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Seleção governista entra em campo e a torcida reza para não dar zebra

Ninguém sabe como termina essa partida. A torcida, rachada ao meio, reza para não acontecer o pior. Perder de 7 x 1 de novo não, ninguém aguenta. Nem prorrogação

Publicado em 05/10/2019 às 05h00
Atualizado em 05/10/2019 às 05h00
Presidente Jair Bolsonaro. Crédito: Sérgio Moraes
Presidente Jair Bolsonaro. Crédito: Sérgio Moraes

O time está definido. No gol, Moro, com fama de desbaratar adversários e interceptar ataques. Na defesa, a ala pauleira: na lateral direita, Onyx e, na ezquerda, Weintraub. De zagueiros, Salles e Damares. No meio de campo, a ala operadora: Tarcísio, Guedes e Tereza. No ataque, a ala camisa de força com Olavo, Carluxo e Ernesto. O técnico ameaça com uma sessão de preparação física com Ustra, se não vencerem.

Grande tumulto antes do jogo. Guedes promete um trilhão de gols e liquidar o jogo no primeiro tempo. Salles não quer acordo para jogar em Paris - nem o técnico. Damares não joga na Holanda porque lá masturbam criancinhas. Ernesto não joga na China, só nos EUA. Olavo diz que o campo não está plano e pede provas. Carluxo quer entrar com robôs. O juiz Tofolli não aceita e também não deixa o time entrar armado, como queria o técnico. A torcida vaia o juiz.

Enfim, a partida começa. Guedes e Tarcísio montam uma estratégia para vender o estádio, e parte da torcida apoia. O técnico tem dúvidas. Tereza ameaça o gol com perigo. Onyx apoia pela direita, mas leva bola nas costas e recua. Começa a chover e Weintraub quer um guarda-xuva sem partido, nem gênero. Perigo. Algum maluquete de helicóptero poderia confundir com um fuzil e acertar-lhe a cabecinha. Empestearia o ambiente.

Salles chuta tudo, incendeia o jogo e delira que tem um reserva indígena no banco. Damares despiroca sem mamadeira, confundindo as cores das camisas. O técnico xinga a mulher do juiz, mas não aceita expulsão porque seu cartão nunca será vermelho. O goleiro leva vários gols contra e ameaça sair. Prefere ser juiz ou técnico.

O ataque não funciona. Carluxo passa a bola em morse para Ernesto e recebe em tupi. Olavo aplica a filosofia Adorno de jogo, atacando pela extrema direita, no novo ritmo marxismo iê-iê-iê, distribuindo desaforos de São Paulo. Ernesto, ignorando o clima quente, vê, à beira do campo, o outro irmão do pica das galáxias fazendo embaixadinha e tropeçando no sotaque, fritando o seu suculento lugar com picles e molho especial.

Ninguém sabe como termina essa partida. A torcida, rachada ao meio, reza para não acontecer o pior. Perder de 7 x 1 de novo não, ninguém aguenta. Nem prorrogação.

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