ranking. Obviamente isso não é bom para a nossa reputação.</p><p>Importante lembrar que o movimento da inovação é um grande atrativo de talentos, tanto na pesquisa quanto no desenvolvimento de projetos. No Brasil temos modelos consagrados fora dos grandes eixos econômicos, que estão ganhando cada vez mais espaço, como é o caso de Florianópolis e Recife. Com certeza existem lá ótimas práticas, que poderíamos replicar aqui. A MCI (Mobilização Capixaba pela Inovação) poderia acelerar essa agenda e dar mais pragmatismo às intenções.</p><p>O setor público também deve ter uma preocupação robusta com a atração de talentos para a sua gestão. Mesclar os talentos locais com os de outros Estados, buscando profissionais com conhecimentos específicos e de competência comprovada, ajuda a conferir velocidade às boas intenções dos governos. Precisamos ser um Estado mais aberto a esse intercâmbio. A sociedade só tem a ganhar.</p>",
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  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774892721537_2021_06_07_ferrovia_529314_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Ferrovia: ES e MG estão unidos para garantir investimentos da renovação antecipada da FCA no Corredor Centro-Leste</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: JPLenio/Pixabay</span></figcaption></figure><p>Em&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/se-dormirmos-no-ponto-na-infraestrutura-acordaremos-na-boca-do-jacare-0820\" class=\"link\" target=\"_blank\">agosto do ano passado publiquei um artigo em que alertava para o risco de o Espírito Santo ficar isolado num vazio logístico</a>, entre os portos de Ilhéus (BA) e Santos (SP). Esses portos já têm projetos avançados para conexão com Minas e o Centro-Oeste do país, com malhas ferroviárias eficientes. Não é o nosso caso, infelizmente.</p><p>Se não melhorarmos a nossa conexão ferroviária ficaremos distantes dessa próspera região, de onde sai o nosso “agro”, grande fonte de riqueza. A necessidade de reação do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>&nbsp;se torna cada dia mais urgente.</p><p>Chegou a hora de fazermos um apelo à nossa bancada capixaba em Brasília, para que se mobilize com todas as forças, para&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/ferrovia-em-minas-que-beneficia-o-es-ainda-tem-construcao-incerta-0521\" class=\"link\" target=\"_blank\">assegurar os investimentos no contorno da Serra do Tigre&nbsp;</a>e consolidar o Corredor Centro-Leste.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/porto-pede-licenca-para-construir-nova-ferrovia-ligando-o-es-a-minas-gerais-0921\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774892721668_2021_03_10_80x80_ferrovia_es_e_mg_estao_unidos_para_garantir_investimentos_da_renovacao_antecipada_da_fca_no_corredor_centro_leste_435611.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Porto pede licença para construir nova ferrovia ligando o ES a Minas Gerais</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/ministerio-confirma-evento-no-planalto-para-lancar-novo-programa-ferroviario-0921\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774892721757_2020_12_29_80x80_ferrovia_construcao_de_mais_ramais_ferroviarios_no_es_e_considerada_determinante_para_atracao_de_novas_empresas_390454.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ministério confirma evento no Planalto para lançar novo programa ferroviário</h3><p>O investimento no contorno é essencial para melhorar a nossa conexão com o centro do país e usar os nossos portos para escoar a produção dessa região. É uma oportunidade única de estabelecer uma ligação ferroviária do século 21, unindo o Centro-Oeste aos novos portos do no ES, também do século 21.</p><p>Seremos o primeiro Estado a disponibilizar no Brasil a oferta de transporte da produção agrícola com navios tipo Capesize, que reduzirão o frete em 7,5% para o produtor dessa região. Nenhum outro complexo portuário no Brasil tem condições imediatas de competir com o ES segundo esses critérios.</p><p>A esteira produtiva do agronegócio não pode ficar engargalada em navios de pequeno porte, que formam filas e encarecem o frete. É fundamental que tenhamos uma ferrovia de alto desempenho para nossos projetos portuários.</p><p>O momento que vivemos agora é comparável ao dos grandes projetos industriais dos anos 70, que permitiram ao ES um salto no desenvolvimento. Colhemos até hoje os frutos dos grandes projetos. Amanhã, colheremos o que fizermos hoje, e o que temos a fazer é consolidar o Corredor Centro-Leste.</p><p>Por que a urgência? Porque estamos às vésperas da renovação antecipada da concessão da FCA, que, em conjunto com a Vitória a Minas, faz a ligação dessa região central com os nossos portos, constituindo o referido corredor.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/editorial/es-acerta-ao-defender-seus-interesses-na-ampliacao-de-ferrovias-0621\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774892721849_2021_06_07_80x80_ferrovia_529314.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>ES acerta ao defender seus interesses na ampliação de ferrovias</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/contrato-de-nova-ferrovia-da-vale-no-es-so-deve-sair-no-fim-do-ano-0521\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774892721961_2020_12_29_80x80_ferrovia_construcao_de_mais_ramais_ferroviarios_no_es_e_considerada_determinante_para_atracao_de_novas_empresas_390454.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Contrato de nova ferrovia da Vale no ES só deve sair no fim do ano</h3><p>É mais do que legítimo que os recursos da renovação da concessão sejam utilizados para consolidar esse projeto, tanto do ponto de vista da logística estadual como da nacional. Nossa única chance para viabilizar o corredor são esses recursos, pois sabe-se que o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/governo-federal\" class=\"link\" target=\"_blank\">governo federal&nbsp;</a>(que em tese poderia investir) mal tem capacidade para manter serviços públicos para a população.</p><p>Em diálogo com o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/ministerio-da-infraestrutura\" class=\"link\" target=\"_blank\">Ministério da Infraestrutura</a>, a área de Defesa de Interesses da&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/findes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Findes</a>&nbsp;conseguiu demonstrar, com rigor técnico, que o corredor tem potencial de movimentar até 26 milhões de toneladas por ano já em 2035, contra a estimativa de apenas 7 milhões, apresentada em consulta pública.</p><p>A Findes mostrou ao governo federal que investir no Corredor Centro-Leste será um marco histórico para o ES e para o país, representando uma das mais importantes alternativas logísticas para produtos nacionais, beneficiando diversos setores da economia.</p><p>Se o Brasil não utilizar os recursos privados da concessão da FCA no “nosso” corredor, ele será aplicado em estruturas logísticas em outros Estados: perde o ES, perde o Brasil.</p><p>Temos grandes investimentos portuários já iniciados, como o Porto da Imetame, em Aracruz, além da\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/leilao-de-privatizacao-da-codesa-fica-para-o-inicio-de-2022-0821\" class=\"link\" target=\"_blank\"> concessão da Codesa</a>, também já iniciada, e estamos avançando com o Porto Central e Petrocity.</p><p>Essa infraestrutura portuária precisa se conectar com o interior do país, conseguindo assim um fluxo constante de cargas, como grãos e fertilizantes. Caso contrário vamos ficar presos a um monoproduto, o minério de ferro, que já busca saídas pelo Norte do país.</p><p>Lembro que esse corredor, além de estratégico para o escoamento de grãos, fortalece a competitividade para a Indústria local de proteína, abre um caminho para o mercado de fertilizantes, gera novas rotas para o mercado de contêiner, tão demandado pela indústria do café e pelo setor de rochas, e induz a outros projetos conectados com o comércio exterior.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/industria-canadense-vai-produzir-amonia-verde-no-porto-central-sul-do-es-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774892722049_2020_10_25_80x80_perspectivas_do_porto_central_terminal_portuario_de_aguas_profundas_em_presidente_kennedy_no_sul_do_espirito_santo_345897.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Indústria canadense vai produzir amônia verde no Porto Central, Sul do ES</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/com-velas-rotativas-navio-inovador-da-vale-chega-ao-porto-de-tubarao-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774892722139_2021_07_27_80x80_sea_zhoushan_primeiro_navio_mineraleiro_de_grande_porte_do_mundo_equipado_com_sistema_de_velas_rotativa_566898.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Com velas rotativas, navio inovador da Vale chega ao Porto de Tubarão</h3><p>Este investimento, se realizado, abrirá um novo horizonte para o desenvolvimento do Estado, propiciando de fato uma diversificação maior da nossa economia, gerando milhares de novos empregos.</p><p>A hora é agora! Se perdermos esse “trem”, ficaremos definitivamente isolados logisticamente da maior fonte de riqueza do Brasil, que é o agro. Estaremos passivamente aceitando que investimentos já implantados de mais de R$ 30 bilhões nos portos e ferrovias já existentes fiquem ociosos e talvez até sejam desativados, gerando assim desemprego.</p><p>A decisão é federal: é preciso que todos os nossos parlamentares se unam em defesa do ES e do país, em defesa dos eleitores que os escolheram e que precisam de novas perspectivas para terem uma melhor qualidade de vida.</p>",
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  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774893737858_2020_12_28_meio_ambiente_ecologia_sustentabilidade_natureza_389787_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Se todos seguirem a trajetória de devastação ambiental, simplesmente não haverá recursos naturais suficientes para garantir a nossa existência</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Nico Wall/ Pixabay</span></figcaption></figure><p>Dias atrás me encontrei casualmente com o economista Gesner Oliveira, professor da FGV-SP e ex-presidente do Cade, que acaba de lançar um livro interessante, em parceria com o administrador de empresas Artur Villela Ferreira (inclusive já tem um podcast no Spotify, que recomendo). Na obra “Nem negacionismo, nem apocalipse – economia do meio ambiente: uma perspectiva brasileira”, os autores fazem uma abordagem da questão ambiental sob a ótica do nosso país, como o título sugere. A literatura do gênero costuma refletir uma visão centrada na realidade do Hemisfério Norte.</p><p>Começando pelo título, Gesner observa que as posturas negacionistas ou apocalípticas sobre a questão climática têm o mesmo efeito: ambas geram o imobilismo.</p><p>A ideia dos autores está longe de ser uma pregação religiosa cheia de dogmas. O que precisamos é de uma transformação profunda no nosso modo de viver e produzir, mas de forma realista, gradual e com incentivos práticos para que pessoas e empresas mudem o seu estilo de consumir e atuar no mercado.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/guilherme-machado/agenda-esg-nao-e-modismo-0821\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774893737983_2021_08_10_80x80_construcao_sustentavel_579169.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Agenda ESG não é modismo</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/pandemia-acende-alerta-para-agenda-esg-diz-estudo-1020\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774893738095_2020_06_18_80x80_coronavirus_tem_provocado_impacto_na_economia_265216.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Pandemia acende alerta para agenda ESG, diz estudo</h3><p>A realidade nua e crua é a seguinte: desde os anos 70, o consumo total de recursos naturais no nosso sistema de produção moderno é muito superior à capacidade da natureza de recompor esses mesmos recursos. Se fôssemos comparar a uma conta corrente bancária, é como se estivéssemos há 50 anos no cheque especial. Essa conta começa a ser cobrada agora, e pagaremos muito caro se não fizermos algo a respeito. Aliás, já estamos pagando.</p><p>Um dos grandes equívocos apontados pelos autores é o argumento de que o\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/brasil\" class=\"link\" target=\"_blank\"> Brasil&nbsp;</a>e demais países emergentes podem devastar o meio ambiente à vontade porque foi assim que as nações ricas prosperaram ao longo da história. Bem, se todos seguirem essa mesma trajetória, simplesmente não haverá recursos naturais suficientes para garantir a nossa existência neste planeta como conhecemos hoje, e os efeitos da devastação já são evidentes.</p><p>O Brasil pode exercer uma liderança mundial nessa agenda. Afinal, dois terços de sua área são preservados. São áreas públicas, reservas indígenas, parques e áreas privadas subordinadas a uma legislação que já limita seu uso. Só que esse patrimônio, que beneficia todo o planeta, não nos garante uma remuneração ou vantagem prática.</p><p>Se um ativo de alto valor não é devidamente reconhecido como tal pelo sistema de produção capitalista, ele acaba sendo mesmo alvo de grande ameaça. Com boa diplomacia e influência internacional, o Brasil poderia rentabilizar esse ativo.</p><p>Em outras palavras: o mundo deve nos pagar um bom dinheiro para nos ajudar a preservar um patrimônio que beneficia todo o planeta. Pessoas e empresas não vão mudar de hábito “apenas” para salvar o planeta, por mais nobre que seja a causa. É preciso planejamento, incentivo tributário, estímulo a energias renováveis e reciclagem. E isso é também uma questão de business.</p><p>A agenda ESG (ambiental, social e governança, em inglês) não é um modismo. Investidores, consumidores e empresas de todo mundo estão cada vez mais exigentes quanto às suas decisões de consumo ou planejamento. O agronegócio brasileiro é um bom exemplo de como a “Marca Brasil” pode ser bem vendida no exterior. O setor não precisa desmatar para se expandir, pelo contrário: o desmatamento prejudica nossas vendas externas. É um tiro no pé.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/politica/casagrande-governo-bolsonaro-nao-cumpre-papel-na-preservacao-do-meio-ambiente-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774893738205_2021_03_16_80x80_governador_renato_casagrande_anuncia_quarentena_de_14_dias_no_es_439492.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Casagrande: governo Bolsonaro não cumpre papel na preservação do meio ambiente</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/microplasticos-os-pequenos-grandes-viloes-do-meio-ambiente-global-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774893738330_2021_07_22_80x80_estudo_canadense_estimou_que_uma_pessoa_ingere_de_75_a_120_mil_particulas_de_microplastico_por_ano_564004.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Microplásticos: os pequenos grandes vilões do meio ambiente global</h3><p>Outra área que merece atenção é o setor de transportes, onde temos muito a evoluir. Dos seis maiores países do mundo em área (Rússia, Canadá, China, EUA, Brasil e Austrália), o nosso é o único que transporta suas cargas basicamente por rodovias. Poderíamos explorar mais as ferrovias ou a navegação de cabotagem.</p><p>Esse debate deverá dominar a agenda global cada vez mais. E o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>, como poderia se posicionar? Temos pelo menos duas iniciativas interessantes. Primeiro, o programa de Gestão das Águas e Paisagens, uma parceria com o Banco Mundial, para promover uma gestão integrada das águas, solo e recursos, prevendo recuperação da cobertura florestal, saneamento ambiental, gestão de riscos e prevenção de desastres.</p><p>O outro programa é Projeto Reflorestar, para a conservação e recuperação da cobertura florestal, com possibilidade de geração de oportunidades para o produtor rural, estimulando práticas de uso sustentável do solo.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/investimentos-o-brasil-esta-descobrindo-o-espirito-santo-0821\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774893738460_2021_07_21_80x80_sede_da_uniaves_em_castelo_que_tem_capacidade_para_abater_160_mil_aves_diariamente_562886.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Investimentos: o Brasil está descobrindo o Espírito Santo</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/persistencia-sem-ela-nao-avancamos-nas-empresas-ou-nos-governos-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774893738869_2020_02_21_80x80_novas_ideias_no_mundo_dos_negocios_192725.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Persistência: sem ela, não avançamos nas empresas ou nos governos</h3><p>Mas temos muito a fazer em áreas como geração de energia, incentivo a uso de veículos elétricos, florestas plantadas, reciclagem, regularização fundiária, dentre outros. Podemos ainda rever o processo de licenciamento estadual para gerar velocidade e assertividade, criar incentivos econômicos, trabalhar com informações precisas, ganhar agilidade. Tudo isso pode colocar o Espírito Santo na dianteira deste gigantesco mudo de oportunidades.</p><p>Precisamos focar cada vez mais nesse tipo de iniciativa, porque o nosso futuro, literalmente, depende disso.</p>",
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  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900460277_2021_07_21_sede_da_uniaves_em_castelo_que_tem_capacidade_para_abater_160_mil_aves_diariamente_562886_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Sede da Uniaves em Castelo, que tem capacidade para abater 160 mil aves diariamente</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Reprodução do YouTube</span></figcaption></figure><p>Há alguns meses mencionei neste espaço que o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/pib\" class=\"link\" target=\"_blank\">PIB capixaba</a>&nbsp;está estagnado há uma década, com consequências negativas para toda a sociedade. Afinal, isso significa perda de competitividade e de oportunidades.&nbsp;Um levantamento do Ideies, instituto de estudos ligado à&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/findes\" class=\"link\" target=\"_blank\">Findes</a>, mostra que, em 2011, o\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\"> Espírito Santo</a>&nbsp;representava 2,4% do PIB nacional, sendo o 11º Estado da Federação nesse ranking. Em 2018, caímos para a 14ª posição, com participação de 2%. Isso num período em que o Brasil enfrentou um ciclo recessivo de 2014 a 2016.</p><p>Isso se reflete na população, naturalmente. O PIB per capita do Estado caiu de R$ 38 mil, em 2012, para R$ 31 mil, em 2020, uma perda de R$ 7 mil, segundo cálculos do IAE-Findes, o Indicador de Atividade Econômica medido pelo Ideies.</p><p>O fato é que, sem crescimento econômico, todos perdem. Precisamos reagir a essa estagnação com estratégias profissionalizadas e ambiciosas. Existem caminhos, como veremos a seguir, mas antes gostaria de destacar um movimento interessante que tenho percebido no mercado, na contramão dessa perda no PIB, e que pode indicar que, de certa forma, já começamos uma mudança.</p><p>O Brasil vive um momento de intensa atividade na área de M&amp;A (Mergers and Acquisitions, ou Fusões e Aquisições). E as empresas capixabas estão participando intensamente dessa agenda.</p><p>Alguns exemplos: dias atrás a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/uniaves-o-que-vai-acontecer-com-a-marca-apos-ser-comprada-pela-pif-paf-0721\" class=\"link\" target=\"_blank\">Pif Paf adquiriu a Uniaves</a>\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/uniaves-o-que-vai-acontecer-com-a-marca-apos-ser-comprada-pela-pif-paf-0721\" class=\"link\" target=\"_blank\">Pif Paf adquiriu a Uniaves</a>, indústria de alimentos sediada em Castelo. No fim de julho, a Ambipar anunciou a aquisição da ControlPar, holding de empresas da área ambiental. Em junho, o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/beatriz-seixas/laboratorios-pretti-e-bioclinico-sao-vendidos-por-r-315-milhoes-0621\" class=\"link\" target=\"_blank\">Grupo Fleury, de São Paulo, comprou os tradicionais laboratórios capixabas Pretti e Bioclínico</a>. Ainda em 2018,\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/fundo-norte-americano-vira-socio-do-hospital-meridional-0618\" class=\"link\" target=\"_blank\"> a gestora norte-americana de fundos de private equity H.I.G. adquiriu o controle do grupo Meridional</a>.</p><p>Players nacionais e globais como a Olam, Café Cacique, Britânia, Laticínios Porto Alegre, MadeiraMadeira, BRF, Marcopolo e vários outros têm anunciado investimentos no Estado. E empresas capixabas também estão expandindo sua atuação para além de nossas fronteiras. Temos citado exemplos como Laticínios Damare, Imetame, Guidoni, Autoglass, Vix, Wine e PicPay.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/beatriz-seixas/fabrica-da-marcopolo-em-sao-mateus-tem-muito-espaco-para-crescer-0521\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900460608_2021_05_14_80x80_sidnei_vargas_e_gerente_nacional_de_vendas_da_volare_494598.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>\"Fábrica da Marcopolo em São Mateus&nbsp;tem muito espaço para crescer\"</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/norte/obras-da-fabrica-da-britania-devem-gerar-300-vagas-de-emprego-no-es-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900460736_2020_01_15_80x80_fabrica_da_britania_164022.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Obras da fábrica da Britânia devem gerar 300 vagas de emprego no ES</h3><p>Esse cenário indica que grupos nacionais e internacionais estão começando a reconhecer no Espirito Santo um local atrativo para a alocação de investimentos, trazendo a esperança de voltarmos a ter um crescimento do PIB superior à média nacional.</p><p>Essa miscigenação empresarial é extremamente benéfica, não apenas pelas óbvias vantagens em termos de crescimento econômico e oportunidades de negócios, mas também pelo que ela representa para a oxigenação da cultura empresarial capixaba.</p><p>As fusões e aquisições nos conectam com grandes centros de decisão e nos ajudam a projetar o Estado mundo afora, com reflexos positivos para a nossa imagem e potencializando a atração de novos investidores, que provavelmente virão no rastro.&nbsp;Uma sociedade plural, com diversidade de pensamentos e culturas, é uma sociedade mais criativa e com maior potencial de evoluir.</p><p>O fato é que hoje precisamos cada vez mais atrair empresas e talentos de fora, para nos enriquecer em todos os sentidos, para estimular as nossas empresas a também romper fronteiras, expandir investimentos e realimentar essa diversidade, num ciclo virtuoso de geração de oportunidades.</p><h2>ESTRATÉGIA DE POSICIONAMENTO</h2><p>O Estado tem bons “ativos” para se vender no mercado nacional, mas, como mencionei no início, precisamos de uma estratégia ambiciosa, a ser executada de forma profissional, com perseverança.</p><p>Equilíbrio fiscal, estabilidade institucional, ambiente favorável aos negócios, localização geográfica privilegiada com proximidade com os grandes centros consumidores, educação pública e privada de qualidade, avanços nos indicadores de segurança e qualidade de vida são grandes vantagens competitivas, sim. Mas, se não tivermos boa capacidade de comunicação para vender essas vantagens, elas não serão percebidas e não terão tanto valor. Precisamos, em síntese, “cacarejar”.</p><p>Muitos Estados têm suas agências de atração de investimentos. São Paulo, que já é historicamente um imã natural de atração de investimentos, além de ter a sua agência, a InvestSP,&nbsp; ainda possui escritórios em Xangai e Dubai e neste ano vai abrir novas unidades na Alemanha, em Munique, e em Nova York.</p><p>A Findes, desde 2018, iniciou um trabalho em parceria com o Estado, a academia e o setor produtivo, e colocou de pé o plano Indústria 2035, um projeto de desenvolvimento de longo prazo, elencando os setores portadores de futuro e desenhando as rotas estratégicas, com o caminho das pedras para o crescimento de cada setor.</p><p>Esse plano é, sem dúvida, uma enorme contribuição que a Federação das Indústrias dá para que o Estado organize seus esforços, observando as suas vantagens competitivas.</p><p>Outra contribuição relevante é o IAN – Indicador de Ambiente de Negócio, que mede, relativiza e cria um banco de boas práticas para que os municípios possam se aprimorar na atração de investimentos. O IAN inclusive deverá ganhar um capitulo de marcos regulatórios (licenciamento ambiental, abertura de empresas, alvará de obras, pagar impostos, etc) em breve.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/persistencia-sem-ela-nao-avancamos-nas-empresas-ou-nos-governos-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900460823_2020_02_21_80x80_novas_ideias_no_mundo_dos_negocios_192725.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Persistência: sem ela, não avançamos nas empresas ou nos governos</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/atrair-e-reter-talentos-esse-e-o-segredo-do-sucesso-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900461186_2021_04_15_80x80_curso_tem_objetivo_de_desenvolver_a_cultura_financeira_entre_os_profissionais_474392.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Atrair e reter talentos: esse é o segredo do sucesso</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/transicao-verde-um-caminho-para-o-desenvolvimento-do-pais-0621\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900461270_2020_12_14_80x80_dinheiro_em_moedas_381997.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Transição verde: um caminho para o desenvolvimento do país</h3><p>Desde 2017 a Findes vem pautando de forma clara e objetiva os nossos desafios nas áreas de infraestrutura, inovação e produtividade, e esse trabalho, quando compartilhado com os diversos atores da sociedade, tem conquistado avanços importantes.</p><p>Precisamos pegar trabalhos como esses, abraçá-los, ampliá-los e alinhá-los com as forças estaduais, com uma coordenação robusta, com métodos, metas, e capital humano para abrir o olho do Brasil e do mundo para as oportunidades e vantagens de investir no Espírito Santo.</p><p>Não tenho dúvida de que podemos mais, muito mais. Mas para isso precisamos ousar!</p>",
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  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900769549_2020_02_21_novas_ideias_no_mundo_dos_negocios_192725_article.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Todo mundo pode ter uma boa ideia: o que faz a diferença é colocá-la em prática</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Divulgação</span></figcaption></figure><p>Persistência é uma palavra-chave para qualquer empreendimento de sucesso, que busque realmente a transformação e a evolução da sociedade, seja na iniciativa privada ou no setor público. Parece simples, mas com frequência vemos casos de lideranças políticas ou empresariais, jovens ou não, que desistem no meio do caminho ou mudam de rumo diante da primeira dificuldade ou de uma nova moda ou tendência, numa trajetória errática que não produz resultados, só frustrações.</p><p>Sem persistência, de fato, nada dá certo. Não existe milagre ou mágica: mudanças estruturais costumam ter seu próprio tempo de amadurecimento e execução. Os resultados normalmente não aparecem no curto prazo: eles exigem planejamento, liderança e persistência para que a missão não seja abandonada na primeira ventania.</p><p>No setor privado, o conselho de administração de uma empresa atua como um guardião do planejamento estratégico. Pode haver mudanças na presidência da empresa, o novo presidente pode formar seu time e imprimir seu ritmo, mas ele segue o plano traçado para o longo prazo e não dá um cavalo de pau, alterando o rumo dos negócios drasticamente.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/evandro-milet/10-ditados-populares-que-mudaram-no-mundo-digital-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900769762_2021_05_17_80x80_startups_tem_carater_inovador_496112.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>10 ditados populares que mudaram no mundo digital</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/bem-estar-dos-colaboradores-e-forte-aliado-da-produtividade-das-empresas-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900770812_2020_04_09_80x80_e_urgente_que_governos_empresas_e_cidadaos_construam_um_pais_com_mais_oportunidades_225762.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Bem-estar dos colaboradores é forte aliado da produtividade das empresas</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/ifes-tradicao-e-qualidade-pensadas-por-meio-de-muito-trabalho-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900770909_2021_03_08_80x80_campus_vitoria_do_ifes_inscricoes_para_processo_seletivo_de_professor_substituto_433544.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Ifes:&nbsp;tradição e qualidade pensadas por meio de muito trabalho</h3><p>No setor público deve ocorrer o mesmo: a agenda de longo prazo deve atravessar mandatos eletivos, passando a pertencer à sociedade, que fiscaliza o gestor público e cobra continuidade nas políticas públicas reconhecidamente acertadas.</p><p>O&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" class=\"link\" target=\"_blank\">Espírito Santo</a>&nbsp;já tem certa experiência no ramo. O Plano ES 2025, construído há mais de 10 anos em parceria entre o governo estadual e a sociedade, promoveu uma agenda de desenvolvimento que resultou na melhoria dos indicadores sociais e econômicos, com avanços na educação pública, queda de homicídios, atração de novos investimentos e aumento da capacidade de investimento próprio do setor público.</p><p>Na educação, uma área que, por natureza, exige uma política de longo prazo, temos o exemplo clássico do município de Sobral, no Ceará, que virou referência internacional, sendo alvo de estudos até do Banco Mundial.</p><p>Há 20 anos a maioria das crianças de Sobral era analfabeta e o município estava na posição 1.366º no ranking do Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Hoje o município de 200 mil habitantes está em primeiro lugar e seu modelo virou referência para todo o Estado do Ceará e para o mundo.</p><p>A receita do sucesso cearense não tem mágica ou mistério e pode ser replicada, com ajustes, para outras áreas.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/novo-ciclo-de-desenvolvimento-do-es-passa-pela-inovacao-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900771015_2021_07_21_80x80_conceito_de_inovacao_envolve_a_exploracao_bem_sucedida_de_novas_ideias_562900.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Novo ciclo de desenvolvimento do ES passa pela inovação</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/todaselas/video-7-dicas-para-a-mulher-identificar-seu-perfil-de-negocios-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900771105_2021_07_19_80x80_especialista_em_negocios_giselia_freitas_da_7_dicas_para_a_mulher_identificar_o_seu_perfil_empreendedor_561250.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Vídeo: 7 dicas para a mulher identificar seu perfil de negócios</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/artigos/bilionario-dos-eua-mostra-os-principios-por-tras-de-uma-empresa-bem-sucedida-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900771204_2020_11_30_80x80_inovacao_ideia_372680.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Bilionário dos EUA mostra os princípios por trás de uma empresa bem-sucedida</h3><p>Falar de persistência pode parecer algo ultrapassado, em um mundo em processo de mudança tão veloz, mas penso que a reflexão é pertinente. Mesmo os projetos mais inovadores, que estão transformando a nossa vida, dos hábitos de consumo aos relacionamentos, contaram com lideranças que acreditaram na importância de seus projetos e se dedicaram diuturnamente para que determinada ideia pudesse se concretizar num produto ou um serviço.</p><p>Basta olhar para inovações como o iPhone, o&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/facebook\" class=\"link\" target=\"_blank\">Facebook</a>&nbsp;ou a Amazon, ou “ex-startups” que costumamos citar como&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/picpay\" class=\"link\" target=\"_blank\">PicPay</a>, Wine, Shipp,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/nubank\" class=\"link\" target=\"_blank\">Nubank</a>, Ifood,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/uber\" class=\"link\" target=\"_blank\">Uber</a>, Airbnb ou a&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/netflix\" class=\"link\" target=\"_blank\">Netflix</a>. Por trás de cada case desses havia uma liderança determinada apostando em seu projeto. E sem persistência, esse projeto não sairia do campo das boas ideias. Todo mundo pode ter uma boa ideia: o que faz a diferença é colocá-la em prática.</p><p>O mundo do sucesso é feito por aqueles que conseguem criar, planejar e executar. E a execução exige persistência.</p><p>Alerto que muitas vezes nos deparamos com lideranças que não conseguem realizar entregas efetivas, e criam “nuvens de fumaça” para distrair potenciais interessados. Esses mudam prioridades com frequência, inventam novos produtos ou processos milagrosos, trazem soluções simples para problemas complexos, descartam esforços iniciais para recomeçar nova empreitada e justificam dizendo que aquela ideia mal explorada era coisa do passado... É preciso cuidado. Lideranças assim costumam ser carismáticas e hábeis na comunicação, mas vazias em persistência e capacidade de realização.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/orgulhodaterra/em-meio-a-crise-iniciativas-de-empreendedores-impulsionam-a-economia-de-linhares-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900771347_2021_04_12_80x80_linhares_no_norte_do_espirito_santo_471959.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Em meio à crise, iniciativas de empreendedores impulsionam a economia de Linhares</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/beatriz-seixas/empresa-do-es-vai-investir-r-25-milhoes-em-fabrica-de-valvulas-na-serra-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900771573_2021_07_07_80x80_lotion_pump_valvulas_voltadas_para_mercados_como_de_cosmeticos_higiene_e_limpeza_vao_ser_fabricadas_em_unidade_na_serra_553493.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Empresa do ES vai investir R$ 25 milhões em fábrica de válvulas na Serra</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/todaselas/periferia-business-as-mulheres-que-moram-e-empreendem-nas-comunidades-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900771707_2020_12_16_80x80_arte_para_materia_mulheres_empreendedoras_383632.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Periferia business:&nbsp;as mulheres que moram e empreendem nas comunidades</h3><p>Cito também aqui um exemplo próximo de mim, do empreendedor Sérgio Rogério de Castro, que tem uma vida repleta de exemplos de persistência, tanto no âmbito empresarial como na representação setorial, e agora à frente da iniciativa conhecida como Escola de Associativismo.</p><p>O assunto, associativismo, pode não parecer tão glamouroso, mas é de extrema relevância para que a sociedade evolua. A persistência que ele tem tido para fazer com que essa iniciativa ganhe repercussão e seja devidamente valorizada é digna de aplausos.</p><p>A Escola de Associativismo é uma organização sem fins lucrativos destinada a orientar associações empresariais, de bairro ou de hospitais filantrópicos (não sei se o leitor sabe, mas eles respondem por 50% a 60% do atendimento na saúde pública).</p><p>A EA já formou cerca de 1,5 mil lideranças, o conteúdo de seus módulos tem contribuído para a evolução das organizações e, por consequência, da sociedade, e agora ela está expandindo a sua atuação para outros Estados, como Santa Catarina, Goiás e Pernambuco.</p><h2>Veja Também</h2><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/atrair-e-reter-talentos-esse-e-o-segredo-do-sucesso-0721\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900771815_2021_04_15_80x80_curso_tem_objetivo_de_desenvolver_a_cultura_financeira_entre_os_profissionais_474392.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Atrair e reter talentos: esse é o segredo do sucesso</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/transicao-verde-um-caminho-para-o-desenvolvimento-do-pais-0621\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900771982_2020_12_14_80x80_dinheiro_em_moedas_381997.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Transição verde: um caminho para o desenvolvimento do país</h3><a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/leo-de-castro/valores-sao-fundamentais-para-construir-uma-sociedade-desenvolvida-0621\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774900772091_2021_05_24_80x80_com_baixa_procura_por_gravidas_768_doses_da_pfizer_vao_para_comorbidades_em_cachoeiro_518692.jpg\" alt=\"\" /></a><h3>Valores são fundamentais para construir uma sociedade desenvolvida</h3><p>Se olharmos com cuidado para histórias de sucesso, tanto no setor público como no privado, você, leitor, vai enxergar claramente o traço forte da persistência. Por isso, procure desenvolver essa característica na sua vida.</p><p>Cabe sempre ressaltar, contudo, que persistir não é insistir ou teimar: é preciso saber avaliar quando realmente uma ideia não vai prosperar por algum erro de cálculo ou falha no planejamento inicial. Persistir é contornar as dificuldades e seguir com determinação o caminho planejado, mesmo que os resultados demorem a aparecer.</p><p>A História do&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/brasil\" class=\"link\" target=\"_blank\">Brasil</a>&nbsp;não é exatamente a de um país persistente em suas políticas públicas. O nosso maior problema,&nbsp;\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/educacao\" class=\"link\" target=\"_blank\">EDUCAÇÃO</a>, só será resolvido com uma política pública apartidária e que ultrapasse mandatos, ou seja, uma política persistente. “Sou brasileiro e não desisto nunca” é um bom slogan, mas não espelha bem a nossa realidade, algo que podemos mudar, com escolhas corretas e lideranças comprometidas. E com persistência.</p>",
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