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Jornalista de A Gazeta. Há 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica.

Crescimento sim, deslumbramento não

Empresários e investidores do Espírito Santo estão otimistas para o próximo ano, só que eles sabem mais do que ninguém que ainda não há espaço para deslumbramentos

Publicado em 25/12/2018 às 21h37

Tão cedo o mercado imobiliário e o setor da construção civil não devem passar pelo boom de lançamentos e comercialização de unidades residenciais e comerciais que vivenciaram há poucos anos, especialmente entre 2010 e 2014. Mas isso não chega a ser um problema para esses segmentos. Deixar a crise para trás e voltar a crescer, ainda que moderadamente, já têm sido motivos para comemorações.

Empresários e investidores do Espírito Santo estão otimistas para o próximo ano, só que eles sabem mais do que ninguém que ainda não há espaço para deslumbramentos. A perspectiva é sim de avançar, mas de forma sustentável, com cautela e os pés bem no chão como gostam de frisar alguns donos de construtoras.

A retomada, na visão do presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Estado (Ademi-ES), Sandro Carlesso, será aos poucos, tendo o seu ritmo ditado conforme o cenário econômico mostrar a sua capacidade de recuperação e o governo federal e o Congresso tiverem a habilidade para seguir e aprovar a reforma da Previdência.

Ele acredita que até 2020 o crescimento será gradual, mas ainda muito distante do auge de 2013, quando estavam em construção no Estado cerca de 36 mil unidades. Hoje, existem aproximadamente 11 mil nesta condição. “Se a demanda voltar com força, isso deve acontecer mais para frente. Acredito que a alavancada maior, com um novo pico, só virá lá para 2025”, projeta.

Enquanto uma nova fase de euforia não chega, as empresas vão se preparando de forma comedida para tirar do papel alguns projetos que estavam engavetados à espera da melhor hora para viabilizá-los. Agora, com os estoques de unidades muito baixos e a confiança sendo resgatada, o momento volta a ser propício.

Aliás, confiança é a palavra mágica dessa área. Considerando que o imóvel é um bem de alto valor e que para adquiri-lo, seja para morar ou investir, requer na maioria dos casos planejamento de médio e longo prazo, esse sentimento é considerado por especialistas e empresários como um alicerce e um impulsionador de negócios. “O setor produtivo depende de confiança para tomar a decisão de construir. O comprador precisa confiar e estar seguro para que ele se comprometa a fazer uma dívida de longo prazo. Se esses atores não acreditarem que a situação estará melhor lá na frente, eles acabam desistindo”, pondera Paulo Baraona, presidente do Sinduscon-ES.

Perfis diversos

A retomada do setor no Espírito Santo deve contemplar imóveis de variados perfis. Para o diretor da Ademi e da Betha Espaço, Charles Bitencourt, os próximos lançamentos devem ter unidades de dois, três e quatro quartos. “Na crise, com exceção dos imóveis do Minha Casa Minha Vida, que deram continuidade, o mercado ficou muito retraído. Então, agora, vamos ver todo tipo de lançamento.”

Tá ruim, mas tá bom

Mesmo com o mercado ainda ensaiando uma retomada, já tem bairros em que achar um imóvel residencial para alugar não é tarefa simples. Bitencourt cita que se encaixam nessa situação Praia do Canto e Jardim da Penha, ambos em Vitória.

Até que enfim!

Depois de muito tempo parada, a procura por salas comerciais começou a acontecer na Grande Vitória. Quem entende do assunto diz que até o primeiro mês de 2019 deve ser o último resquício da baixa, ou seja, últimas chances de negociar com preços menores.

Estímulo

O mercado imobiliário acredita que a Selic vai continuar em 2019 no patamar atual, de 6,5% ao ano, o que é considerado como muito positivo. Mas defende que os juros voltados para as linhas de financiamento ainda precisam baixar mais.

Atração de empresas

O interesse de empresas em investir no Estado tem crescido, segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento, José Eduardo Azevedo. Ele conta que esse movimento se intensificou de meados de 2017 para cá. Um dos setores de destaque é o comercial atacadista, que até o dia 20 de dezembro tinha 259 empresas inscritas no programa de incentivos Invest, número superior ao do ano passado inteiro, de 217 companhias.

Espírito Santo se apresenta para o mundo

A Findes, por meio do Fórum Capixaba de Petróleo e Gás, vai lançar no próximo dia 29 de janeiro o Anuário da Indústria do Petróleo no Espírito Santo 2018, que foi elaborado pelo Ideies.

A apresentação dos números, dos resultados e das oportunidades desse segmento no Estado será feita na Casa da Indústria da Firjan, no Rio de Janeiro, para as principais operadoras, afretadoras e detentoras mundiais de tecnologia do setor.

A escolha pelo Rio, segundo o coordenador do Fórum, Durval Vieira, é pelo fato de ser lá onde estão os principais players da área. “A ideia é dar visibilidade a todo o potencial do Estado e das empresas que podem fornecer para este mercado global e também atrair investidores e parceiros para o Espírito Santo.”

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